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Chalita vota a favor da PEC dos trabalhadores domésticos

No dia 21 de novembro, o deputado federal Gabriel Chalita votou favoravelmente à Proposta de Emenda à Constituição 478/2010, que reconhece e amplia os direitos sociais dos trabalhadores domésticos.

A proposta estabelece que os empregados domésticos tenham direitos comuns com as demais categorias de trabalhadores. Entre esses direitos, estão o pagamento de hora extra, a jornada de 44 horas semanais, o recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o pagamento do adicional por trabalho noturno, seguro-desemprego, salário-família, auxílio-creche e seguro contra acidente de trabalho. O relatório também garante a esses trabalhadores o 13º salário, férias e aviso prévio.

Fonte: assessoria de imprensa

Gabriel Chalita ministra palestra para profissionais do SAMU

O deputado federal Gabriel Chalita esteve presente nesta segunda-feira, 12/11, à central administrativa do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), no Bom Retiro – bairro da região central de São Paulo. Além de ver de perto o trabalho dos funcionários do SAMU, ele falou para uma plateia composta por mais de 200 pessoas.

Durante a palestra, Chalita destacou o fato de o SAMU manter em seu quadro profissionais com deficiência, por meio de uma parceria com a Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (AVAPE). “Essas pessoas não precisam de pena, precisam de autonomia, de emancipação”, afirmou.

Traçando um paralelo com trechos da obra “Ética a Nicômaco”, de Aristóteles, o deputado – que é doutor em Filosofia do Direito e em Comunicação e Semiótica – abordou a importância do trabalho do SAMU. “Há um aspecto interessante na visão aristotélica de felicidade que tem muito a ver com o SAMU”, apontou. “A grande conclusão da ‘Ética a Nicômaco’ é que ninguém consegue ser feliz se não compreender o movimento de ajuda ao outro.”

Ele lembrou que os cidadãos ligam para o SAMU no momento de maior vulnerabilidade e que, ainda de acordo com Aristóteles, um dos grandes problemas para um profissional da área de saúde é não considerar que seu trabalho existe para melhorar a vida de outras pessoas. “É claro que todo procedimento informatizado ajuda a tomar a decisão correta”, disse. “Mas como é bonito quando se tem a consciência de que aquilo que se faz salva a vida de alguém, minimiza o sofrimento e o desespero de alguém.”

Chalita também afirmou que um dos desafios da nossa sociedade é “não permitir que as pessoas sejam invisíveis”. Ao falar de sua experiência como educador, secretário estadual da Educação, vereador e deputado, além de candidato a prefeito de São Paulo nas últimas eleições, ele chamou a atenção para as diferenças sociais presentes na capital paulista – o que prejudica, em particular, as crianças. “Eu sempre digo: não há criança inteligente e criança burra; há criança com oportunidade e criança sem oportunidade”, destacou.

Confira aqui as fotos do evento.


Fonte: assessoria de imprensa | Foto: Nelson Aguilar

PL subscrito por Chalita cria o Programa de Cultura do Trabalhador

Incentivar a cultura entre os trabalhadores é a ideia central do Projeto de Lei 4.682/2012, apresentado na Câmara dos Deputados e subscrito pelo deputado federal Gabriel Chalita (PMDB/SP). A propositura institui o Programa de Cultura do Trabalhador, destinado a fornecer meios para o exercício dos direitos culturais entre cidadãos com vínculo empregatício de todo o País.

No âmbito do programa, que será gerido pelo Ministério da Cultura, está compreendido o Vale-Cultura. A ideia é que ele seja distribuído pelas empresas aos trabalhadores que recebam até cinco salários mínimos por mês; no caso dos portadores de deficiência, o limite é de sete salários mínimos mensais. 

O vale terá o valor de 50 reais e o trabalhador decidirá para quais bens ou serviços culturais utilizá-lo. As empresas que participarem do programa poderão receber benefícios fiscais. Para tornar-se lei, o projeto deverá ser aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Confira o teor completo da propositura: http://migre.me/bIqQg.

