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Chalita ministra palestra para educadores

A cidade de Ferraz de Vasconcelos – SP recebeu nesta sexta-feira (19/02), às 9h, o Fórum de Educação Existencial – Reflexões sobre Ética e Competências. O evento, que contou com a participação do professor e ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita, foi uma iniciativa da Secretaria de Educação do município de Ferraz de Vasconcelos.

O evento, que reuniu educadores e gestores de ensino, debateu temas relacionados à Educação, visando o sucesso escolar e à capacitação dos professores para atuar em sala de aula. Em palestra, Chalita falou sobre o papel do educador em um contexto de crise familiar e escolar. “Ao sermos atenciosos e educados, nós temos o poder de transformar, de dar significado para a vida deste aluno, que por muitas vezes passa por situações familiares que a gente nem consegue imaginar. O educador é essa luz que se acende em meio à escuridão,  é o agente transformador”, afirmou Chalita.

Segundo o vereador, a melhor maneira de ensinar os alunos é por meio da valorização das individualidades e do exercício de se doar para promover aprendizagem. “Não existem dois alunos iguais, não existem duas salas iguais, não existem dois professores iguais; então, nós temos que ter a compreensão de que as pessoas têm tempos diferentes no seu processo de aprendizagem”, declarou Chalita.

O evento contou também com a participação do prefeito de Ferraz, Jorge Abissamra (PSB) e da Secretaria de Educação do município, profa.  Roseli Morilla Baptista dos Santos.

Clique aqui para conferir as fotos do evento.

Tatiana Belinky é eleita imortal pela APL

Nesta quinta-feira, dia (11/02), o vereador e acadêmico da Academia Paulista de Letras, Gabriel Chalita, visitou a mais nova imortal da APL, a escritora Tatiana Belinky. A visita, que contou com a participação dos acadêmicos Francisco Marins e Ruth Rocha, teve o objetivo de anunciar o resultado da eleição da nova integrante.

Para o escritor, Gabriel Chalita, um momento como e ste é muito especial. “É tão bonito ver uma pessoa aos noventa anos falando dos seus planos, projetos e sonhos. Eu acho que isso serve de lição para nós”, declarou Chalita.

A escritora Tatiana Belinky, uma das pioneiras da televisão brasileira, foi eleita, para ocupar a cadeira 25 na Academia Paulista de Letras no lugar de Pedro Salomão Kassab, pai do prefeito Gilberto Kassab. Nascida em S. Petersburgo, Rússia, em 1919, veio a São Paulo, em 1929, com dez anos de idade. Em 1948, começou a fazer teatro para crianças.

Tatiana é tradutora de literatura em geral, do inglês, russo, alemão e francês, com mais de 130 livros publicados, desde 1952, por várias editoras. Além de traduzir clássicos como Tolstoi, Gogol e Tchekhov, criou e adaptou para a TV mais de mil obras literárias, sendo responsável pela primeira adaptação televisiva da obra de Monteiro Lobato, O Sítio do Picapau Amarelo, com cerca de 360 capítulos.

Para conferir o vídeo da entrevista, produzida pelo SPTV 1ª edição, acesse aqui.

Município Ferraz de Vasconcelos recebe Fórum de Educação

O Fórum de Educação Existencial – Reflexões sobre Ética e Competências será realizado no próximo dia 19/02, às 9h, na Escola de Educação Integral e Formação Pedagógica – EDIFORP, no município de Ferraz de Vasconcelos, SP. O Fórum é uma iniciativa da secretaria municipal de Educação e contará com a participação do professor e ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita. Os Fóruns já aconteceram em diversos municípios do Estado de São Paulo.

O evento pretende ser um núcleo de discussões sobre temas relacionados à Educação, visando ao sucesso escolar e à capacitação dos professores para atuar em sala de aula. O encontro tem como objetivo debater a Educação sob as óticas filosófica e existencial, estabelecendo, de forma pragmática, competências que resultem no aprimoramento da qualidade de trabalho para os professores e do aprendizado para os alunos.

