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Sorocaba recebe Fórum de Educação

O Fórum de Educação Existencial – Reflexões sobre Ética e Competências será realizado dia 28 de setembro, às 19 horas, no Lar Escola Monteiro Lobato, em Sorocaba, SP. O Fórum é uma iniciativa da secretaria municipal de Educação e contará com a participação do professor e ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita.

O 1º Fórum aconteceu em Jundiaí; e o 2º, em Birigui, ambos em junho deste ano.

O Fórum pretende ser um núcleo de discussões sobre temas relacionados à Educação, visando ao sucesso escolar e à capacitação dos professores para atuar em sala de aula. O encontro tem como objetivo debater a Educação sob as óticas filosófica e existencial, estabelecendo, de forma pragmática, competências que resultem no aprimoramento da qualidade de trabalho para os professores e do aprendizado para os alunos.

Tem, também, como meta, a proposição de diretrizes pedagógicas baseadas na Educação Existencial, orientada para a vida, por meio do desenvolvimento simultâneo das habilidades emocional, social e cognitiva, essenciais para a formação de alunos-cidadãos preparados para se interrelacionarem pautados pela tolerância e pelo respeito.

“Por meio do aprimoramento da habilidade cognitiva, o aluno é desafiado a uma nova forma de lidar com o conhecimento. Ao explorar a habilidade social, por outro lado, o educador estimula sua inserção na sociedade. E, ao desenvolver a habilidade emocional, forma-se a base para o aluno desenvolver o autoconhecimento que o capacitará a acreditar no seu próprio aprendizado”, defende Gabriel Chalita, autor dos livros Pedagogia do Amor e Pedagogia da Amizade, entre outros.

A prevenção e orientação sobre as práticas de bullying escolar também serão temas de destaque no Fórum Educacional Existencial. Há estudos que mostram que cerca de 50% dos estudantes brasileiros se envolveram em práticas de bullying, seja como vítima, seja como agressor.

Por acreditar na necessidade de conscientização dos casos relacionados a humilhação, desrespeito, discriminação, ofensas e agressões físicas, que, não raro, culminam na morte de crianças e jovens, Gabriel Chalita apresentou, na Câmara Municipal de São Paulo, o Projeto de Lei 069/2009 de Combate ao Bullying, que já foi sancionado pelo prefeito, Gilberto Kassab. O vereador fez ainda a indicação, à prefeitura, da criação do cargo de psicopedagogo nas escolas da rede pública para prestar assistência a alunos,  professores e funcionários, principalmente quando envolvidos em situações de bullying.

Ponto Final para assédio nas escolas

(Diário do Comércio)

Nada de alcunhas perversas ou atitudes malvadas com os colegas de escola. Projeto de lei aprovado por unanimidade na Câmara busca a prevenção e combate ao bulliyng nas escolas públicas de ensino infantil, fundamental e médio de São Paulo.

O termo bullying surgiu nos Estados Unidos para indicar atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados com o objetivo de intimidar ou agredir o outro.

Com a aprovação do PL 69/2009, palestras, debates, distribuição de cartilhas de orientação aos pais, alunos e professores prometem acabar com esse tipo de agressão. A Secretaria Municipal de Educação fará um diagnóstico das situações de bullying, nas unidades escolares, respeitando as medidas estabelecidas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O projeto é do vereador Gabriel Chalita (PSDB), ex-secretário de Educação do Estado e especialista no tema. Ele conversou com o DC sobre como pretende colocar a nova lei em prática.

Diário do Comércio – Como o senhor vê hoje a prática do bullying na rede de ensino?

Gabriel Chalita – O problema do bullying é mundial. Outros países como Noruega, Israel, Inglaterra e Estados Unidos mantêm um forte trabalho contra o bullying. Alguns desses países aprenderam por meio de experiências desastrosas, como o Massacre de Colimbine. São reações extremas em que o grande elemento desencadeador é o preconceito repetido. Mas, mesmo longe de casos extremos como o de Columbine, sempre existe o resultado traumático para essas pessoas, seja por serem gordas, ou baixas demais, ou negras, ou de outra classe social. E, como educador, sinto-me na obrigação de fazer da escola um espaço de paz.

DC – Como diferenciar brincadeira de mau gosto de bullying que mais o marcou?

Chalita – Entre os casos mais marcantes, está o de um menino que não queria cortar os cabelos, mas teve de fazer por manda da mãe. No dia seguinte, ele chegou em casa com mal estar e a mãe o levou ao hospital. A criança tinha traumatismo craniano porque apanhava na escola e não contava para ninguém. O menino não queria cortar o cabelo, quer era volumoso, porque o protegia  dos socos que levava dos colegas.