Fonte: assessoria de imprensa

Chalita é entrevistado pelo portal Terra

Gabriel Chalita concedeu, na manhã desta segunda-feira (22), uma entrevista ao portal Terra. O deputado tratou, dentre outros assuntos, da cidade de São Paulo, do segundo turno das eleições municipais e da atuação do PMDB no cenário político local e nacional.

Logo no início da entrevista, Chalita agradeceu aos eleitores que o apoiaram no primeiro turno. “Foi uma experiência fantástica ter sido candidato a prefeito de São Paulo”, disse. Ele lembrou que, durante um ano, estudou profundamente a capital paulista, inclusive acompanhando de perto a situação dos moradores nos mais diversos bairros. “Elaboramos um projeto real para a cidade.”

No que se refere ao segundo turno das eleições, o presidente do PMDB da Cidade de São Paulo falou sobre sua decisão de apoiar Fernando Haddad. De acordo com o deputado, isso se deu depois de o candidato comprometer-se a incorporar propostas de Chalita a seu plano de governo. Dentre elas, a implantação de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) na capital, que ajudariam a solucionar um dos problemas mais graves enfrentados pelos paulistanos: o da saúde pública. “É descabido ver que a cidade mais rica da América Latina trata as pessoas da forma que trata na área da saúde”, lamentou. Na semana passada, Chalita e Haddad assinaram uma carta em defesa de São Paulo; o teor completo do documento pode ser conferido aqui.

O deputado também abordou a questão da educação no País. Membro da Comissão de Educação e Cultura do Congresso Nacional, ele se disse a favor de uma Lei de Responsabilidade Educacional para os municípios. “A médio prazo, o que vai resolver o problema da violência no Brasil é a educação.”

Questionado pela jornalista Maria Lins sobre os maiores desafios que o próximo prefeito de São Paulo enfrentará, Chalita apontou duas questões primordiais: a gestão pública da cidade e a atenção à população mais carente. Quanto ao primeiro aspecto, ele destacou a necessidade da informatização da administração municipal; sobre o segundo, declarou: “É preciso unir a São Paulo rica e a São Paulo pobre”. Para o deputado, o futuro prefeito deverá investir prioritariamente em programas habitacionais, assim como na resolução do déficit de vagas em creches – inclusive por meio de convênios com entidades da sociedade civil.

Ao falar do novo PMDB da Cidade de São Paulo, Chalita informou que foram eleitos quatro vereadores pelo partido e comentou a importância de os cidadãos mostrarem-se interessados por política. “Não adianta dizer ‘Eu não gosto de política’. Você precisa de política, você precisa ser administrado por alguém”, afirmou. “Quanto menos a gente participa, mais a gente permite que pessoas que não são boas continuem administrando a política.” 

Confira a entrevista completa no site

Fonte: assessoria de imprensa

Gabriel Chalita participa de homenagem a Michel Temer

O deputado federal Gabriel Chalita esteve presente, na noite desta quinta-feira (18), à cerimônia de entrega do título de Professor Honoris Causa ao vice-presidente da República, Michel Temer, pelo Centro Universitário FIEO.

A instituição, localizada em Osasco (SP), já havia concedido o título a outros três renomados juristas: Eugenio Raúl Zaffaroni, Ives Gandra da Silva Martins e Ada Pellegrini Grinover.

Fonte: assessoria de imprensa | Foto: Anderson Riedel 

Chalita e Haddad assinam carta de princípios e propostas por São Paulo

No dia 11 de outubro, Gabriel Chalita declarou seu apoio ao candidato à Prefeitura de São Paulo Fernando Haddad. A aliança se deu depois de Haddad comprometer-se a assumir princípios de governabilidade que colocam a capital paulista em primeiro lugar, assim como a incorporar a seu plano de governo propostas de destaque apresentadas por Chalita no primeiro turno das eleições. 