Tem, também, como meta, a proposição de diretrizes pedagógicas baseadas na Educação Existencial, orientada para a vida, por meio do desenvolvimento simultâneo das habilidades emocional, social e cognitiva, essenciais para a formação de alunos-cidadãos preparados para se interrelacionarem pautados pela tolerância e pelo respeito. “Por meio do aprimoramento da habilidade cognitiva, o aluno é desafiado a uma nova forma de lidar com o conhecimento. Ao explorar a habilidade social, por outro lado, o educador estimula sua inserção na sociedade. E, ao desenvolver a habilidade emocional, forma-se a base para o aluno desenvolver o autoconhecimento que o capacitará a acreditar no seu próprio aprendizado”, defende Gabriel Chalita, autor dos livros Pedagogia do Amor e Pedagogia da Amizade, entre outros.

A prevenção e orientação sobre as práticas de bullying escolar também serão temas de destaque no Fórum Educacional Existencial. Há estudos que mostram que cerca de 50% dos estudantes brasileiros se envolveram em práticas de bullying, seja como vítima, seja como agressor. Por acreditar na necessidade de conscientização dos casos relacionados a humilhação, desrespeito, discriminação, ofensas e agressões físicas, que, não raro, culminam na morte de crianças e jovens, Gabriel Chalita apresentou, na Câmara Municipal de São Paulo, o Projeto de Lei 069/2009 de Combate ao Bullying, que já foi sancionado pelo prefeito do municipio de São Paulo. O vereador fez ainda a indicação, à prefeitura, da criação do cargo de psicopedagogo nas escolas da rede pública para prestar assistência a alunos,  professores e funcionários, principalmente quando envolvidos em situações de bullying.

Serviço:

Evento: Fórum de Educação Existencial

Horário: às 9h

Local: na Escola de Educação Integral e Formação Pedagógica (EDIFORP)

Rua: Prefeito Takumi Koike, 77 – Ferraz de Vasconcelos

Contato: [email protected]

Educação é tema de evento em Jandira

A cidade de Jandira – SP recebeu nesta segunda-feira (08/02), às 9h, o Fórum de Educação Existencial – Reflexões sobre Ética e Competências. O evento, que contou com a participação do professor e ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita, foi uma iniciativa da Secretaria de Educação do município de Jandira.

O evento, que reuniu educadores e gestores de ensino, debateu temas relacionados à Educação, visando o sucesso escolar e à capacitação dos professores para atuar em sala de aula. Em palestra, Chalita abordou a prevenção e a orientação sobre as práticas de bullying escolar. “Nós, educadores, precisamos tomar muito cuidado com o que falamos, nós temos muito poder nas mãos, temos o poder de transformar e o de traumatizar o aluno”, afirmou o educador e autor dos livros Pedagogia do Amor e Pedagogia da Amizade, entre outros.

Segundo o vereador, a melhor maneira de ensinar os alunos é por meio da valorização das individualidades e do exercício de se doar para promover aprendizagem. “Não existem dois alunos iguais, não existem duas salas iguais, não existem dois professores iguais; então, nós temos que ter a compreensão de que as pessoas têm tempos diferentes no seu processo de aprendizagem”, declarou Chalita.

O evento contou também com a participação do prefeito do município de Jandira, Braz Paschoalin (PSDB), do Secretário de Educação, Augusto César Florestan e o Secretário de Projetos Especiais, Gilberto Oliveira Marques. Para conferir as fotos do evento clique aqui.

A pobreza é produto de escolhas e de políticas humanas

Por Gabriel Chalita (Revista Canção Nova)

Há muito se discute sobre a vontade de Deus e a vontade dos homens. É comum ouvir pessoas confortando outras, dizendo que tudo o que acontece é vontade de Deus. Mas, e as tragédias que nascem da falta de amor ou de cuidado com o outro? Um homem armado se descontrola no trânsito e mata outro motorista. Um ladrão invade uma casa e se assusta, disparando o revólver em duas crianças. Um pai joga seu filho pela janela e se joga depois.

Um país decide entrar guerra com outro país e manda os jovens soldados para a frente da batalha. Um político rouba o dinheiro que deveria ser utilizado para o bem das pessoas. Um outro político desconsidera a existência dos pobres. Um adulto destrói a inocência de uma criança. Deus faz isso tudo?

