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”Fazer o bem” está sempre na moda

“Meus amigos, nunca digam que há plantas más ou homens maus. O que há são maus cultivadores.” Esse pensamento é do genial escritor francês Victor Hugo, autor consagrado em vida que teve uma extensa obra, que vai do teatro à poesia, da ficção aos ensaios políticos.

Em 1862, Victor Hugo escreveu “Os Miseráveis” – obra que foi adaptada para o teatro. Mais de 60 milhões de pessoas, em 42 países, aplaudiram a história, que, agora, tem nova versão para o cinema.

O filme está em cartaz e obteve oito indicações ao Oscar. Dirigido por Tom Hooper, conta com um elenco impecável. A história se passa durante a Revolução Francesa. Jean Valjean é preso por furtar um pedaço de pão. Passa anos fazendo trabalhos forçados. Quando é solto, depois de perambular pelas ruas, consegue hospedagem na casa de um bondoso monsenhor. No entanto, foge de madrugada, furtando pratarias da casa.  

Preso pela polícia, é levado ao monsenhor, que afirma que as pratarias foram um presente para Jean. Diante da bondade do religioso, Jean Valjean resolve mudar de vida e aí se desenrola a linda história de quem recebeu o bem e quer viver fazendo o bem. O antagonista é o inspetor Javert, que o persegue durante toda a vida. As músicas são majestosas, e a produção, embora não consiga traduzir toda a riqueza de detalhes do livro, é fantástica. 

A trama, atualíssima, retrata a dualidade da vida. Experiências dolorosas de traição, de inveja, de desprezo, de mentira podem endurecer os sentimentos. O que é uma pena. Porque, de fato, há por aí gente de muito valor, que cultiva os bons princípios e que respeita a si mesmo e ao outro. 

Essa é a grande lição da prática do amor. Ontem e hoje. Afinal, “fazer o bem” está sempre na moda. 

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo)

Chalita prestigia Michel Temer em lançamento de livro

O deputado federal Gabriel Chalita esteve presente no lançamento do livro de poesias do vice-presidente da República, Michel Temer, na noite desta quinta-feira (31/1), em São Paulo. Anônima Intimidade traz mais de uma centena de poemas criados por Temer durante voos entre Brasília e São Paulo. Também compareceram ao evento o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto, que escreveu o prefácio da obra, e os secretários municipais Luciana Temer, Marianne Pinotti e Roberto Porto, entre outras autoridades.

O vice-presidente é autor, ainda, dos livros Constituição e Política, Territórios Federais nas Constituições Brasileiras, Seus Direitos na Constituinte e Elementos do Direito Constitucional – este último, já na 20ª edição, com 200 mil exemplares vendidos.

Fonte: assessoria de imprensa | Foto: Caras Online

Grávidos de futuro

A expressão é de Clarice Lispector na genial obra “A hora da estrela”. Macabéa, que sonhava em ser uma estrela, foi atropelada por um requintado Mercedes Benz amarelo e morreu prematuramente. Estava grávida de futuro.

Estavam grávidos de futuro os jovens de Santa Maria. Uma tragédia que comoveu o país e o mundo. Jovens que saíram para brindar a vida e encontraram a morte. Jovens que foram da festa ao luto, inadvertida e precocemente.

Muito se falou e se escreveu sobre o fato. Todos os olhares se voltaram à casa incendiada da Rua dos Andradas, em Santa Maria. Forte emoção com o toque dos celulares incessantes de pais ávidos por falar com seus filhos. Os filhos já não tinham como atender. Mães reconhecendo filhos mortos. Casais que partiram juntos. 

Encontrar os culpados, fazer valer a justiça, é fundamental. Mas é preciso mais. É preciso aprender com os erros de hoje para que eles não se repitam. Boates como a de Santa Maria se multiplicam pelo Brasil. No caso de São Paulo, a grande maioria não tem alvará de funcionamento. São riscos não medidos. Parece que a tragédia só acontece no quintal alheio. E isso não é verdade.

Os jovens são geralmente apontados como inconsequentes. Aristóteles diria “incontinentes”. Nunca acham que vão morrer e, por isso, não tomam as devidas precauções. A prova disso são os altos índices de jovens mortos em acidentes. Mas o Estado não pode ser inconsequente, nem incontinente. É dever do Estado fazer o que é correto. Criar procedimentos adequados de segurança e mecanismos que impeçam os conhecidos “favores” para este ou aquele.

Fazer o que é correto. Esse é o caminho para que os jovens grávidos de futuro tenham direito a vê-lo se realizar. Macabéa morreu, sussurrando o que lhe era mais importante: “Quanto ao futuro.” Nesse momento, tornou-se o centro de todas as atenções. Imaginou-se como uma luz, a luz de uma estrela. 

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo)