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Gabriel Chalita debaterá Lei de Responsabilidade Educacional

Fonte: assessoria de imprensa

Foi instalada nesta semana, em Brasília, uma comissão especial para analisar a criação da Lei de Responsabilidade Educacional. A ideia é fazer com que os gestores públicos sejam responsabilizados pelo cumprimento de metas que visem à melhoria da educação básica pública no País.

Para o deputado federal Gabriel Chalita (PMDB/SP), titular da comissão, o dispositivo poderá fazer com que o Brasil dê, nessa área, o mesmo salto que experimentou na economia.

“A criação da lei levará os gestores públicos a se comprometerem ainda mais com a promoção de uma educação de qualidade”, afirmou o parlamentar. “A falta de sanções, quando metas não são cumpridas, certamente é um dos grandes males enfrentados pela educação no País.”

Ao todo, tramitam na Câmara dos Deputados mais de dez projetos de lei sobre o tema. Essas proposituras serão analisadas pela comissão especial, que terá dez sessões para votá-las. Em seguida, a matéria deverá ser apreciada pelo plenário da Casa e pelo Senado Federal.

Também nesta semana, a Câmara aprovou a Medida Provisória 541/11, que cria o Fundo de Financiamento à Exportação (FFEX). O objetivo é atender, especificamente, as micro, pequenas e médias empresas exportadoras.

Escolas da América Latina e do Caribe têm infraestrutura precária, mostra estudo do BID

A infraestrutura e o acesso a serviços básicos de eletricidade, água, esgoto e telefone são “altamente deficientes” nas escolas da América Latina e do Caribe. Em 40% das escolas públicas e privadas, não há biblioteca, 88% não têm laboratório de ciências, 65% não contam com salas de informática e 35% não oferecem espaço para prática esportiva. Os dados constam do relatório Infraestrutura Escolar e Aprendizagem da Educação Básica Latino-Americana, lançado nesta terça-feira, 18, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O estudo leva em consideração informações sobre 16 países, incluindo o Brasil. Uma das conclusões é que há grande disparidade entre a infraestrutura disponível nas escolas particulares em relação à rede pública e ainda entre as que se localizam nas cidades em comparação às do campo.

A condição dos estabelecimentos de ensino que atendem à quinta parte mais pobre é ainda mais grave. Segundo o relatório, só a metade deles tem acesso à água potável e eletricidade, apenas 4% têm acesso à linha telefônica, mais da metade não têm biblioteca e quase nenhum tem laboratório de ciências, ginásio de esportes ou sala de computação. “Essas deficiências minimizam o potencial da escola em mitigar ou compensar as iniquidades que as crianças trazem de casa, já que muitas dessas carências estão replicadas nos lares dos estudantes”, aponta.

A comparação entre os países mostra que aqueles localizados na América Central apresentam os maiores déficits nos parâmetros medidos, seguidos pelo Paraguai e Equador, na América do Sul. Na outra ponta, estão os países do Conesul (Chile, Argentina e Uruguai), que contam com a melhor infraestrutura física. O Brasil, assim como o México e a Colômbia, ocupa posição intermediária entre as variáveis analisadas. O estudo destaca que, no Brasil, menos de 10% das escolas têm laboratórios de ciências, situação que se repete em El Salvador, na Nicarágua e Costa Rica.

O estudo também relaciona a infraestrutura das escolas com o desempenho dos alunos a partir do Segundo Estudo Regional Comparativo e Explicativo (Serce), espécie de teste que foi aplicado a quase 200 mil alunos de 3 mil escolas da região. A principal conclusão é que aqueles que estudam em unidades mais bem equipadas têm um melhor aprendizado.

Um dos fatores que está mais “consistente e positivamente” relacionado com a pontuação dos alunos no Serce, segundo o relatório, é a presença de áreas de estudo como laboratórios de ciências, biblioteca e sala de computação na estrutura escolar. O relatório estima que haverá uma variação de cerca de 20 pontos na nota de um aluno de uma escola que conte com todos esses recursos em comparação à outra que não tenha nenhum desses insumos.

Fonte: jornal O Estado de S. Paulo (por Amanda Cieglinski)

Escola pública dá exemplo ao mundo

Durante 60 dias por ano, além das férias, os alunos não precisam pisar na sala de aula. Eles ficam em alguma atividade educativa nas proximidades da escola. Pode ser um estágio na empresa, um curso de dança numa companhia profissional ou a participação num laboratório de uma universidade. Por causa de seus resultados, essa escola de ensino médio está dando um exemplo ao mundo (coloquei mais detalhes no www.catracalivre.com.br).