DC- Com o projeto de lei aprovado recentemente, como controlar o bullying?

Chalita – Há várias possibilidades para isso. Uma delas é o trabalho com os professores para que atuem preventivamente. Este tipo de prática não se previne por meio de conselhos, mas buscando exemplos nos jornais e na literatura. Não adianta o professor aconselhar o agressor, ele tem de levar conceitos práticos para a sala de aula. Quando o aluno começa a estudar sobre o racismo ou  mesmo sobre as classes sociais, começa a entender o que o colega pode estar sofrendo, e passa a respeitar a situação.

DC – Como prevenir o bullying?

Chalita – Para que a prevenção seja efetiva, os professores têm de estar preparados para lidar com o tema e tratar o problema antes de ele surgir. Se a prevenção não chegou a tempo, é preciso corrigir o problema e também preparar os educadores para isso. Já vi caso de professor que chamou um aluno na frente da sala de aula porque ele tinha sido discriminado pelos colegas por estar acima do peso. A professora apontava para o menino e afirmava que não havia qualquer problema em ser gordo ou afeminado. Isso atrapalha e constrange o aluno, gera traumas que se leva para toda a vida.

DC – Como os professores serão formados para lidar melhor com essas situações?

Chalita – Como vereador, não posso desenvolver um projeto de lei que gere despesas para Prefeitura.  Posso apenas sugerir as melhores práticas depois de projeto ser aprovado. Neste caso, minha sugestão é que a Prefeitura trabalhe com psicopedagogos para acompanharem os alunos e treinarem os professores, que ainda não estão preparados. A idéia é que o professor identifique a situação de bullying e encaminhe os alunos aos cuidados dos psicopedagogos.

DC – E os alunos agressores?

Chalita – O causador do bullying é mais uma vítima e geralmente desconta seus traumas no colega. Uma vez, descobrimos  que um adolescente agressor apanhara muito dos pais quando mais novo e esse era o principal motivo pelo qual ele batia nos meninos menores. O ponto mais preocupante era que o pai incentivava a prática de o filho agredir os alunos mais jovens.

DC – Então, é preciso envolver as famílias também nesse processo?

Chalita – Sim. Tanto para que a família perceba quando o filho é vítima de bullying como educar a criança para não desenvolver esse tipo de atitude. Muitos pais, despreparados, não prestam atenção no comportamento do filho. Muitas crianças não querem mais ir à escola e os pais não sabem porquê. Por isso, precisamos desenvolver um trabalho também com os pais. Devemos começar a distribuir material bem simples enviado pela escola diretamente aos pais sobre o que é o bullying, como prevenir a prática, como conversar com a criança sobre isso. Imagine só se o Maurício de Sousa nos ajuda a desenvolver um material desses, o retorno que teríamos. As escolas estão à disposição dos pais para recebê-los e ajudá-los no que for preciso.

Bullying é abordado pelo Diário do Comércio

O Jornal Diário do Comércio entrevistou o educador e vereador Gabriel Chalita. Bullying foi o tema abordado na matéria, que foi publicada nesta segunda-feira (14/09).

Ponto final para assédio nas escolas

Nada de alcunhas perversas ou atitudes malvadas com os colegas de escola. Projeto de lei aprovado por unanimidade na Câmara busca a prevenção e combate ao bulliyng nas escolas públicas de ensino infantil, fundamental e médio de São Paulo. O termo bullying surgiu nos Estados Unidos para indicar atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados com o objetivo de intimidar ou agredir o outro.

Com a aprovação do PL 69/2009, palestras, debates, distribuição de cartilhas de orientação aos pais, alunos e professores prometem acabar com esse tipo de agressão. A Secretaria Municipal de Educação fará um diagnóstico das situações de bullying, nas unidades escolares, respeitando as medidas estabelecidas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O projeto é do vereador Gabriel Chalita (PSDB), ex-secretário de Educação do Estado e especialista no tema. Ele conversou com o DC sobre como pretende colocar a nova lei em prática. Clique aqui e confira a matéria na íntegra.

Arcebispo emérito de Moc recebe medalha JK

(O Norte de Minas)

O arcebispo emérito de Montes Claros, Dom Geraldo Majela de Castro, foi uma das 180 personalidades homenageadas com a Medalha JK. A solenidade de entrega da Grande Medalha ocorreu no último sábado, 12 de setembro, data de aniversário do ex-presidente Juscelino Kubitschek, em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha.

