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Palestra sobre ética profissional em Manaus

 

A Escola Superior Batista do Amazonas existe desde 2000, com a missão inicial de formar professores para o Estado do Amazonas, razão pela qual os quatro primeiros cursos foram de licenciatura plena em Letras, Matemática, Pedagogia e Ciências Biológicas.

Em seguida foram criados os cursos de Medicina Veterinária e de Zootecnia, Ciências Contábeis, Administração, Sistemas de Informação, Normal Superior e Direito. O curso de Direito foi recentemente aprovado pelo Conselho Nacional de Educação.

Mediante lições de Sociologia, Filosofia e Ciência Política, a Esbam possibilita uma formação humanista, de modo a criar condições concretas para o desenvolvimento de uma atuação profissional pautada pelo caráter social do seu trabalho.

O conceito de ensino aplicado pela Esbam tem grande proximidade com o conceito educacional pregados por Gabriel Chalita, em seus livros, principalmente nos aspectos de interdisciplinaridade e vinculação com a realidade.

No curso de Direito, por exemplo, por meio das disciplinas Aspectos Sociais-Políticos e Culturais da Amazônia, Direito Ambiental da Amazônia e Direito dos Povos da Floresta, a Esbam procura dotar os alunos de conhecimentos sobre as questões atinentes à reforma agrária, a função social da propriedade, os conflitos pela posse da terra, a sua evolução histórica e as suas implicações peculiares sobre o meio-ambiente amazônico, bem como, oferecer uma visão interdisciplinar do tema, de forma a torná-los operadores hábeis na solução dos conflitos, com visão regional e universal.

 

Conhecimento e valores

A Rede Pitágoras promove no Rio de Janeiro, neste dia 10 de fevereiro, o seu congresso de educação em que o tema será cognição e metacognição. Em outras palavras, o aprender e o aprender a aprender.

O conceito de metacognição, uma novidade na pedagogia, é derivado da psicologia. Identifica dificuldades, barreiras e bloqueios dos aprendizes, tornando possível ao professor levar cada aluno a discutir e a pensar sobre como faz as coisas, sobre como aprende.

Em sintonia com essa técnica educacional, desde o lançamento do seu livro “Educação: a solução está no afeto”, Gabriel Chalita vem defendendo a bandeira de que o processo ensino-aprendizado se dá em melhor grau em situações em que o educador está disposto a ouvir, entender e perceber a visão de mundo e o pensamento dos aprendizes. Com esse entendimento, pode aplicar a melhor técnica de aulas para resolver dificuldades de aprendizado.

Muitas vezes, as chamadas dificuldades de alunos considerados “fracos” se originam em um bloqueio. Que podem ter raízes até muito simples. Por exemplo: posto diante de um problema um pouco mais difícil, como a solução de um desafio de matemática ou a elaboração de uma frase, o aluno não consegue fazer porque pode estar dizendo a si mesmo: “não sei nada de matemática” ou “nunca vou conseguir escrever direito”. Segundo a pedagogia, esse pensamento configura um metarraciocínio que bloqueia seu progresso intelectual.

O educador preparado pode mudar a situação desse aprendiz, ajudando-o a mudar as sentenças internas para estas, por exemplo: “vou tentar de outra maneira e aí conseguirei”, “não estou conseguindo agora, mas vou me concentrar e descobrir a resposta”. Isto porque, quase sempre, a dificuldade escolar está mais relacionada a questões de auto-estima e de motivação do que à competência intelectual propriamente.

Valores

O conceito acima se aplica perfeitamente a valores. Valores são idéias adquiridas, depois de análise crítica, avaliação e fixação. Para a aquisição de valores, como a solidariedade e o afeto, o aprendiz precisa estar despojado de barreiras. E aí entra o papel do educador.

Chalita considera que é necessário um retorno aos grandes valores da sociedade, na relação ensino-aprendizagem. Segundo ele, o primeiro e mais desprestigiado dos valores – e cuja falta parece estar afetando o ambiente educacional hoje – é o respeito pelo outro. A falta de respeito é um desvio que o aluno leva de casa, em razão de uma série de circunstâncias: formação deficiente, subemprego, bebida, violência e desesperança dos pais. Qualquer pessoa endurece ao viver situações desse nível, mas com as crianças o endurecimento é mais marcante e mais duradouro. Por isto mesmo é que os valores se aplicam a essas pessoas, na idade de pleno processo de crescimento emocional, moral e social. Se a criança for tratada com respeito e com amor, responderá na mesma medida.

