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A universidade e o mercado de trabalho

Na segunda-feira, 29 de outubro, Gabriel Chalita participa de uma mesa redonda na Unisa – Universidade de Santo Amaro, em São Paulo. O evento integra a Semana de Estudos das Faculdades de Educação, Psicologia, Turismo e Cursos Superiores Seqüenciais, cujo tema é “Os desafios da Educação superior no novo milênio”.

O debate será focado no papel da universidade como formadora de pessoas para o mercado de trabalho e para a vida. Os especialistas convidados, para compor a mesa redonda, ao lado de Gabriel Chalita, são o engenheiro Ozires Silva, reitor da Unisa e ex-presidente da Embraer, a Drª. Cristina Cury, presidente da OSEC – Organização Santamarense de Educação e Cultura, mantenedora da Unisa, o Dr. Geraldo Alckmin, médico e ex-governador de São Paulo, o Dr. Sálvio Cristofaro, diretor do Grupo Accor do Brasil, a Profª. Mariana Aldrigui, da Associação Brasileira de Bacharéis em Turismo, e o Prof. Ruy Leal, superintendente da Vila de Acesso. Haverá participação da platéia, com perguntas. A Unisa tem três campi, com cursos superiores de graduação e de pós-graduação e o Colégio Unisa, para o ensino médio. Também conta com estrutura de pólos educacionais no país, no sistema Unisa Digital. O debate está programado para as 19 horas do dia 29 de outubro, no auditório do Campus III (Rua Humboldt, número 29).

Amor, ética e profissão em Campo Grande

O 7º Congresso Educacional de Mato Grosso do Sul, organizado pelo Instituto Educacional Paulo Freire, terá a presença de Gabriel Chalita, no dia 9 de julho. O tema geral do congresso é “Inovação para Construção de uma Escola Diferenciada”. Dentro desse grande tema, Gabriel Chalita falará a cerca de 600 educadores, pais e psicólogos sobre amor e ética profissional, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo.

Chalita fará uma abordagem do pilar de sustentação da ética profissional, que é o sentimento da cooperação. Embasado no pensamento de Aristóteles, abordará as desvantagens que traz a competição. A comparação gera a competição. E essas competições vão ter como conseqüência uma desenfreada busca pelo poder. Surge um conceito de posse. Surge a coisificação do ser humano. A competição, sob esse prisma, não leva à evolução, mas ao desejo de destruição. Leva ao esvazia­mento da espontaneidade. Porque tudo o que se quer é conseguir ser melhor do que o outro.

Gabriel Chalita tem dito que a educação contemporânea trabalha com essa dicotomia entre competir e cooperar. O processo de avaliação leva, muitas vezes, a uma exacerbação da competição, e o vestibular caminha na mesma dire­ção: “Quem é o melhor? Quem sabe mais? Quem consegue vencer?” E a escola, refém desse diapasão, acaba por ensinar com acordes desafinados.

Na vida profissional, diz Chalita, quem vale mais não é aquele que decorou mais coisas, mas o que é capaz de partilhar, de trabalhar em equipe, de desenvolver autonomia e criatividade. Quando se tenta homoge­neizar o processo educativo, destrói-se a criatividade. Cada aluno é diferente e isso o torna rico, único.

Suas possibilidades não podem ser reduzidas a uma visão que compara e iguala os diferentes. Porque a simples comparação leva a uma competição desnecessária. Por essas razões é que consideramos que a autonomia deve ser a palavra. Aprender a conviver. Aprender a respeitar as diferenças, e, mais do que isso, aprender com elas. Raça superior não existe, nem gênero superior, nem etnia privilegiada. Não há cidadão de primeira ou de segunda categoria. A cidadania é para todos. Para todos os diferentes, porque iguais não há.

Conhecer para aprender

Neste sábado, 17 de março, Gabriel Chalita vai a Belo Horizonte para uma palestra, no Minascentro, para 1.500 pessoas. A palestra será às 14 horas. O encontro dá prosseguimento à série de eventos promovida pela Rede Pitágoras em várias capitais, dentro do congresso de educação cujo tema é cognição e metacognição. Em outras palavras, o aprender e o aprender a aprender.

