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Pedagogia da Amizade

Hoje, 19 de junho, ocorre o lançamento do novo livro de Gabriel Chalita, “Pedagogia da Amizade”. O local é a Livraria Cultura, na Avenida Paulista. O livro “Pedagogia da Amizade”é uma extensão do pensamento pedagógico de Gabriel Chalita, iniciado em “Educação, a solução está no afeto” e “Pedagogia do Amor”.

Com base em teorias da didática moderna e no pensamento filosófico de vários momentos da história da humanidade, o autor analisa os efeitos positivos da amizade nas relações sociais, a partir da premissa de que amizade é uma atitude que protege. O contraponto abordado, especialmente no ambiente escolar – mas sem desprezar o ambiente familiar – é o mal do bullying, fenômeno social que afeta crianças e jovens no Brasil e no mundo inteiro. Preocupado com a questão, Gabriel Chalita pesquisou, observou e entrevistou pessoas que sofreram agressões físicas e morais típicas de bullying, e traz um balanço lúcido e útil sobre a questão. Sua tese, no livro, é de que a amizade é uma atitude positiva que pode e deve ser desenvolvida, e que funciona como o melhor antídoto para o veneno social da violência. Gabriel Chalita analisa, também, experiências de fracasso e de sucesso, e indica as atitudes que governo, família e sociedade deveriam tomar.

UM TRECHO DO LIVRO – Na atualidade, as questões que envolvem o tema da violência nas escolas têm motivado numerosas discussões e reflexões de educadores de várias partes do mundo. Há um clima de perplexidade diante de atitudes cruéis que ferem diretamente um indivíduo porque, indiretamente, ferem a sociedade.

Num contínuo fluir de exigências ora pessoais, ora grupais, a escola é palco de conflitos de toda ordem. Para solucioná-los, nem sempre bastam os saberes e as habilidades armazenados pela experiência, pois o problema surge invariavelmente como algo inédito no âmbito da vida escolar – para aqueles considerados corriqueiros, o ineditismo fica por conta do contexto e das pessoas envolvidas.

Quando a pauta é violência escolar, visualizamos trocas de xingamentos, palavrões, provocações verbais, desrespeito com o material alheio, depredação do patrimônio escolar, ameaças dirigidas aos professores e agressões físicas, propriamente, entre alunos (e mais raramente de alunos contra professores e vice-versa), como chutes, tapas, beliscões etc. Contudo, aqui, o cerne da questão é ampliar os conhecimentos e sensibilizar para uma violência que é silenciada pelo medo e está presente, infelizmente, no mundo inteiro. Trata-se do bullying, uma forma intencional e repetitiva de atitudes agressivas dentro da escola.

A palavra bullying é um verbo derivado do adjetivo inglês bully, que significa valentão, tirano. É o termo que designa o hábito de usar a superioridade física para intimidar, tiranizar, amedrontar e humilhar outra pessoa. A terminologia é adotada por educadores, em vários países, para definir o uso de apelidos maldosos e toda forma de atos desumanos empregados para atemorizar, excluir, humilhar, desprezar, ignorar e perseguir os outros.

O fenômeno bullying não escolhe classe social ou econômica, escola pública ou privada, ensino fundamental ou médio, área rural ou urbana. Está presente em grupos de crianças e de jovens, em escolas de países e culturas diferentes.

Sem equivalência na língua portuguesa, adotamos, no Brasil, o termo inglês bullying, que na França chamam de harcèlement quotidien, na Itália de prepotenza ou mesmo de bullismo, no Japão de ijime, na Alemanha de agressionen unter schülern e em Portugal de maus-tratos entre os pares. Muitos pesquisadores definem o fenômeno bullying como violência moral (uma adaptação do francês assédio moral).

Nas escolas, é um fenômeno complexo, muitas vezes banalizado e confundido com agressão e indisciplina. Exige observação atenta e presença constante, pois, normalmente, as vítimas são aterrorizadas em áreas da escola com pouca ou nenhuma supervisão. Estratégia premeditada, que contribui para que a vítima seja desacreditada. Ou que a ação desencoraje a vítima a falar da dor a outrem, ou que se passe muito tempo até que alguém perceba. Tempo suficiente para registrar a dor da agressão vivida, o medo, para abalar a auto-estima, os processos de aprendizagem e a construção/afirmação da identidade. Um tempo, muitas vezes, mais do que suficiente para que o caso se transforme em manchete de jornais.