Para o líder religioso, receber a comenda significa, antes de mais nada, um reconhecimento à presença viva da Igreja no Norte de Minas.

– Sinto como se toda a Igreja tivesse sendo homenageada, para a glória de Deus, comentou o líder religioso, assim que chegou de viagem, no sábado à noite. Realizada anualmente desde 1996, a cerimônia teve como orador oficial o ex-presidente Itamar Franco e a presença do governador Aécio Neves e da filha de JK, Maristela Kubitschek Lopes. Entre os agraciados estavam o educador e vereador da cidade de São Paulo, Gabriel Chalita, o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, o cineasta Silvio Tendler e integrantes da Velha Guarda da escola de samba carioca da Mangueira. O nome de padre Fábio de Melo que, entretanto, não pôde comparecer, também consta na lista.

O ex-presidente Juscelino Kubitschek nasceu em Diamantina, no dia 12 de setembro de 1902, e ali morou até os 17 anos, quando se mudou para Belo Horizonte. Se vivo estivesse, completaria 107 anos, portanto. A medalha foi criada por decreto, em 1995, com o objetivo de homenagear personalidades do cenário político, econômico, social, cultural, religioso e esportivo, que prestam ou tenham prestado relevantes serviços à sociedade, por meio de contribuição ao crescimento de instituições políticas e governamentais.

Dom Geraldo Majela permanece na ativa. Continua pároco de Terra Branca, distrito de Bocaiuva, a cerca 50 km de Montes Claros, e não se cansa de fomentar a Associação dos Amigos do Seminário, surgida para ajudar na manutenção do Seminário Maior Imaculado Coração de Maria, nas paróquias da Arquidiocese de Montes Claros.

No próximo ano, a (Arqui)Diocese comemora seu 1º centenário. Dom Geraldo Majela também tem bons motivos para festejar. Em janeiro celebra 60 anos de primeira profissão religiosa na Ordem Premonstratense. Em junho, 80 anos de vida. Em setembro, 28 anos de ordenação episcopal. E em dezembro, 57 anos de sacerdócio. Datas que, certamente, enriquecerão a festa do centenário.

CCJ aprova Selo Trote Legal

O Projeto de Resolução do vereador Gabriel Chalita (PSDB) que cria o Selo “Trote Legal” foi aprovado nesta quarta-feira (09/09), na Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa da Câmara Municipal. Agora, a matéria tramitará nas comissões temáticas até a apreciação do plenário da Casa.

O Selo será conferido a universidades que apresentem ações organizadas para recepção de calouros, com estímulo ao exercício da ética, da cidadania e da cultura da paz.

O projeto busca reconhecer e fortalecer o ambiente universitário como núcleo de cidadania na cidade de São Paulo. Além disso, a idéia é incentivar a convivência saudável na comunidade acadêmica, a troca de experiências entre a sociedade civil e o poder público municipal e os valores humanos no centro das relações acadêmicas.

Um em cada quatro professores se forma em cursos de baixa qualidade

O Ministério da Educação divulgou nesta segunda-feira, dia (31/09), os dados da avaliação do Índice Geral de Cursos (IGC), que mede o desempenho das Instituições de Ensino Superior em todo país.

Além de revelar que apenas 21 Instituições de Ensino Superior obtiveram nota máxima, entre 2 mil, o (IGC) mostrou que cerca de 71 mil estudantes de Letras e Pedagogia estão em cursos de baixa qualidade, com notas de apenas 1 e 2, pelos critérios do Ministério.

Para o educador e vereador Gabriel Chalita, o melhor a fazer é apostar na valorização do professor. “É preciso valorizar a educação básica e o professor por meio de políticas públicas que pensem essa temática. Ainda existem pessoas, que erroneamente culpam esses profissionais, mas eles são os menos culpados neste processo”, afirmou o professor.

Atualmente o Brasil tem déficit de professores em Biologia, Física e Química, entre outras disciplinas. Entre os piores cursos de Pedagogia, há 59 oferecidos por instituições públicas, entre elas, nove federais.

Fórum de Educação em São José dos Campos debate Bullying

O Parque Tecnológico, em São José dos Campos – SP, recebeu ontem, dia (31/08), o 3º Fórum de Educação Existencial – Reflexões sobre Ética e Competências. O Fórum, que contou com a participação do professor e ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita, foi uma iniciativa da Secretaria Municipal de Educação em São José dos Campos.

