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Os méritos de ser professor

Dentro de quatro a seis anos, cerca de um milhão de educadores vão se aposentar nos Estados Unidos, segundo projeções. O governo americano lançou, em parceria com o sindicato dos professores e outras entidades, a campanha “Make more – Teach” (Faça mais – Ensine). O  objetivo não é apenas preencher as vagas que serão criadas, mas atrair talentos da nova geração. Nos vídeos, a figura do professor é comparada à de presidentes de empresas privadas e à de técnicos de futebol, que assim como ele, precisam de forte capacidade de liderança para conquistar resultados em grupo. Também é enfatizada a forte influência que os mestres exercem sobre os alunos, o que pode fazer deles inesquecíveis, algo mais importante que a fama, segundo a campanha.

No Brasil, o programa “Quero ser professor, quero ser cientista”, lançado em setembro de 2013 pelo governo, também busca atrair estudantes do ensino médio para a carreira. O projeto consiste em envolver alunos em atividades de pesquisa científica e tecnológica, participação que lhes conferirá R$ 150,00 por mês. As bolsas serão oferecidas a partir de fevereiro a estudantes das séries finais do ensino fundamental que tenham premiação em olimpíadas científicas ou participação em programas da Capes.

Fonte: Revista Educação (janeiro/ 2014)

 

Nova edição do livro “Mulheres de água”

Ao contrário de muitos homens, sem paciência para refletir sobre as angústias e os anseios mais íntimos das mulheres, Gabriel Chalita é um desbravador do universo feminino. Prova disso é seu livro “Mulheres de água”, reeditado pela Editora Planeta com novas histórias acerca da alma feminina. 

Com influência de ícones femininos da literatura, como Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles, o autor de “Mulheres de água” joga luz a todas as angústias, anseios e devaneios daquelas que um dia cruzaram a sua vida. Aquelas que, assim como a água e seus mais diferentes formatos e dimensões, moldam-se a cada instante: intensas e compassivas, assediadas e rejeitadas, amorosas e espinhentas.

Dentre as complexas situações vividas pelas personagens, há a tímida jovem que floresceu e encontrou seu grande amor; a rejeitada à procura por atenção; a velhota ansiosa para ser cortejada e desencalhar; a traída e a quase virgem; a mãe e seus instintos compulsivos em proteger a cria; a intolerante que implicava com tudo. É um penetrar sútil e sensível na complexa e fascinante alma das mulheres. 

Fonte: Assessoria de imprensa | 10/2/2014

Os acordes da justiça e a canção do povo

Nesta semana, tomou posse o novo presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador José Renato Nalini.

A cerimônia foi na Sala São Paulo. O mundo jurídico se fez presente para ouvir não os longos discursos, comuns no judiciário, mas uma orquestra sinfônica. Disse o presidente, em memorável pronunciamento, que a música deveria servir de inspiração às mulheres e aos homens que dedicam sua vida à justiça.

Nalini é um poeta, um homem das letras e um dos maiores pensadores do direito no Brasil. Começou inovando, ao clamar aos seus irmãos de ofício, que ouçam a canção do povo. Do povo que ainda acredita na justiça, do povo que tem rosto, que tem nome, que tem dor, que quer ser tratado com dignidade. O povo que quer ter a certeza de que as decisões serão corretas, afinal, isso é a justiça. A arte da harmonia. A harmonia que exige afinação dos instrumentos para que a música cumpra o seu papel.

Juízes são instrumentos dessa orquestra, responsáveis pela beleza do que acalenta  é essa a finalidade da justiça, pacificar os homens na certeza de que se restabeleceu o correto, de que se buscou a verdade, de que ninguém pode levar vantagem sobre seu irmão.

Se a justiça é lenta, é preciso buscar alternativas para acertar o compasso. Se obedece a vozes estranhas, é preciso calar os que tentam usurpar da correta melodia. Se há ritmos diferentes para as mesmas situações, é bom observar e corrigir.

Aristóteles dizia que a justiça é a excelência moral perfeita. Acima dela, só a amizade. Porque é condição primeira da amizade que os amigos sejam justos. Não se pode ser justo consigo mesmo e injusto com o outro.

