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O auditório da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, no Estado de São Paulo, ficou lotado para o I Seminário Regional do Observatório da Educação, na manhã desta sexta-feira (14). O evento foi idealizado pelo presidente da Comissão de Educação da Câmara Federal, deputado Gabriel Chalita, e contou com a participação de educadores e de autoridades políticas.
O propósito da iniciativa é divulgar e debater realizações educacionais de sucesso, por todo o país, de modo a fomentar políticas públicas na área. “É importante valorizar as experiências que conseguiram mudar o cenário no qual estão inseridas”, disse o parlamentar, no discurso de abertura. “Então, nosso objetivo é mostrar diretores de escolas e de organizações, assim como secretários municipais e estaduais de Educação que promovam bons projetos, além de fazer com que esses projetos sejam replicados em outras realidades”, explicou. Após a promoção de seminários regionais em todos os Estados brasileiros, a comissão realizará um grande evento nacional, com as iniciativas de destaque.
A primeira experiência compreendida pelo encontro foi apresentada por Marilena Duarte da Cunha, diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Padre Luiz Capra, da própria cidade de São Caetano do Sul. A unidade adota o modelo de escola de tempo integral, com aulas regulares em um período e oficinas de cultura e de arte, além de esportes, no outro. O contraturno também envolve aulas de reforço para aqueles que apresentem dificuldade de aprendizagem. “O estudo é para todos, mas cada um do seu jeito”, afirmou a diretora. O resultado é tão positivo que a escola obteve média 7,3 no Ideb 2011, meta que estava projetada apenas para 2021.
Da cidade de São Paulo, veio a experiência da Escola Municipal de Ensino Fundamental Desembargador Amorim Lima. Segundo a diretora, Ana Elisa Pereira Flaquer de Siqueira, as mães dos alunos foram convidadas a participar ativamente da gestão da unidade. Uma delas, estudiosa da cultura brasileira, ofereceu-se para criar um projeto cultural, o qual ampliou, em duas horas, a jornada. Outra das mães, estatística, consolidou dados acerca das faltas dos professores, problema apontado como o mais grave pela comunidade. “Eu acredito que foi só por conta da comunidade que essa escola mudou, porque ela se mostrou absolutamente forte e segurou todas as questões”, destacou Ana Elisa. A EMEF segue o modelo da Escola da Ponte, de Portugal, na qual todos os alunos e professores compartilham o mesmo espaço e as disciplinas são trabalhadas de forma não convencional.
Na Escola Municipal de Ensino Básico Cassiano de Faria, em São Bernardo do Campo, a preocupação era aplicar a totalidade dos princípios da educação pública – que deve ser laica, gratuita e aberta a todos. Apesar de a escola oferecer merenda, por hábito, os alunos levavam o lanche de casa. Além de gerar competição e conflitos, a alimentação resumia-se a guloseimas, pouco nutritivas e saudáveis. O problema foi então discutido com a comunidade e com os próprios alunos, organizados no chamado Conselho Mirim. Foi dos estudantes a ideia de usar o teatro como forma de conscientização sobre a importância de uma alimentação saudável, encenando peças montadas por eles mesmos. “Este é também um dos princípios da escola pública: a gestão democrática”, lembrou a diretora. “Os alunos puderam protagonizar todo esse processo.”
Entre os presentes no seminário, estavam o prefeito de São Caetano do Sul, Paulo Pinheiro; o secretário de Educação do município, Daniel Belluci Contro; a secretária de Educação de São Bernardo do Campo, Cleusa Rodrigues Repulho; a gerente da área técnica do Movimento Todos pela Educação, Alejandra Meraz Velasco; o coordenador de projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins Faria; o padre Rosalvino Moran Viñayo, presidente da Obra Social Dom Bosco, e as secretárias municipais de São Paulo Luciana Temer (de Assistência e Desenvolvimento Social) e Marianne Pinotti (da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida).
Data: 14/6/2013 | Fonte: assessoria de imprensa
Quem acompanha a história política de nosso país sabe quanto esforço foi feito para que pudéssemos respirar os ares da liberdade. Mulheres e homens foram cruelmente torturados e mortos na ditadura. Pensar contra o regime era um perigo. Agir, então, pior ainda. Época de silêncios inquietos. Vozes sufocadas. Ideias contidas. Vidas interrompidas. “Pai, afasta de mim esse cálice (…)/Quero lançar um grito desumano/Que é uma maneira de ser escutado”; “Que sonha com a volta/Do irmão do Henfil/Com tanta gente que partiu/Num rabo de foguete” – arriscavam artistas, poetas, cidadãos, na ânsia do protestar.