O evento, que atraiu profissionais da área da educação, debateu temas relacionados à Educação, visando ao sucesso escolar e à capacitação dos professores para atuar em sala de aula. Em palestra, Chalita abordou o tema destaque do evento, a prevenção e orientação sobre as práticas de bullying escolar.

“Por meio do aprimoramento da habilidade cognitiva, o aluno é desafiado a uma nova forma de lidar com o conhecimento. Ao explorar a habilidade social, por outro lado, o educador estimula sua inserção na sociedade. E, ao desenvolver a habilidade emocional, forma-se a base para o aluno desenvolver o autoconhecimento que o capacitará a acreditar no seu próprio aprendizado”, afirmou o educador e autor dos livros Pedagogia do Amor e Pedagogia da Amizade, entre outros.

Estavam presentes no evento o vereador do PSB, Walter Hayashi, o padre da Paróquia Sagrada Família, André Gicele de Paiva Giudice e a representante da Secretaria de Educação de Caçapava, profa. Irene Maria Borsoi Pavelec Antonio.

Araras recebe 1º Fórum de Educação Existencial

(Blog Padre Fábio)

Evento contará com a presença do ex-secretário do Estado Gabriel Chalita. Araras vai receber o 1º Fórum de Educação Existencial – Reflexões sobre Ética e Competências. O evento será realizado dia 13 de outubro, às 19h, no Salão Social do Sayão Futebol Clube.

O Fórum é uma iniciativa da secretaria municipal de Educação e contará com a participação do professor e ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita. Segundo a secretária municipal de Educação, Rose Mudnutti, o evento é destinado a todos os professores da rede municipal de ensino e as vagas remanescentes serão abertas para os professores da rede estadual de ensino. São esperadas cerca de mil pessoas no evento, que contará com núcleo de discussões, visando o sucesso escolar e a capacitação dos professores. O encontro tem como objetivo debater a Educação sob as óticas filosófica e existencial, estabelecendo, de forma pragmática, competências que resultem no aprimoramento da qualidade de trabalho para os professores e do aprendizado para os alunos. Também será tema destaque do Fórum, as práticas de bullying escolar, que envolvem os estudantes brasileiros, seja como vítima, seja como agressor. No Fórum serão comercializados livros com o tema “Mulheres de aço e de Flores”, de autoria do Padre Fábio de Melo e toda a renda será revertida para a construção da Igreja São Francisco de Assis, no Bairro José Ometto. Em breve, a Secretaria Municipal de Educação estará divulgado data e locais de inscrições para os professores interessados em participar do Fórum.

Quem é Gabriel Chalita

Gabriel Chalita, a principal presença do Fórum é Doutor em Direito e em Comunicação e Semiótica. Mestre em Direito e em Ciências Sociais. Foi Secretário de Educação do Estado de São Paulo e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação. Atualmente exerce seu primeiro mandato como vereador da capital paulista e é autor de 47 livros publicados, entre eles, “Pedagogia da Amizade”, “Pedagogia do amor” e “Cartas entre amigos – Sobre medos contemporâneos”, este último recém lançado em co-autoria com o Padre Fábio de Melo.

Bullying – os riscos das vítimas e dos agressores

(Portal Net Educação)

Dia a dia, nossos filhos convivem com vários tipos de violência dentro das escolas, seja ela física ou moral Bullying é violência física ou moral, continuada, a que são submetidos principalmente adolescentes das diversas camadas sociais. Seu estudo se deveu ao crescente número de suicídios em países desenvolvidos decorrentes de traumas gerados em atitudes inadequadas e impertinentes.

No Brasil, os dados são recentes, mas revelam que quase 50% da comunidade escolar vivem esse problema. As chamadas brincadeiras que se utilizam do preconceito para ridicularizar o aluno, que diariamente recebe a mesma chacota, acarreta um sério comprometimento em sua bagagem emocional.

O aluno, geralmente, não revela o que sente e o quanto sofre a ninguém. Nem à sua família, o que agrava o problema. Piadas racistas ainda frequentam o ambiente escolar. Intolerância frente ao diferente: obesidade, estatura, deficiência, inaptidão física ou intelectual e até mesmo o excesso de sucesso que configura uma diferença aviltante. Tudo isso gera um estranhamento e uma agressão. Se os alunos aprendessem desde sempre – inclusive em casa – a conviver com as diferenças, o trabalho dos professores seria muito menos penoso. O fato é que esse preconceito vem da família, vem dos encontros sociais e dos meios de comunicação de massa. Diante desse fato, urge que os educadores trabalhem em algumas frentes para proteger e formar os alunos; afinal, é essa a função da escola.