O juiz não é um ser vazio de afetos. Ao contrário. É ele que afetiva e efetivamente enxerga a dor e o sofrimento dos que clamam por justiça. Um bom juiz tem o poder de pacificar, de acolher, de decidir com correção o destino de muita gente.

Ao novo presidente do tribunal e ao conselho superior da magistratura, nosso respeito e admiração. Que a canção do povo torne os acordes da justiça ainda mais harmoniosos.

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 7/2/2014

Os afetos necessários na sala de aula

A escola é um local privilegiado de desenvolvimento da habilidade cognitiva, isto é, da inteligência, da capacidade de compreender e de resolver problemas.

Os alunos vão à escola para aprender. Isso é um fato. Português, matemática, história, geografia, artes, etc. Mas há algo fundamental que dá vida e significado a esse aprendizado. Os alunos não são máquinas em que se programam conteúdos e eles vão repetindo. Os alunos são pessoas, carentes de atenção, de cuidado, de vínculo.

Lembro-me de uma professora que me deu aula, no antigo primário, numa escola estadual. Quando voltamos das férias e as aulas se reiniciaram, ela entrou na sala e nos disse que havia sentido muito a nossa falta. Que estava muito feliz, naquele dia, porque estávamos juntos novamente. Esse sentimento nos envolvia, era, no subtexto, algo dizendo que éramos muito importantes para ela, para o exercício do seu ofício, para sua vida.

Outra vez, fui eu, como professor, que, ouvindo a conversa entre duas alunas, percebi que uma falava sobre um problema de saúde de sua mãe. Na semana seguinte, perguntei se a mãe havia melhorado. Um dia desses, encontrei essa ex-aluna, de tantos anos atrás. Ela se lembrou dessa história (eu não me lembrava) e disse que nunca se esqueceu de um professor que se preocupara com a saúde de sua mãe.

Há algo essencial que nós, professores, temos que ter em mente: o imenso poder de construir ou de destruir os sonhos de nossos alunos. Somos seus referenciais. É preciso que nossa postura de competência, de seriedade, seja iluminada com os afetos necessários nas salas de aula. A atenção, o olhar, o respeito. Sei que há muitos problemas de disciplina, de apatia, vindos – muitas vezes – de famílias que não fazem sua parte na educação de seus filhos. Mas, mesmo diante das dificuldades, podemos realizar, com dignidade, a profissão que abraçamos.

Que nesse início de ano letivo, nós, professores, nos lembremos da nossa aspiração de cuidar das pessoas, abrindo a elas as janelas das oportunidades. Afinal, a educação é o passaporte para a liberdade.

Façamos a nossa parte, com competência, com afeto.

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 31/1/2014

Uma nova chance

A lei existe para ser cumprida. Existe para que a justiça seja feita. E a justiça é o caminho para o bem-viver, para a pacificação das pessoas, para a felicidade – ensinava Aristóteles.

Quando alguém descumpre a lei, deve, segundo a própria lei, responder pelos seus atos. A pena mais grave é a prisão, pois no Brasil não há penas corporais nem pena de morte. Com a prisão, o cidadão perde parte de seus direitos. Como o de ir e vir. Mas não perde, ou não deveria perder, o elemento central de nossa lei maior, a Constituição Federal, que é a dignidade.

Recente relatório da Organização Não-Governamental Human Rights Watch, apontou problemas crônicos nas delegacias e nos presídios do Brasil. Temos, hoje, mais de 500 mil presos que vivem em situação degradante. Superlotação, falta de assistência médica, ausência de atividades educativas, culturais, entre outras. 

Outro grave problema apontado é a barbárie da tortura. Espancamentos e mortes de presos são inadmissíveis. Essa crueldade não combina com a nossa legislação tampouco com a postura que os direitos internacionais vêm assumindo na defesa de um mundo que acredite na força dos acordos internacionais para exigir que os Estados respeitem suas próprias leis e os tratados dos quais são signatários.

Nossa legislação se preocupa com o processo de reeducação do detento, sua reinserção na sociedade e sua recuperação, de fato, para que possa ter uma nova chance. Assim prevê a lei. Por que não cumpri-la? Será que, com todo o dinheiro que se gasta com as penitenciárias, não nos falta competência e criatividade para desenvolver um novo sistema em que o preso cumpra a pena com dignidade? Que estude, trabalhe e não fique na ociosidade. E se prepare para viver novamente na sociedade.