A vontade de Deus se renova todos os dias na criação e na liberdade dos homens. Não somos robôs programados para fazer isso ou aquilo. Somos livres. E é essa liberdade que nos permite acolher Deus em nossa vida e, ao acolhê-LO, acolher o nosso irmão ou simplesmente optar pela negação do amor. Deus respeita a escolha dos seus filhos.

Na Idade Média, dizia-se que um governante era escolhido por Deus e, portanto, não se questionavam suas atitudes, muitas vezes desprovidas de qualquer compaixão. Reis que matavam, roubavam e não cuidavam de seu povo. A ação era dos reis e não de Deus. A escolha é humana. Com isso, não queremos dizer que Deus abandona o seu povo. Mas que ele respeita a inteligência que é fruto da criação. No Antigo Testamento, o povo pediu a liberdade e Deus abriu mares para que a escravidão fosse coisa do passado e, mesmo assim, adoraram a um bezerro de ouro. Por vontade de Deus? Não. Por decisão humana. Os leprosos eram tratados como a escória da sociedade e também as mulheres e as crianças. Por vontade de Deus? Não. Por vontade dos homens.

Vivemos em um país rico e pobre. Somos uma nação gigante que tem moradores de rua, trabalho infantil, pedofilia e escravidão. E não é essa a vontade de Deus. Seu reino de Amor começa aqui e agora quando todos os Seus filhos forem tratados com dignidade. Sem preconceitos. Sem arrogâncias. O Papa Bento XVI, em sua mais recente Encíclica “Caridade na Verdade”, diz que é essencial cuidarmos da pessoa toda e de todas as pessoas. É esse o desafio que mulheres e homens têm no momento de escolher e no momento de agir.

Sempre que você tiver de decidir, peça a Deus que o abençoe, o ilumine, mas não se esqueça, a escolha é sua. A não ser que você faça como a criança na canção do Padre Zezinho que queria saber o que fazer para ser feliz e a resposta é essa:

Amar como Jesus amou, Sonhar como Jesus sonhou,
pensar como Jesus pensou,viver como Jesus viveu.
Sentir o que Jesus sentia,sorrir como Jesus sorria.
E ao chegar o fim do dia eu sei que eu dormiria muito mais feliz.

Ser Cristão é ser um novo Cristo. Essa é uma escolha humana inspirada na bondade Divina. Se isso de fato acontecesse, corrupção, violência, miséria dariam lugar ao mundo do acolhimento e do amor. É difícil? Vamos dar o primeiro passo…

Chalita ministra palestra em Convenção do CNA

Na última sexta-feira, dia (29/01), o educador e vereador do PSB, Gabriel Chalita, ministrou a palestra: “A educação pautada pelo amor e pela ética: a habilidade de ouvir e respeitar o aprendiz”, na Convenção do CNA/2010.

O evento, que aconteceu no Hotel Renaissance – SP, teve o objetivo de apresentar os novos materiais e ações direcionadas aos alunos. A Convenção reuniu professores de inglês e espanhol, coordenadores pedagógicos e franqueados da rede CNA.

Em palestra, Chalita falou sobre a afetividade na educação. Para o educador, falar sobre afetividade é perceber o que o ser humano pode fazer nas relações com as outras pessoas e como a educação pode ajudar nesse significado. “É demonstrar a compaixão pelo próximo, respeitar a dignidade do outro. A afetividade está diretamente ligada a esse olhar para a dignidade humana e ao ato de enxergar o outro”, declarou Chalita.

Para a professora de inglês, da unidade de Franca do CNA, Lilian Cintra Silva, a palestra foi motivadora. “Foi um momento em que eu consegui fazer uma reflexão de quão grande a vida é, e o quanto é maravilhosa. Quando eu entrar na sala de aula, na segunda-feira, eu entrarei uma pessoa mudada, uma pessoa que não só ensina, mas sim transmite mais amor, mais vida e mais felicidade”, declarou a educadora.

