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Hora para leitura

Hoje, será lançado o programa educacional “Hora da Leitura”, que vai atender estudantes de 5ª a 8ª séries das escolas estaduais. Neste primeiro dia será realizada uma sessão de leitura, transmitida simultaneamente para seis mil escolas, por teleconferência.

A iniciativa das secretarias de educação e cultura do Estado vai incluir 50 minutos de leitura na grade semanal de quase dois milhões de estudantes. Serão utilizados textos de literatura popular, dramáticos, poemas, crônicas e letras musicais.

Cantinas: cardápio ”light”

As cantinas das escolas estaduais vão ter que se adequar às novas normas de práticas alimentares da Secretaria Estadual da Educação, que baixou portaria com o objetivo de melhorar a qualidade dos produtos servidos aos alunos.

A mudança é fruto de uma pesquisa feita com 2.825 escolas de todo o Estado entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano. O questionário foi aplicado aos pais de alunos, professores e representantes da comunidade sobre a alimentação nas escolas.

Segundo a Secretaria da Educação, entre outras medidas, é preciso evitar a obesidade, diabetes infantil e outros desvios de nutrição, além de orientar a substituição de produtos industrializados pelos naturais.

REGULAMENTAÇÃO – A portaria que regulamenta a questão foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 25 de março. As escolas estaduais já podem começar a exigir que as cantinas comecem a se adaptar às regras, segundo informou ontem a assessoria de imprensa da secretaria.

As cantinas, por lei, são administradas diretamente pelas APMs (Associações de Pais e Mestres), ou indiretamente por terceiros escolhidos pelas associações, por intermédio de licitação.

MUDANÇAS – A portaria recomenda estimular a substituição de refrigerantes por sucos, bebidas lácteas —achocolatados, vitaminas de frutas, sucos de polpas de frutas—, evitar a venda de balas, gomas de mascar e salgadinhos industrializados em pacotes, substituição de frituras por salgados e doces assados, dar preferência para produtos à base de extratos ou fermentados —soja e leite.

Outras medidas previstas são a venda de barras menores de chocolates —menos de 30 gramas— e com menos calorias, e estimular o consumo de barras de cereais.

O não-cumprimento das novas normas pode resultar em sanções à cantina e até o seu fechamento, segundo a Secretaria da Educação.

A secretaria vai promover com os alunos da rede uma abordagem interdisciplinar das questões nutricionais.

Professores de educação física e ciências falarão do assunto com os estudantes durante as aulas, mostrando a importância da boa alimentação para a saúde.

ADAPTAÇÃO – Em São José dos Campos, as escolas estaduais estão começando a tomar conhecimento da portaria.

Algumas já até marcaram reuniões com as APMs para tratar do assunto. Caso da escola estadual Professor Dorival Monteiro de Oliveira, no Parque Novo Horizonte, região leste da cidade.

A secretária da escola, Suzana Batista, disse que a escola participou da pesquisa e que a APM vai ser orientada para que a cantina da escola se adeque à portaria.

”Considero muito boa a mudança, principalmente com relação aos produtos industrializados”, disse.

Já entre os alunos, o assunto ainda é desconhecido por boa parte deles. “Não sabemos de nada”, afirmou o estudante Marcos Moreira, 15 anos, enquanto chupava um pirulito.

Hora da leitura

Na quarta-feira, dia 30 de março, será lançado o programa educacional Hora da Leitura, que vai atender estudantes de 5ª a 8ª séries das escolas estaduais. Uma sessão de leitura, transmitida simultaneamente para as seis mil escolas, será feita por meio de teleconferência, com a participação dos secretários estaduais Gabriel Chalita, da Educação, e Claudia Costin, da Cultura.

A parceria firmada entre as pastas permitirá ações coordenadas para difundir a leitura por prazer em sala de aula. A Educação incluirá atividades de leitura em 50 minutos na grade semanal, envolvendo quase dois milhões de estudantes e 9.200 professores. A Secretaria da Cultura capacitará os professores, por meio de ação coordenada pela titular do Departamento de Teoria Literária da Unicamp, Marisa Lajolo, doutora em Letras pela Brown University, com graduação e mestrado na Universidade de São Paulo (USP).

O programa ‘Hora da Leitura’ é uma proposta de trabalho que enfatiza a leitura de diversos gêneros em sala de aula, como literatura popular, textos dramáticos, poemas, crônicas, letras musicais e charges e outros adequados ao Ciclo II do Ensino Fundamental.