Mário Quintana, o grande poeta gaúcho, dizia: “E no dia em que tratardes um dragão por Joli ele te seguirá por toda parte como se fosse um cachorrinho.” Na singeleza do poeta, se até um dragão tratado com carinho muda, quanto mais o ser humano.

Quarta Viva celebra as crianças e a padroeira

O programa Quarta Viva desta semana, 11 de outubro, antecede o dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. O programa será todo dedicado à santa. Mas as crianças, cujo dia coincide com a celebração à santa, também serão lembradas.

O programa Quarta Viva desta semana será realizado no Teatro São Pedro (Rua Barra Funda, 171 – perto da Estação Marechal Deodoro do metrô).

 

 

Essência e convivência no Espírito Santo

A convenção de professores promovida pelo Sesi do Espírito Santo tem como tema “Aprender é isso: ver o que antes não se via”. Convidado para integrar a discussão, Gabriel Chalita conversa com 700 educadores, no Centro de Convenções de Vila Velha, sobre um conceito moderno na educação, que é a construção de relações de essência e convivência.

A base da palestra é de que construir relações é um dos principais papéis da escola, a partir da convivência. Conviver é partilhar, doar, compreender. Por esta razão mesmo é que a Lei de Diretrizes e Bases orienta para que os alunos com deficiência sejam incluídos em salas regulares, porque assim os alunos aprenderão a entender as diferenças, ao mesmo tempo em que desenvolvem o conceito da igualdade dos direitos para todos, a despeito das diferenças.

A educação tem de formar o caráter. Na escola, os mestres recebem alunos que vêm de histórias de vida completamente diferentes. Há pais que participam ativamente da história de seus filhos. Há pais ausentes. Há pais amorosos; há outros, agressivos. E isso faz a diferença. Escola não faz milagre. A família tem de fazer a sua parte. E este é o compromisso que se espera do educador.

Disse Rousseau: “A infância tem um jeito de enxergar, pensar e sentir peculiar. Nada é menos sensato do que substituir o dela pelo nosso”. Cem anos mais tarde, confirmou Herbert Spencer, em meados do século 19: “As crianças deveriam ser levadas a fazer suas próprias investigações e assim tirar suas próprias conclusões”. Respeitar a criança e todo seu potencial é papel do educador. Quanto aos jovens, Dom Bosco assim os acolhia: “Basta que sejais jovens para que eu vos ame”.

A irreverência, a rebeldia, a inquietação podem ser aliados na educação da juventude. Não pode o professor enxergar os alunos com desconfiança, porque eles não são um problema. São crianças e jovens que dependem da orientação dos mestres, grandes parceiros nessa caminhada. É indiscutível, também, a importância da presença dos pais, participando, ao lado dos educadores, da construção de uma sociedade melhor. Bertrand Russel dizia que “uma vida boa é aquela inspirada pelo amor e guiada pelo conhecimento.”

Gabriel Chalita será entrevistado, antes do início da palestra, pelo programa “Bom Dia Espírito Santo”, da TV Gazeta, afiliada da Rede Globo no Estado.

Palestra para educadores em Acarati

Na palestra que vai dar a educadores de Aracati e região, no Ceará, neste dia 10 de outubro, Gabriel Chalita vai abordar o tema “Ser professor é uma missão de amor imenso. Ame Grande!”

Gabriel Chalita aborda a temática do afeto e da dedicação dos professores em seu livro Educação: a solução está no afeto. Nesse trabalho, ele menciona que a imprensa noticia histórias de mestres despreparados, e que essas reportagens valorizam até a força de vontade do semi-analfabeto que se dispõe a alfabetizar.

