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O difícil encontro do meio-termo

A educação começa em casa. Esse conceito está pacificado. Os pais são os educadores por excelência. São as primeiras referências na vida de uma criança. Depois, vem a escola. E a vida em sociedade. É essa a definição clássica. Só que, agora, há outro grupo de influência poderoso: a sociedade virtual.

Dia desses, uma mãe me perguntou o que fazer com o filho, que perde boa parte do tempo diante do computador: “Ele não conversa, não gosta de almoçar comigo, não sai de casa. Quando eu cobro, ele diz: ‘Enquanto as mães ficam preocupadas com os filhos porque não voltam para casa, você briga comigo porque não saio de casa’”.

O que fazer para chegar ao meio-termo, conceito filosófico defendido por Aristóteles, que, dentre outras razões, dizia ser esse o caminho para a felicidade? Nada de exageros, afirmaria o filósofo. Nem a falta. Nem o excesso.

Proibir os filhos de usarem o computador não é o caminho do meio-termo. Deixá-los o dia todo diante dele também não. Há um fator que precisa ser resgatado: o diálogo. Os pais conversam pouco com os filhos. A razão pode ser a falta de tempo ou, pior, de assunto. Os mundos são diferentes e, como não há muita disposição para compreender o desconhecido, a prosa fica empobrecida: “Tudo bem, filho?”, “Tudo”; “Tudo bem na escola?”, “Tudo”;  “Almoçou?”, “Já”.

O diálogo começa na infância, quando os pais contam histórias para os filhos, quando brincam com eles. É desde cedo que se educa para o “sim” e para o “não”. É desde cedo que os limites são recebidos. Mesmo contrariada, a criança vai aprendendo. E a presença dos pais é fundamental. Muitas vezes, a família acha que é a escola que tem a obrigação de ensinar os valores essenciais para a criança. Por melhor que seja uma escola, ela nunca preencherá a lacuna de uma família ausente.

Em tempos de tecnologia, vale lembrar a boa imagem de quando a criança dormia no colo do pai ou da mãe ouvindo histórias. Isso faz bem para os afetos e para a inteligência. 

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo)

Gabriel Chalita apresenta programa na rádio Mix FM

Desde o dia 8 de julho, Gabriel Chalita apresenta um programa na rádio Mix: o Geração Cidadania. São dois boletins diários, com histórias reais de solidariedade. Projetos inspiradores de quem contribui para um país mais justo e humano. 

Veiculado nacionalmente, o programa é uma iniciativa para divulgar essas realizações e incentivar outras pessoas a realizar trabalhos voluntários. Na cidade de São Paulo, a frequência da Mix é 106,3 FM.

Para enviar sua história de solidariedade – ou a de alguém que você conheça –, acesse facebook.com/programageracaocidadania. Ou, se preferir, mande um e-mail para [email protected].

 

 

 

 

Ficha técnica

O quê: programa Geração Cidadania

Onde: rádio Mix FM (em São Paulo, 106,3 FM; para a frequência em outras cidades, acesse mixfm.com.br)

Quando: duas vezes por dia, ao longo da programação

 

Fonte: assessoria de imprensa 

Globalização da indiferença

O papa Francisco vem surpreendendo desde o início de seu pontificado. Sua simplicidade e seu sorriso – expressão de bondade – têm conquistado católicos e não católicos do mundo todo. Seu discurso e suas ações transbordam ternura, acolhimento, amor.

Nesta semana, o papa esteve na ilha de Lampedusa, na Itália, uma porta de entrada para imigrantes ilegais na Europa. Na arriscada travessia pelo mar, em frágeis embarcações, muitos morrem em busca do sonho de viver numa pátria por eles considerada melhor. Quantas tristes histórias de imigração clandestina são conhecidas de todos – muitas delas, convertidas na desumana escravização da pobreza.

O papa lamentou essas mortes, de vida ou de liberdade. E lamentou, também, a falta de responsabilidade, de fraternidade, pela desgraça de um irmão, a ausência do choro pela dor alheia. Lamentou, enfim, a indiferença humana: “Caímos na globalização da indiferença. Nós nos habituamos ao sofrimento do outro. ‘Não nos diz respeito, não nos interessa, não é tarefa nossa!’”.