Mudanças na cantina

SÃO PAULO – A secretaria estadual de Educação determinou novas normas para melhorar a qualidade dos produtos servidos pelas cantinas das escolas paulistas. As regras incluem renovação de contratos com fornecedores e alimentos mais saudáveis.

As cantinas que não cumprirem a portaria podem receber multa e ter o alvará de funcionamento cassado. A medida teve como base uma pesquisa feita com pais de alunos e representantes da comunidade de 2.825 escolas do estado entre janeiro e fevereiro de 2005.

Os dados demonstram que 72% dos entrevistados consideram a qualidade dos produtos vendidos satisfatória e 28% acham que a qualidade dos produtos pode melhorar.

De acordo com as novas normas, refrigerantes devem ser substituídos por sucos naturais e frituras por salgados e doces assados. Além disso, a venda de balas, gomas de mascar e salgadinhos industrializados em pacotes deve ser evitada. A quantidade de doce será controlada com a permissão de 30 gramas por aluno.

Cantina mais natural

O cardápio das cantinas das escolas estaduais vai mudar no segundo semestre. Uma portaria publicada pela Secretaria Estadual de Educação quinta-feira prevê que as 1.676 cantinas das escola do Estado vendam alimentos naturais para estimular hábitos alimentares saudáveis nos alunos. As lanchonetes terão 180 dias para se adequar às novas orientações, com pena de multa e sanções administrativas.

A portaria é resultado de uma pesquisa realizada nos dois primeiros meses do ano pela Secretaria da Educação com pais, professores e funcionários das 2.825 escolas do Estado. O estudo mostrou que as cantinas deveriam substituir os refrigerantes por sucos, bebidas lácteas (como achocolatados ou vitaminas de frutas) ou à base de extratos fermentados (soja ou leite) e trocar as frituras por salgados ou doces assados.

A comunidade escolar também pediu que fosse evitada a comercialização de balas, gomas de mascar e salgadinhos industrializados e que os chocolates fossem vendidos em barras com menos de 30 gramas. A pesquisa ainda mostrou que 95% dos pais gostaria que houvesse uma ação educativa conjunta entre a direção da escola, professores e funcionários para informar sobre os perigos do consumo de açúcares, gordura e sal em excesso. Dez por cento das cantinas foram reprovadas pela pesquisa e serão fiscalizadas pela secretaria.

“Temos muitos problemas de obesidade infantil e, desde 2002 estamos com o foco na alimentação saudável nas escolas”, disse Frederico Rozanski, diretor do Departamento de Suprimento Escolar da Secretaria. “A merenda escolar já tem esse foco e, agora, queremos expandi-lo para as cantinas.”

Além de dar uma lista dos alimentos que devem ser vendidos, a portaria também atualiza a legislação das cantinas escolares – que era da década de 80 – e exige que os alimentos sejam especificados na minuta do contrato de licitação das lanchonetes. “Nesse momento não estamos proibindo nada, mas tentando conscientizar a comunidade escolar para a alimentação saudável. Vamos investir em palestras informativas e exigir que as cantinas informem o que estão comercializando.”

Em sala de aula, os professores abordarão questões nutricionais, discutindo teor calórico dos alimentos e problemas como obesidade e diabetes infantil.

Parceria para capacitação

O governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Estado da Educação, formou uma parceria com a Fundação Telefônica para um programa de capacitação no uso pedagógico da internet. O programa atingirá 1.600 professores, 2.400 alunos-monitores e 800 escolas da rede pública estadual ­-todas têm que ter sala de informática com computadores conectados em banda larga.

Ao todo, o plano de capacitação terá quatro etapas, sendo que a primeira delas ocorreu no último sábado. O portal EducaRede (www.educarede.org.br), totalmente aberto e gratuito, desenvolvido pela Fundação Telefônica para alunos e professores de ensino fundamental e médio da rede pública brasileira, é o suporte e o ambiente virtual em que ocorre a capacitação.

A Secretaria da Educação utilizará a sua Rede do Saber (estrutura de videoconferência) no programa de parceria, que continua até novembro deste ano. As atividades pedagógicas se basearão no tema da pluralidade cultural, tendo como lema “As Coisas Boas da Minha Terra”.

O que se pretende é apresentar a educadores e alunos os potenciais educativos dos recursos tecnológicos oferecidos pela internet, tais como pesquisa, comunicação e produção de novos conteúdos. Ou seja, mostrar a esse público como a internet pode ser útil no dia-a-dia da escola.

Equipes de mais de cem escolas estaduais do interior paulista participaram de uma etapa piloto realizada no final de 2004, com o intuito de avaliar a eficácia do modelo desenhado. Em todo o processo, puderam trabalhar a parte de pesquisa, buscando informações ‘in loco’ e via internet, organizar essas informações, dividir tarefas, produzir e editar textos e planejar a melhor forma de apresentar tal conteúdo na Rede.