Na escola, quem nunca foi “zoado” ou “zoou” alguém? Risadinhas, piadinhas, fofocas, apelidos. Todos nós, em algum momento de nossas vidas, testemunhamos essas brincadeiras de mau gosto, ou fomos autores ou vítimas. Contudo, essa rotina de xingamentos e ofensas, considerada normal por muitos pais, alunos e até educadores, está longe de ser inocente. O bullying é um comportamento ofensivo, aviltante, humilhante, que desmoraliza de maneira repetida, com ataques violentos, cruéis e maliciosos, sejam físicos, sejam psicológicos.

É um problema universal, uma epidemia invisível admitida como natural em alguns casos, desvalorizada em outros e, na maioria das vezes, ignorada.

Essa forma sutil de violência, que geralmente envolve colegas da mesma sala de aula, pode se constituir de maneira direta ou indireta.

O bullying direto é mais comum entre agressores meninos. As atitudes mais freqüentes identificadas nessa modalidade violenta são os xingamentos, tapas, empurrões, murros, chutes, apelidos ofensivos repetidos.

Carlos, um menino de 13 anos, não era considerado muito bom no futebol. Por ser obeso, não tinha velocidade nem fôlego para acompanhar as partidas e passou a ser motivo de chacota dos considerados “craques”. Mesmo sob a supervisão de um professor, Carlos levava tapinhas na cabeça toda vez que perdia uma bola durante o jogo. Com o tempo, as agressões degradantes se tornaram freqüentes e aconteciam mesmo sem o suposto motivo. Decidido a não mais participar das partidas, começou a ser chamado de “menininha” e de gay pelos colegas. De “gordo sujo”, apelido que ganhou porque suava muito quando corria, passou a ser conhecido na escola por “gordinha fedida”, o que motivava risadas debochadas de meninos e meninas. Por várias vezes, teve sua cueca puxada por trás, apertando sua genitália. Essa desmoralização se estendeu até o dia em que o menino saiu da escola. Dizem que a família saiu da cidade. Talvez Carlos nunca mais tenha jogado futebol. Talvez tenha emagrecido. Mas, certamente, carrega consigo as marcas desse período perverso de sua vida.

O bullying indireto é a forma mais comum entre o sexo feminino e crianças menores. Caracteriza-se basicamente por ações que levam a vítima ao isolamento social. As estratégias utilizadas são difamações, boatos cruéis, intrigas e fofocas, rumores degradantes sobre a vítima e familiares, entre outros. Os meios de comunicação costumam ser eficazes na prática do bullying indireto, pois propagam, com rapidez e dimensões incalculáveis, comentários cruéis e maliciosos sobre pessoas públicas. A perversidade virtual é conhecida como cyberbullying e realiza-se por meio de mensagens de correio eletrônico, torpedos, blogs, fotoblogs, e sites de relacionamento, sempre anonimamente.

Bianca, aos 13 anos, foi perseguida por uma colega de classe. A novidade é que ela e a tal colega costumavam andar juntas a ponto de freqüentarem, algumas vezes, uma a casa da outra. As agressões começaram quando Bianca começou a namorar um garoto de quem, pelo que tudo indica, sua colega gostava. Foi o princípio do pesadelo. Primeiro foram os rumores maliciosos, espalhados pela menina, de que Bianca era uma “galinha”. Risadinhas de canto e sussurros a mantiveram isolada da turma. Até então eram ofensas divulgadas somente na escola. Até que começaram os blogs e os fotoblogs, com montagens de cenas eróticas em que o rosto de Bianca aparecia adicionado a um corpo nu e por vezes fazendo sexo. Em questão de uma semana, garotos e garotas das escolas da região já conheciam a fama de Bianca. Desesperada, sua mãe recorreu à escola, que disse não ter como impedir algo que extrapolou os muros da instituição. A mãe, então, decidiu ir à casa da menina difamadora e conversar com seus pais. Chocados com o que viram e ouviram, acolheram toda a dor e a angústia da família e prometeram tomar uma atitude, mesmo diante da filha, que negava a autoria das agressões. Dias depois, a menina foi à casa de Bianca se desculpar. Quanto ao namoro, não deu certo. Já a suposta amizade, também foi rompida. Colocadas em classes distintas nos anos seguintes, ambas passaram a se ignorar. Separadas pelo tempo, nunca mais se viram ou se encontraram. E quanto ao trauma, só o tempo será capaz de dizer. Certamente não foi agradável para Bianca ser destruída em sua integridade moral. Mesmo que a amiga tenha pedido desculpas, isso não apaga o trauma. Pedidos de desculpas são importantes, mas às vezes tardios.