Na ocasião, ambos assinaram uma carta, para selar o compromisso com a cidade e os paulistanos. Confira o documento na íntegra.


CARTA DE PRINCÍPIOS E PROPOSTAS EM DEFESA DE SÃO PAULO

ELABORADA PELA CAMPANHA DE GABRIEL CHALITA (PMDB)

Fernando Haddad, candidato a prefeito de São Paulo, compromete-se com os seguintes princípios:

1. Governar com ética, respeitando os conceitos da dignidade da pessoa humana e da justiça social consagrados no texto constitucional.

2. Governar com eficiência e transparência, valendo-se de ferramentas de governo eletrônico para dar objetividade e correção às relações entre poder público e iniciativa privada.

3. Governar para a cidade toda, dando atenção especial àqueles que mais precisam. 

Propostas apresentadas pela campanha de Gabriel Chalita (PMDB), no primeiro turno da eleição para prefeito da cidade de São Paulo:

1. Priorizar a educação, para que crianças ricas e pobres tenham as mesmas condições de desenvolvimento. Para tanto, valorizar o professor, implantar as escolas de tempo integral, minimizar o problema da falta de vagas em creches e investir na qualidade do ensino.

2. Humanizar a saúde pública, informatizando o sistema, melhorando a rede atual e ampliando o atendimento, com a construção de novos hospitais e de UPAs, além dos centros de referência da saúde da mulher.

3. Administrar para a cidade toda, “zerando os zeros”. Ou seja, não permitir que nenhum distrito fique sem equipamento público de saúde, cultura e lazer.

4. Fazer de São Paulo a capital da cultura, com a implantação da Broadway Paulistana e a construção de equipamentos culturais na periferia.

5. Revitalizar o centro de São Paulo.

6. Criar uma central de monitoramento da cidade, integrando órgãos da Prefeitura, governo estadual e governo federal, para cuidar da segurança pública e da defesa dos cidadãos.

7. Criar o Poupatempo da pessoa jurídica.

8. Investir na modernização do transporte público de São Paulo, especialmente nos Expressos Zona Leste e Zona Sul, buscando cada vez mais o conforto e a economia de recursos dos usuários.

9. Implantar um programa digno de habitação popular, priorizando moradores que vivam em áreas de risco.

Certos de que este gesto contribui para o aperfeiçoamento da democracia, Fernando Haddad e Gabriel Chalita assinam o presente termo.


Fonte: assessoria de imprensa | Foto: Danilo Verpa/Folhapress

PMDB anuncia apoio à candidatura de Haddad no segundo turno

O PMDB anunciou nesta quinta-feira (11) o apoio formal ao candidato à Prefeitura de São Paulo Fernando Haddad (PT) no segundo turno. 

O petista e o candidato derrotado do PMDB, Gabriel Chalita, assinaram um termo de compromisso com propostas da campanha derrotada que devem ser incorporadas pelo programa de Haddad. Com a presença do vice-presidente Michel Temer, os dois disseram que a aliança foi feita com base em propostas.

“Nos reunimos e refletimos muito sobre o que é melhor para São Paulo. E a candidatura de Haddad representa o que há de melhor para São Paulo”, disse Chalita, que ficou em quarto lugar com 13,6% dos votos válidos.

O petista disse que quer “replicar” em São Paulo a aliança feita no plano federal entre a presidente Dilma Rousseff e Temer. 

“Não sei se é inédito, mas é incomum uma união em torno de ideias”, disse Haddad. 

Eles negaram a existência de negociações para dar um ministério ao PMDB em troca do apoio. Disseram ainda que não houve discussão sobre participação do partido em secretarias municipais em uma eventual administração Haddad, mas afirmaram que haverá um governo de “coalização”. 

