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As crianças que não voltaram

Não conheço as crianças mortas em uma escola no Paquistão. Não sei sequer os seus nomes. Não conheço suas famílias, suas casas. Como não conheço os professores também mortos nesse horrendo atentado. Mas sei de algumas coisas. Vivemos em um mesmo mundo, em uma mesma época. O Sol que aquece esse lado é o mesmo que aquece o outro lado. A Lua que nos inspira a escrever, a namorar, certamente inspirou os seus pais, em algum momento, mas não inspirará essas crianças que, em um dia comum, saíram de casa para aprender algo bom e não voltaram.

A dor dessas famílias não se descreve em pedaços de papel. Os quartos com os ausentes. As lembranças de ontem, quando eles ainda estavam ali, alimentando de vida os seus, prometendo cumprir o ofício de crescer e de prosseguir, mesmo diante de alguns percalços em uma região tão triturada pelo desamor. Crianças, apenas. É o que eram. Vítimas de radicalismos, de ódios que segregam, de bestialidade humana. Não há religião que justifique ações dessa natureza.

Imagino os professores em suas salas de aula. Cada qual ensinando o que lhe competia. Dizendo sobre histórias, geografias, letras, números, gentes. Olhando para os seus alunos e oferecendo a eles o conhecimento como passaporte para dias melhores. Escolheram ser professores por fazerem uma opção pela vida, por acreditarem na generosidade dos saberes e dos encontros. Foram-se eles também. Prematuramente, partiram sem entender as razões. Razão não há para atitudes assim. Nem lá. Nem aqui. Nem em qualquer tempo ou espaço. É de vida que precisamos. E a vida se plenifica na paz. A paz que nasce no coração dos homens e que harmoniza a convivência.

Que as crianças que não voltaram nos alimentem de intenções e de ações de amor. Ou isso ou a barbárie.

Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 19/12/2014
 

 

 

 

Irmã Dulce, o anjo bom

Irmã Dulce está em cartaz nos cinemas. O filme conta a trajetória de Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes que, depois dos votos religiosos, tornou-se Irmã Dulce. Dulce era o nome de sua mãe, uma amorosa lembrança que a missionária teve sempre consigo. No nome e no coração. 

“Dulce” vem do latim dulcis,  que significa “doce”. Nome feliz para a Irmã que ficou conhecida como “o anjo bom da Bahia”. Nome feliz para a freira que soube viver a plenitude do evangelho, cumprindo, no dia a dia, o maior de todos os mandamentos, segundo o cristianismo: amar a Deus e amar ao próximo.

O filme de Vicente Amorim traz duas atrizes interpretando Irmã Dulce, em momentos diferentes: Bianca Comparato e Regina Braga. A jovem freira que, desde criança, demonstrava sua vocação para a generosidade, para o amor e a ajuda ao próximo, enfrentou dificuldades no convento para cumprir as regras da congregação e, ao mesmo tempo, não negligenciar o seu ardente desejo de cuidar dos pobres. A porta do convento deveria permanecer fechada durante a noite. As freiras tinham obrigações quanto ao horário das orações. Irmã Dulce não era contra nada disso, pois valorizava demais a vida comunitária e o momento da oração, um combustível que alimentava suas ações de caridade. Mas não aceitava, em hipótese nenhuma, abandonar seus pobres.

As autoridades, entretanto, não compreendiam que uma freira quisesse mudar o mundo. ”Afinal, pobres, sempre teremos. Não somos Deus, somos apenas mulheres, temos limitações”, justificava uma superiora. Mas Irmã Dulce não se permitia ser comandada por limitações. Se não havia como mudar o mundo inteiro, que se mudasse o mundo de quem estava próximo. Que se cuidasse de quem estava despejado dos afetos, das atenções, dos olhares. Eram os invisíveis os seus amigos da dor; eram os doentes que não tinham onde recobrar as forças; eram os carentes que choravam, desamparados, as suas ausências;  eram seus irmãos de Amor os que ela queria embalar em seu celeiro de aconchego. Dizia ela: “O que fazer para mudar o mundo? Amar. O amor pode, sim, vencer o egoísmo”.

