Notícias

O poder da educação

A cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, recebeu nesta quarta-feira, 1º de setembro, o educador Gabriel Chalita para ministrar a palestra: “Aprender a ser feliz: um jeito de educar crianças e adolescentes no nosso tempo”, no 2º Fórum das Famílias Maristas.

O evento, que foi sediado pela Universidade Pontifícia Católica (PUC-RS), reuniu cerca de mil pessoas, entre pais de alunos e educadores dos 17 colégios da Rede Marista de Porto Alegre.

“Ao sermos atenciosos e educados, nós temos o poder de transformar, de dar significado para a vida deste aluno, que por muitas vezes passa por situações familiares que a gente nem consegue imaginar”, afirmou Gabriel Chalita ao destacar a importância do educador em um contexto de crise familiar e escolar.

Segundo o educador, a melhor maneira de ensinar os alunos é por meio da valorização das individualidades e do exercício de se doar para promover aprendizagem. “Não existem dois alunos iguais, não existem duas salas iguais, não existem dois professores iguais; então, nós temos que ter a compreensão de que as pessoas têm tempos diferentes no seu processo de aprendizagem”.

Autor dos livros Pedagogia do Amor e Pedagogia da Amizade, Chalita defende que o papel do educador não é apenas o de ser conselheiro, pois aconselhar não resolve, não toca na alma deste aluno. “O educador é a luz que se acende em meio à escuridão. Precisamos saber se estamos cumprindo este papel de despertar a fome de conhecimento em nossos alunos. Por isso um evento como este é tão importante; é o momento em que podemos trocar experiências que lapidam o ofício de educar”.

Ética nas ações cotidianas

“A ética tem que ser vivenciada, porque não basta fazer o bem, agir com moderação e saber escolher se a pessoa não se dedicar a praticar os valores que adquiriu”, afirmou Gabriel Chalita, ao resgatar a história da ética desde os tempos de Aristóteles, durante palestra realizada nesta quarta-feira (01/09), na UNIP Tatuapé, em São Paulo.

Com o tema “Ética na Construção do Conhecimento”, Chalita falou sobre o código de conduta em busca do bem, que deve ser aplicado nas ações cotidianas. Para ele, escutar opiniões contrárias e “saber ser correto” são passos fundamentais para ser ético e construir a própria história, motivada por desejos e aspirações. “Um dos tantos objetivos da educação é ensinar a conviver. O convívio significa o aprendizado do respeito, da cooperação, e propicia ternura. Isso é ética. Algo que se aprende nos livros, nas lições dos grandes mestres, mas que se aprende no cotidiano, no exercício de ser correto.”

De acordo com a professora Sílvia Helena, o discurso foi muito bem aproveitado pelos alunos. “A forma com que Gabriel Chalita conduziu o discurso, a simplicidade com que tratou de assuntos tão importantes, fez com que todos prestassem atenção à sua mensagem de otimismo, esperança e fé nas pessoas e na vida. Seu poder de mobilização é notório”.

Mais de 600 alunos dos cursos de Direito, Pedagogia, Enfermagem, Engenharia, Administração, RH e Educação Física presenciaram o evento.

Dois mil ouvem Chalita em BH

“Nós educadores, devemos ser educados. Precisamos tomar muito cuidado com o que falamos. Temos muito poder nas mãos; o poder de transformar e o de traumatizar o aluno”. Com essas palavras, Gabriel Chalita deu início à palestra no “Encontro Pedagógico” da Associação de Professores Públicos de Minas Gerais, nesta segunda-feira (30), em Belo Horizonte.

O evento – que tem como objetivo oferecer formação continuada aos profissionais de ensino e aumentar a satisfação e o aproveitamento de todos os envolvidos no processo educacional -, reuniu mais de duas mil pessoas e contou com a presença do governador do estado de Minas Gerais, Antonio Anastásia, de secretários municipais de Educação, diretores e professores de escolas municipais.

Segundo o vereador de São Paulo, a melhor maneira de ensinar os alunos é por meio da valorização das individualidades e do exercício de se doar para promover aprendizagem. “Não existem dois alunos iguais, não existem duas salas iguais, não existem dois professores iguais. Nós temos que ter a compreensão de que as pessoas têm tempos diferentes no seu processo de aprendizagem”.