Ação, filha da reflexão

Por Gabriel Chalita (Livro O Mito das Academias)

Em 388 a. C., Platão fundava, nos arredores de Atenas, sua Academia. O local era mais precisamente nos jardins do herói ateniense Academos, daí o nome. Outras denominações de Academia ou Nova Academia podem ser encontradas ainda na antiguidade nas escolas céticas de Arcelisau e Carnéades. A partir do século XV, início da Idade Moderna, do antropocentrismo, do espírito renascentista, Academia passa a designar os diversos tipos de sociedades literárias, filosóficas ou cientistas. A Royal Society of Sciences, de Londres e a Académie des Sciences, de Paris, datam respectivamente dos anos de 1962 e 1966.

Platão queria que, em sua Academia, seus discípulos tivessem contato com o saber e a partir desse mudassem a forma de viver e conviver. O mestre dos ombros largos creditava aos prazeres exacerbados do corpo os males que envolviam a humanidade. Desprezava a incontinência por ser uma ação desprovida de reflexão. Esse era o grande ponto da antiga Academia: a reflexão. Os homens erram muito mais por não pensarem do que por decidirem pelo erro. Sem reflexão, não há ação humana propriamente dita. Há atabalhoamentos, acidentes, irritações desnecessárias, julgamentos preconceituosos, mas não ação humana. Seu conceito de elevação fazia com que os ousados habitantes da caverna, como ele narra na alegoria, saíssem para experimentar a luz.

Os tempos são outros nessa pauliceia desvairada. Aqui também temos a nossa Academia. Centenária Academia. Palco de tantas histórias. Vidas em convivência. Saborosas conversas e dolorosas despedidas. As reflexões são colocadas em temas variados. Olhares diferentes que visam à convivência saudável e o cultivo e proteção de nossa língua. Amamos a palavra e dela somos cúmplices. O nosso ofício é significar ao outro e a nós mesmos o registro do que fomos, somos e arriscamos o que seremos. Escrevemos. Por gosto e profissão. Decidimos lançar mão de pincéis, penas, lápis, canetas, teclas para refletirmos e partilharmos nossas verdades. Erramos, certamente muitas vezes, acertamos outras. Confrontamos nossas opiniões com os nossos pares. Evoluímos. E assim é o entra e sai da caverna. Não sabemos ainda se estamos ou não aprisionados como as personagens platônicas. O mundo dos livros nos abre, ou deveria abrir, as páginas de uma história mais rica de significados. Sem preconceito algum contra aqueles que não tiveram a oportunidade do entranhamento da cultura, pregamos a obrigação de refinamento e elegância pelo que aprendemos com os cultos. Não há homogeneidade nesses espaços das letras. Somos diferentes. Trazemos bagagens diferentes. Alguns mais leves, outros mais pesados. Alguns mais sorridentes, outros mais taciturnos. Aprendemos a respeitar e, na diferença, a amar os nossos confrades. Shakespeare, em Romeu e Julieta, nos empresta essa preciosidade:

Minha bondade é tão ilimitada quanto o mar,
E tão profundo como este é o meu amor.
Quanto mais te dou, mais tenho, pois ambos são infinitos.

O amor entre amantes é Eros. Arrebata e mata outras visões. Cega. Incendeia de luz as frestas das possibilidades. Assim mesmo. Paradoxal. Deliciosamente paradoxal.

Na amizade, também damos e recebemos. A ação do amor ao outro é atávica, portanto necessária à nossa existência.

A natureza nos criou relacionados uns aos outros, a partir da mesma matéria, e para o mesmo objetivo. Por isso, em algum ponto dentro de nós todos existe um amor mútuo pelo próximo. Isso é de Sêneca. Isso é nosso.

Nos espaços sagrados da Academia Paulista de Letras, experimentamos esse amor partilhado. Louvamos as glórias de nossos pares e nos solidarizamos com as dores tão comuns em uma jornada. Temos erros. Certamente os temos. Faz parte dessa humanidade tão rica e tão frágil. Por vezes permitimos que sentimentos menores como a vaidade e a inveja sentem conosco em nosso chá semanal. Por vezes esquecemos de que o outro carece da quentura de nossa prosa e esfriamos por falta de reflexão. Refletir é permitir que o percurso entre a razão e a emoção venha antes da palavra, sim da palavra nossa companheira de ofício. Sem reflexão, agredimos aquele que deveríamos cuidar. Sem reflexão, cultuamos a nós mesmos e as nossas inglórias, porque não há abraço individual.