É indispensável que se estabeleça uma parceria entre a escola e a família. Sobretudo, é preciso que pais e educadores tenham um olhar atento, amoroso e sensível, que propicie atitudes efetivas no acolhimento das angústias e dos medos. É fundamental que os adultos não neguem os fatos, nem se coloquem à parte dos acontecimentos, arriscando diagnósticos precipitados ou naturalizando tais “brincadeiras de mau gosto”.

O bullying nos faz conjeturar sobre nós mesmos, sobre os nossos pensamentos, sentimentos e atos. Reflexão que desperta para a responsabilidade que nos cabe pelos maus resultados colhidos e pelas tragédias registradas. Em muitas ocorrências, temos culpa, seja pela ação ou pela omissão, pela agressividade ou pela passividade, pelo barulho ou pelo silêncio, como protagonistas, vítimas ou testemunhas de atos violentos de qualquer natureza.

O mundo das crianças e dos jovens não é tão risonho quanto se pensa. A escola pode, sim, tornar-se um lugar constrangedor. Sob a roupagem de brincadeira de mau gosto, o fenômeno bullying invade silenciosamente os espaços escolares, furtando de crianças e jovens a possibilidade de sonhar. As experiências de dor, de angústia e de humilhação, vividas solitariamente, deixam cicatrizes e podem trazer graves conseqüências para os adultos que essas crianças serão.

Bom humor e brincadeiras são comuns na infância e na juventude e devem estar presentes em nossas vidas, mas a linha divisória entre atitudes dessa natureza e bullying por vezes é tênue. Um costume infeliz, ao ser ignorado e desvalorizado, torna-se um hábito desastroso. Obstar esse hábito exige conhecimento do fenômeno e do perfil dos personagens envolvidos. Mas a mudança principia com o profundo desejo e esforço ético revelados na ação de acolher sonhos, angústias e medos para proteger e transformar, amorosa e corajosamente, tantas vidas e reescrever um novo final para essa história.

 

Palestra em São Paulo

A Expo Center Norte será pequena para tanta gente que deve participar da 15ª edição do Congresso Internacional Educador 2008, que será aberto nesta quarta-feira, às 16 horas. São esperadas mais de 50 mil pessoas ao longo dos quatro dias do evento. A cerimônia de abertura prevê uma apresentação de balé e logo em seguida uma palestra de Gabriel Chalita.

O evento ocorre simultaneamente com o Educar 2008 e com a 4ª edição do Seminário de Gestão em Educação – Educador Management “Portos de Passagem: Culturas e Saberes em Movimento”. Gabriel Chalita fará a palestra às 17 horas, no pavilhão branco, sobre o tema “Saberes em movimento”, para um público de cerca de 500 pessoas, entre educadores e profissionais do setor educacional. Ao lado dele, estará o filósofo, escritor e doutor em Educação, Mário Sérgio Cortella, que discorrerá sobre o tema “Ética e o respeito à diversidade”. O objetivo do evento é oferecer a donos de escolas, gestores e administradores educacionais, a oportunidade de reciclar idéias, debater temas atuais e conhecer as novidades do setor empresarial. De 14 a 17 de maio serão realizadas 29 conferências. A programação completa do evento está disponível no site www.educador.com.br

Medalha para Gabriel Chalita

Em cerimônia realizada na noite de 4 de maio, Gabriel Chalita foi homenageado na Câmara Municipal da cidade do Rio de Janeiro, com a Medalha de Mérito Pedro Ernesto, a mais importante comenda do município do Rio de Janeiro que aquela Casa confere às personalidades que mais se destacam na comunidade brasileira.

Gabriel Chalita foi reconhecido com a medalha e um diploma, em razão de sua contribuição à educação brasileira, como escritor, como secretário de Estado da Educação de São Paulo e como presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Educação do Brasil.

Segundo informa o site oficial da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a Medalha Pedro Ernesto foi criada em 1980, em homenagem ao médico pernambucano Pedro Ernesto Batista (1884-1942), que na década de 1920 tomou parte dos movimentos de oposição ao Governo Federal, levados a cabo pela jovem oficialidade revolucionária do Exército.