Muitas vezes, expulsa dos lugares onde se instalava com seus pobres, Irmã Dulce era vista peregrinando, pelas ruas de Salvador, acompanhada por seus necessitados. Foi uma década de andanças, perambulando com seus pobres sem ter um lugar para chegar.

Mas, enfim, no Convento de Santo Antônio, a superiora cedeu. Irmã Dulce teve autorização para ocupar o galinheiro, abrigando seus irmãos carentes. Desse galinheiro, com o tempo e pelo número de pessoas que a procuravam, fez-se um hospital. Hoje, o maior da Bahia. Irmã Dulce não aceitava portas fechadas. Dizia que se a porta dela era a última porta a que recorria um pobre, ela não poderia, jamais, estar fechada. Enfrentava dissabores com determinação. E não desistia do amor:”Se fosse preciso, começaria tudo outra vez do mesmo jeito, andando pelo mesmo caminho de dificuldades, pois a fé, que nunca me abandona, me daria forças para ir sempre em frente”.

No filme, há momentos de oração em que ela conversa com Santo Antônio, exigindo dele providências para aliviar a dor dos seus irmãos. Oração é intimidade, é sinceridade, é conversa franca que deve brotar do que sentimos, do que desejamos. Seus pedidos eram feitos com simplicidade. Era simples com os homens. Era simples com os santos.

Hoje, Irmã Dulce é beata. Na memória do povo da Bahia, já é santa. Não que não tivesse erros, mas o que são seus erros diante de sua obra? Quantas vidas tiveram outro porvir por serem por ela cuidadas? A sua obra se fez e se faz grandiosa, fortificada, permanente, pois foi construída com cada uma das pedras que recebeu. Pedras recebidas, sempre, com muita humildade. E muita fé. “Eu nada fiz, porque nada sou. Quem faz tudo é Deus, nunca se esqueça disso”.

Em um mundo carente de exemplos, vejamos o filme de Irmã Dulce, leiamos sua biografia, permitamos que sua inspiração nos frequente.

Há muitas razões para nos desanimar: violência, corrupção, perversidade, desamor. Irmã Dulce não desanimou. Aliás, foi incansável. Dormiu por 30 anos numa cadeira, pagando uma promessa que fizera pela saúde de sua irmã. Vítima de enfisema pulmonar, nosso anjo bom não desanimava nunca. Nem por ordem médica, pois seus doentes não podiam esperar.

Que a vida dessa mulher, frágil de saúde e forte de determinação, nos encoraje a fazer o bem. Sem concessões.

Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 14/12/2014

Duas facadas em um mesmo coração

Li e reli, com tristeza, a saga de Dona Celia Regina Conceição Germano. No dia 8 de janeiro de 1994, ela perdeu uma filha vítima de bala perdida num confronto entre o tráfico e a Polícia Militar. A filha estava grávida de oito meses. Vinte anos depois, no dia 26 de novembro de 2014, Dona Celia perdeu outra filha, também grávida de três meses. Igualmente vítima de bala perdida. Duas “facadas” em um mesmo coração. Desde que recebeu a triste notícia, Dona Celia enterrou-se numa cama e é mantida sedada. Amanhã, dia 13, ela vai completar 60 anos. Vai comemorar o quê? Há outros filhos, há outros netos que despertam na avó muita preocupação. O filho mais velho de uma das filhas assassinadas é muito quieto, diz a avó, e, vez ou outra, repete para si mesmo que a mãe não deveria ter morrido daquele jeito.

Dona Celia vive em Acari, zona norte do Rio de Janeiro. Mas poderia viver em qualquer outro canto deste imenso país. A onda de violência ainda desafia a nossa inteligência e a nossa capacidade de construir uma sociedade de paz. Cidades vão crescendo, novas tecnologias vão sendo disponibilizadas, novos discursos de velhas práticas políticas adornadas por respostas prontas de ações incompletas. Fala-se o que se espera e faz-se o insuficiente. E há outro agravante. Lemos essas histórias sem a capacidade de indignação, sem a compaixão necessária.