O conceito de metacognição, uma novidade na pedagogia, é derivado da psicologia. Identifica dificuldades, barreiras e bloqueios dos aprendizes, tornando possível ao professor levar cada aluno a discutir e a pensar sobre como faz as coisas, sobre como aprende. Em sintonia com essa técnica educacional, desde o lançamento do seu livro “Educação: a solução está no afeto”, Gabriel Chalita vem defendendo a bandeira de que o processo ensino-aprendizado se dá em melhor grau em situações em que o educador está disposto a ouvir, entender e perceber a visão de mundo e o pensamento dos aprendizes.

Com esse entendimento, pode aplicar a melhor técnica de aulas para resolver dificuldades de aprendizado. Muitas vezes, as chamadas dificuldades de alunos considerados “fracos” se originam em um bloqueio. Que podem ter raízes até muito simples. Por exemplo: posto diante de um problema um pouco mais difícil, como a solução de um desafio de matemática ou a elaboração de uma frase, o aluno não consegue fazer porque pode estar dizendo a si mesmo: “não sei nada de matemática” ou “nunca vou conseguir escrever direito”.

Segundo a pedagogia, esse pensamento configura um metarraciocínio que bloqueia seu progresso intelectual. O educador preparado pode mudar a situação desse aprendiz, ajudando-o a mudar as sentenças internas para estas, por exemplo: “vou tentar de outra maneira e aí conseguirei”, “não estou conseguindo agora, mas vou me concentrar e descobrir a resposta”. Isto porque, quase sempre, a dificuldade escolar está mais relacionada a questões de auto-estima e de motivação do que à competência intelectual propriamente.

Valores

O conceito se aplica perfeitamente a valores. Valores são idéias adquiridas, depois de análise crítica, avaliação e fixação. Para a aquisição de valores, como o respeito, a solidariedade, o afeto, o aprendiz precisa estar despojado de barreiras. E aí entra o papel do educador. Chalita considera que é necessário um retorno aos grandes valores da sociedade, na relação ensino-aprendizagem. Segundo ele, o primeiro e mais desprestigiado dos valores – e que parece estar afetando o ambiente educacional hoje – é a falta do respeito pelo outro. Um desvio que o aluno leva de casa, em razão de uma série de circunstâncias: formação deficiente, subemprego, bebida, violência e desesperança dos pais. Qualquer pessoa endurece ao viver situações desse nível, mas com as crianças o endurecimento é mais marcante e mais duradouro. Por isto mesmo é que os valores se aplicam a essas pessoas, na idade de pleno processo de crescimento emocional, moral e social. Se a criança for tratada com respeito e com amor, responderá na mesma medida.

Mário Quintana, o grande poeta gaúcho, dizia: “E no dia em que tratardes um dragão por Joli ele te seguirá por toda parte como se fosse um cachorrinho.” Na singeleza do poeta, se até um dragão tratado com carinho muda, quanto mais o ser humano.

Festival de Cinema no Quarta Viva

Gabriel Chalita recebe, no programa Quarta Viva deste dia 24 de outubro, o crítico de cinema Luciano Ramos e o vereador e músico evangelizador Márcio Pacheco. Luciano Ramos, sociólogo e jornalista, é apresentador do programa de rádio Cinema Falado, na Rádio Cultura de São Paulo, desde 2005. Tem uma longa história em televisão. Foi roteirista da Rede Sesc-Senac de Televisão.

Coordenou a criação da série Telecurso Segundo Grau para a Fundação Roberto Marinho. Dirigiu e apresentou a série de programas de TV Cena Aberta, exibido em todas as emissoras culturais do país. Na Rádio e Televisão Cultura (1970-1994): escreveu e apresentou a série Cine Brasil; ancorou o Panorama (jornal diário de Artes e Espetáculos); dirigiu e apresentou os programas Imagem & Ação (revista semanal de cinema) e Última Sessão de Cinema (debate semanal). Na Rede Globo de Televisão (1982-1984), foi redator e coordenador de programas educativos e de ficção. Na Rede Bandeirantes de Televisão (1992-1995) foi Chefe do Departamento de Cinema. Foi membro do Conselho Administrativo da TVE e editor-chefe das revistas História Viva e Educação. Como crítico de cinema já atuou também no Jornal da Tarde e Folha de S. Paulo. Foi responsável pela criação e implementação do primeiro portal cultural de caráter governamental da internet, o SACI (Sistema Aberto de Cultura e Informação). Foi professor da Fundação Armando Álvares Penteado, da Escola Superior de Propaganda e Marketing e da Universidade Anhembi Morumbi. É autor dos livros José de Anchieta: Poeta e Apóstolo e Aparecida, Senhora dos brasileiros (publicados em 2004 pela editora Paulinas). Festival de Cinema da Juventude.