O vice-presidente disse que ainda não foram resolvidas as negociações sobre alianças em Natal (RN) e Mauá, no ABC paulista. O impasse adiou ontem o anúncio do apoio. Segundo Temer, haverá reuniões nesta tarde para discutir a questão. 

O PT de Natal resiste em apoiar o peemedebista Hermano Moraes no segundo turno. Ele disputa contra o candidato Carlos Eduardo, do PDT. Ambos os partidos –PMDB e PDT– fazem parte da base de apoio do governo Dilma. 

O PT de Natal, derrotado no primeiro turno com Fernando Mineiro (PT), pretende apoiar Carlos Eduardo. Temer indicou que haverá neutralidade do PT na cidade. 

Já em Mauá, os pemedebistas pedem que Dilma e o ex-presidente Lula não se empenhem na campanha. No município, disputam o segundo turno Donisete Braga (PT) e Vanessa Damo (PMDB).

Fonte: Folha de S.Paulo (versão on-line)

Chalita condiciona apoio no segundo turno à incorporação de suas propostas de governo

O candidato a prefeito do PMDB, que teve 13,6% dos votos, afirmou que ‘nenhum apoio é natural’. O candidato a prefeito de São Paulo pelo PMDB, Gabriel Chalita, afirmou na noite de domingo que, antes de anunciar o apoio a um dos candidatos que se enfrentarão no segundo turno, quer discutir com os partidos. Ele condicionou o apoio a uma das campanhas finalistas à incorporação de suas propostas de governo.

“Tenho muita responsabilidade com o meu eleitor, que é um eleitor crítico, que votou em mim para vereador, para deputado federal. Antes de anunciar qualquer apoio, é preciso que a gente se reúna, analise”, afirmou Chalita ontem, por volta das 19h30, em entrevista concedida no escritório do vice-presidente da República, Michel Temer.

“Há algumas coisas muito fortes do nosso programa de governo que a gente gostaria de ver incorporado à campanha. Por isso, neste momento, a gente não vai decidir nada”, disse o candidato peemedebista, que ficou em quarto lugar na disputa para a Prefeitura de São Paulo, com quase 14% dos votos.

Entre os projetos que Chalita gostaria de ver incorporado à campanha do candidato que vier a apoiar, ele citou a escola em tempo integral. “Isso é uma questão de honra porque vai mudar a história de São Paulo”, afirmou.

Chalita também citou a proposta de criação do Expresso Zona Leste e do Expresso Zona Sul, na área do transporte público, a revitalização do centro da cidade, a Central Olho Vivo e o Poupatempo da Pessoa Jurídica.

“São propostas muito concretas, objetivas, e, antes de qualquer apoio, gostaríamos de refletir sobre essas ideias para seja um apoio real. Se esses pontos puderem ser utilizados, sim. Se não, que os dois disputem e a gente acompanha o processo”, afirmou Chalita.

Embora o PMDB seja da base do governo da presidenta Dilma Rousseff, Chalita disse que o apoio ao candidato petista Fernando Haddad, que enfrentará José Serra, do PSDB, no segundo turno, não é algo automático. “Nenhum apoio é natural”, afirmou.

Sobre sua votação, Chalita disse que “todo candidato gosta de ganhar eleição, mas na vida esse conceito de ganhar e perder é relativo. A gente perde quando a gente perde a moral, perde os valores.”

“A grande novidade desta eleição foi o Gabriel Chalita e o PMDB, que depois de 16 anos veio disputar a eleição com alguém que é capaz de pregar programas de grande aceitação para São Paulo”, disse o vice-presidente Michel Temer, ao lado do candidato peemedebista.

“O PMDB de São Paulo sai maior dessa campanha, e a gente com muito entusiasmo para continuar fazendo política. Ocupar espaço na política não é fácil, mas é importante que surjam novas lideranças para dar mais opções ao eleitor”, afirmou Chalita.