EducaRede

O programa EducaRede já está em funcionamento na maioria dos países onde a Fundação Telefônica opera ­-o primeiro a entrar no ar foi justamente o brasileiro, em março de 2002. O portal brasileiro atingiu em dezembro de 2004 a marca de 1,5 milhão de pageviews.

O número de usuários cadastrados, entre professores, alunos e demais interessados, cresceu de 13,5 mil em 2003 para 28 mil em dezembro de 2004.

Entre 2002 e dezembro de 2004, 8.600 educadores, vinculados a secretarias de Educação como as da Prefeitura de São Paulo e dos governos do Ceará e da Paraíba, já foram capacitados em oficinas.

Mestrado: prazo prorrogado

A necessidade de dar continuidade aos estudos cresce cada vez mais e o mercado de trabalho fica mais exigente. Porém, os professores da rede pública estadual já têm motivos para comemorar. Isso porque, a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, juntamente com a Universidade de Londres, oferece 100 oportunidades de estudo nesta instituição, através do Programa Bolsa Mestrado. Os interessados poderão se inscrever até o dia 27 de maio, pelo site .

O curso terá um total de 360 horas, sendo que dez serão cursadas na cidade de Londres. As aulas restantes serão realizadas através de um suporte de orientação presencial a cada dois meses no Brasil. Em Londres, os módulos serão cursados entre os meses de agosto e setembro, divididos da seguinte forma: Métodos de Pesquisa (30 horas); Valores na Educação (30 horas); Gestão Educacional (30 horas); Formação de Professores (30 horas) e Dissertação (60 horas).

Os professores deverão desenvolver quatro ensaios com 5 mil palavras cada e uma dissertação com 20 mil palavras.

Para participar, é necessário obedecer às seguintes regras: ser professor de Educação Básica II (PEB II); titular do cargo do Q.M; estar em sala de aula na rede pública estadual nos últimos dois anos; estar a mais de oito anos para completar o tempo necessário para sua aposentadoria em qualquer de suas modalidades; apresentar uma declaração comprobatória dos três primeiros itens assinada pelo diretor e dirigente da Diretoria de Ensino (DE) do respectivo professor; apresentar um termo de anuência do diretor para o afastamento de dois meses e apresentar uma declaração de referência de competência e idoneidade do candidato declarada pelo diretor da escola e pelo dirigente da DE do respectivo professor, exigida pela universidade; apresentar o resultado de proficiência em Língua Inglesa do exame do TOEFL, com a nota mínima de 650, em um intervalo de 0 -690 ou do IELTS, com nota mínima de 7, em um intervalo de 0 -9 ou o Cambridge CPE, que equivale a 620 à 677 do TOEFL e não o FCE.

Após o término do período de inscrições, a secretaria irá selecionar 130 candidatos. Destes, 100 docentes serão escolhidos pela Universidade de Londres para participar do programa. A confirmação dos documentos comprobatórios da inscrição e a seleção dos 130 professores pela Secretaria Estadual de Educação serão realizadas no mês de junho. Pelo alto nível de proficiência exigido em Língua Inglesa, a Universidade de Londres reverá uma possibilidade de flexibilização na pontuação mínima exigida no TOEFL e no IELTS, nos próximos 30 dias.

CRONOGRAMA

até 27 de maio – inscrições

junho de 2005 – confirmação dos documentos comprobatórios da inscrição e seleção dos 130 professores

1ª quinzena de julho de 2005 – entrevista com professores da universidade para a seleção dos 100 docentes

30 de julho de 2005 -data prevista para o embarque

Escola pública: olimpíadas

RIO – Cerca de 3 milhões de estudantes dos ensinos fundamental e médio de todo o País deverão participar da 1.ª Olimpíada Brasileira de Matemática para Escolas Públicas (OBMEP), que acontecerá em agosto. São meninos e meninas que, em busca das primeiras colocações, enfrentam com determinação a falta de professores e as precárias condições de ensino.

Um dos candidatos à medalha é Danilo Gomes, de 15 anos, que cursa o primeiro ano do ensino médio na Fundação de Apoio à Escola Técnica do Rio (Faetec). Em 2004, ele foi medalhista na olimpíada do Estado. Agora, se dedica a melhorar seus resultados para obter uma boa classificação na edição nacional.