O tema da entrevista de Luciano Ramos a Gabriel Chalita é a 31ª Mostra Internacional de Cinema, que começou no dia 19 de outubro e vai até 1º de novembro, em 20 salas e espaços da cidade, cinco delas com entrada franca (veja quais são as salas no fim desta matéria). Com o objetivo de tornar o cinema mais acessível aos alunos de escolas públicas, a Mostra, em parceria com a Secretaria Estadual da Educação, promove o 8º ano do Festival da Juventude. São realizadas duas sessões gratuitas por dia, às 10h e às 14h, no Memorial da América Latina, pré-agendadas com escolas estaduais destinadas aos estudantes secundaristas. Neste ano também a Secretaria Municipal da Educação participa deste projeto de formação de platéias. Como nas edições anteriores, o Festival da Juventude tem duas sessões diárias, às 10h e 14h, no Cine Bombril, abertas para secundaristas que apresentarem carteirinha de estudante. Na edição deste ano, o Clube da Mostra ocupa o 5º andar do Shopping Frei Caneca, com debates entre cineastas, críticos e convidados nacionais e internacionais, lançamentos de filmes e livros e outros eventos. Mais informações: www.mostra.org

Música evangelizadora

Márcio Pacheco, outro convidado da noite, é advogado especializado em Defesa do Consumidor e pós-graduado em Políticas Públicas. É vereador na cidade do Rio de Janeiro e presidente da Comissão Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, e da Frente Parlamentar em Defesa da Vida. Além disso, presidiu a Comissão Especial para a Juventude, fiscalizando as políticas públicas para os jovens e foi membro da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos. É músico e evangelizador há 15 anos. Iniciou carreira na música popular num grupo chamado DISPA (Discípulos São Paulo Apóstolo), em Sorocaba, onde nasceu. Ao se mudar para o Rio de Janeiro, há 16 anos, conheceu a Comunidade Bom Pastor, onde esteve por 11 anos.

Foi um dos fundadores da Banda Bom Pastor onde ficou por oito anos. Tem músicas de sua autoria cantadas por Padre Marcelo Rossi, pelo o mexicano Martin Valverde e pela Banda Bom Pastor. Como comunicador, apresentou programas na Rádio Catedral FM, TV Canção Nova, TV Século XXI e Rede Vida. Com a Banda Bom Pastor gravou dois CDs e com o Padre Zeca gravou outros dois trabalhos ao vivo. Seu primeiro CD solo (Coração Adorador) será lançado dia 15 de novembro de 2007, no cenáculo da renovação carismática católica no Maracanãzinho – Rio de Janeiro.

Salas que exibem a 31ª Mostra Internacional de Cinema (asteriscos indicam entrada franca) – Frei Caneca Unibanco Arteplex 1, 2, 3 e 4 – Espaço Unibanco 3 – Cine Bombril 1 e 2 – Cinesesc – Reserva Cultural 2 – HSBC Belas Artes 2 – Sala Cinemateca – Salas Petrobras e BNDES – iG Cine – Cine TAM (Shopping Morumbi) – Cinemark Eldorado – Olido* – Faap* – Vão livre do Masp* – Centro Cultural São Paulo* – Memorial da América Latina*

José Pastore, convidado

José Pastore é sociólogo, especializado em relações de trabalho. Além de professor da USP, percorre o Brasil dando conferências sobre temas da atualidade do mercado profissional. Entre seus diversos livros estão, por exemplo, A Modernização das Instituições do Trabalho, Trabalho, Família e Costumes e A Agonia do Emprego.

José Pastore é membro da Academia Paulista de Letras. Em sua conversa com Gabriel Chalita, no programa Quarta Viva, falará de política, economia, trabalho e cidadania. Outro convidado no programa desta noite é o padre Flávio de Melo faz o lançamento do seu novo CD. No programa de hoje pode haver a definição do vencedor do game.

A visita do papa Bento 16

O programa Quarta Viva de hoje terá como pauta os preparativos para a visita do papa Bento 16 ao Brasil. Gabriel Chalita entrevista ao vivo a Dra. Gisela Savioli, nomeada nutricionista responsável pelo atendimento do papa e de sua comitiva, durante a estada em Aparecida.