Fonte: #Equipe15

Gabriel Chalita participa do lançamento de dois livros em São Paulo

O deputado federal Gabriel Chalita, candidato a prefeito de São Paulo, participou, na noite de quinta-feira (28/6), do lançamento do livro “Era uma vez… mil vezes – o Brasil de todos os vícios”, do jornalista Gaudêncio Torquato. O evento ocorreu na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

Em seguida, Chalita compareceu ao lançamento da obra “Direito constitucional contemporâneo”, um compêndio de mais de cem artigos, escritos por diversos autores, sobre a carreira jurídica do vice-presidente da República, Michel Temer. O lançamento aconteceu na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), localizada na Avenida Paulista.

Fonte: assessoria de imprensa

”São Paulo em primeiro lugar: essa é a nossa decisão”, afirma Chalita

 

Íntegra do discurso de Gabriel Chalita, candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, durante convenção do partido realizada na Praça da Sé, em 24 de junho.

São Paulo em primeiro lugar: essa é a nossa oração.

São Paulo em primeiro lugar: essa é a nossa comoção.

São Paulo em primeiro lugar: essa é a nossa decisão!

Decidimos fazer a nossa convenção na praça. Porque “a praça é do povo como o céu é do condor”, proclamava o poeta romântico Castro Alves.

Decidimos fazer a nossa convenção na Praça da Sé.

Há 458 anos, numa colina entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí, a poucos metros daqui, foi erguida uma cabana de pau-a-pique. Nela, os jesuítas instalaram um seminário e uma escola. Antes de ser cidade, São Paulo foi escola.

Aqui, na Praça da Sé, em 1932, os paulistas mostraram sua valentia na revolução constitucionalista. Aqui, na Praça da Sé, em 1975, um culto ecumênico, pela morte do jornalista Vladmir Herzog, marcou o começo do fim da ditadura.

Aqui, na Praça da Sé, em 25 de janeiro de 1984, o povo, indignado e cheio de sonhos, exigiu “Diretas Já”.

“O poder é do povo”, bradaram peemedebistas históricos. Ulysses Guimarães nos ensinou a coragem. Tancredo Neves, a persistência. Teotônio Vilela, os brasis tantos e tão desiguais. Mário Covas, a dignidade. Franco Montoro, o humanismo.

Nesta praça, nas “Diretas Já”, o meu professor Montoro falou:

“Me perguntaram se aqui estão 300 ou 400 mil pessoas. Mas a resposta é outra: aqui estão presentes as esperanças de 130 milhões de brasileiros”.

Aqui estamos nós, lembrando nosso passado, construindo nosso futuro. O passado deste país e desta cidade com políticos dignos, decentes, comprometidos com o servir, com o fazer, ou melhor, com o fazer bem-feito.

José Pires do Rio, prefeito de 1926 a 1930, criou o Mercado Central e o parque do Ibirapuera.

Visionário, encomendou um plano para novas avenidas ao professor e engenheiro Prestes Maia, na época, um funcionário público municipal.

O prefeito Pires do Rio começou a retificação do Tietê e propôs a construção de barragens, antes de o rio dos bandeirantes chegar à cidade, e a abertura de piscinões a céu aberto, nas várzeas ainda desocupadas.

Luís de Anhaia Mello. Professor, urbanista. Um homem comprometido com a ética e a estética. Em seu conceito, o fim, o verdadeiro fim, a razão de ser da cidade tem de ser o bem-estar da população.

Fábio Prado governou de 1934 a 1938. Além de levar adiante os planos de Prestes Maia, rasgando avenidas como a Nove de Julho e a Rebouças, cuidou da Cultura. Foi seu Secretário da Cultura, o escritor Mário de Andrade… “São Paulo! comoção da minha vida!”

Mário, Tarsila, Anita, Oswald. Gênios que, em 22, na Semana de Arte Moderna, fizeram o mundo prestar atenção em São Paulo.

