Amor, ética e profissão em Campo Grande

O 7º Congresso Educacional de Mato Grosso do Sul, organizado pelo Instituto Educacional Paulo Freire, terá a presença de Gabriel Chalita, no dia 9 de julho. O tema geral do congresso é “Inovação para Construção de uma Escola Diferenciada”. Dentro desse grande tema, Gabriel Chalita falará a cerca de 600 educadores, pais e psicólogos sobre amor e ética profissional, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo.

Chalita fará uma abordagem do pilar de sustentação da ética profissional, que é o sentimento da cooperação. Embasado no pensamento de Aristóteles, abordará as desvantagens que traz a competição. A comparação gera a competição. E essas competições vão ter como conseqüência uma desenfreada busca pelo poder. Surge um conceito de posse. Surge a coisificação do ser humano. A competição, sob esse prisma, não leva à evolução, mas ao desejo de destruição. Leva ao esvazia­mento da espontaneidade. Porque tudo o que se quer é conseguir ser melhor do que o outro.

Gabriel Chalita tem dito que a educação contemporânea trabalha com essa dicotomia entre competir e cooperar. O processo de avaliação leva, muitas vezes, a uma exacerbação da competição, e o vestibular caminha na mesma dire­ção: “Quem é o melhor? Quem sabe mais? Quem consegue vencer?” E a escola, refém desse diapasão, acaba por ensinar com acordes desafinados.

Na vida profissional, diz Chalita, quem vale mais não é aquele que decorou mais coisas, mas o que é capaz de partilhar, de trabalhar em equipe, de desenvolver autonomia e criatividade. Quando se tenta homoge­neizar o processo educativo, destrói-se a criatividade. Cada aluno é diferente e isso o torna rico, único.

Suas possibilidades não podem ser reduzidas a uma visão que compara e iguala os diferentes. Porque a simples comparação leva a uma competição desnecessária. Por essas razões é que consideramos que a autonomia deve ser a palavra. Aprender a conviver. Aprender a respeitar as diferenças, e, mais do que isso, aprender com elas. Raça superior não existe, nem gênero superior, nem etnia privilegiada. Não há cidadão de primeira ou de segunda categoria. A cidadania é para todos. Para todos os diferentes, porque iguais não há.

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