É uma escola pública, chama-se Summit e fica na Califórnia (EUA). A maioria dos seus alunos é escolhida por sorteio, e todos (vamos repetir, todos) entram na faculdade e são disputados pelo mercado do trabalho.

Eles fazem tudo o que uma boa escola pode fazer: tempo integral, professores sempre treinados, boa remuneração (o salário varia a partir do desempenho dos alunos), salas pequenas, recuperação diária aos alunos com dificuldades, etc.

O fascinante é como eles, para estimular os alunos a aprenderem mais e melhor, passaram a administrar toda a cidade e suas redondezas como uma escola.

A Summit acabou de ser apontada uma das dez escolas mais transformadoras dos EUA. Eles até vão muito bem nos testes nacionais, ficam acima de 99% de todas as escolas americanas, incluindo as particulares. Mas o teste é um detalhe, o fundamental é preparar para a vida, gerando gente curiosa, focada e entusiasmada que, no final, é o que importa.

Isso é o que significa dialogar com o futuro. E não a pobreza mental de achar que educação é apenas sala de aula.

Um dos segredos da escola é preparar os alunos mais preparados para serem professores dos alunos com mais dificuldades.

Fonte: Folha de S. Paulo (por Gilberto Dimenstein)

 

“Cada escola deve ter uma meta desafiadora, mas possível”

“Recomendo que as escolas sejam avaliadas com base na evolução do aluno e não apenas nos níveis de proficiência”, diz o economista americano David Figlio. Especialista em políticas de responsabilização de escolas, o pesquisador orientou Estados americanos e outras nações no desenho, implementação e avaliação de políticas educacionais. Figlio fala sobre o tema hoje [17/10/11], em um seminário no Rio realizado pela Fundação Itaú Social.

Como é o programa de responsabilização escolar dos EUA?

O governo exige que todos os Estados testem anualmente as crianças do 3.º ao 8.º ano do ensino fundamental em compreensão de texto e matemática e pelo menos uma vez no ensino médio. Os resultados são apresentados em sua totalidade, mas também para subgrupos raciais ou étnicos, alunos desamparados etc. Os Estados determinam a nota mínima e as escolas devem atingir porcentagem de alunos proficientes em cada subgrupo. As que insistentemente deixam de atingir os objetivos sofrem sanções, que vão do corte de recursos até a ameaça de fechamento.

Quais os caminhos para melhorar o rendimentos dos alunos?

É uma pergunta difícil. Há poucos estudos que oferecem uma prova definitiva. Uma coisa que sabemos é que professores excelentes fazem uma grande diferença, mas não temos tido sucesso em definir formas consistentes de treinar os docentes ou em identificar quem será excelente antes de começar a lecionar. Por outro lado, as escolas conseguem estimular o desempenho dos alunos quando eles são desafiados. Fica claro, então, que há políticas e práticas que podem funcionar. Minha pesquisa atual envolve a observação do que as melhores escolas têm feito e verificar se as que fazem as mesmas coisas em diferentes contextos conseguem resultados diferentes.

No Brasil, as disparidades sociais são muito grandes…

Esse é um problema comum ao Brasil e aos EUA. Nos dois países também há uma forte relação entre os resultados dos alunos e a riqueza do corpo discente. Mas é possível criar um sistema de responsabilização que considere isso. Recomendo que as escolas sejam avaliadas com base na evolução do aluno e não apenas nos níveis de proficiência, que cada colégio tenha um objetivo que seja desafiador e, ao mesmo tempo, possível. A meta não deve ser arbitrária ou confusa. Quais os cuidados na implementação do programa? É importante tomar cuidado porque os sistemas baseados em níveis de proficiência são muito fáceis de manipular e há muitos exemplos de escolas que obtêm boas pontuações de forma artificial.

O Brasil ainda não tem um currículo nacional único. Isso prejudica a avaliação?

Os EUA também não têm. Isso não é necessariamente um problema, mas é claro que um currículo nacional único ajuda a alcançar bons resultados. Recomendo que o Brasil se esforce para evitar, por exemplo, que sejam adotados padrões diferentes de acordo com o Estado, como ocorre nos EUA.

Fonte: jornal O Estado de S. Paulo (por Ocimara Balmant) 

Chalita fala sobre a participação cidadã na gestão pública

Fonte: assessoria de imprensa

O deputado federal Gabriel Chalita (PMDB/SP) palestrou, hoje, 17 de outubro, na abertura do Encontro Regional do Norte de Minas, realizado na Faculdade Santo Agostinho, em Montes Claros (MG).