O Brasil vive hoje a mais plena democracia. Cada cidadão tem direito à livre expressão. Partidos políticos, entidades religiosas, grupos organizados da sociedade civil proclamam seus valores e têm a liberdade de criticar os governantes. Isso é bom. É o resultado de uma sociedade que acredita no pluralismo e na participação responsável. E é este o ponto: “participação responsável”.
As cidades vêm assistindo, atônitas, a grupos desorganizados que querem manifestar sua contrariedade com relação a alguns atos de governos. Um exemplo recente é o aumento de passagens do transporte público.
O direito de manifestar é sagrado. A destruição e a violência são lamentáveis. Há aqueles que estão sempre à espreita para ver a manifestação do dia e causar desordem. Isso não é democracia. O governo precisa respeitar o povo. E o povo também tem de respeitar o povo. As cenas das crianças amedrontadas, do policial temendo ser linchado, dos trabalhadores receosos de voltar para casa – nada disso combina com os apaixonados brasileiros que, um dia, sacrificaram-se para que pudéssemos ir e vir, livremente.
Do exílio ditador, compositores e poetas narravam nossa saga, artistas sonhavam com outros tempos. Das ruas de hoje, mulheres e homens gozam a liberdade de fazer ouvir suas vozes, de participar com responsabilidade. É essa valentia atemporal que nos engrandece.
Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo)
14Junho |
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Nesta semana, foi aprovado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados – presidida por Gabriel Chalita – o Projeto de Lei 4.372/2012. De autoria do Poder Executivo, ele trata da criação do Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior (Insaes), entre outros aspectos. O Insaes tem como objetivo analisar as instituições e os cursos de educação superior no sistema federal de ensino, além de certificar entidades beneficentes que atuem na área de educação superior e básica.
Também merece destaque a aprovação de requerimentos que estabelecem seminários do Observatório da Educação em Brasília (DF), em Campinas (SP), no Pará e em Santa Catarina. O primeiro evento desse tipo ocorrerá no dia 14/6, sexta-feira, no município de São Caetano do Sul (SP).
Plenário da Câmara
Ainda nesta semana, o Plenário da Câmara dos Deputados acatou a Medida Provisória 609/2013, que extingue as alíquotas de contribuição do PIS/PASEP e da Cofins para os itens da cesta básica – tanto no que se refere à receita decorrente da venda desses produtos no mercado interno quanto sobre sua importação. A medida também compreende o conteúdo da MP 605/2013, que garante a redução nas contas de luz.
Data: 12/6/2013 | Fonte: assessoria de imprensa
O deputado federal Gabriel Chalita foi eleito nesta quarta-feira (12/6), em Brasília, o 1º vice-presidente da comissão especial destinada a proferir parecer ao Projeto de Lei nº 7.197/2002, do Senado Federal. A propositura, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, refere-se à aplicação de medidas socioeducativas a adolescentes infratores.
Instalada hoje, a comissão deverá dar sequência aos trabalhos na próxima semana, com a realização de debates e de audiências públicas. Após a aprovação, o projeto deverá ser apreciado pelo Plenário da Câmara. Se houver modificações no texto, ele voltará para o Senado.
Data: 12/6/2013 | Fonte: assessoria de imprensa
No próximo sábado, 15/6, estreará na Rede Vida o novo programa de Gabriel Chalita: o Mundo Melhor. Voltado a jovens e a famílias, a atração será apresentada semanalmente, das 13h30 às 14h30. Chalita entrevistará convidados, e a plateia também poderá participar.
O entrevistado desta semana será o Padre Fábio de Melo. Entre outros temas, ele e Chalita falarão da Jornada Mundial da Juventude e do livro “Cartas entre Amigos: sobre o Tempo e a Lucidez”, do qual são autores – e que está em processo de criação.
FICHA TÉCNICA
O quê: programa “Mundo Melhor”
Quando: sábados (com estreia no dia 15/6), das 13h30 às 14h30
Onde: Rede Vida
Data: 12/6/2013 | Fonte: assessoria de imprensa
12Junho |
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