Para Chalita, falar sobre novos caminhos da educação é também perceber o que o ser humano pode fazer nas relações com as outras pessoas e como a educação pode ajudar nesse significado. “É demonstrar a compaixão pelo próximo, respeitar a dignidade do outro. A afetividade está diretamente ligada a esse olhar para a dignidade humana e ao ato de enxergar o outro”. Além do discurso, o educador também cantou músicas populares, recitou poemas e concedeu autógrafos.

Homenagem ao profissional de Educação Física

Para comemorar o Dia do Profissional de Educação Física, o professor Gabriel Chalita gravou um depoimento em vídeo, ao lado do professor e esportista Fábio Saba. O vídeo está sendo enviado aos 232.000 profissionais de educação física do país, como forma de lembrança pela passagem do dia dedicado a eles.

A iniciativa partiu de Fábio Saba, mestre em educação física pela USP, que há muitos anos dedica-se à prática do judô. É autor de vários livros sobre gerenciamento de academias e sobre orientações para a prática esportiva. Foi secretário-adjunto de Gabriel Chalita na Secretaria Estadual de Educação e antes trabalharam juntos na Secretaria da Juventude, Esportes e Lazer.

O dia 1º de setembro foi escolhido como Dia do Profissional de Educação Física porque nessa data a profissão foi regulamentada, no ano de 1998.

Chalita conversa com alunos do ensino médio, em Mococa

O educador ainda abordou temas relacionados à política e às dificuldades da educação no Brasil. Falou, também, sobre o fundamentalismo e o radicalismo, tão presentes em uma sociedade como a atual, que não tolera o diferente.

Para ele, escutar opiniões contrárias às suas e “saber ser correto” são passos fundamentais para ser ético e construir sua própria história, motivada por seus desejos e aspirações.

Segundo Chalita, o debate com os jovens é importante para a formação de uma sociedade melhor no futuro. “Como vem acontecendo ao longo dos tempos, do debate sairão líderes, pessoas que ocuparão cargos importantes na sociedade. Elas têm que ter a consciência de que, para liderar, precisam conhecer os outros e não permanecer em uma redoma”, concluiu.

Chalita fala sobre educação empreendedora, em Jales

Em palestra proferida nesta sexta-feira (30/7), no IV Encontro Regional de Educadores, em Jales, o professor e vereador Gabriel Chalita discorreu sobre o tema “Educação empreendedora”. Segundo Chalita, a educação empreendedora é aquela que olha o aluno como empreendedor e o capacita a fazer as melhores escolhas.

“O conceito atual de empreendedor é perceber que todos são capazes de construir”, afirmou.

Gabriel Chalita trabalhou o conceito de cooperar, o que um pode fazer na vida do outro. Também falou sobre as três habilidades na educação e seu envolvimento:

1- Cognitiva – não existe aluno burro. Uma criança só não aprende por outros motivos, como medo, bloqueios que impedem com que a aprendizagem aconteça. A emoção bloqueia cognição.

2- Habilidade social – se eu sou educador, tenho que ser educado. O aluno não é o umbigo do mundo. Professor é referencial. Um bom professor é aquele que admite que erra. Se a gente reconhece o erro, conseguimos consertá-lo. Nas relações humanas é assim.

3- Habilidade emocional – há várias formas de se trabalhar o emocional. Ter um significado na vida do outro. É preciso envolver os alunos.

As palavras de Chalita também tiveram o objetivo de renovar os ânimos dos educadores e gestores de ensino que participaram da palestra. “As aulas começam na semana que vem. Que tipo de postura o professor irá adotar? Primeiro dia de aula tem que ser uma celebração. Inovar. A beleza da vida não está no extraordinário e sim no ordinário, onde temos que encontrar a razão da minha existência”.

Cerca de 600 pessoas participaram do evento, entre secretários municipais de Educação, diretores e vice-diretores de Escolas Municipais, coordenadores pedagógicos, professores de Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação Especial e de Jovens e Adultos vindos das cidades de: Aparecida d’Oeste, Aspásia, Dolcinópolis, Dirce Reis, Estrela d’Oeste, Jales, Marinópolis, Mesópolis, Nova Canaã Paulista, Palmeira d’Oeste, Paranapuã, Pontalinda, Populina, Santa Albertina, Santa Salete, Santana da Ponte Pensa, São Francisco e Urânia.