Prestes Maia, o prefeito do planejamento e da ação. O prefeito que transformou a cidade em um canteiro de obras. Terminou o Viaduto do Chá, a Avenida 9 de Julho e ergueu o Estádio do Pacaembu. Prolongou a Avenida São João e duplicou a Ipiranga e a São Luís. As mesmas que inspiraram a canção de Caetano… “alguma coisa acontece no meu coração”. Fez mais, abriu as avenidas Duque de Caxias, Liberdade, Vieira de Carvalho, Senador Queirós. Construiu os viadutos Jacareí, Dona Paulina, 9 de Julho e a Ponte das Bandeiras.

Faria Lima, prefeito que fez o primeiro plano diretor e que começou a construir o Metrô. Abriu as marginais Pinheiros e Tietê, a Avenida Sumaré, a Radial Leste, a 23 de maio e a Rubem Berta. Tudo isso em 4 anos.

Aliás, em menos de 3 anos, o professor e engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz deu à cidade a Lei do Zoneamento, o Código de Obras, a Lei de Áreas Verdes, o Código Tributário, a Lei do Silêncio, um novo plano diretor, a Emurb e a Prodam. Além de acelerar as obras da Linha Norte e Sul do metrô.

Por que esses prefeitos fizeram tanto em tão pouco tempo?

Porque eles tinham algo em comum: o amor por São Paulo. No olhar desses homens, só havia um projeto: “a cidade de São Paulo”.

A história tem muito a nos ensinar. E a primeira lição é esta: uma cidade da dimensão de São Paulo não precisa de um zelador ou de um gerente. Precisa de um estadista que tenha coragem e ousadia de enfrentar os reais problemas de São Paulo.

A São Paulo de ontem era uma jovem metrópole do café que se enfeitava, modernizando-se, para receber a industrialização. Hoje, ela é uma madura metrópole global. Desempenha papéis mundiais e precisa construir seu projeto para cumprir com essa função sem o aprofundamento das desigualdades sócio-espaciais.

Esta precisa ser a nossa missão: construir o novo projeto de São Paulo como cidade global. Governá-la com eficiência e probidade para que o patrimônio legado por esses prefeitos e pelo povo que construiu São Paulo, até aqui, não seja mais deteriorado. E que, além disso, com os pés no chão, tenha os olhos para o alto e carregue no coração um punhado de sonhos:

O sonho de uma cidade capaz de acolher seu povo e oferecer, a todos, serviços públicos à altura de sua riqueza.

O sonho de ver trabalhando juntos, por São Paulo, o governo federal, o governo do Estado e a Prefeitura. Fazer novas linhas de Metrô. Despoluir os nossos rios, nossos rios abandonados. Dar mais segurança. Construir moradias dignas a nossa gente. Basta de brigas entre partidos. Basta de estranhamentos. Urge pensar grande e fazer maior ainda.

O sonho de ver nossas crianças nas salas de aula em tempo integral, longe das drogas, preparando-se para a vida e para o mercado de trabalho. Com professores respeitados e valorizados. Não nos esqueçamos de que a educação é o caminho mais eficiente para dar aos ricos e aos pobres as mesmas condições de desenvolvimento.

O sonho de uma cidade com um sistema público de saúde que funcione 24 horas todos os dias, em todos os bairros, com atendimento humanizado.

O sonho com uma Prefeitura que não demore anos para aprovar projetos de construção. E onde alvarás e autorizações sejam concedidos a partir de regras objetivas, de modo transparente, sem favoritismo, sem propina, sem corrupção!

O sonho com uma cidade que valorize a criatividade de seu povo, a inovação, tão ou mais importante que a força das corporações que aqui vem fazer negócios e incrementar a economia.

O sonho com uma metrópole moderna que coloque a inteligência a serviço de seus cidadãos. A tecnologia, a economia verde, a gestão eficiente.

O sonho de valorizar o servidor público, que dedica sua vida ao bem do cidadão.