Ao falar sobre a importância da participação da população nas etapas de planejamento da gestão pública, ressaltou que “para construir um governo cidadão, é preciso respeitar as diferenças e trabalhar no que é bandeira comum”. Segundo ele, para eleger prioridades, faz-se necessário ouvir os outros. “A política nos dá a capacidade de melhorar a vida das pessoas e de acolher aqueles que mais precisam.”

Promovido pela Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão do governo de Minas Gerais, o encontro faz parte da implantação da Terceira Geração do Choque de Gestão – conforme o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI) –, na qual a busca por resultados se transforma em Gestão para a Cidadania. Assim, os cidadãos, antes considerados apenas destinatários das políticas públicas implementadas pelo Estado, passam a ocupar a posição de protagonistas na definição das estratégias governamentais.

Vale apontar que o governo de Minas Gerais promoveu, ao longo da última década, ciclos de reforma e de modernização da gestão pública, conhecidos como Primeira e Segunda Geração do Choque de Gestão. A Gestão para a Cidadania viabiliza-se por meio do Estado em Rede, focado nos pilares de regionalização e de participação.

Estavam presentes ao evento mais de 250 representantes de organizações da sociedade civil, que atuam nas áreas de saúde, de educação, de desenvolvimento social, de segurança pública, de infraestrutura, de desenvolvimento econômico sustentável, de desenvolvimento rural, de tecnologia/inovação e de cidades.

Gabriel Chalita lança ”O pequeno filósofo” em Belo Horizonte

Fonte: assessoria de imprensa

O escritor Gabriel Chalita participa hoje, 17 de outubro, do programa “Sempre um papo”, para o lançamento e o debate de seu novo livro, “O pequeno filósofo”. Gravada no Teatro Ney Soares, do UniBH, às 19h30, a atração é mediada pelo escritor e produtor cultural Afonso Borges, com transmissão por meio do sinal da TV Câmara.

Publicado pela Editora Globo, “O pequeno filósofo” apresenta uma reflexão sobre assuntos complexos, baseando-se no método socrático, isto é, em diálogos nos quais, por meio de perguntas simples, o mestre conduz o aluno a aprender, a pensar por si mesmo e a descobrir seus próprios valores.

A obra é quase toda constituída de diálogos entre dois personagens. Pouco se diz a respeito deles. Ao longo das conversas é que o narrador se revela, timidamente. Toda a história transcorre em clima onírico, sem tempo nem lugar definidos, como se tudo fosse mantido fora de foco para dar destaque ao embate de ideias provocado pelo pequeno filósofo.

O endereço do UniBH é Rua Diamantina, 463, bairro Lagoinha. O “Sempre um papo” – que, em 2011, completa 25 anos – é aberto ao público, com entrada gratuita.

Brinco, logo existo

Gabriel Chalita, que estreou como autor aos 12 anos, aposta na filosofia para as crianças

O pequeno filósofo, de Gabriel Chalita, será lançado hoje no Uni-BH, em Belo Horizonte, dentro da programação do projeto Sempre um papo. Reflexão filosófica sobre assuntos complexos, o livro se torna acessível para jovens leitores porque, entre perguntas simples, um mestre conduz o aluno a aprender, a pensar por si mesmo e a descobrir seus próprios valores.

Chalita apostou no diálogo entre os dois personagens, o narrador e o garoto filósofo. Pouco diz a respeito deles. A história transcorre em clima onírico, sem tempo e lugar definidos, como se tudo fosse mantido fora de foco para destacar o embate de ideias. Complementando a narrativa, as ilustrações de Thaís Linhares aproximam o leitor dos temas em debate.

Autor frequentemente presente nas listas de best-sellers, Chalita lançou cerca de 60 títulos, entre livros infantis, poesia, ensaios, contos e romances. Estreou na literatura aos 12 anos. Aos 15, criou sua primeira coleção, destinada a crianças. No exterior, publicou Os dez mandamentos da ética (com edições na Argentina, Chile e Espanha) e Pedagogia do amor (na Espanha).

Doutor em filosofia do direito e em comunicação e semiótica, o escritor também é deputado federal por São Paulo.

NOITE DE AUTÓGRAFOS

Lançamento do livro O pequeno filósofo, de Gabriel Chalita. Hoje, às 19h30, no Teatro Ney Soares do Uni-BH, Rua Diamantina, 463, Lagoinha. Informações: (31) 3319-9238. Entrada franca.