Um trecho do livro diz isto:

“Freqüentemente as histórias se parecem: com esforço o pobre mestre ou mestra estudou uns parcos anos e agora transmite o pouco que sabe aos que nada sabem. A boa-vontade, a disposição de enfrentar dificuldades para aprender um pouquinho, tendo por perspectiva uma remuneração indigna, torna esse professor um herói. Mas isso é quase nada em um país com a riqueza do Brasil em que as mazelas políticas continuam a ser toleradas. Não se pode admitir que o ensino seja administrado por pessoas despreparadas e mal pagas. O despreparo e as carências do professor, por maior que seja sua boa vontade, comprometem indiscutivelmente o processo educacional na medida em que muitas vezes professores e alunos desconhecem igualmente suas prerrogativas de cidadãos, perpetuando o atraso social.”

Numa sociedade em rapidíssima transformação, como a nossa, cada vez diminui mais a força da educação espontânea e cresce a educação intencional, no âmbito urbano ou rural. Os pais são obrigados pela conjuntura a deixar para a escola a adaptação social do filho, ou por serem deficientes econômicos ou deficientes morais.

Questões básicas como higiene e sexualidade, por exemplo, são relegadas à escola. No meio rural, a necessidade premente da sobrevivência diária faz com que muitos pais demonstrem resistência em matricular os filhos, pois precisam deles na roça ou na oficina ou em qualquer lugar onde ajudem no sustento da família. A escola, para esses, é um capricho desnecessário. Ademais, se raciocina, se os pais não estudaram, por que o filho tem de estudar? A falta de formação e informação cria uma lógica difícil de ser demovida. E assim prolifera a ignorância em zonas afastadas da chamada civilização. O Brasil não pode conviver pacificamente com esse estado de coisas. Todo brasileiro tem direito a educação, na cidade ou no campo.

Numa reflexão voltada para o futuro da educação no país, Gabriel Chalita mostra a dimensão gigantesca da tarefa dos professores na educação brasileira. Principalmente porque falta incentivo dos pais para que os filhos freqüentem a escola e falta incentivo da escola para que os alunos nela permaneçam.

Como a escola não tem um ambiente social real, nem atividade integrada, nem sistema pedagógico, nem entusiasmo, e a criança não traz de casa o que não encontrará na escola, e cria-se deste modo um ciclo vicioso. Falta apoio concreto de setores privilegiados da sociedade, falta um projeto sério e consistente do governo para mudar a realidade educacional que nos envergonha. A maneira de sair dessa situação está nas mãos dos professores. E somente os professores que encaram a educação como uma missão de amor imenso poderão modificar para melhor a educação no Brasil.

Quarta Viva especial de Natal

Gabriel Chalita recebe, para o programa desta noite, transmitido ao vivo das instalações da Canção Nova em Cachoeira Paulista, o Padre Marcelo Rossi, que mostra seus novos sucessos do CD “Minha Bênção”. Quatro anos depois do seu último CD, “Anjos”, o Padre Marcelo Rossi mostrará, no programa Quarta Viva, a sua nova gravação, ainda inédita. As 14 faixas do CD, gravado no Santuário Terço Bizantino, em Santo Amaro (SP), têm produção do parceiro Newton d’Ávila.

Quem pensa que a escolha do repertório foi tarefa fácil, se engana. Com quarenta e cinco canções em mãos, algo que só tinha acontecido no primeiro CD, Padre Marcelo teve que ouvir seu coração. “Eu tive a benção nesse CD. Deu dor no coração de cortar as músicas”, diz o Padre.

Um trabalho de simplicidade, com hinos que vão abençoar os fiéis e encantar os lares. Faixa a faixa, o novo disco transmite a energia inigualável de Padre Marcelo. “Minha Benção” começa com um delicado solo de guitarra que introduz, com grandeza, o coral que acompanha todas as músicas. Com ares de rock progressivo, a letra invoca o desejo maior de todos que têm fé – a benção de Deus. Palmas e clamor fecham a celebração. O louvor musical se agiganta. Como o nome já diz, “Invocamos” é a prece que pede a presença e a força do criador. Com o destaque para o coral de vozes, Pe Marcelo invoca “Jesus, nesse nome há poder”, na emocionante faixa homônima. “Noite Traiçoeira” é um apelo àqueles que passam por dificuldades. Simples e encantadora, “Eu sou o pão do céu” é escrita na voz de Cristo. “Tudo é do pai” é um depoimento emocionado de quem erra pela vida até encontrar o caminho do Senhor. E “Cura-me” é um pedido de forças para um recomeço.