No início de 1933, Pedro Ernesto participou da fundação do Partido Autonomista do Distrito Federal, cujo principal ponto programático era a luta pela autonomia política da cidade do Rio de Janeiro, então capital da República. Sob sua liderança, o Partido Autonomista venceu as eleições para a Assembléia Nacional Constituinte, na qual suas teses foram aprovadas. No ano seguinte, o partido obteria também ampla vitória nas eleições para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, elegendo a maior bancada daquela Casa. Os vereadores autonomistas elegeram, então, Pedro Ernesto prefeito do Rio de Janeiro, tornando-se o primeiro governante eleito da história da cidade, ainda que de forma indireta.

Sua administração foi marcada por realizações no campo da Saúde e da Educação, com a ajuda de Anísio Teixeira, signatário do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1932). Foi preso em 1936, sob acusação de participar do levante comunista no Rio de Janeiro, sendo substituído interinamente pelo Cônego Olímpio de Melo.

Pedro Ernesto tanto fez pela cidade do Rio de Janeiro que foi homenageado com nome de rua, escola, hospital, medalha e, inclusive, batizou o edifício sede do Legislativo Municipal, o Palácio Pedro Ernesto.

A indicação da pessoa escolhida para receber a comenda é feita através de um requerimento do vereador, votado em Plenário. Cada parlamentar pode conceder até cinco medalhas por ano.

O autor do requerimento que resultou na concessão da Medalha Pedro Ernesto a Gabriel Chalita foi o vereador Márcio Pacheco.

Só alegria no Quarta Viva

O programa Quarta Viva desta noite está animado. Começa com Gabriel Chalita entrevistando o Frei Patrício Sciadini, italiano naturalizado brasileiro – por causa de pura paixão por estas terras. Hoje é diretor das Edições Carmelitanas, pregador de retiros e cursos de espiritualidade. Espalha por todo o Brasil a espiritualidade do Carmelo e a vida de seus místicos: Teresa d’Ávila, João da Cruz, Teresa de Lisieux, Teresa de Los Andes e Edith Stein.

Escreveu mais de 60 livros que foram publicados no Brasil e no exterior. Frei Patrício é diretor do Centro Teresiano de Espiritualidade, na cidade de São Roque, e superior da mesma Comunidade.

Ainda no primeiro bloco, o assunto é música. O duo de flauta e piano Wingeter-Gomide foi formado em 2005, tendo como objetivo apresentar o repertório erudito tradicional, mas também para mostrar o repertório dos mais representativos compositores brasileiros da história da música. A partir do envolvimento do contrabaixista Valgério Adriani Gianotto e do baterista Jayme Pladevall, foi formado o quarteto, com a proposta de trabalhar com um repertório que estivesse na fronteira do popular com o erudito. O quarteto já tem composições que estão sendo especialmente elaboradas para o grupo, por Edmundo Villani-Côrtes e, de arranjos, por outros compositores brasileiros sobre a obra de Dorival Caymmi, Astor Piazzola entre outros. O objetivo do grupo é a gravação de um CD com este repertório.

Contato: www.flautapianoecia.com.br

O segundo bloco está dedicado a uma improvisação de palhaços, com o grupo Jogando no Quintal.

Tudo começou no início de 2001, quando os palhaços César Gouvêa (Cizar Parker) e Márcio Ballas (João Grandão) decidiram montar um espetáculo de improvisação nos fundos da casa de César. Daí nasceu o Jogando no Quintal, um jogo de improvisação de palhaços com toda a ambientação de um jogo de futebol: hino do clube, placar, bandeiras, juiz, jogadores e torcida. Aderindo a essa experiência tão inusitada, palhaços com bastante experiência profissional foram aos poucos se juntando à dupla. Assim começaram os primeiros jogos para uma pequena platéia de vinte ou trinta pessoas. O espetáculo fez tanto sucesso que, em poucos meses teve de mudar de seu estádio original na Rua Cotoxó, 337 devido ao público, que não parava de crescer.

Antes de iniciar a temporada 2008 em São Paulo, o grupo Jogando no Quintal representou o Brasil no Festival Mundial de Improvisação, na Colômbia. A grande final aconteceu dia 23 de março, com a vitória do Brasil sobre os donos da casa, por 8 a 7. Nunca um time tinha derrotado numa final os donos da casa.

Saúde e música no programa Quarta Viva

Edson de Godoy Bueno, presidente do conselho de administração e diretor presidente da Amilpar, é o convidado de Gabriel Chalita para abrir o programa Quarta Viva desta noite. Vindo de origem humilde, de uma família de Guarantã, no interior de São Paulo, Edson engraxava sapatos aos 10 anos de idade, atendendo a domicílio – uma amostra de talento empreendedor, porque inovou até o conceito do serviço de engraxar sapatos.

