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Chalita discursa em cerimonia de posse de Mauricio de Sousa

Mauricio de Sousa, o mais renomado quadrinista do País, é, agora, membro da Academia Paulista de Letras (APL). Na cerimônia de posse, que aconteceu na sede da instituição, em 12 de maio, Gabriel Chalita falou aos presentes, depois de escolhido pelo próprio homenageado para a saudação oficial.

Em seu discurso, Chalita traçou um paralelo entre “a infância e o infante”. Além de agradecer a indicação de Mauricio de Sousa, o escritor e deputado federal rememorou aspectos biográficos do quadrinista e apresentou textos de escritores como Casimiro de Abreu e Fernando Pessoa.

Confira, abaixo, o discurso de Chalita, na íntegra.


DISCURSO DE SAUDAÇÃO – MAURICIO DE SOUSA

Excelentíssimo Dr. Antônio Penteado Mendonça

Presidente da Academia Paulista de Letras

Excelentíssimas autoridades

Confreiras e confrades

Amigas e amigos

 

A INFÂNCIA E O INFANTE

A infância é o início de tudo. É o desabrochar primeiro das imagens que haverão de contracenar com outras imagens nas cenas da vida. Com Casimiro de Abreu:

“Como são belos os dias
Do despontar da existência
Respira a alma inocência,
Como perfumes a flor;
(…)
Oh, que saudades que tenho…”

O infante é o filho do rei. Faz parte da coroa. Tem privilégios. É cuidado, de forma toda especial, para o exercício digno da liderança.

A infância dispensa, até por falta de existência, os filtros – tão comuns em tempos adultos. As imagens adentram, sem autorização, e permanecem. As boas, as ruins. É de pequeno que se percebe o continuar do arvoredo. As entortaduras ficam difíceis de serem resolvidas. Se se cresce ereto, ereto será o que virá depois.

Cuidar da infância é ter a consciência de que infantes são todos. Todos têm sangue azul. Todos, em nossa República e nas outras, merecem tratamento especial. É a utopia do escritor que invade o universo infantil e o desenha mais colorido, mais saboroso, mais real.

Mauricio de Sousa, o Infante das histórias e dos desenhos mágicos da infância, está chegando à Academia Paulista de Letras para ocupar o seu merecido lugar. O Largo do Arouche está em festa.

Nasceu em Santa Isabel. Foi criado em Mogi das Cruzes, onde nadou em um Tietê convidativo.

O avô paterno, Adelino Toledo, era motorista de caminhão e ia para a Serra do Mar e trazia animais de todos os tipos para despertar o poder de êxtase das crianças.

A avó, Benedita Rodrigues, era uma contadora de histórias. Falava de assombrações. O fato de ser analfabeta não a impediu de um rico aprendizado da cultura oral.

Sua avó contava histórias, e seu avô contava causos. Seu humor acalentava tantas tardes ensolaradas ou nubladas – por que não? – na pequena Mogi.

“Oh, dias de minha infância,
Oh, meu céu de primavera!
Que doce a vida não era…
(…)
Oh, que saudades que tenho…”

(Casimiro de Abreu)

Tristes famílias de dias atuais, com pouco diálogo. Nas telas dos televisores e dos computadores, tão necessários, a imagem está pronta. Na contação de histórias, não. A imaginação sem a imagem desenvolve outra parte da inteligência criativa. Os contadores de história foram se rarefazendo. Os pais ou os avós pouco narram do que leram ou viveram. Tristes cenas hodiernas em que máquinas ocupam cenários reservados para almas. Machado de Assis também teve uma contadora de histórias. E também Guimarães. Lygia, no memorável conto Biruta, fala da dor de um menino que amava o seu cachorro, arrazoando em poesia sobre a insensibilidade dos que nos oferecem uma orfandade incômoda. A mesma orfandade do pequenino dinossauro filósofo, Horácio, nascido de um ovo abandonado,  que nos emociona com sua gentileza, com sua grandeza de caráter, com seus gestos de amizade, com seus nobres valores morais. É a criatura espelhando o criador.