Estamos começando uma jornada. Não temos máquinas a nosso favor – e, se tivéssemos, não as usaríamos, porque isso é indecente, incorreto e criminoso. Aliás, máquinas públicas deveriam ser usadas para cuidar das pessoas e não para fins eleitoreiros. Não temos acordos espúrios.

Nossa aliança nasce das nossas convicções de que é possível, com humildade, vencer!

E vamos vencer! O povo vai vencer!

Agradeço a confiança, presidente Michel Temer. A sólida confiança de uma longa amizade. Desde os meus 19 anos, quando o ouvi professando sua crença na dignidade da pessoa humana e nas conquistas da constituição cidadã. Sua trajetória política é exemplo de competência e perseverança.

Agradeço a confiança, amigos do PSC – Partido Social Cristão, o primeiro que se uniu a nós nesta jornada. Acreditamos na família, acreditamos no respeito.

Agradeço ao PTC – Partido Trabalhista Cristão – e ao PSL – Partido Social Liberal. Juntos, somos muitos.

Agradeço às candidatas e aos candidatos a vereador. Desde as nossas primeiras conversas, decidimos que faríamos uma campanha limpa, baseada na verdade.

Hoje, a política corre o risco de desencantar a população, o que é uma lástima. As desonestidades, os conchavos, a mentira, o falso juramento, a demagogia. Como é triste ver a gestão pública encharcada de escândalos e de interesses estranhos! O prefeito deve ser um servidor e não alguém que se serve do cargo para atingir objetivos menores. Repito: nossa campanha, toda nossa campanha será baseada na verdade.

A praça é do povo, a Prefeitura é do povo, a política é do povo.

Sejamos verdadeiros!

A cidade mais rica da América Latina não pode mais tratar os seus filhos como “invisíveis”.

São 3 milhões de irmãos nossos, morando em favelas e em áreas irregulares. São milhares de crianças sem creches. São cidadãos enfrentando o trânsito e o transporte público de pouca qualidade.

São habitantes da rica cidade, sofrendo por uma saúde pública ineficiente e desumana.

Sem falar dos que padecem nas ruas e dos que são enxotados por um conceito higienista, preconceituoso.

É a cidade mais rica da América Latina, carente de líderes que tomem decisões, ao mesmo tempo, seguras e ousadas. Líderes que planejem e façam. Líderes que estejam presentes.

Os problemas são muitos, mas o problema não são os problemas. É a falta de ação diante deles.

São Paulo não precisa ser uma cidade suja, violenta e injusta. Estamos perdendo tempo com esses governos desgovernados.

Precisamos trabalhar pelas pessoas, com as pessoas.

Precisamos unir a nossa São Paulo.

A São Paulo da dona Maria, da Pedreira. Do seu Geraldo, motorista de táxi. Da Juliana, estudante. Do Pedro, funcionário público. Do Fábio, empresário. Do José, pedreiro. Do Júlio, gari. Da Tânia, arquiteta. Da Márcia, vendedora. Da Denise, médica. Do Jair, policial.

Da Cleusa que cuida de milhares de jovens, da Lourdinha que cuida de crianças, da Cida que trabalha em movimentos em prol da moradia. Da Anita que, há 9 meses, espera para fazer um exame médico. Do João, viciado em crack, sem lugar para fazer um tratamento e ter uma segunda chance.

A São Paulo do Rogério, professor, e da Mariana, enfermeira. Do Juninho que não tem onde brincar, e do Paulo e do Alberto que trabalham com moda. A cidade do Pedro, que tem livrarias, e do Ronaldo, louco por esporte. A São Paulo do Paulo e da Nicete, apaixonados por teatro.

A São Paulo da Lygia, escritora, e do Paulo, motorista. Do Joaquim que tem padaria, da Antônia que tem salão de beleza, e da Carmen que canta na noite. A São Paulo do Renato, defensor do meio ambiente, e da Janete que cuida de animais abandonados.