A primeira tarefa é a preventiva. O convívio com os diferentes se aprende por meio de textos literários, pesquisas históricas, análises jornalísticas, entre outros. Ler os contos Negrinha, de Monteiro Lobato, ou Pai contra Mãe, de Machado de Assis, abre os horizontes para entender a dor gerada pelo preconceito. Estudar a geografia do Oriente e a humilhação a que são submetidas ainda hoje mulheres e crianças ajuda a não optar pelo radicalismo na manutenção de pseudoverdades. O caminho do estudo é mais eficaz do que o caminho dos conselhos. Outra frente, ainda na prevenção, é a formação dos professores e dos pais para a compreensão e a solução do problema.

Não se pode banalizar essa prática horrenda, permitindo que ela resida no discurso da ludicidade. O bullying é cruel e precisa ser abolido dos espaços escolares. Os pais, se bem informados, poderão perceber os primeiros sintomas do bullying. A tristeza, a timidez exagerada, a falta de assunto quando se trata da escola, o trancafiamento. Por vezes, o filho pede para mudar de escola ou inventa razões para não ir. A tendência do aluno é a de não contar a humilhação por vergonha. Famílias que dialogam com os filhos terão maior possibilidade em rapidamente compreender o processo. No caso dos agressores, os riscos são parecidos. São adolescentes que se tornam perturbados, tentando mostrar o quanto são valentões. Usam da força física ou da força financeira. Usam da ardilosidade ao criar, no universo virtual, caminhos para destruir a imagem da vítima. É o chamado cyberbullying. A rede se transformou em um espaço complexo em que todo tipo de calúnia pode ser compartilhado visando a achincalhamento moral da vítima. São vitimas, também, os agressores e precisam ser tratados.

Apresentei um projeto de lei na Câmara Municipal de São Paulo, visando à proteção a essas crianças e adolescentes. Esse projeto já aprovado e sancionado pelo prefeito. Acredito que esse seja um caminho para começarmos a combater o problema. Indiquei ainda a contratação de psicopedagogos para as escolas. O professor sozinho terá dificuldade em remediar o bullying, embora seja um elemento poderoso em sua prevenção. Enfim, a educação não pode negligenciar os fatores da essência e da convivência entre os aprendizes sob pena de se perder em discussões excessivamente teóricas que pouca relação tenham com o cotidiano. Utilizar o repertório cognitivo a serviço da dignidade humana é um desafio constante de quem educa. Façamos a nossa parte.

Araras recebe 1º Fórum de Educação Existencial

(Canal Rio Claro)

Araras vai receber o 1º Fórum de Educação Existencial – Reflexões sobre Ética e Competências. O evento será realizado dia 13 de outubro, às 19h, no Salão Social do Sayão Futebol Clube. O Fórum é uma iniciativa da secretaria municipal de Educação e contará com a participação do professor e ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita.

Segundo a secretária municipal de Educação, Rose Mudnutti, o evento é destinado a todos os professores da rede municipal de ensino e as vagas remanescentes serão abertas para os professores da rede estadual de ensino. São esperadas cerca de mil pessoas no evento, que contará com núcleo de discussões, visando o sucesso escolar e a capacitação dos professores. O encontro tem como objetivo debater a Educação sob as óticas filosófica e existencial, estabelecendo, de forma pragmática, competências que resultem no aprimoramento da qualidade de trabalho para os professores e do aprendizado para os alunos. Também será tema destaque do Fórum, as práticas de bullying escolar, que envolvem os estudantes brasileiros, seja como vítima, seja como agressor. No Fórum serão comercializados livros com o tema “Mulheres de aço e de Flores”, de autoria do Padre Fábio de Melo e toda a renda será revertida para a construção da Igreja São Francisco de Assis, no Bairro José Ometto. Em breve, a Secretaria Municipal de Educação estará divulgado data e locais de inscrições para os professores interessados em participar do Fórum.

Quem é Gabriel Chalita

Gabriel Chalita, a principal presença do Fórum é Doutor em Direito e em Comunicação e Semiótica. Mestre em Direito e em Ciências Sociais. Foi Secretário de Educação do Estado de São Paulo e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação. Atualmente exerce seu primeiro mandato como vereador da capital paulista e é autor de 47 livros publicados, entre eles, “Pedagogia da Amizade”, “Pedagogia do amor” e “Cartas entre amigos – Sobre medos contemporâneos”, este último recém lançado em co-autoria com o Padre Fábio de Melo.