A grande surpresa fica por conta da participação da dupla sertaneja mais querida do Brasil. Bruno & Marrone cantam na radiofônica “Nossa Senhora do Brasil”, música de trabalho que busca na levada dos violões e do acordeom sertanejo, o tom exato para reverenciar Nossa Senhora. Um emocionante encontro. “Só conseguimos escolher a música de trabalho porque foi um milagre o Bruno ter feito essa música para Nossa Senhora. Quando ouvi pela primeira vez, fiquei arrepiado”, conta o sacerdote. “Quem me segurou foi Deus” é a faixa que transpira a alegria de viver da juventude: “quem me segurou foi Deus/ com seu amor de pai”. “Noite Feliz” também tem espaço nesse louvor. O clássico natalino ganha nova roupagem com guitarras e percussão, além do coro infantil. Mas não acaba por aí. Quarenta crianças em coro doam sua alegria para a última faixa, a única gravada em estúdio, “Primeiro Passo” – que bebe da fonte da simplicidade country. “A música com as crianças é incrível, tem uma história linda”.

Com carisma inigualável e a serenidade de quem é guiado por Deus, Padre Marcelo Rossi encanta uma legião de fiéis em canções que são uma verdadeira lição de vida.

“Eu sou muito crítico e o CD ficou muito lindo. As pessoas estão afinadíssimas e super emocionadas”. Ouça e sinta o poder da palavra de Deus que espalha o amor. Um álbum que certamente será o maior presente para todas as famílias brasileiras nesse final de ano.

Simpósio debate educação em Poços de Caldas

 

Dirigido especialmente a professores de educação física, o Enaf (Encontro Nacional de Educação Física), realizado com sucesso há 20 anos ininterruptos, em Poços de Caldas, está inovando.

Será realizado, dentro da programação do Enaf, o Simpósio Educação pelo Respeito e pelo Amor. Serão observadas três linhas de pensamento. A primeira é voltada para as atividades complementares da alfabetização, discutindo a concepção de aprendizagem e desenvolvimento. A segunda linha reflete sobre a importância da leitura e da técnica de contar histórias para o desenvolvimento infantil. E a terceira analisa a gestão do conflito em sala de aula e equipes docentes criativas.

Gabriel Chalita foi chamado, com uma equipe de pesos pesados, para discutir o tema “Educação pelo respeito e pelo amor”. Os palestrantes oferecerão uma abordagem integrada das relações interpessoais para efeito de aplicação em sala de aula. Gabriel Chalita fará a abertura, no dia 13 de outubro, mostrando a estreita relação existente entre educação, filosofia e ética. A intenção é tratar de instigar pessoas e organizações para o desenvolvimento de suas habilidades cognitivas, sociais e emocionais.

A jornalista Mariana Godoy, apresentadora de telejornais da TV Globo, fará no sábado, dia 14 de outubro, uma palestra sobre ética na comunicação, em seguida, discutindo o papel da mídia na formação/deformação da educação.

No domingo, dia 15 de outubro, o psiquiatra Luiz Felipe Ponde falará sobre aceleração de mudanças e niilismo ético, no cenário social contemporâneo de alto relativismo cultural. A linha de discussão da palestra é questionar a clara desarticulação dos parâmetros de comportamento.

Fábio Saba, autor, dentre outros, do livro Mexa-se!, trabalhará com o curso Bushido: 10 lições de liderança, em dois dias: na sexta-feira, dia 13 de outubro, e no sábado, dia 14 de outubro, sempre no horário das 18 às 22 horas.

A intenção do Enaf com a inclusão do simpósio de educação é estabelecer uma conversa direta com o professor, que é quem promove a conexão entre a realidade e a fantasia, e é quem faz o aluno sonhar. Respeitando o outro, e respeitando a si mesmo, o professor consegue lapidar o diamante que há em casa alma, muitas vezes disfarçado como carvão em estado bruto.