Outro entrevistado é o arquiteto Benedito Lima de Toledo, professor titular de História da Arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, que vai discorrer sobre as iniciativas de revitalização do centro de São Paulo para a visita do papa. Embora não seja o arquiteto responsável pelo projeto de revitalização, tem grande experiência em projetos similares, e com certeza contribuirá para uma discussão sobre o assunto. O padre Silvio Andrei é o terceiro entrevistado da noite, analisando do ponto de vista ritual e canônicos os preparativos para a visita de Bento 16. A partir de hoje, retornam os games, que ocupam o terceiro bloco do programa. O programa Quarta Viva será realizado no estúdio São Paulo (Rua Fáustolo, 766 – bairro da Lapa).

Quarta Viva das crianças

Gabriel Chalita convidou três especialistas em criança para se apresentarem no programa deste dia 10 de outubro. São Rosení, Piter e Déia, os apresentadores do programa Cantinho da Criança, na TV Canção Nova. Os três praticam, no Programa Cantinho da Criança, um trabalho de evangelização infantil, dentro do projeto da Canção Nova de fazer Jesus conhecido entre os pequenos. O público dos apresentadores são crianças de 0 a 8 anos de idade, ensinando principalmente valores.

No segundo bloco, o Padre Cleidimar Moreira comenta a respeito de outra comemoração do dia 12 de outubro: o dia da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. Cleidimar da Silva Moreira é padre da Comunidade Canção Nova. Vai fazer, no programa de Gabriel Chalita, um pré-lançamento do seu CD “Deus me Abraça”. Desde 1996, quando participou de um encontro para jovens na Canção Nova, em Cachoeira Paulista, intitulado “Ou Santos ou Nada”, entusiasmou-se com a idéia e, em agosto de 1998, decidiu fazer parte da Comunidade. Canta desde os seis anos de idade. Em 1983 começou a cantar em coral e durante 10 anos foi integrante de um Grupo musical em Goiânia. Em 1987 conheceu a Renovação Carismática e, atraído por suas músicas, começou a participar de ministérios e festivais musicais. Gravou pela primeira vez em 2003, um CD solo intitulado “Neste Nome Há Poder”.

No terceiro bloco do programa Quarta Viva, segue o game, agora na terceira etapa. Participam Gisele, do Colégio São Paulo, Angélica, do Instituto Nossa Senhora Auxiliadora, e Tarcísio, da E. E. Wilson Rachid.

Lu Alckmin no Programa Quarta Viva

Gabriel Chalita conversa, no programa de hoje, com Lu Alckmin, esposa do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Acompanhando o marido, seguiu para os Estados Unidos, onde ele fez um curso de políticas estratégicas internacionais durante os últimos quatro meses. Recém-chegada, vem prestigiar o programa de Gabriel Chalita, que foi secretário das pastas da Juventude e da Educação, no seu governo.

Como presidente do Fundo Social em São Paulo, teve uma atuação ativa e eficiente. Criou centenas de padarias artesanais, com o objetivo de ensinar profissão e gerar renda para pessoas de baixa renda, em comunidades carentes. Bateu recordes e recordes de arrecadação em sucessivas campanhas de agasalho. Aos 55 anos, avó de Isabella, Lu Alckmin vem falar do marido, dos filhos e de futuro. Na entrevista, Gabriel Chalita vai indagar da entrevistada ilustre sobre ações sociais, solidariedade e sobre o seu projeto de trabalho com crianças carentes. A outra entrevistada da noite é a psicóloga clínica Cecília Chimenti. Mestre e doutora em Psicologia Social, tem especialização em Psicologia Hospitalar e Psicoterapia Analítica de Grupo. É professora e supervisora da Universidade São Marcos, em São Paulo. O programa será encerrado com divertido game entre as comunidades Aliança de Misericórdia e Glorioso Pai Eterno, e a Fraternidade de Aliança Maria Mãe da Divina Misericórdia.

Lançamento hoje, 11 de abril

Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim falava das águas de março. O mesmo mês que costuma trazer as águas da redenção motivou as circunstâncias tristíssimas que nos levam a celebrar no dia 8 o Dia Internacional das Mulheres. Mas, embora a origem da comemoração seja trágica, a associação das águas de março com as mulheres é gloriosa.