É clássica a cena em que Horácio, com senso de ética apurado, não ri de uma queda de seu fiel amigo Tecodonte. O amigo estranha a ausência da já esperada  gozação, dizendo ser hábito da civilização “rir da desgraça alheia”. Surpreso, o filhote de dinossauro questiona: “Não seria mais lógico chorar com a desgraça alheia… como choramos com a nossa?” É o princípio da ética, é o princípio dos bons corações, com os quais o artista reveste suas personagens.

Fernando Pessoa, em seu poema ao Infante de Portugal, versa: “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”.

Mauricio é o nosso infante sonhador. Senhor dos quadrinhos de uma infância recheada de temas. Temas para viver. Paulo Bonfim, nosso príncipe, em seus versos, diz que é de um tema para viver que precisam as nossas moças e os nossos moços. E os temas não nascem prematuros, precisam ser gestados em famílias, em escolas e em outros lugares de paz.

O pai de Mauricio era um artista. Poeta e barbeiro, Antonio Mauricio de Sousa, desde adolescente, manifestava seus pendores artísticos. A mãe, inconformada e com medo de um futuro sem futuro, com sonetos e pinturas, decidiu que era preciso uma profissão decente, a de barbeiro. E era no salão, entre as pausas de um corte e outro, que o prazer se manifestava em poemas encomendados por homens apaixonados que queriam seduzir suas amadas. Além dos Quixotes em busca de Dulcineias, dos Romeus em busca de Julietas, fazia discursos políticos. Chegou a criar dois jornais críticos: A caveira e A vespa.

Em sua não longa vida, teve tempo, ainda, de ser compositor, trabalhar em rádio e ajudar o filho no início de sua trajetória, vendendo tiras de histórias em quadrinhos por jornais do interior.

Em muitas noites, era em uma funerária que o pai organizava saraus, com música e poesia. A casa era pequena – a casa da avó, que era maior, não dava para ser utilizada até tarde; o avô, caminhoneiro, acordava cedo. Na funerária, ninguém se incomodava e, sentado sobre um caixão, o pequeno Mauricio se embriagava com a espontaneidade daquela arte.

A mãe, Petronilha Araújo de Sousa, também era  poeta  e descerrou ao filho o mundo da sensibilidade. Conta-nos o infante: “Apresentou-me casas e ruas, rios e montanhas, piqueniques, procissões e carnavais”.

“Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
(…)
Oh, que saudades que tenho…”

(Casimiro de Abreu)

Ah, a sensibilidade do olhar. Que tristeza ver e não ver. Ouvir e não ouvir. Viver e não viver. É no cotidiano que as emoções vão nos convidando para a necessária viagem ao nosso próprio universo e aos universos alheios.

A mãe ralhava com o pai, que o levava para ver filmes de adulto no cinema. Mas não ralhava por conta dos gibis em que todas as quartas, todas as sextas e todos os domingos à noite o pai dava ao filho. Nascia ali o ofício, a vocação do infante que haveria de interferir na infância de milhões e milhões de crianças nos cinco continentes.

A mãe de Mauricio corou de vergonha quando, em uma quermesse, viu os filhos, Mauricio e Marisa, dançando, e as pessoas jogando dinheiro como incentivo ao talento dos rebentos. O dinheiro era também para comprar gibi. Mauricio imitava Oscarito e, às vezes, Charles Chaplin. Aquele que disse que, muito mais do que máquinas, precisamos de humanidade.

Mauricio foi repórter policial antes das tiras encantadas. As primeiras foram os quadrinhos com um cãozinho e seu dono, Bidu e Franjinha. Quem diria que daqueles rabiscos um império seria criado… Mais de 1 bilhão de gibis espalhados pelo mundo, prêmios pela genialidade criativa e pelo profissionalismo, capazes de criar uma marca, um conceito, uma equipe.

Monica, Cebolinha, Cascão, Chico Bento, Magali, Horácio. E de Mogi para a Itália ou para os Estados Unidos ou para a China, passando por quarteirões e arranha-céus, difundindo valores e estimulando a convivência cidadã. É esse o nosso novo imortal.