 

A sociologia da telenovela

Um dos entrevistados do Programa Quarta Viva deste dia 22 de novembro é Mauro Alencar, consultor, pesquisador, e professor de teledramaturgia nas Oficinas da Rede Globo. Mauro Alencar acaba de publicar três livros pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: dois deles tratam da carreira das atrizes Nívea Maria e Elizabeth Savala e o terceiro historia a pioneira TV Paulista, da Organização Victor Costa, emissora que originou a Rede Globo de Televisão.

Tem longa experiência em televisão, tanto no Brasil quanto no exterior. Antes de trabalhar na Rede Globo, fez estágio na TV Cultura, no SBT, e também foi assessor da TV Nacional e da TV da Universidade Católica do Chile É doutor em Comunicação e Artes pela USP. Defendeu tese sobre A Telenovela como Paradigma Ficcional da América Latina. É autor do livro A Hollywood brasileira – panorama da telenovela no Brasil, pela Editora Senac. O livro descreve a trajetória da telenovela brasileira, partindo dos folhetins, passando pelas rádionovelas até chegar às superproduções atuais. O Programa Quarta-Viva é transmitido pela TV Canção Nova, ao vivo, toda quarta-feira, das 22 às 24 horas. A TV Canção Nova pode ser acessada pelo canal 50 (UHF).

A educação e as relações humanas

Cerca de 3.000 educadores participam do Congresso Conhecer, em Aracruz, Espírito Santo, na noite de 01 de setembro. Gabriel Chalita vai falar sobre o seguinte tema: “Educação – construindo relações de essência e convivência”.

O Congresso Conhecer é um evento que se repete em várias cidades. Tem como objetivo central promover a integração entre os educadores, propondo debates e discussão de soluções criativas e inovadoras para redescobrir o espaço importantíssimo que é a escola. O tema geral do Congresso Conhecer 2006 é a importância das parcerias na Educação.

O encontro, que vai até o dia 3 de setembro, é realizado no SESC Praia Formosa, na Rodovia do Sol, Km 35. Como a estrada é litorânea e cobre uma boa parte do litoral capixaba, o cenário que vai poder ser visto pelos participantes é belíssimo.

Gabriel Chalita enfatizará, em sua palestra, as iniciativas necessárias para o fortalecimento do vínculo entre professor e aluno, idéias que defende em vários livros, como Pedagogia do Amor, e Educação – A solução está no afeto.

Ao lado de Gabriel Chalita estarão alguns outros importantes nomes da educação no Brasil. São eles o psiquiatra Augusto Cury, especialista em treinamento de psicólogos, educadores e profissionais de recursos humanos; a pesquisadora em educação Tânia Zagury, autora de 12 livros na área; Leonardo Boff, professor de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Fátima Baltazar, especialista em Metodologia do Ensino da arte; Paulo Ronca, escritor e educador.

15 de novembro: feriado para refletir

No dia 15 de novembro de 1889, uma sexta-feira quente, a cidade do Rio de Janeiro assistiu a uma cena histórica. No Campo da Aclamação, um grupo de jovens militares, liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca, depunha o gabinete ministerial do Visconde de Ouro Preto e declarava proclamada a República dos Estados Unidos do Brasil.

Além de Deodoro, outras duas pessoas mereceram homenagens, pelo esforço que despendiam havia muito tempo para que se chegasse ao evento daquele dia 15 de novembro. Um deles era Quintino Bocaiúva, redator-chefe do jornal O País. O outro era o tenente-coronel Benjamin Constant. A principal intenção do grupo, com o novo regime de governo, era convocar uma Assembléia Nacional Constituinte e elaborar uma nova constituição para o país – o que acabou acontecendo em 1891. A principal mudança constitucional foi declarar a divisão entre Igreja e Estado, porque, até aquele momento, o imperador chefiava o governo e também a igreja. Foi uma manifestação ordeira, apoiada pela população. A simpatia popular pelo regime da República se devia ao fato de que Dom Pedro II, então com 63 anos, era considerado um governante fraco e insensível a reformas. E também à esperança de que o Brasil ganhasse maior envergadura política para estabelecer novas e mais produtivas relações internacionais. A república brasileira nasceu num momento marcado por outra efeméride: o mundo celebrava o centenário da Revolução Francesa, o maior marco moderno da democracia.