É preciso um pacto entre os governos federal e estaduais para enfrentar, com coragem, a situação dos presídios no Brasil. Não dá para fingir que não há superlotação, que não há maus tratos, que não há tortura. Só se muda uma realidade quando se é capaz de enxergá-la. E, nesse caso, além do problema, enxergar quem errou como alguém que pode ter uma nova chance.

É assim que reza a constituição. É assim que determinam as leis. Basta cumprir.

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 24/01/2014

O Papa e a defesa da vida

O Papa Francisco fez um contundente apelo em defesa da vida. Falou sobre o aborto, o “horror das crianças que nunca poderão ver a luz”. O aborto é um ato criminoso. E de covardia a um ser, em gestação, que, frágil, não tem direito a defesa.

O aborto é um “descarte de ser humano”. Assim como é o tráfico humano, pessoas que vendem pessoas, órgãos comercializados como se algumas vidas tivessem mais importância que outras.

Lembrou o Papa, também, o descarte dos idosos. Usou um conceito de Thomas More. Os idosos e os jovens precisam conviver. “Os idosos trazem a sabedoria, enquanto os jovens nos abrem ao futuro, impedindo de nos fecharmos em nós mesmos”.

Descartar pessoas é desvalorizar a vida. “Jogar fora” uma criança em gestação é tão grave quanto jogar fora um idoso ou um doente. É triste ver idosos abandonados pela própria família. Pais que criaram filhos, que estiveram presentes na chegada dos netos e, de repente, viraram um incômodo. Então, a sociedade do descartável arruma um asilo e, vez ou outra, para aliviar o peso da consciência, faz uma visita.

Triste sociedade que não cultiva o amor nem na família. Tantas histórias, que poderiam se enlaçar para fortalecer a vida e dignificar os encontros necessários da convivência, descartadas por falta de tempo ou de vontade ou de amor.

Não nos cabe julgar as escolhas, mas, sim, fazer esta reflexão iluminados pelo Papa. Por que descartamos pessoas? Infelizmente, é mais fácil descartar mãe, pai ou avós do que um carro ou um apartamento. Ouvi de uma senhora que, para a mãe morar com ela, era preciso mudar de apartamento. O dela já estava todo montado. Um quarto se  transformara em escritório; o outro, em sala de TV. Logo, não cabia a mãe. Então, o melhor a fazer era descartá-la. Evidentemente, ela usou outras palavras: ”a mãe ficaria mais feliz, pois teria o canto dela”. Ora, perdoem-me, mas mãe não foi feita para ser jogada em um canto.

Eis o canto da ingratidão. De quem não consegue cultivar o passado para dele se alimentar, de quem não permite perdoar os erros e prosseguir juntos. Pais erraram, certamente. Filhos, também. Somos todos errantes caminhando pela vida. Talvez uma das razões da doença dos nossos tempos, a depressão, seja a ausência de laços significativos. Quem descarta não cultiva. Quem não cultiva não dignifica a própria vida. Mais uma vez, o Papa, com simplicidade e sabedoria, nos ensina.

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 17/1/2014

O sabor da amizade

Quando um ano finda, muitas pessoas gostam de limpar as gavetas. De jogar fora documentos que não mais terão utilidade. Papéis desnecessários.

Há os que arrumam o guarda-roupa. E tiram as roupas que já não servem ou que servem, mas podem servir melhor a outras pessoas que têm menos. Como é bom ser solidário.

Alguns guardam agendas antigas como memória de conquistas e de aborrecimentos. Outros as descartam. Há aqueles que fazem uma limpeza no computador. Programas que não são utilizados e que só ocupam espaço. É sempre bom deixar um lugar para o novo.

Descartar coisas nos faz muito bem. Descartar pessoas, não.

Evidentemente, há algumas que nos pesam e que nunca foram nossas amigas. Surgem para dar notícia ruim. E saem para fazer comentários piores ainda. Essas não contam. Aliás, é bíblica a reflexão de que “são belos os pés do mensageiro que anuncia a boa nova, a boa notícia”. E sempre há uma boa notícia a ser dada, é só ter boas intenções.