Tive a oportunidade de lançar livros com ele. O infante é fidalgo com as crianças, infantes também. Merecem respeito. A cada criança, uma ilustração. Tentou ensinar-me. Atento, percebi que era melhor olhar e aplaudir. Quem sabe um dia… Não! Contento-me em saudá-lo, em desfrutar a amizade de alguém que ficará para sempre em nossa história e em nossa imaginação. A cadeira 24 já está ocupada. A saudade de Geraldo Vidigal permanecerá. É assim esse milagre da imortal presença. Partimos e permanecemos. Convivemos com o passado e nos lançamos ao futuro.

Prezado Mauricio de Sousa, agradeço o privilégio do convite para esta modesta saudação. Sou, aqui, um aprendiz. Mas sou um aprendiz ousado. Tenho sonhos, amigo. E quero vivê-los com estas mulheres e estes homens de valor.

Voltemos à infância. É preciso cuidar de nossas crianças. Envergonhamo-nos com as ausências. São desprotegidas. Vitimadas pela violência e pela pouca educação. Sem educação, nunca seremos uma nação de infantes. Ficaremos divididos entre aqueles que sabem, porque tiveram oportunidade, e aqueles que não sabem. Permitirmos esse apartamento não é nobre nem conveniente. É preciso cuidar de nossas crianças, repito. Covardia nos acomodarmos diante do desleixo. Omissão nos trancafiarmos em nosso conforto e não abrirmos a janela com medo da paisagem. Mudemos a paisagem, ora! Que nossa literatura seja libertária. Seu pai não errou ao panfletar um mundo novo. Sua mãe não errou ao apresentar as ruelas da imaginação na cidade dos sonhos. Errar é não prestar atenção. Errar é não enxergar.

Que nossa prosa nos ajude a, sem prejuízo da contemplação, transformarmos o mundo. Desenhe, Mauricio, faces ou expressões. Desenhe, amigo, a infância está aí. O castelo precisa ser aberto. Para todos. Só assim os filhos do rei, todos, poderão entrar.

“Oh, que saudades que tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais”

(Casimiro de Abreu)

Ao infante, menino de eterna infância, Mauricio de Sousa, nossa homenagem. Seja bem-vindo.

Temer quer Chalita candidato a prefeito pelo PMDB

(Portal UOL)

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), convidou o deputado Gabriel Chalita (PSB-SP) a disputar a prefeitura de São Paulo pelo PMDB no ano que vem. Presidente licenciado do partido, Temer também convidou para ingressar na legenda o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, candidato derrotado ao Senado pelo PSB no ano passado.

Chalita se filiou ao PSB em 2009, depois de ser lançado na política pelo PSDB. Aliado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), de quem foi secretário estadual da Educação, ele foi o segundo deputado mais votado da bancada paulista. Recebeu 560 mil votos e ficou atrás apenas do fenômeno eleitoral Tiririca (PR-SP).

De acordo com a assessoria de Temer, o vice-presidente espera uma resposta de Chalita até maio. Em seu microblog na internet, o deputado disse que “seria uma honra” concorrer à prefeitura paulistana. No ano passado, ele tentou sem sucesso se candidatar a senador pelo partido. Mas o PSB decidiu não lançar candidatura ao Senado, o que o levou a concorrer à Câmara.

PMDB convida Chalita para disputar a Prefeitura de SP

(Folha de S.Paulo)

Alçado à política paulista pelas mãos do governador Geraldo Alckmin, o deputado federal Gabriel Chalita (PSB-SP) foi convidado pelo vice-presidente da República, Michel Temer, a concorrer à Prefeitura de São Paulo pelo PMDB em 2012.

A articulação ampliaria o isolamento do PSDB de Alckmin, já que a expectativa é de que o PMDB e o PT componham uma chapa para disputar as eleições. Alckmin ainda tenta evitar o acordo de Chalita com os peemedebistas. Ciente da vontade do deputado de trocar de partido, o governador o incentiva a migrar para o PTB, comandado em São Paulo por Campos Machado, considerado “alckmista”.

O convite do PMDB, dirigido por Temer, foi divulgado pelo vice-presidente ontem após evento com empresários em Comandatuba (BA).

“O Chalita tem conversado muito conosco. Se vier é um fortíssimo candidato a prefeito”, disse Temer.

O PMDB corteja Chalita desde o ano passado. Procurado, o deputado não quis dar entrevista.