Dona Celia não é minha mãe. Mas poderia ser. Minha mãe também perdeu dois filhos. De formas diferentes. Não foram vítimas de balas perdidas.  Seu coração sofreu o sofrimento inevitável de quem ama. Dona Célia tem, além da dor da perda, razões outras para lamentar a prematura partida de suas meninas.

Que a dor não nos roube a esperança, mas que não nos mantenha anestesiados.

Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 12/12/2014

Chalita assume presidência da Academia Paulista de Letras

Mais jovem integrante da Academia Paulista de Letras, o escritor Gabriel Chalita, 45, toma posse nesta quinta (11) na presidência da instituição. A cerimônia será às 12h30, em almoço com imortais na sede da APL, no largo do Arouche (centro de São Paulo).

Chalita é autor de mais de 40 livros, como o volume de poemas Estações, de 2006, reeditado em 2010 pela Globo, e Mulheres de Água – Contos sobre o Universo Feminino, de 2007, relançado neste ano pela Planeta.

Ocupante desde 2006 da cadeira número 5 da APL, concorreu como candidato único à presidência da instituição para o biênio 2015/2016, após ter o nome lançado pelos ex-presidentes Ives Gandra da Silva Martins, José Renato Nalini e Antonio Penteado Mendonça.

Foi eleito por unanimidade, com 35 votos, na quinta (4), na sede da academia, com a presença de imortais como Lygia Fagundes Telles, Mauricio de Sousa, Juca de Oliveira e Eros Grau.

“É um privilégio conviver com escritores que, com olhares e registros diferentes, criam conceitos e personagens que permanecem formando nossa identidade”, diz o escritor, professor da PUC-SP e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, e deputado federal pelo PMDB-SP até janeiro (não concorreu nas últimas eleições).

A prioridade do presidente será ampliar a interlocução com a sociedade, atraindo jovens escritores, estimulando pesquisas na biblioteca da APL e organizando eventos.

O principal desses eventos, uma feira literária com participação de grandes nomes da literatura internacional, já vem sendo costurado.

“Estamos formatando o projeto e conversando com os organizadores da Feira de Frankfurt [maior evento editorial do mundo] para uma parceria. Queremos valorizar as bibliotecas e livrarias de São Paulo, levando-as a participar da feira. Vamos espalhar escritores e contadores de história pela cidade”, diz.

Com cerca de 10 milhões de livros vendidos e conhecido pelo trabalho na área da educação, Chalita pretende ainda estimular a formação de leitores. “Precisamos do engajamento dos educadores, dos pais e da mídia. Fico feliz quando vejo crianças manuseando livros, lendo. Mas precisamos de mais.”

Fonte: Folha de S. Paulo | Data: 11/12/2014

50 anos celebrando o Amor

Monsenhor Jonas Abib está celebrando 50 anos de ordenação sacerdotal. Nascido em Elias Fausto, o menino que, em São Paulo, estudou com os Salesianos no Liceu Coração de Jesus teve em seu coração o ardente desejo de servir a Deus cuidando dos jovens. Enfrentou doenças, dificuldades, pedras tantas que lhe roubaram lágrimas, mas nunca a fé. A fé guiou seus passos para criar uma pequena comunidade que se tornou gigante e está presente em diversos países no mundo todo. A Canção Nova surgiu de um sonho do Padre Jonas de “formar homens novos para um mundo novo”. Homens e mulheres que soubessem encontrar um sentido para viver. Homens e mulheres que experimentassem a real felicidade de viver o cristianismo.

Começou pregando em retiro de jovens. Revolucionário, usava o violão em suas celebrações. Compunha lindas canções que tocavam a alma e apresentavam um Deus capaz de nos surpreender, de nos alimentar de esperança e de fazer preservar em nós a alegria. Conceitos que o embalaram. Sintática da inesquecível homilia do Papa Francisco, muitos anos depois,  na Missa de Aparecida.

