A convenção de professores promovida pelo Sesi do Espírito Santo tem como tema “Aprender é isso: ver o que antes não se via”. Convidado para integrar a discussão, Gabriel Chalita conversa com 700 educadores, no Centro de Convenções de Vila Velha, sobre um conceito moderno na educação, que é a construção de relações de essência e convivência.
A base da palestra é de que construir relações é um dos principais papéis da escola, a partir da convivência. Conviver é partilhar, doar, compreender. Por esta razão mesmo é que a Lei de Diretrizes e Bases orienta para que os alunos com deficiência sejam incluídos em salas regulares, porque assim os alunos aprenderão a entender as diferenças, ao mesmo tempo em que desenvolvem o conceito da igualdade dos direitos para todos, a despeito das diferenças.
A educação tem de formar o caráter. Na escola, os mestres recebem alunos que vêm de histórias de vida completamente diferentes. Há pais que participam ativamente da história de seus filhos. Há pais ausentes. Há pais amorosos; há outros, agressivos. E isso faz a diferença. Escola não faz milagre. A família tem de fazer a sua parte. E este é o compromisso que se espera do educador.
Disse Rousseau: “A infância tem um jeito de enxergar, pensar e sentir peculiar. Nada é menos sensato do que substituir o dela pelo nosso”. Cem anos mais tarde, confirmou Herbert Spencer, em meados do século 19: “As crianças deveriam ser levadas a fazer suas próprias investigações e assim tirar suas próprias conclusões”. Respeitar a criança e todo seu potencial é papel do educador. Quanto aos jovens, Dom Bosco assim os acolhia: “Basta que sejais jovens para que eu vos ame”.
A irreverência, a rebeldia, a inquietação podem ser aliados na educação da juventude. Não pode o professor enxergar os alunos com desconfiança, porque eles não são um problema. São crianças e jovens que dependem da orientação dos mestres, grandes parceiros nessa caminhada. É indiscutível, também, a importância da presença dos pais, participando, ao lado dos educadores, da construção de uma sociedade melhor. Bertrand Russel dizia que “uma vida boa é aquela inspirada pelo amor e guiada pelo conhecimento.”
Gabriel Chalita será entrevistado, antes do início da palestra, pelo programa “Bom Dia Espírito Santo”, da TV Gazeta, afiliada da Rede Globo no Estado.