Gomes acredita que seu bom desempenho se deve à ajuda de uma antiga professora, que, sem cobrar, passava as tardes estudando com ele, depois do horário escolar. “A professora dizia que eu precisava de estímulo, senão me perderia. Devo muito a ela”, conta. O estudante, cuja mãe é dona de casa e o padrasto, policial, sabe que está tendo uma boa oportunidade e não quer deixá-la passar. “Quem estuda em escola particular tem mais estrutura, nunca falta professor”, diz.

Organizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), a olimpíada é composta por provas com questões de geometria, lógica, aritmética, teoria dos números e equações. As questões são tão difíceis quanto as propostas aos alunos da rede particular, explica o professor Carlos Frederico Borges Palmeira, um dos coordenadores da competição. “O que queremos é que os candidatos tenham criatividade para chegar às soluções dos problemas.”

Ele conta que alguns candidatos do Rio, premiados na olimpíada regional do ano passado, têm aulas de reforço aos sábados. E não reclamam. “Eles vêm contentes passar uma tarde de sábado estudando matemática”, diz o professor. Todos os garotos recebem uma ajuda de custo de R$ 50, paga com verba do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Palmeira revela que os jovens, de famílias carentes, são muito aplicados. “O que os diferencia é o talento e a dedicação ao estudo.” Kamilla Fernandez, de 15 anos, é um bom exemplo. A menina conseguiu um bronze na regional de 2004 e agora não quer mais parar. “Fiz porque gosto de matemática. Fiquei surpresa com o resultado.”

A primeira olimpíada de matemática do Brasil foi realizada em 1979. Desde então, reúne anualmente, junto com as edições regionais, 200 mil participantes. A idéia de realizar um concurso exclusivamente para a rede pública surgiu a partir do projeto Numeratizar, do Ceará. O objetivo é estimular o gosto pela matemática e melhorar o ensino da matéria no Brasil.

Feitas pelas escolas, as inscrições para competir na OBMEP estão abertas e vão até o dia 31 de maio. As provas são em duas fases e os candidatos são divididos em três níveis (para alunos de 5.ª e 6.ª séries, de 7.ª e 8.ª e do ensino médio). A premiação para os alunos mais bem colocados se estenderá a professores, escolas e municípios. Mais informações podem ser obtidas no site www.obmep.org.br.

Cursos para a comunidade

Se você mora na região de Caieiras, Perus, Cajamar, Franco da Rocha, Francisco Morato e Mairiporã, fique de olho: a Escola Estadual Walther Weiszflog, de Caieiras, está com inscrições abertas para o cursinho pré-vestibular gratuito, que acontece aos finais de semana e é vinculado ao Programa Escola da Família.

As aulas são abertas à comunidade e o curso é baseado em apostilas, fornecidas gratuitamente para os alunos.

De acordo com a coordenadora pedagógica da escola Veranice Mesquita, a iniciativa surgiu pela necessidade dos alunos. “Eles pediram o curso para obter bons resultados no vestibular deste ano em universidades públicas”, esclarece.

Veranice explica que não só os alunos do 3º ano se matricularam, mas também os do 2º e até quem já concluiu o ensino médio. “A procura é grande, por isso abrimos o curso para a comunidade em geral”, diz. Há também, segundo Veranice, cursos gratuitos de espanhol, francês e alemão, com duração de até três anos e aulas intensivas no período de férias.

E vêm mais novidades por aí. “Através da parceria com o Rotary Club de Mairiporã, promoveremos cursos de orientação vocacional para quem está indeciso sobre o curso que quer fazer”, avisa a coordenadora.

Bom começo

Alguns alunos da Walter Weiszflog, na faixa dos 16 e 17 anos, já são participantes do pré-vestibular gratuito e dão suas impressões sobre o curso.

“As aulas são muito interessantes e prendem nossa atenção”, conta Ana Carla Pilão, que quer prestar Artes Cênicas. “Fiquei impressionada com a qualidade do curso, que vai contribuir para o nosso futuro profissional”, se empolga Letícia Romero, interessada em estudar Administração.

“É uma chance nova de seguir uma profissão, pois competiremos com quem tem mais competição de estudar”, acredita Brunno Amaral Scanferla, que quer ser professor de Educação Física. “É incrível dar essa oportunidade para quem não pode pagar. Todo mundo está muito interessado e as expectativas são as melhores”, diz o futuro Engenheiro da computação Rafael Machado Rossi.

Nessas três primeiras semanas de curso formaram-se grupos de estudo com alunos que ficam na escola depois das aulas para tirar dúvidas ou trocar informações. “Eles estão empolgados e deixaram o lazer do final de semana para estudar”, comemora a coordenadora Veranice, que espera que “a procura pelos cursos continue.”