Temer aguardará uma posição sobre o destino do deputado até maio. Para concorrer à Prefeitura, ele teria que mudar de partido até setembro deste ano.

Chalita, que foi secretário estadual de Educação na gestão anterior de Alckmin, trocou o PSDB pelo PSB em 2009. Durante a última campanha presidencial, militou pela então candidata petista Dilma Rousseff, aproximando-se do PT e do PMDB do vice-presidente Michel Temer.

A avaliação é que, consolidada a migração para o PMDB, o PT buscará uma composição com a legenda, em acordo que envolveria a eleição na capital, em outros municípios e na sucessão ao governo do Estado em 2014.

 

Projeto Lê pra Mim? tem participação de Chalita

No rosto das crianças, curiosidade. Na leitura de Gabriel Chalita, a alegria de poder fazer parte do encantador universo infantil. O escritor e deputado federal participou hoje, dia 16, do Projeto Lê pra Mim? – que acontece durante os fins de semana de abril, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, depois de temporadas bem-sucedidas no Rio de Janeiro e em Salvador.

Promovida pela atriz e produtora teatral Sônia de Paula, a iniciativa consiste na leitura de obras infantis para meninos e meninas a partir de quatro anos de idade, gratuitamente. Personalidades são convidadas a protagonizar o evento, de modo a fazer com que os pequenos se interessem pelas letras.

Chalita narrou, para crianças e adultos acompanhantes, “A história da flor”, livro de sua autoria que trata de Ello – garoto que passa os dias em um jardim, contemplando a perfeição da natureza, até que surge Júlia, “clara como um lírio, de pele delicada como a pétala de uma rosa”. Durante a leitura, foi possível notar o contentamento da plateia.

“O projeto é muito interessante, na medida em que mobiliza artistas e autores para despertar a imaginação das crianças”, disse Chalita. “Enquanto a televisão e a internet trabalham com o visual, a contação de histórias mexe com o imaginário”, destacou.

A apresentadora Eliana também estava presente na ocasião – primeiramente, para ler a obra “A história da menina e o medo da menina” e, em seguida, como espectadora, durante a apresentação de Chalita. A edição paulistana do Lê pra Mim? conquistou, ainda, a adesão de Gabriela Duarte, de Marisa Orth, de Laura Cardoso, de Marcos Caruso, de Marília Gabriela e de Lu Alckmin, entre outras personalidades. Crianças que tenham deficiência auditiva também podem aproveitar o evento, já que todas as sessões contam com especialistas na linguagem dos sinais (LIBRAS).

Chalita quer lei de responsabilidade para a educação

No dia 15 de abril, Gabriel Chalita participou, como palestrante, do Fórum Sindical e Educacional do Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo (SINESP). Realizado no Teatro Gazeta, na capital paulista, o evento teve como tema central a aplicação do Plano Nacional de Educação (PNE) na cidade – discussão de fundamental importância para a construção da qualidade no ensino público.

Chalita destacou a necessidade da criação de uma lei de responsabilidade educacional, de modo a fazer com que o Brasil dê nessa área o mesmo salto que deu na economia. Segundo ele, a falta de sanções quando não são cumpridas metas certamente é um dos grandes males enfrentados pela educação em todo o País.

“Nós precisamos avançar, por exemplo, no sonho de ter escolas de tempo integral e na possibilidade de professores e de diretores criarem vínculos com seus alunos, para estes estabelecerem um cotidiano de confiança com os educadores”, ressaltou Chalita. Ele citou a cidade de Pequim como um exemplo no que se refere a iniciativas públicas bem-sucedidas. Entre elas, merecem destaque a valorização do ensino integral e o investimento nos esportes – em especial, dentro das escolas. O país, que foi sede da Olimpíada de 2008, teve um desempenho extraordinário nessa edição dos Jogos; conquistou o maior número de medalhas de ouro, à frente dos Estados Unidos.

O educador também falou sobre sua incansável luta para melhorar o ensino público, lembrando a importância dos diretores escolares e dos professores como verdadeiros líderes. “O líder é aquele que incentiva seus alunos e preza pela qualidade do ensino em sua escola, por meio da construção coletiva”, afirmou. “Diretores e professores são verdadeiros gestores de pessoas e de condutas humanas.”