É de Tolstói este lembrete:

O pensamento é a glorificação da verdade; portanto, os maus pensamentos são aqueles que não foram raciocinados até o fim.

Os escribas egípcios tinham a função de registrar os feitos heróicos dos faraós, além das normas por eles determinadas. Ainda contratos, contabilidades. Aí estava a continuação da identidade de um povo.

Somos os escribas contemporâneos. A nós foi dado o privilégio de registrar esse tempo em que estamos por aqui. Tempo do centenário. Tempo de restaurações. Tempo de encontros menos sólidos do que gostaríamos. Passaremos. E é essa consciência que deveria nos tornar melhores. O que lemos e escrevemos nos faz responsáveis pelo repertório ampliado que tivemos e temos a oportunidade de usufruir. Não consigo compreender o conhecimento fechado no diletantismo de se saber que se sabe. O conhecimento é instrumento para melhorar as pessoas e o mundo. A poesia, o conto, o romance, as filosofias não servem a nada e ao mesmo tempo servem para que a humanidade seja mais sensível. Não passamos imunes pelos textos. A não ser que nos tranquemos na caverna. Se dermos uma pequena oportunidade para as letras elas nos instigarão a sair e a enfrentar a adversidade com mais altivez e galhardia.

A Academia Paulista de Letras cumpre seu ciclo de cultivar pessoas e palavras como queria Platão em seu templo do saber. O nosso jardim cultiva espécies diferentes e aqui os aromas são agradáveis e alimentam nossas intenções. Que sejam as melhores!

Gabriel Chalita recebe Prêmio Destaque Educacional de 2009

A Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil concedeu ao vereador e educador Gabriel Chalita o título de Destaque Educacional de 2009 pela sua relevante contribuição ao desenvolvimento da educação no país. O prêmio será conferido em solenidade, em março de 2010.

Chalita já recebeu várias condecorações como o Prêmio Educação Visconde de Porto Seguro e o Prêmio Fernando de Azevedo – Educador do Ano 2004, conferido pela Academia Brasileira de Educação do Rio de Janeiro. Foi secretário Estadual de Educação no Governo de São Paulo e presidente do CONSED – Conselho Nacional dos Secretários de Educação – por dois mandatos.

Sua gestão como secretário ficou marcada pela defesa das políticas de valorização ao magistério paulista. Implantou importantes projetos como a Escola de Tempo Integral e a Escola da Família – programa de abertura das escolas em finais de semana com atividades culturais, esportivas, de saúde e geração de renda, que reduziu à época a quase 80% o índice de violência escolar.

Eleito em 2008, como vereador mais votado do Brasil, Gabriel Chalita aprovou um projeto que já é lei e que visa ao combate ao bullying, prática de preconceito tão prejudicial aos alunos. Apresentou alguns outros, dentre eles, o selo “Trote Legal”, que identifica as Instituições de Ensino que conseguiram acabar com trotes violentos por meio de acolhimentos mais criativos como trotes ambientais, culturais, solidários entre outros.

Chalita tem percorrido o Brasil e outros países em conferências sobre educação, direito e filosofia. Acredita que a educação será a grande base do desenvolvimento humano e econômico da sociedade.

A harmonia no ambiente escolar

Gabriel Chalita (Revista Educacional)

Cecília Meireles, em sua saborosa poética, assim escreve: “Ensinar é acordar a criatura humana dessa espécie de sonambulismo em que tantos se deixam arrastar. Mostrar-lhes a vida em profundidade. Sem pretensão filosófica ou de salvação – mas por uma contemplação poética, afetuosa e participante.” Quando se lê a educação com esse olhar de Cecília, parece que o dia a dia na relação professor-aluno é encantado. Muitos dirão que essa elevação afetiva só funciona no plano das idéias e que, na prática, se assiste a um aviltante processo de destruição das relações humanas.