Estimular o desenvolvimento

Durante a palestra, Gabriel Chalita disse ainda que “o empreendedorismo é fazer o aluno resolver o problema sozinho. O bom desafio não é sofista, é ser socrático. Professor não é facilitador, é problematizador”. Para Gabriel Chalita, a pessoa precisa lembrar o que o fez ser professor, porque não dá para ser professor sem ser uma boa pessoa. “É preciso olhar para dentro de si. Que a gente não espere o extraordinário para ser feliz”.

A importância da formação da criança de 0 a 6 anos também foi abordada. “Este é um período em que as crianças não conseguem responder a traumas, porque nessa idade não peneiramos as coisas que nos fazem mal. É um período em que tudo está em mudança”.

Gabriel Chalita leva mil pessoas à UNIP

Refletir o erro para poder fazer escolhas corretas. É assim que Gabriel Chalita vê e transmite o que pensa a respeito da importância da educação nas relações entre as pessoas. O educador está à frente de plateias que, juntas, beiram a mil ouvintes. São os alunos e professores dos cursos de Direito, Pedagogia, Psicologia, Administração e Enfermagem das unidades Alphaville e Cidade Universitária da Unip.

O tema das palestras, realizadas dia 24 à noite e na manhã da quinta, 25, é o mesmo: Chalita aborda a educação “como base para a formação da pessoa toda e todas as pessoas”. Ele inaugura sua fala com uma autocrítica: “Nós, educadores, devemos ser educados. Precisamos olhar nossa atividade como forma de sensibilizar e humanizar a pessoa no seu processo de construção. Precisamos cuidar da pessoa toda e não apenas de uma parte dela”.

Mais adiante, reforça o conceito quando afirma que o primeiro passo para melhorar as relações é ter consciência da própria imperfeição. Explica melhor: “A partir do momento que refletimos o conceito de que somos imperfeitos, refletimos também sobre o que podemos melhorar profissionalmente para que a minha profissão dê dignidade ao outro. Refletir o erro para poder fazer escolhas corretas”.

Como ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita tem receita pontual para promover o processo de aprendizagem: valorizar as individualidades e o exercício de se doar sempre. Educar a pessoa toda – observa o vereador paulistano – também é tocar no ponto certo. É acreditar no aluno.

“Não existem dois alunos iguais, não existem duas salas iguais, não existem dois professores iguais. Então, nós temos que ter a compreensão de que as pessoas têm tempos diferentes no seu processo de aprendizagem”, afirmou Chalita.

Outro aspecto muito importante, na sua concepção: falar sobre os novos caminhos da educação é também perceber o que o ser humano pode fazer nas relações com as outras pessoas e como a educação pode ajudar nesse significado.

“É demonstrar a compaixão pelo próximo, respeitar a dignidade do outro. A afetividade está diretamente ligada a esse olhar para a dignidade humana e ao ato de enxergar o outro”, concluiu, para, em seguida, oferecer rápido recital de poemas e debater com o público.

O Peixe Azul e a força da amizade

Antes mesmo das 10h da manhã deste domingo (22/08), já estavam esgotadas as senhas para a sessão de autógrafos do livro “O Peixe Azul”, de autoria de Gabriel Chalita e ilustrações de Maurício de Souza. O lançamento da obra foi realizado no último dia da 21ª Bienal Internacional do Livro, no estande da Editora Globo.

O evento foi marcado pela simpatia da dupla e pelo carinho das crianças que, além dos autógrafos, também ganharam um desenho personalizado, feito pelo artista.

Esse é o 53º livro de Gabriel Chalita. O Peixe Azul é dedicado inteiramente ao público infantil. Em 48 páginas, é relatada a singela história de dois peixes que aprendem e ensinam o valor da amizade.

Sobre o Livro:

“Amarelo e Azul são dois peixes bem diferentes. Um grande e bonachão. O outro, pequenino e choramingueiro. Unidos por uma amizade nascida da gratidão, eles ensinam a um menino, que passa suas tardes às margens do rio, a importância de agradecer”.

Os textos de Gabriel Chalita, mais reflexivos, e a leveza e a graça do traço de Maurício de Sousa produzem uma combinação de equilíbrio e revelam as nuanças de cada um dos autores. Dessa parceria surgiu um livro inspirador para crianças.