O fórum contou com a participação dos educadores João Alberto Rodrigues de Souza e Maria Benedita de Castro Andrade, presidente e vice-presidente do SINESP, além de outros professores, coordenadores pedagógicos, assistentes de direção e diretores escolares.

Gabriel Chalita concede entrevista ao Jornal da CBN

“O caminho não é transformar a escola numa fortaleza.” Ao falar a Mílton Jung, apresentador do Jornal da CBN, sobre a tragédia que aconteceu na Escola Municipal Tasso da Silveira – em Realengo, no Rio de Janeiro –, Gabriel Chalita afirmou que ideias como a de colocar detetores de metal e policiais armados dentro das escolas não são soluções adequadas para combater ações violentas.

“É uma tragédia, uma tristeza, que a escola – um espaço para onde os pais deveriam mandar seus filhos com muita tranquilidade, um espaço de educação, de paz, de convivência – tenha se transformado no que nós vimos”, lamentou o deputado. “Isso nos ajuda a refletir sobre como a escola está formando seus alunos.”

Chalita também tratou da questão do bullying, “humilhação continuada”, “destruição das emoções que o aluno sofre na escola”. Ele disse que essa prática sempre existiu, mas que, hoje, é agravada pelo cyberbullying e pela falta de diálogo em casa. “O pai e a mãe mandam o filho para a escola e delegam a ela todo o processo de educação”, apontou. “É um problema quando o jovem está sofrendo na escola, volta para casa e fica trancado no quarto; se ele conta para o pai e para a mãe, já começam a diminuir os efeitos do bullying.”

Embora, em muitos casos, a família deixe de cumprir seu papel, não se deve atribuir a ela toda a responsabilidade. Segundo Chalita, é necessário que o professor conduza a sala de aula de acordo com o novo papel da escola, que não é mais o de apenas auxiliar os jovens a memorizar informações. O deputado sugere que se multipliquem as formas de avaliar e de educar, com dinâmicas de grupo, por exemplo – de modo a desenvolver, além da habilidade cognitiva, as habilidades social e emocional. Ele defende que as escolas se abram para a comunidade, de modo, inclusive, a fazer com que os pais participem mais da vida dos filhos.

“O processo educativo, hoje, precisa ajudar as pessoas a conviver, a cooperar, a solucionar problemas, a resolver questões.” Chalita também fez um alerta: “Não é que, agora, você vai achar que todo aluno tímido será um futuro atirador”.

Para Chalita, o importante é identificar os estudantes que sofrem bullying e ajudar os outros, inclusive os agressores, a perceber que não se trata de uma brincadeira. “Parece um bom momento para as escolas discutirem isso.”

Confira a entrevista completa: http://migre.me/4e4kF

Deputados se solidarizam com famílias das vítimas de atirador no Rio

Diversos deputados lamentaram em plenário o assassinato de dez meninas e um menino em uma escola em Realengo, no Rio de Janeiro, por um ex-aluno nesta quinta-feira (7). Conforme notícias veiculadas pela imprensa, um rapaz de 23 anos, identificado como Wellington Menezes de Oliveira, invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, atirou contra os alunos e se matou. Além dos mortos, 17 pessoas teriam ficado feridas.

Em entrevista no Salão Verde, o presidente da Câmara, Marco Maia, disse que o clima é de consternação e ressaltou a necessidade de medidas para contornar a situação. Ele acredita, no entanto, tratar-se de um caso isolado. “Isso é mais comum nos Estados Unidos”, disse Maia.

O deputado Hugo Leal (PSC-RJ) anunciou a tragédia ao Plenário. Ele disse que nada justifica o ato e manifestou solidariedade às famílias em luto.

Na opinião do deputado Chico Alencar (Psol-RJ), o ato foi “um desatino humano absoluto”. Ele recomendou à sociedade brasileira que reaja contra essa cultura da violência, que estaria sendo importada dos Estados Unidos e do Canadá. “Temos de reagir e pensar nas causas: o armamentismo desenfreado, o contrabando e a visão cultural de que a violência resolve tudo”, declarou.

