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O padrão básico da vida em sociedade é uma trama com múltiplos laços de relacionamento. Nutrir uma sociedade é cuidar das relações. E o alicerce dessa trama, chamada convivência, é o respeito. O respeito é um valor essencial para harmonizar as relações, e a violação desse princípio enfraquece o convívio humano.
Cada vez mais comuns, casos como a tragédia ocorrida entre vizinhos num condomínio em Santana do Parnaíba devem não só ser lamentados, mas, principalmente, servir como alerta. Uma briga de condomínio, uma discussão no trânsito, uma desavença em casa, entre outras situações, não podem desencadear atitudes violentas. O grupo social se enfraquece quando um membro decide resolver (ou interromper) a própria vida desconsiderando a vida das outras pessoas. Não há culpados, não há julgamentos exatos, não há argumentos absolutos. Há violência. Há vítimas. Há tristeza.
Como dizia Mahatma Gandhi, “a lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos”. Isto é, conflitos angustiam a alma humana, desde sempre. Impedir que eles sejam resolvidos com o emprego da violência é a chave.
Esses acontecimentos vêm, não raro, acompanhados de justificativas: falta de tempo, cansaço, estresse. O grande risco é que a incivilidade vire um hábito, e maus hábitos violam os direitos dos outros.
Conviver bem se aprende com a educação. Na família. Na escola. Nos diversos espaços sociais. Há muitas receitas para o convívio humano, mas a educação é a ponte. A educação conduz a comportamentos mais amistosos, pois fortalece o respeito à liberdade alheia.
A educação tem a magia de engendrar pessoas e processos para encontros. Cada encontro é, em semente, uma nova amizade. Em um mundo onde a violência salta aos olhos, contamina as relações e deteriora os sentidos, a amizade é um bem a ser preservado. E o respeito mútuo, uma regra sem exceção.
Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo)
O deputado Gabriel Chalita compareceu, na noite desta segunda-feira (27/5), à cerimônia que oficializou a criação da Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial de São Paulo. Entre as autoridades presentes, estava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, homenageado pela comunidade negra paulistana. Foi ele quem criou a Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, com status de ministério.
“A comunidade negra vem conquistando ótimos resultados na batalha contra o preconceito e a discriminação, mas ainda estamos muito distantes do ideal”, disse Chalita. “O papel da escola é educar de forma essencial, ressaltando a importância de conviver com as diferenças.”
Uma das prioridades da Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial será a Lei Federal 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas, públicas e particulares, nos ensinos fundamental e médio. Durante a cerimônia, foi anunciada a criação do grupo de trabalho Educação das Relações Étnico-Raciais, que atuará na elaboração da proposta de implementação, acompanhamento e monitoramento da norma.
A Lei 10.639/2003 também é debatida na Câmara Federal – pela Comissão de Educação, presidida por Chalita. Na semana passada, o colegiado promoveu uma audiência pública sobre o tema. Em 2005, o deputado, então secretário da Educação do Estado de São Paulo, foi homenageado com o Troféu Raça Negra, concedido, anualmente, pela Sociedade Afro-Brasileira de Desenvolvimento Sociocultural (Afrobras).
Fonte: assessoria de imprensa
27Maio |
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