A violência nas escolas se materializa em agressões verbais e físicas. É a prática do bullying que destrói as relações e os seres humanos. O professor se sente vítima de um sistema que não o valoriza, portanto não o entende bem, nem o protege. Os alunos parecem prontos para a batalha. Padecem de amor e de limites. A ausência familiar se faz sentir na postura agressiva ou apatia em sala de aula. Além disso, e talvez por isso, tentam disputar poder com os professores que, por sua vez, se deixam levar em um debate desnecessário. Há um axioma essencial na relação entre professor e aluno: autoridade harmonizada pelo afeto. O aluno precisa de limite e precisa compreender o papel do educador. O educador não pode impor sua autoridade, mas deve conquistá-la. Sem brigas nem ameaças. Sem histeria nem parcimônia.
Com o respeito de quem sabe ensinar e aprender e de quem harmoniza as relações. É imprescindível o resgate das relações harmoniosas no universo escolar. Evidentemente, são a experiência e a disposição do professor que farão com que ele toque na alma do seu aluno – sem isso não há educação. Alguns cuidados em nossas atitudes são de extrema importância. O primeiro deles é que professor não brigue com aluno, mesmo que tenha razão. Se isso acontecer, parte da sala torcerá pelo aluno e a outra pelo professor, assim, ele deixa de ser referencial. Um segundo cuidado seria o professor não colocar apelido em aluno. Outra precaução seria a de não comparar um com o outro – é preciso lembrar que não há homogeneidade no processo educativo, mas heterogeneidade. E, por último, o professor não pode se mostrar arrogante nem subserviente.
O meio termo é amoroso. E aí voltamos à Cecília Meireles. A harmonia no ambiente escolar há de ocorrer quando se consegue quebrar a carcaça que envolve alguns alunos, pela falta de algo que deveria ter vindo antes. É esse sonambulismo, essa postura incorreta frente à vida e frente a si mesmo. Trata-se de ajudá-lo a viver essa contemplação poética, ou, em termos aristotélicos, a buscar uma aspiração para a vida. Ou ainda, em Paulo Freire, ajudá-los a desenvolver autonomia para sonhar. Aí sim, o professor mostrará autoridade. Autoridade generosa de quem confia e cobra.
De quem educa pelo exemplo, pelo respeito, pela admiração de seus alunos. E é nesse bom caminho que entra o afeto como instrumento de poder e participação. É do olhar do mestre que saem essas virtudes. O olhar que acolhe e que constrange quando necessário. O olhar que se faz cúmplice nas boas conquistas e que lamenta docemente pelo que se perdeu. O olhar que mantém o silêncio na sala de aula, sem gritos ou lamentações, mas que é capaz de chorar pela emoção de mais um aprendiz que encontrou seu caminho. A harmonia no ambiente escolar não é uma utopia. É talvez uma tarefa complexa que exige o que de melhor podem dar os educadores: competência, coragem e muito, muito amor!

Chalita participa de espetáculo em São Vicente

Na terça-feira dia (19/01), o vereador Gabriel Chalita (PSB) esteve presente no espetáculo “Todo Poder Vem do Voto: São Vicente, a primeira Democracia das três Américas” do grupo Encenação, da Fundação da Vila de São Vicente. O Encenação foi criado há 27 anos pela prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Turismo e Cultura.

Como educador, Chalita, ressaltou a importância de ensinar às pessoas a história da democracia, além de considerar o evento uma grande valorização da cultura Vicentina. “O público vem de outras cidades para assistir à Encenação, que mostra a formação da primeira Câmara e a primeira eleição das Américas. É realmente uma aula ao ar livre”, comentou o vereador.

O evento também contou com a participação do presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP) e do deputado federal do (PSB), Márcio França. Para França, a democracia é um valor que deve sempre ser cultivado. “A encenação desse ano homenageou a Câmara Federal, poder que representa a essência do povo brasileiro em sua maior expressão da liberdade, conquistada pelo voto”, declarou o deputado. Durante todos os dias o evento reuniu personalidades, autoridades e instituições que, de alguma forma, contribuíram para a instalação e manutenção da democracia no Brasil.