O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) recomendou às autoridades que se pronunciem para que fatos como esse não se repitam. “Esses fatos, que não são de criminalidade, são de violência, acabam se disseminando. Uma palavra do poder público, do Ministério da Justiça, da Câmara dos Deputados, dos senhores deputados, das senhoras deputadas, pode ajudar para que nos seus estados as pessoas fiquem alertas para que esse fato não se repita”, afirmou.

Ações do Congresso

O O presidente da Comissão de Segurança Pública e combate ao crime organizado, deputado Mendonça Prado (DEM-SE), nomeou os deputados Alessandro Molon (PT), Dr Carlos Alberto (PMN) e Stepan Nercessian (PPS), todos do Rio, para acompanhar a situação na cidade.

Os parlamentares vão reunir informações e realizar pesquisas com a Secretaria de Segurança Pública do Rio para discutir o assunto e elaborar leis de combate a esse tipo de crime. Alessandro Molon lembrou já ter proposto à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado a realização de uma audiência para discutir o controle de armas e munições. O pedido foi aprovado ontem.

“O Congresso e a Comissão de Segurança Pública têm o dever de se debruçar sobre o assunto e ver quais medidas podemos tomar preventivamente para que tragédias como essa não voltem a ocorrer no País”, disse Molon.

Escolas

O deputado Ricardo Quirino (PRB-DF) reclamou da vulnerabilidade das escolas brasileiras. “Precisamos dar mais atenção à segurança nas escolas. Essa vulnerabilidade em que se encontram as escolas, os professores e os alunos vem de encontro a tudo aquilo que nós lutamos: a qualidade do ensino.”

Para o deputado Gabriel Chalita (PSB-SP), a escola brasileira pode estar perdendo seu sentido, quando deveria ser um “centro de luz” em uma comunidade.

Já os deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Anthony Garotinho (PR-RJ) ressaltaram a importância da religião para evitar a violência. Garotinho recomendou a oferta de aulas de ensino religioso nas escolas. Ele lembrou que, quando governador do Rio (1999-2002), aprovou a lei do ensino religioso nas escolas do estado, recentemente revogada.

O Plenário fez um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da chacina e a Mesa Diretora divulgou moção de solidariedade. Assinado pela 1ª vice-presidente da Câmara, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), o texto lamenta “esta tragédia que enluta não apenas os familiares, o município e o estado do Rio de Janeiro, mas todo o País”.

Projeto de Gabriel Chalita contempla educação inclusiva

O deputado Gabriel Chalita apresentou, no dia 5 de abril, um projeto de lei na Câmara Federal.  O documento trata de questões referentes a alunos com distúrbios, com transtornos e/ou com  dificuldades de aprendizagem, de modo a garantir que a rede pública de ensino receba e  forme  esses estudantes de maneira adequada.

Dentre os aspectos contemplados, estão a formação específica e continuada de professores; o  desenvolvimento de processos diagnósticos que permitam a avaliação correta do  desempenho das crianças e dos adolescentes; a conscientização da necessidade de combate  contínuo à exclusão e à estigmatização dos alunos; o envolvimento dos familiares e a ampliação do atendimento especializado disponível.

O projeto de lei traz à discussão um tema de extrema relevância para a sociedade, uma vez que a educação inclusiva – conceito amplamente debatido no âmbito político – tem como papel estabelecer a intercomunicação entre a educação básica e a educação especial. Vale considerar, nesse sentido, a diferenciação dos conceitos abordados, a análise da prática pedagógica e a compreensão de fatores históricos, sociais e econômicos.

Ao definir apropriadamente o problema e estabelecer soluções adequadas à realidade brasileira, o documento, uma vez aprovado e convertido em lei, estimulará ainda mais a valorização da dignidade da pessoa humana, um dos pontos cruciais da Constituição Federal.

Chalita participa da realização do Parlamento Jovem Brasileiro 2011

O deputado federal Gabriel Chalita (PSB-SP) foi indicado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, para fazer parte da Comissão Executiva do Parlamento Jovem Brasileiro (PJB) em 2011.

Promovido pela Câmara, o programa reúne, anualmente, 78 jovens de todo o País, para vivenciar o dia a dia dos parlamentares brasileiros no desempenho de suas funções. Em 2011, ele será realizado de 26 a 30 de setembro.