E conduz a um raciocínio prazeroso: pensar nas mulheres e na sua relação com a água. Este é o tema do livro que vai estar nas livrarias a partir do próximo mês de abril. “Mulheres de água“, uma homenagem à alma feminina, vai ser lançado no dia 11 de abril, às 18h, na Livraria Siciliano do Shopping Pátio Higienópolis. (Av. Higienópolis, 618 – Arco 326)

E por que a relação entre água e mulheres? Porque a água pode ser nítida, quando fluida. Pode ser opaca, quando gelo. Cristalina ou turva. Tranqüila ou bravia. Molda-se ao ambiente, desliza, ocupa as gretas, vazios e vãos. Mansa ou ligeiramente ondulada, alaga planos e baixios, espraia-se. Em desníveis, empurra, puxa, ergue-se em cristas. Água com mais água ganha força, ao mesmo tempo briga, encrespa-se e encapela-se, vaga sobre vaga, turbilhão, tormenta. Mulheres são água. Fluidos, sangue, mênstruo, seiva. Mulheres também são pássaros. Umas cantam, tristemente, as suas penas, outras exibem vistoso colorido. Mas todas as mulheres têm o projeto de fazer ninho, o sonho de voar, o vôo para o horizonte, e o peito cheio de amor. O livro é um registro. Uma comédia de costumes. À parte o tratamento caricatural de algumas das personagens, o fato é que todas elas existem. Em algum momento da minha vida eu as encontrei, todas. Com outros nomes, com outras urgências, mas todas assim mesmo, autênticas, verdadeiras, elas mesmas, desnudas de hipocrisias, diante da vida.

Não há exagero nas histórias, embora a narração bem-humorada tenha sido o principal elemento de coesão do livro. Não há preconceitos nas histórias. As pequenas loucuras, manias, descompensações que sejam, todo mundo as têm. Mulheres ou homens. Todos nós nos comportamos com intolerância, atabalhoamento, sofreguidão, ingenuidade, ansiedade, inveja, estranhamento, raiva, vingança, surpresa, diante de situações da vida. Quantas vezes nos damos conta de nós mesmos fazendo bobagens ou insistindo em pequenas insanidades – perdoáveis ou não. O que a gente nem sempre consegue fazer é admiti-las.

O livro vai tratar da alma feminina. Mas é mais do que isso: é uma modesta tentativa de tradução do resultado da convivência de almas humanas. Trata de mulheres, mas trata de homens, também, porque uns e outros são vívidas manifestações comportamentais originadas de heranças culturais, imposições da tradição. Trata de expectativas, frustrações, esperanças, realizações, demandas e renúncias. Trata de rotina, experiências simples, caseiras, cotidianas. Trata de vida, em suma. Trago à luz estas histórias, ainda que sem compromisso com a antropologia cultural. Meu compromisso é com a literatura, com a arte de contar histórias. Quem quiser, olhe para o espelho da água derramada e veja a si mesmo. Ou a outrem. O que espero é que ninguém passe pelas páginas desse livro sem se sentir tocado. Como eu fui tocado por essas mulheres de água. Águas de março, fechando o verão, promessa de vida no meu coração. 

O poder da gentiliza

Neste sábado, dia 6 de outubro, Gabriel Chalita comparece à VI Bienal do Livro de Pernambuco, em Recife. Às 11h30, faz palestra sobre “O poder da gentileza”. A palestra será realizada no Centro de Convenções de Pernambuco, no Complexo Viário Vice-Governador Barreto Guimarães, s/n

Leia a seguir a síntese do pensamento de Gabriel Chalita a respeito do tema.

“O mundo está recheado de exemplos de falta de gentileza. Pessoas que querem levar vantagem ou que tratam as outras com preconceitos; pessoas arrogantes que imaginam modos de desconsiderar os outros. Comportamento negativo que gera comportamento negativo. Mas é possível interromper esse círculo vicioso. Ser gentil é uma decisão. Surge de um movimento interno e de uma influência externa. Depende do conhecimento, que causa uma transformação interior. Depende, ao mesmo tempo, de uma capacidade de reflexão profunda que gera uma transformação exterior. A vida não é simples, já disseram muitos; é preciso reinventá-la, já disseram outros. Essa complexidade faz com que, a cada dia, seja necessário dar sentido à vida. Esse sentido que a vida ganha pela ação humana é a essência da gentileza. O desprezo ao outro é a raiz da falta de gentileza. Desse desprezo decorrem outras posturas como cinismo e a apatia. Tratar o outro com desdém é odioso, é desprezível. Do discurso à prática, é no dia-a-dia que se ensina e aprende a gentileza. É no dia-a-dia que se percebe a gentileza. A gentileza enriquece, liberta, alegra. A gentileza enternece.”