Fonte: portal UAI (seção Divirta-se)

O Dia do Professor e a força do magistério

Por Gabriel Chalita

Na obra-prima “Os Sertões”, Euclides da Cunha presenteou-nos com uma frase que entrou para a história: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte”. Parafraseando o autor, podemos dizer, com convicção, que também “o educador é, antes de tudo, um forte”. Agente fundamental no processo de formação de gerações, o professor merece, em sua homenagem, a data de hoje. Mas a valorização desse profissional deve ser um exercício diário, que corresponda à complexidade e à nobreza de seu ofício. 

Em muitos aspectos, o magistério assemelha-se à geração da vida, à formação e ao desenvolvimento de novos seres. Como as mães e os pais, os mestres orientam, aconselham, ensinam e regam, todos os dias, dezenas de sementes. Sua função é fazer com que as sementes cresçam, floresçam e deem frutos capazes de alimentar os novos tempos com sua beleza multicor e vibrante.

Os educadores-sonhadores jamais desistem de suas sementes, mesmo que não germinem no tempo certo… Mesmo que pareçam frágeis frente às intempéries… Mesmo que não sejam viçosas e que não exalem o perfume que se espera delas. O espírito de um mestre nunca se deixa abater pelas dificuldades. Ao contrário, esses educadores entendem experiências difíceis como desafios a serem vencidos.

E uma vez superados esses desafios… como é indescritível o resultado de ver transformada uma planta frágil em uma árvore frondosa! É quando se percebe que cada minuto empregado nessa empreitada vale por uma vida e nos dá a certeza de que é imprescindível continuar exercendo esse ofício gratificante e incomparável.

Para isso, há que se cultivar com os alunos uma relação de troca, em que haja o compartilhar e o aprendizado mútuo. Há que se conquistar o aluno pela paixão com que se leciona esta ou aquela disciplina. É preciso conquistá-lo pelos gestos que fazem o dia a dia da sala de aula.

Gestos singelos que demandam dos professores a visão e a clareza de que têm em mãos as crianças e os jovens que darão continuidade ao processo natural de ocupação deste planeta. Cabe aos educadores dedicar-se ao máximo para que essa juventude seja partidária do progresso com responsabilidade, do exercício da cidadania plena, da política fundamentada no trabalho em prol do bem para a coletividade, do altruísmo, do respeito às diferenças de cor, de credo e de classe social, do diálogo franco e aberto em vez da intolerância, da busca de soluções e de alternativas que viabilizem a cultura da paz…

Contribuir para um novo mundo exige, tão-somente, o amor, a paciência e o respeito pelo aprendiz. Significa começar a olhar os alunos diretamente nos olhos. Olhar com ternura, com apoio, com segurança e com credibilidade.

Acreditamos nisso e ressaltamos a necessidade de os educadores terem de enxergar sempre além. Educar é preparar para a vida, e isso exige o empenho, a dedicação e o trabalho ininterruptos da família, da escola e da sociedade. E a escola deve ser o centro de luz que irradia a energia necessária para que essa educação ocorra da melhor forma possível, em todos os níveis e em todas as esferas sociais.

Temos certeza de que os educadores compactuam com esses ideais e lutam diariamente para colocá-los em prática. Muitos enfrentam, bravamente, jornadas cansativas e rotinas estafantes. Muitos abrem mão de seu lazer para preparar aulas mais interessantes e sedutoras. Muitos têm de conciliar seus horários e suas agendas de forma quase hercúlea, deslocando-se por grandes distâncias e enfrentando o trânsito caótico das metrópoles. Muitos dormem tarde e acordam cedo na esperança de que seu trabalho possa propiciar um mundo melhor.

Em razão de tantos fatores, nada mais justo que dedicarmos esta data a milhões de professores brasileiros, fortes na prática de seu ofício, hábeis na condução de seus aprendizes. Também se faz necessário reconhecer o trabalho e a dedicação desses profissionais dia após dia. Afinal, é na relação cotidiana que o educador ajuda a construir, com dignidade, uma sociedade mais justa e cidadã.

Na véspera do Dia do Professor, Chalita participa do programa ”Sem censura”

Fonte: assessoria de imprensa

No dia 14 de outubro, Gabriel Chalita participou do programa “Sem censura”, da TV Brasil. Entrevistado pela jornalista Leda Nagle, ele falou sobre educação e sobre o ofício de professor. “Estes dias me perguntaram o que me imagino fazendo aos 80, 90 anos. Disse: ‘dando aula’”, afirmou. “Ser professor é tão digno, tão nobre… É profissão para a vida toda.”

Chalita abordou, ainda, temas como bullying e Escola de Tempo Integral. Apontou que, mesmo com as diferentes tecnologias disponíveis, “nada substitui a relação humana”. Para ele, não existe quem não possa aprender, e dar aula é ajudar o aluno a ter sonhos e uma nova visão da vida.