A São Paulo da dona Ivete, do Campo Limpo, na sabedoria dos seus noventa anos. Da Didi, do conjunto José Bonifácio, que veio do nordeste e que sabe que esta cidade pode ser melhor.

A São Paulo do Criolo que compôs: “Não existe amor em São Paulo”. Existe, sim, poeta. Está escondido, mas existe.

A São Paulo do Adoniran que morava no Jaçanã.

A São Paulo do Bexiga e da Brasilândia. A São Paulo do Grajaú e de Pirituba. A São Paulo da Consolação e de São Miguel. A São Paulo da Penha e de Heliópolis. A São Paulo do centro. Deste centro belo e mal cuidado. Deste centro que nós vamos revitalizar. A São Paulo das mulheres e dos homens guerreiros que não esmorecem, que não fogem à luta. Há um milhão de pessoas que trabalham à noite em nossa cidade.

A São Paulo dos imigrantes e dos migrantes. Das mãos calejadas pelo trabalho e unidas pela fé.

A São Paulo das ONGs, exemplos de eficiência e de respeito pelas pessoas. GRAAC, AACD, APAE, Dom Bosco de Itaquera, Casa do Zezinho de Capão Redondo e tantas outras.

A São Paulo das grandes organizações, empresas. Nosso PIB é de mais de 400 bilhões. Estamos entre as 20 cidades mais ricas do mundo. Rica e mal cuidada.

Quero ser o prefeito da esperança. O prefeito da decência. O prefeito da coragem. O prefeito das ruas. Vamos fazer uma Prefeitura itinerante. Vamos fazer funcionar as subprefeituras.

Entusiasmo não nos falta. Nem companheiros. Vocês, amigas e amigos, são a nossa fortaleza.

A praça é do povo. A cidade é do povo. A esperança é do povo.

O Cardeal Emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, ao final do culto ecumênico, nesta praça, no alvorecer da democracia, orou:

“É hora de se unirem os que ainda querem olhar para os olhos do irmão e ainda querem ser dignos da luz que desvenda a falsidade. A esperança reside na solidariedade. Aquela sociedade que é capaz de sacrificar os egoísmos individuais no altar da pátria, no altar de um Estado, no altar de uma cidade”.

Sacrifiquemos os egoísmos e não as pessoas. Nas reuniões que fizemos, bairro a bairro, na preparação de nosso programa de governo, ouvi muito esta palavra: sacrifício. Mães que perderam seus filhos para a violência. Famílias que perderam seus tetos para as enchentes. Pacientes com dor, percorrendo o calvário da espera, com pouca esperança de atendimento. Não precisava ser assim. Não precisa ser assim.

O que há de melhor, na política, são as pessoas. É por você, que tem uma face, que tem um nome, que tem uma dor ou um sonho, que estamos aqui. É para melhorar o lugar, espaço do agir solidário, em que você mora, que estamos aqui. É o seu cotidiano que nos interessa. O resto não deveria fazer parte da política. Há um cumprimento africano que se traduz dizendo: “eu vejo você”.

Essa jornada não será fácil. E é por isso que estamos aqui. Com vocês.

Vamos combater o bom combate, como ensinou São Paulo, sem esmorecer. Vamos militar a favor da boa política, juntos, decididos.

Nossa grande aliança é com a população desta cidade.

Não é hora de promessas vãs. Os paulistanos cansaram de enganações. Estão fartos de metas e compromissos que duram poucos meses ou que nunca saem do papel. Por isso, o compromisso público que assumo, aqui e agora, perante todos vocês – é lutar por esta cidade, é lutar por nossa gente. Todos os dias, 365 dias por ano, de primeiro de janeiro de 2013 a primeiro de janeiro de 2017.

Quero terminar, começando. Comecemos.

São Paulo em primeiro lugar é você em primeiro lugar. Você é a razão de estarmos aqui. De lutarmos, de vencermos.

Que Deus nos abençoe.

Fonte: assessoria de imprensa