O personagem do menino da história é Chico Bento, um dos mais queridos e carismáticos das tiras em quadrinhos. Ele passa os dias à beira do rio onde vivem o pequenino peixe Azul e seu amigo, o bonachão Amarelo. Unidos por grande amizade nascida da gratidão, eles ensinam a Chico Bento a importância de agradecer e acreditar na força da cumplicidade.

O diálogo constrói pontes e derruba muros

“O educador é a luz que se acende em meio à escuridão. Precisamos saber se estamos cumprindo este papel de despertar a fome de conhecimento em nossos alunos. Por isso, um evento como este é tão importante. O momento em que podemos trocar experiências que lapidam o oficio de educar.”

Foi o que declarou Gabriel Chalita durante teleconferência, ministrada neste sábado (21/08), para alunos, pais e profissionais da educação das 60 unidades do Sistema COC de Ensino, em todo o território brasileiro.

Sobre o tema “Educação empreendedora – construindo relações de convivência”, Chalita falou sobre a importância do bom relacionamento entre pais, filhos, educadores e sociedade. Para ele, o diálogo é a principal forma de construir pontes e derrubar muros. “Não existe ninguém ruim. O aluno é uma esponja, absorve o que é bom e também o que é ruim. Por isso, pais e educadores devem ser bons exemplos”.

Gabriel Chalita também debateu acerca do problema da drogadição e acrescentou que, através da literatura, é possível tocar na alma dos jovens brasileiros. “É por meio da identificação que você consegue dar bagagem a esse jovem, fazer com que ele reflita e tenha noções de ética, cidadania e valores. Com esta bagagem ele é capacitado a fazer escolhas corretas na vida”, discorreu o autor da obra Os dez mandamentos da ética.

Para encerrar a palestra, Chalita respondeu, durante 30 minutos, perguntas enviadas de todos os polos espalhados pelo país.

Crescimento do ensino superior depende de qualificação

A capacitação como foco das tendências para melhorar, cada vez mais, a educação superior no Brasil, foi o tema abordado por Gabriel Chalita durante palestra na 4ª edição do Fórum de Executivos Financeiros para Instituições de Ensino Superior (FinancIES), realizada na última quinta-feira (19/08), no Hotel Quality Suítes Congonhas, em São Paulo.

Ao discorrer sobre o tema, Chalita trouxe uma visão política e empresarial contemporânea sobre o setor. Para ele, a expectativa é de crescimento do ensino superior brasileiro, porque ainda existe um grande percentual para isso; porém, o principal peso será a qualificação.

“Precisamos vencer a barreira da qualidade. Se pegarmos outros países, eles passaram pelo mesmo problema. A Espanha, quando universalizou, caiu muito em educação. No Brasil ainda existe esta carência. Mas alguns Estados começaram a apresentar melhorias nas avaliações. O diferencial é formação de professores. Eles têm que estudar, serem avaliados, senão param. Isso vale para todos: médicos, jornalistas, advogados, professores. Parou de estudar, para no tempo”, declarou Chalita.

O vereador da capital paulista também destacou a importância de o aluno ser acolhido pela universidade e, neste processo, o professor precisa atuar como principal ferramenta. “Isso poderia reduzir a evasão. Uma das ideias para solucionar o problema de ociosidade nas instituições de ensino superior é a utilização da estrutura para criação de creches nos períodos matutino e noturno. Desta forma, os alunos dos cursos afins teriam oportunidade de trabalhar no local e poderiam ser abertas outras contratações. Hoje existe uma carência de creches no país e os governos não precisariam construir estas estruturas, muitas vezes já existentes nas universidades”, completou, acrescentando que as instituições seriam remuneradas per capita por este trabalho.

Outro ponto destacado foi a necessidade de colaboração das universidades para ampliação do ProUni. “Elas precisam ajudar o próximo presidente a repensar e discutir o programa para que ele possa ter maior abrangência. Hoje, são atendidos 165 mil alunos. No último período de inscrição, em 2005, houve cerca de 800 mil candidatos. Só o Escola da Família, em São Paulo, já beneficiou 50 mil alunos com bolsas de estudos. Mas hoje isso foi reduzido para 10 mil”, lembrou o educador.