A capacitação como foco das tendências para melhorar, cada vez mais, a educação superior no Brasil, foi o tema abordado por Gabriel Chalita durante palestra na 4ª edição do Fórum de Executivos Financeiros para Instituições de Ensino Superior (FinancIES), realizada na última quinta-feira (19/08), no Hotel Quality Suítes Congonhas, em São Paulo.
Ao discorrer sobre o tema, Chalita trouxe uma visão política e empresarial contemporânea sobre o setor. Para ele, a expectativa é de crescimento do ensino superior brasileiro, porque ainda existe um grande percentual para isso; porém, o principal peso será a qualificação.
“Precisamos vencer a barreira da qualidade. Se pegarmos outros países, eles passaram pelo mesmo problema. A Espanha, quando universalizou, caiu muito em educação. No Brasil ainda existe esta carência. Mas alguns Estados começaram a apresentar melhorias nas avaliações. O diferencial é formação de professores. Eles têm que estudar, serem avaliados, senão param. Isso vale para todos: médicos, jornalistas, advogados, professores. Parou de estudar, para no tempo”, declarou Chalita.
O vereador da capital paulista também destacou a importância de o aluno ser acolhido pela universidade e, neste processo, o professor precisa atuar como principal ferramenta. “Isso poderia reduzir a evasão. Uma das ideias para solucionar o problema de ociosidade nas instituições de ensino superior é a utilização da estrutura para criação de creches nos períodos matutino e noturno. Desta forma, os alunos dos cursos afins teriam oportunidade de trabalhar no local e poderiam ser abertas outras contratações. Hoje existe uma carência de creches no país e os governos não precisariam construir estas estruturas, muitas vezes já existentes nas universidades”, completou, acrescentando que as instituições seriam remuneradas per capita por este trabalho.
Outro ponto destacado foi a necessidade de colaboração das universidades para ampliação do ProUni. “Elas precisam ajudar o próximo presidente a repensar e discutir o programa para que ele possa ter maior abrangência. Hoje, são atendidos 165 mil alunos. No último período de inscrição, em 2005, houve cerca de 800 mil candidatos. Só o Escola da Família, em São Paulo, já beneficiou 50 mil alunos com bolsas de estudos. Mas hoje isso foi reduzido para 10 mil”, lembrou o educador.