Francisco está certo! Este é um dos mais graves problemas contemporâneos: a indiferença. Somos “seres de convivência” e, portanto, a indiferença é a negação da nossa essência. Nós, seres humanos, precisamos uns dos outros. É na solidariedade, na fraternidade, que nos realizamos.

“A globalização da indiferença nos torna anônimos, responsáveis sem nome e sem face.” Quem só se interessa por si mesmo desperdiça a felicidade que vem do servir. Outro Francisco, o santo de Assis, ensinou que o servir traz mais felicidade do que o ser servido. Basta experimentar. Há muitas mulheres e muitos homens que realizam trabalhos voluntários e tentam melhorar o mundo. Há profissionais que fazem de seu ofício uma construção de pontes, para que, na engenharia da vida, ninguém seja deixado para trás. Toda vez que enxergamos o outro, diminuímos a indiferença e ajudamos a globalizar o respeito e a fraternidade.

Seja bem-vindo ao Brasil, papa Francisco.

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo)

Comissão de Educação aprova psicólogos e assistentes sociais na educação básica

A Comissão de Educação da Câmara Federal, presidida pelo deputado Gabriel Chalita, aprovou por unanimidade o Projeto de Lei 3.688/2000, que dispõe sobre a prestação de serviços de psicologia e de serviço social nas redes públicas de educação básica. De acordo com o documento, esses serviços serão prestados por equipes multiprofissionais, de maneira a desenvolver ações voltadas à melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem. Os sistemas de educação, de saúde e de assistência social terão o prazo de um ano para se adequar ao cumprimento do projeto.

Em reunião realizada no dia 3/7, houve um impasse durante a votação nominal da propositura. Como o projeto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e ganhou um substitutivo no Senado Federal, coube aos parlamentares debaterem qual texto seria melhor para a educação brasileira. No entanto, durante a votação, foi registrado um empate; assim, Chalita fez uma consulta à Presidência da Câmara quanto ao critério a ser adotado. Tanto a Presidência da Casa quanto a Secretaria-Geral da Mesa recomendaram a anulação da votação anterior e a participação da relatora em um novo processo de votação.

Fonte: assessoria de imprensa | Data: 10/7/2013

Deputado Gabriel Chalita participa de seminário em Natal (RN)

O deputado federal Gabriel Chalita abriu, nesta segunda-feira (8/7), o seminário Motores do Desenvolvimento: Educação Básica e Profissional, em Ponta Negra, no Rio Grande do Norte. O evento foi realizado pelo jornal Tribuna do Norte, da Salamanca Capital Investments, do Sistema FIERN (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte), do Sistema FECOMERCIO (Federação do Comércio), da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e da Funpec (Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura).

Chalita falou sobre os trabalhos da Comissão de Educação da Câmara Federal – da qual é presidente – e dos desafios para os próximos anos: da melhoria da qualidade do ensino, da ampliação dos investimentos no setor, da valorização dos professores e do incentivo à escola de tempo integral.

Também participaram do seminário o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, o ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, o prefeito de Natal, Carlos Eduardo, e o presidente da FIERN, Amaro Sales, entre outras autoridades, empresários e representantes de entidades ligadas à educação.

 

Links

Confira a reportagem sobre o evento publicada no site do jornal Tribuna do Norte:

http://tribunadonorte.com.br/noticia/nao-existe-crianca-burra-diz-gabriel-chalita/255035

 

Leia a entrevista exclusiva de Chalita à publicação:

http://tribunadonorte.com.br/noticia/valorizacao-tem-que-ser-na-cabeca-coracao-e-bolso/254905

 

Fonte: assessoria de imprensa | Foto: Alex Régis | Data: 8/7/2013

Choro, dor e adeus

Há seis meses, os Capchas, imigrantes bolivianos, chegaram ao Brasil para iniciar uma nova vida. Essa pequena família deslocou-se de sua terra natal à procura de oportunidade, de um futuro pleno – pessoas simples, humildes e esperançosas.