Os amigos, os que nos acolhem em qualquer situação, os que dão sabor ao cotidiano, esses não podem ser descartados, sob pena de ficar faltando algo essencial em nossa jornada.

Há contratempos que surgem, pequenas desavenças. Faz parte. Até porque nunca encontraremos um amigo perfeito. E a razão é simples. Não há ninguém perfeito. Nem nós. Os nossos amigos também terão que conviver com os nossos estranhamentos, as nossas manias. Mas é melhor assim do que prosseguir sozinhos.

A amizade tem um sabor especial. Um alimento que faz bem, que nos fortalece, que nos dá significado. É o amor que dá significado à vida. Saber que somos esperados não por aquilo que temos, mas pelo que somos. Porque rimos e choramos. Porque nos cansamos e nos revigoramos. Porque a nossa prosa faz a vida de alguém mais poética. Porque as nossas histórias alimentam outras histórias que nos alimentam também.

Guimarães dizia que  “o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”. É disso que falo, da travessia fascinante que é a vida, e dos afetos que a tornam mais saborosa.

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 3/1/2014

“O livro dos valores para crianças” em destaque

O jornal “Hoje em Dia”, em uma de suas edições do mês de novembro,  destacou a beleza das mensagens que podem ser encontradas na mais nova obra de Gabriel Chalita, O livro dos valores para crianças.

A matéria, de Beth Barra, mostra como o livro pode agradar “gente grande e pequena”. Além da reflexão sobre valores essenciais como amizade, respeito, generosidade, humildade, responsabilidade, coragem e amor, a jornalista ressalta como, para ilustrar cada tema, o autor foi feliz na escolha de poetas, dramaturgos e pensadores clássicos.

Clique aqui para ler a reportagem completa.

 

Fonte: Assessoria de imprensa | Data: 28/11/2013

Aprenda a preparar o tortelli di zucca, do chef Ravioli

Massa básica:

01 kg de farinha

12 ovos

Modo de preparo da massa:

Em uma tigela, bata os ovos com uma pitada de sal. Misture a farinha até obter uma massa firme, passe no cilindro ou estique com um rolo. Corte a massa em quadrados de 5×5 cm (ou com as bordas de um copo) e recheie utilizando uma colher de sobremesa do recheio. Forme o tortelli, cozinhe-os em água fervente previamente salgada. Sirva em pratos individuais, regados com manteiga e sálvia bem quente. 

Recheio:

400 gramas de abóboras médias descascadas (cubra a abóbora cabotian com papel alumínio e asse-a em forno médio por 40 minutos)

½ cebola média (picada bem fina)

1 colher de sopa de manteiga

1 colher de sopa de mel karo

100 gramas de farinha de Amaretto

150 gramas de queijo parmesão (ralado fino)

Sal e pimenta a gosto

1 colher de açúcar (se necessário)

Modo de preparo do recheio:

Em uma panela em fogo brando, murche a cebola com a manteiga e acrescente os demais ingredientes. Forme um purê consistente, tempere a gosto e deixe esfriar. Reserve.

 

Chalita participa de seminário do Observatório da Educação em Londrina

A cidade de Londrina (PR) recebeu nesta quinta-feira, 27/6, mais um seminário do Observatório da Educação. O evento foi conduzido pelo deputado Gabriel Chalita – presidente da Comissão de Educação da Câmara Federal – e pelo vice-presidente do colegiado, deputado Alex Canziani, no auditório do Ceal/Sinduscon.

O Observatório da Educação visa identificar ações regionais que contribuam para a melhoria dessa área. A ideia é realizar eventos em todos os Estados brasileiros, de modo a estudar e debater esses projetos. No final do ano, em Brasília, será promovido um grande seminário nacional, com as iniciativas de destaque e experiências internacionais.

Além do Paraná, já foram realizados seminários em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Pernambuco. O próximo deverá ocorrer no Distrito Federal, no dia 22/8. Foram aprovados, ainda, requerimentos para o Maranhão, para a Paraíba e para o Ceará, entre outros Estados.

Em Londrina, Chalita também ministrou uma palestra na Igreja Missionária Comunidade Shalom. Gratuito, o encontro recebeu, especialmente, professores, diretores de escola e pedagogos.

Data: 27/6/2013 | Fonte: assessoria de imprensa