O jovem Jonas Abib ficou doente, tuberculoso, e aproveitou o momento para cantar com os internos do sanatório e celebrar com eles a missa de natal. Preparou entre os tuberculosos o aniversário do menino Jesus. Jesus, o Deus que Se fez homem e que jamais discriminou ninguém, nem os que mais sofriam preconceitos, em Sua época, como os tuberculosos.

Jesus amou as mulheres em tempos difíceis para elas. Padre Jonas quis começar sua comunidade com mulheres e homens, juntos, convivendo em harmonia. Alguns estranharam. O que fariam esses jovens vivendo juntos? Ele via além. Fariam o bem. Experimentariam a vida comunitária como os primeiros cristãos. Viveriam a pedagogia do encontro. E, no encontro com Deus, seriam capazes de comunicar ao mundo a verdade que os embalava.

Padre Jonas começou seu programa de rádio, no início da Comunidade Canção Nova, falando em Sistema Canção Nova de Comunicação. Uma rádio que só pegava na minha amada Cachoeira Paulista, minha cidade natal. Mas os olhos do profeta do Amor queriam mais. Queriam que sua mensagem chegasse a outros cantos. Principalmente nos cantos de dor em que jovens desesperados corriam os riscos de renunciar à liberdade para viver nas presas da violência, das drogas, da ausência de amor. Seu lema: “Não desista de ninguém, pois Deus não desiste de nós”.

O tempo foi passando.
 
Suas canções falam de sua entrega, da liberdade que em Deus ele encontra:
 
Quero transformar numa canção,
As juras de amor por Ti, meu Deus.
Entraste em minha vida sedutor,
Já não sei viver sem Teu amor.

Tudo Te entreguei, nada me restou,
Livre eu fiquei para Te amar, meu Deus.
Tudo me pediste, nada eu Te neguei,
Hoje eu sou feliz assim, tenho a  Ti,  meu Deus. 
 
Suas canções trazem a poética do encontro. O necessário silêncio. A oração que nos aproxima de nós mesmos, que nos conduz ao âmago do que nos realiza:
 
Ouço Teu silêncio, meu Senhor, para distinguir só Tua voz.
Busco meu cantinho sem ninguém para só Contigo eu ficar.
Eu Te busquei no barulho, só encontrei solidão.
Eu quis me encher de prazeres e mais vazio fiquei, meu Senhor.
Mas hoje Te encontro na flor, nas ondas do mar, no azul deste céu.
Hoje Te encontro, meu Deus, num gesto de amor sem nada esperar.
 
Monsenhor Jonas Abib celebra 50 anos de padre. Ainda tem a vivacidade e a esperança de um menino.  O mesmo entusiasmo. Tem as mãos e o coração plenos de Deus. Sua sabedoria mescla-se com sua simplicidade. A simplicidade de um homem que tem fé, que crê nas possibilidades, que acredita que o reino de Deus começa aqui e agora. Uma vida inteira dedicada ao bem. Com leveza, com suavidade, com coragem.

Em um mundo carente de referenciais, é bom conhecer um pouco mais a sua história. É bom saber que existe água no deserto, que se avista luz na escuridão, que se tem esperança na dor. Aliás, dor e esperança coexistem. Basta compreender. Para isso, Monsenhor Jonas ensina: “A vida não terminou. E já dizia o poeta ‘ que os sonhos não envelhecem’”.
 
Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 7/12/2014

Gabriel Chalita é eleito Presidente da APL

Ontem, 04/12/14, na tradicional reunião que a Academia Paulista de Letras – APL – realiza todas as quintas feiras, Antonio Penteado Mendonça procedeu a eleição para o novo Presidente da Instituição. Gabriel Chalita foi eleito, por unanimidade, o novo Presidente da APL – biênio 2015/2016.