Hoje, aos 55 anos, é médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especializado em Cirurgia Geral e pós-graduado em Administração de Empresas na PUC do Rio. É o fundador da AmilPar.

Antes mesmo de se formar, começou a trabalhar na Casa de Saúde São José na Baixada Fluminense. A clínica estava em uma situação difícil, praticamente falida e não pagava os salários para os funcionários. Após o sexto mês sem receber, decidiu ser sócio. Depois de alguns anos, a São José tornou-se a maior maternidade em número de partos do estado, realizando, em 1975, 600 partos ao mês. Foi o seu primeiro empreendimento. A Casa São José gerou caixa para a aquisição da Somicol (atual Hospital de Clínicas Mário Lioni), que gerou caixa para a aquisição da Clínica Santa Rita, que gerou caixa para a compra da Clínica São Sebastião – tem início a ESHO (Empresa de Serviços Hospitalares). Em 1978, nasce a Amil no Rio de Janeiro, chegando a São Paulo em 1986.

Ou seja, abandonou o jaleco para ser executivo. “Tive que iniciar do zero, fazer cursos de administração, correr atrás para aprender e ir em busca de informações atualizadas para administrá-las. E foi o que fiz.”

Foi estudar em Harvard, um dos centros de excelência em medicina em todo o mundo. Fez o curso chamado OPM (Owner President Management Program), destinado a presidentes de empresas. Sua frase-símbolo é esta: “Tente encontrar alguma coisa na vida que desperte sua paixão. A paixão é a maior motivação que existe para se alcançar um objetivo”.

No segundo bloco do programa, a cantora, compositora, pianista e musicoterapeuta Ziza Fernandes conta um pouco da sua história. Em 1995 grava seu primeiro CD Mais que os pássaros, produção independente que depois ganha distribuição de Paulinas-Comep, sua gravadora atual. Em 2002 lança seu selo Independente, Madreterna Music, que nos anos seguintes se tornará o selo específico de seus trabalhos e gravações internacionais. Em 2005 escreve seu primeiro Livro-CD intitulado “Voz, expressão da vida”, específico para profissionais da Voz e acompanhado de um CD didático. Compõe sobre temas humanos que falam de dor, saudade, carência, tristeza, alegria, recomeço, esperança e fé!

Em seus shows gosta de rezar e conversar com o público. Utiliza também recursos como teatro, dança, coreografia e a musicoterapia como instrumento psicoterapêutico de cura e libertação do ser humano. Graduou-se em Musicoterapia em 1998 (Curitiba). Já se apresentou em toda a América, percorrendo praticamente todos os paises de língua espanhola, com seus quatro CD’s em espanhol, o CD CANTARÉ, CD VICTÓRIA, CD MI TODO e o mais recente, gravado em 2007, o CD Duo Suave, Voz e violão, dirigido e produzido por Wilson Lopes, arranjador e violonista de Milton Nascimento há mais de 15 anos.

Também já cantou em Israel, na Alemanha, em Portugal, na França, na Espanha e especialmente na Itália, pois conta com dois Cds em italiano, o CD MIO TUTTO e o CD SOAVE

Nesta sexta-feira, dia 28, apresenta um pocket-show de voz e violão (Ziza e Boyna) em São Paulo, na Livraria Saraiva do Shopping Páteo Paulista. O show começa às 19h30. Nos dias 29 e 30, apresenta-se em Brasília.

Papo aberto debate bullying

É fato que os professores não estão preparados para lidar com o bullying, essa atitude cruel que muitas crianças e adolescentes tomam em relação a colegas, humilhando, maltratando ou agredindo física ou psicologicamente.

O bullying magoa, martiriza, muitas vezes até traumatiza. E o pior é que quem pratica essa maldade às vezes nem se dá conta da gravidade do seu comportamento, achando que estão apenas brincando

A pessoa que sofre o bullying em geral é mais fraca. Em decorrência disso não consegue se defender, e o sofrimento dela acaba sendo ampliado para a própria família, o círculo de amigos, a escola.

O que fazer para combater essa praga social, que ataca a alma das pessoas?

Participe desse debate. Envie o seu relato, a respeito de uma experiência própria ou de uma situação que você observou, para este endereço: [email protected]

Nosso debate pode ajudar muita gente a corrigir esses desvios, e mostrar maneiras pelas quais professores e pais podem lidar com a questão.