Segundo o educador, os professores não possuem o reconhecimento e o salário que merecem. Além disso, as interrupções nas políticas de educação atrapalham o desenvolvimento dessa área no País.

Também escritor, Chalita informou que lançará o livro “O pequeno filósofo” em Belo Horizonte, na próxima segunda, dia 17, às 19h30. O evento acontecerá no Teatro Ney Soares, da UniBH, que fica na Rua Diamantina, 463, bairro Lagoinha.

O “Sem censura” entrevistou, ainda, o compositor e poeta Jorge Salomão, o diretor da série “Equador”, da TV Brasil, André Cerqueira, e a cantora Glória Bomfim.

Assista ao programa completo na TV Chalita: http://www.youtube.com/user/TVChalita?feature=mhee#p/u

Escolhas e renúncias

Um jovem quer, a esta altura do ano, abandonar o curso universitário que ele frequenta. A família, apesar de não gostar muito da ideia, apoia o filho. Os pais acham importante que ele tenha liberdade para escolher um caminho melhor em sua vida.

Por sinal, o argumento que o jovem usou para convencer os pais a aceitar sua decisão foi justamente o de que ele se equivocou na escolha que fez. Se soubesse -me disse ele- teria feito outra escolha, a certa, quando prestou o exame vestibular pela primeira vez. Quando perguntei o que ele mirava ao optar pelo curso, ele respondeu que considerou as chances de ter um futuro confortável do ponto de vista econômico. Não será uma meta muito restrita?

Uma jovem mãe, que tem dois filhos, não suportou ver as crianças chorarem todo santo dia quando ela saía de casa para ir trabalhar. Tomou a decisão de se afastar temporariamente do emprego e da carreira para dedicar-se às crianças em período integral. Agora, quase um ano depois dessa sua escolha, ela afirma não saber se agiu bem, porque os seus filhos vivem lhe perguntando quando é que ela irá voltar ao trabalho.

“Eu me transformei em uma megera em tempo integral”, disse ela. E pensar que ela tomou tal decisão justamente para apaziguar o sofrimento dos filhos.

Um pai, que por circunstâncias tristes precisou assumir sozinho a condução da sua vida com a filha, tem muitas dúvidas a respeito de como dirigir, de agora em diante, as decisões que vai precisar tomar. Ele pode, por exemplo, continuar a viver na cidade em que sempre morou com a mulher e a filha.

Ou pode mudar-se, para que a garota fique mais próxima dos seus avós. Ele tem também a opção de escolher uma escola em que a filha permaneça em tempo integral, em vez de contratar uma auxiliar para ficar em casa com ela -e assim por diante.

Como será o futuro da filha se ele decidir por esse ou por aquele caminho? Em todas as situações mencionadas, as escolhas são o nó da questão. E como temos de fazer escolhas nos tempos em que vivemos! Cotidianamente, temos a obrigação de decidir o que comer, qual trajeto fazer, que roupa usar, a qual filme assistir, qual ligação retornar etc. Essas escolhas são tão cansativas que nos esgotam.

Quando as escolhas que devem ser feitas são tão importantes que podem definir pelo menos por um período o rumo de uma ou mais vidas, aí então é que a coisa pega. Nós gostaríamos de ter alguma garantia ao fazer a escolha, não é? O problema é que não existe essa possibilidade.

Quando fazemos escolhas, temos de abdicar de algumas alternativas -e essas sempre continuam a existir, mesmo que virtualmente. E se o jovem tivesse escolhido outro curso? E se a mãe tivesse continuado a trabalhar? E se o pai decidisse ficar morando no mesmo local?

Certamente as vidas deles seriam diferentes, mas, se a vida seria melhor ou pior, nunca ninguém saberá. Por isso, ao ter de fazer escolhas, talvez o melhor passo seja escolher, primeiramente, os valores, as convicções e os princípios que prezamos para tentar priorizar as alternativas possíveis.

E, depois de feita a escolha, o jeito é comprometer-se com ela, honrá-la. O esforço que tal compromisso exige é, sem dúvida, o pedaço mais árduo da jornada.

Sim, porque, no processo da escolha, o difícil é justamente renunciar às alternativas que não foram contempladas. Sem renúncia não há escolha e, sem escolha, não há liberdade.

Escolher quais caminhos tomaremos em relação à educação e à vida de nossos filhos pode ser, portanto, uma lição de liberdade que damos a eles, e não uma limitação em suas vidas, como muitos têm considerado.