Estiveram presentes nessa data, os Acadêmicos: Lygia Fagundes Telles, Anna Maria Martins, Juca de Oliveira, Julio Medaglia, Fábio Lucas, Mafra Carbonieri, Renata Pallottini, José Gregori, Eros Grau, Maurício de Sousa, Dom Fernando Figueiredo e Gabriel Chalita. Dos 35 votos recebidos, todos foram a favor.

Doutor em Filosofia do Direito e em Comunicação e Semiótica, Gabriel Chalita é o mais jovem Acadêmico a ser eleito para Presidente.

Atualmente, também é deputado federal pelo PMDB–SP – eleito com mais de meio milhão de votos –, professor da PUC–SP, da Universidade Presbiteriana Mackenzie; membro da Academia Brasileira de Educação e da Academia Paulista de Letras e palestrante.

A composição da Diretoria da APL para o biênio 2015/2016:
Presidente: GABRIEL CHALITA
Secretário-Geral: ANTONIO PENTEADO MENDONÇA
1ª Secretária: ANNA MARIA MARTINS
2º Secretário: JOSÉ RENATO NALINI
1º Tesoureiro: RAUL CUTAIT
2º Tesoureiro: D. FERNANDO ANTONIO FIGUEIREDO

Diretores das Comissões Permanentes
Comissão de Contas: JOSÉ PASTORE
Comissão de Biblioteca: JOSÉ FERNANDO MAFRA CARBONIERI
Comissão de Publicação: EROS GRAU
Comissão de Lexicografia: IVES GANDRA DA SILVA MARTINS

Fonte: assessoria de imprensa

A educação de todo dia

Um carro passa com a janela aberta. Alguém joga algo na rua. Fato do cotidiano. Fato feio do cotidiano. Não importa se o carro é de luxo ou não. Se seus ocupantes têm mais ou menos dinheiro, se têm formação universitária ou não. O que chama a atenção é a ausência de cidadania. É o descuido com o espaço público. É o desrespeito ao outro.

Quantas vezes, ao dar a última aula, pedi aos alunos que olhassem ao seu redor. Eram papéis espalhados pelo chão, restos de lápis, papéis de bala, entre outras coisas. Pedia-lhes que pensassem no pessoal da faxina vendo aquela sujeira. Seria correto deixar para o outro o dever de cada um de nós de jogar o próprio lixo no lixo? E, então, juntos, recolhíamos tudo. O resultado era surpreendente. Nas aulas seguintes, não se via mais sujeira pelo chão. Acredito na educação que provoca reflexão e transforma atitudes. Quando nos preocupamos em ensinar as teorias matemáticas ou geográficas, estamos certos. Ou teorias de química e física. Ou o apuro para a compreensão das múltiplas linguagens que a arte nos proporciona: teatro, cinema, música, artes plásticas, etc. Tudo isso é fundamental para preparamos os profissionais que comandarão pessoas e organizações. Mas a educação vai além. É o hábito de fazer o correto, no dia a dia, em qualquer situação. É a riqueza de ensinar pelos bons exemplos.

Carros em filas duplas, vagas de pessoas com deficiência ou de idosos ocupadas de forma inadequada, comportamento violento nos esportes, descumprimento das regras, zombaria às pessoas, piadas preconceituosas, ausência de civilidade no trato com o outro. Tudo isso deseduca e compromete as relações humanas. Um filho que assiste a uma atitude não cidadã de seus pais vai imitá-los, certamente. É preciso lhes oferecer, com amor e responsabilidade, água limpa e cristalina para ser absorvida. É nosso dever optar pela verdade, pelo ético, pelo bem comum. Sempre. Pelos bons exemplos que educam, que elevam, que enriquecem a convivência.

Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 5/12/2014

 

5 de dezembro

5

Dezembro

Assunto:
Palestra no 101º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil, com o tema “Escolhas e aspiração: da utopia à justiça”  
Horário: 14h
Local: Tribunal de Justiça de São Paulo / Praça da Sé – s/n – Salão Nobre/SP