Palestra em Mairiporã nesta sexta-feira

Com o tema “Educação – construindo relações de essência e convivência”, Gabriel Chalita faz a inauguração simbólica do prédio construído pela Secretaria Municipal da Educação e Cultura de Mairiporã. O prédio foi iniciado na época em que Chalita era o secretário de Estado da Educação. A supervisora de ensino da rede municipal, Ieda Chama, explica que a atual gestão apostou muito na melhoria do espaço físico e que vem efetuando as reformas e construções de modo a buscar melhor qualidade de ensino, com inspiração nos conceitos defendidos por Gabriel Chalita.

Nesta segunda fase, a administração municipal busca atingir os professores, numa proposta cujo objetivo é uma escola inclusiva, aberta às necessidades da comunidade, que forme cidadãos conscientes. Segundo ela, é necessário que o professor e demais membros da equipe escolar assumam decisivamente seus papéis e que se envolvam em busca de uma escola melhor.

Com este objetivo é que Gabriel Chalita estará presente, falando nesta sexta-feira, dia 29 de fevereiro, em dois horários (9h e 14h) para 250 professores, gestores escolares, coordenadores pedagógicos, supervisores e coordenadores de ensino da rede municipal em cada momento.

Mairiporã é uma cidade de 72 mil habitantes, na região metropolitana de São Paulo. A cidade se destaca pela quantidade de áreas de proteção de mananciais.

Palestra em Lorena

Prestigiando os alunos do “Centro Acadêmico do Direito Luiz Rebello”, da Unisal (Campus São Joaquim, em Lorena), Gabriel Chalita dará a aula inaugural do curso de Direito nesta segunda-feira, dia 03 de março.

A aula versará sobre o tema palestra “Ética e Direito: utopia ou necessidade?” e faz parte do ciclo de palestras promovido pelo centro acadêmico.

O evento, apesar de direcionado a alunos do curso de Direito, será aberto aos interessados. A Unisal, no campus de Lorena, tem os seguintes cursos: Psicologia, História, Geografia, Filosofia, Administração, Ciências da Computação, Pedagogia, Direito, Matemática, Turismo, e curso de formação de tecnólogo para sistemas em Internet.

Os jovens e o papa

A Arquidiocese de Aparecida foi escolhida pela Santa Sé para participar da “Jornada Universitária da Europa e da América”, que se realizará no dia 1º de março deste ano, às 13 horas (horário de Brasília). Jovens universitário de todo o país estarão concentrados em Aparecida, no pátio João Paulo II, no Santuário Nacional, a partir das 10 horas, com a apresentação de bandas católicas.

Na seqüência, o professor e ex-secretário estadual de Educação Gabriel Chalita fará palestra sobre o tema: “Juventude chamada a construir a civilização do amor: afetividade, cidadania e ecologia”. Também haverá depoimentos de jovens universitários envolvidos em movimentos e pastorais da igreja.

Após intervalo, os universitários vão se reunir no interior da Basílica para a celebração com o Papa Bento XVI.

O encontro via satélite com o papa será realizado simultaneamente em várias cidades do mundo, como Roma e Nápoles (Itália), Nova York (Estados Unidos), Cidade do México, Bucarest (România), Toledo (Espanha), Avinhão (França), Edimburgo (Reino Unido), Minsk (Bielorússia), Havana (Cuba) e Loja (Equador).

A programação termina com uma missa celebrada por Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, às 16h, no Santuário.

Em maio de 2007, em sua visita ao Brasil, o papa Bento XVI reuniu-se com jovens no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. A partir dessa visita, a cidade de Aparecida foi escolhida para participar da Jornada, que é realizada desde 2003 pela Santa Sé e pelo setor da Juventude do Vicariato de Roma, e que antes era limitada à Europa.

Segundo o arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, será um momento de fazer, “com diversos países americanos e europeus, uma corrente de oração formada por milhões de pessoas, contando com a poderosa intercessão de Nossa Senhora, pedindo justiça e paz para todos”. O religioso disse que a escolha da cidade de Aparecida se deve à sua importância como local de peregrinação. “Nós a chamamos de capital da fé, capital mariana, em referência à presença do Santuário da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, e aos mais de 8 milhões de peregrinos que anualmente visitam a localidade”.

São esperados cerca de 10 mil jovens universitários e pré-universitários no evento.

Uma forte mobilização está partindo dos movimentos da igreja para animar o encontro. Focolares, Comunidade Shalom, Renovação Carismática, Caminho Neocatecumenal, Opus Dei, Pastoral da Juventude e Universitária, entre outros, já estão organizando caravanas.