No entanto, a esperança foi interrompida por uma tragédia, no dia 28/6, na casa onde moravam, na periferia de São Paulo. Homens armados renderam a família, para levar alguns de seus poucos bens. Como se isso não bastasse, cometeram uma crueldade ainda maior. Um dos criminosos, irritado em razão do choro do pequeno Brayan, filho de 5 anos do casal, assassinou-o com um tiro, calando-lhe o choro e a vida. Em sua inocência, o menino, assustado, havia suplicado pela vida, oferecendo aos malfeitores algumas moedas, para que poupassem sua família de mais sofrimento. Soube-se depois que as moedas estavam sendo guardadas, por Brayan, para comprar um refrigerante, que seria dividido entre os amiguinhos no dia de seu aniversário.

A esperança da chegada perdeu-se. Foi substituída pela dor na partida. Partiram para enterrar o filho morto em sua aldeia. Olhos baixos, mudos, tristes, quase sem vida. Vida resiliente.

O assassinato de Brayan provocou reações por toda parte. Da comunidade boliviana, da polícia e, inclusive, de bandidos – que juraram o criminoso de morte. As pessoas, sensibilizadas, ofereceram ajuda e doaram-se da forma que puderam, tentando aliviar o calvário dos pais. Uns, com dinheiro; outros, com orações ou mensagens de solidariedade. Amor ágape.

Sentimos, juntos, a dor da barbárie contra essa criança. Uma história que nos fere só de ser ouvida. Somos humanos, amamos nossos próximos e imaginamo-nos vítimas também. É o amor ágape que nos move rumo ao acolhimento doído e indignado. A tragédia é inominável. O olhar assustado da mãe iluminou-se, por segundos, quando lhe perguntaram se teria outro filho. Num sorriso de tristeza, ela disse que sim, embora a dor perdure com a tristeza da ausência. E, assim, deixou o Brasil. 

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo)

Chalita preside reunião sobre o Projeto de Lei 3.688/2000

Durante reunião deliberativa realizada nesta quarta-feira (3/7), a Comissão de Educação da Câmara, presidida pelo deputado federal Gabriel Chalita, debateu amplamente o Projeto de Lei 3.688/2000, que dispõe sobre a prestação de serviços de psicologia e de serviço social na educação básica da rede pública.

Como a propositura já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e ganhado um substitutivo no Senado Federal, coube aos parlamentares determinarem qual texto seria o melhor para a educação brasileira. De acordo com o conteúdo aprovado pela Câmara, deverá ser assegurado o atendimento, por psicólogos e assistentes sociais, a alunos das escolas públicas de educação básica que dele necessitarem. Esses profissionais precisarão ser ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS) ou aos serviços públicos de assistência social.

O substitutivo do Senado Federal prevê que as redes públicas de educação básica contem com esses serviços, de equipes multidisciplinares, para atender às necessidades e às prioridades definidas pelas políticas de educação. Os recursos financeiros serão oriundos da área da educação, e não do SUS ou dos serviços públicos de assistência social.

Durante o processo de votação do teor do projeto, foi registrado um empate – o que ocasionou um impasse na comissão. Assim, Chalita fará uma consulta à presidência da Câmara sobre o critério a ser adotado nesse caso, e o resultado será proferido na próxima reunião do colegiado, marcada para o dia 8/7.

Fonte: assessoria de imprensa

Gabriel Chalita conduz seminário sobre o Código de Ciência, Tecnologia e Inovação

Cientistas, professores, advogados e dirigentes de instituições públicas e privadas participaram, nesta segunda-feira (1º/7), de um seminário da comissão da Câmara Federal que debate a implantação do novo Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. O encontro, realizado na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo, foi requerido pelo presidente da comissão, deputado Gabriel Chalita – que comandou o evento –, e pelo deputado Newton Lima, que integra o colegiado. O relator da proposta, deputado Sibá Machado, também esteve presente.

O objetivo do encontro foi debater estratégias em busca de soluções jurídicas para o aprimoramento do Projeto de Lei nº 2.177/2011. Participaram dele a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader; o diretor-executivo da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento de Empresas Inovadoras (ANPEI), Naldo Dantas; Maria Paula Dallari, professora associada da Faculdade de Direito da USP e assessora jurídica da Agência USP de Inovação; Gilberto Bercovici, professor titular de Direito Econômico da USP; Marco Braga, mestre em Direito Econômico pela USP e advogado com atuação na área de Tecnologia e Inovação, e Fernando Menezes, professor associado de Direito Administrativo da USP.