Para participar, os interessados devem cursar o 3º ano do ensino médio, em escolas públicas ou privadas, ter entre 16 e 22 anos e criar um projeto de lei referente às seguintes áreas: agricultura e meio ambiente; saúde e segurança pública; economia, emprego e defesa do consumidor; educação, cultura, esporte e turismo.

Os jovens são pré-selecionados pelas secretarias estaduais de Educação, a partir dos projetos apresentados. O Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) encaminha, então, as propostas para a Câmara dos Deputados, onde uma comissão, formada por servidores da área legislativa, escolhe os participantes.

O número de representantes de cada Estado e do Distrito Federal é proporcional ao número de deputados federais. Em São Paulo, por exemplo, serão selecionados 11 alunos. Os projetos aprovados durante o Parlamento Jovem podem ser apadrinhados por deputados federais, tramitar na Câmara e no Senado e virar leis.

“A iniciativa é uma grande oportunidade para que nossos jovens conheçam o processo político brasileiro e entendam a importância da democracia na construção de um país desenvolvido”, afirmou Chalita. “Precisamos trabalhar e investir muito na juventude, para que o Brasil possa diminuir as desigualdades sociais e ser cada vez mais livre.”

Também fazem parte da Comissão Executiva do PJB os deputados Alessandro Molon (PT-RJ), Jean Wyllys (PSOL-RJ), Hugo Mota (PMDB-PB), Manuela d’Ávila (PCdoB-RS), Luiz Fernando Machado (PSDB-SP), Reginaldo Lopes (PT-MG), Glauber Braga (PSB-RJ) e Professora Dorinha (DEM-TO).

Mais informações: http://www2.camara.gov.br/responsabilidade-social/parlamentojovem

OAB e Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara: interlocução forte para avançar no debate de leis

(Site AdvoNews)

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, reuniu-se hoje (23) com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), e com os novos integrantes da Comissão, para estabelecer uma interlocução mais forte entre a OAB e a Comissão nesta nova Legislatura.

Na reunião, os parlamentares pediram o apoio da OAB na apreciação e no debate de projetos relevantes para a sociedade, como o da Reforma Política, o do Código de Processo Civil (CPC) e o do Código de Processo Penal (CPP), e nos debates de interesse da sociedade civil. “O objetivo é fazer com que as matérias que a CCJ da Câmara debate e aprova sejam muito bem debatidas com a participação dos advogados do país. A OAB é uma instituição muito importante e o Parlamento brasileiro é responsável pela formulação das leis. Esse trabalho combinado pode ajudar muito o país”, afirmou João Paulo Cunha.

Ophir saudou os deputados presentes na reunião e garantiu o interesse da OAB de prestar sua colaboração como interlocutora da sociedade no debate das grandes demandas legislativas. Ophir lembrou que eventuais tensões que surgirão são naturais e fazem parte do processo democrático. No entanto, são importantes para o debate altivo e transparente das novas leis.

“A OAB estará bastante presente nesta Legislatura, seja criticando, seja opinando, sugerindo ou elogiando. A Ordem tenta representar o sentimento da sociedade brasileira, no sentido de brigar por uma cidadania, uma Justiça e um Parlamento fortes”, afirmou Ophir, que esteve acompanhado na reunião do secretário-geral da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho.

Entre os projetos que são de principal interesse da advocacia e que tramitam na Câmara, estão os de reforma do CPC e do CPP, a questão da reforma política, a aplicação do Simples Nacional aos advogados e projetos sobre as férias dos juízes e de fortalecimento do CNJ.

Também participaram da reunião, no gabinete do presidente da CCJ, os seguintes deputados federais: Arthur Oliveira Maia (PMDB-BA, primeiro vice-presidente da CCJ); Vicente Cândido (PT-SP, segundo vice-presidente da CCJ); Cesar Colnago (PSDB-ES, terceiro vice); Eduardo Cunha (PMDB-RJ); Gabriel Guimarães (PT-MG); Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA); Gabriel Chalita (PSB-SP); Esperidião Amin (PP-SC); e Delegado Protógenes (PCdoB-SP).