O novo Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação tem como propósito simplificar e modernizar a legislação que regula o setor, para assim, agilizar os processos e fortalecer as pesquisas no País. Em junho, a comissão reguladora já havia promovido um debate similar na Fiocruz, no Rio de Janeiro, de modo a complementar as sessões e reuniões públicas realizadas no Congresso Federal, em Brasília.

Data: 1º/7Fonte: assessoria de imprensa

São Paulo receberá seminário sobre o Código Nacional de Ciência e Tecnologia

O presidente da comissão especial destinada a debater a criação de novas regras para o setor de ciência, tecnologia e inovação, deputado Gabriel Chalita (PMDB/SP), conduzirá, no dia 1º/7, um seminário para discutir estratégias referentes a soluções jurídicas para a área. O evento, que também é de autoria do deputado Newton Lima (PT/SP), será realizado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), na Sala da Congregação (Largo São Francisco, 95, 1º andar, Centro), das 9 às 12 horas.

O Projeto de Lei 2.177/11, que institui o Código Nacional de Ciência,Tecnologia e Inovação, tem como objetivo alcançar a autonomia tecnológica e o desenvolvimento industrial brasileiros, além de promover capacitação profissional na área. Ele norteará as ações, os projetos e as parcerias nesse campo, dando mais celeridade aos processos e fortalecendo as pesquisas no País.

Para debater as mudanças jurídicas que proporcionariam o desenvolvimento do setor, serão ouvidos o relator da proposta, Sibá Machado (PT/AC); a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader; o diretor-executivo da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Naldo Dantas; Maria Paula Dallari, professora associada da Faculdade de Direito da USP e assessora jurídica da Agência USP de Inovação; Gilberto Bercovicci, professor titular de Direito Econômico da USP; Marco Braga, advogado e mestre em Direito Econômico pela USP (com atuação na área de tecnologia e inovação), e Fernando Menezes, professor associado de Direito Administrativo da USP.

Data: 27/6/2013 | Fonte: assessoria de imprensa

Aplausos para o cinema nacional

Ao longo de sua história, o cinema brasileiro experimentou períodos de glória e declínio. Cenário de interessantes produções – como do belo Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos, ou do pungente Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha –, ele foi, por algum tempo, solenemente desprezado pelo grande público. O problema nunca se referiu à falta de capacidade de roteiristas, diretores, atores e todos os outros profissionais envolvidos na produção dos filmes. A questão era outra: a insuficiência de recursos.

Felizmente, no entanto, a gradual elevação dos investimentos no setor rompeu esse difícil ciclo, fazendo com que as produções crescessem em número e em qualidade. Profissionais como Guel Arraes, Walter Salles e Fernando Meirelles contribuíram para o renascimento do cinema nacional, coroado aqui e no exterior. As listas dos filmes mais vistos no País, antes dominadas pelas superproduções estrangeiras, passaram a trazer, lado a lado, títulos brasileiros.

No último fim de semana, pude comprovar esse fato ao assistir ao filme Minha Mãe É uma Peça. A comédia de Paulo Gustavo, baseada em um monólogo que ele mesmo levara ao teatro, é sensacional. A aceitação do público foi tamanha que, numa cena pouco comum, os espectadores aplaudiram a produção de pé.

O filme conta a história de uma típica família brasileira. Dona Hermínia, interpretada pelo próprio diretor, resolve sair de casa após o divórcio e uma vida de devoção aos filhos. Está criada a confusão. 

Com obras de forte caráter experimental, ou engajadas em questões sociais, ou despretensiosas e divertidas, o cinema brasileiro vive uma fase de ouro – gerando cultura, empregos e desenvolvimento para o País. Minha Mãe É uma Peça comprova essa rica diversidade de temas e estilos, capazes de agradar às mais diversas plateias. Que o cinema nacional tenha vida longa e próspera. Nós, espectadores, agradecemos.

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo)