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Francisco, um olhar de esperança

Habemus Papam! E o mundo viveu a expectativa de quem seria o sucessor de Bento XVI. Um cardeal argentino, Jorge Mario Bergoglio. Um homem acostumado à simplicidade. Defensor dos indefesos.

Sua aparição com a tradicional roupa branca fez com que o mundo parasse para conhecer quem comandaria a Igreja Católica e, além disso, quem é o homem que terá poder para lutar pela paz, pela fraternidade, pela justiça social.

O papa, antes de abençoar o povo, pede para que o povo ore por ele. Sorri com simplicidade. Brinca com o fato de ser de longe, da América Latina. Transmite serenidade. É consciente da árdua missão que terá pela frente, mas confia em Deus. 

O novo papa escolhe o nome de Francisco. Os analistas e os observadores têm sua opinião sobre a qual Francisco ele se refere. Há muitos santos de nome Francisco. Um deles é Francisco de Assis. “O noivo da dona pobreza”, o jovem que abriu mão de tudo para cuidar dos pobres. O protetor dos animais. O sinônimo da fraternidade, da humildade. O revolucionário que compreendeu o ensinamento de Cristo. Cuidar dos que ninguém cuidava, amar os que ninguém amava. 

Francisco de Assis é um símbolo para os que frequentam a religião e para os que não a frequentam. É um santo que permanece jovem e que continua sendo fonte de inspiração para os que não desistem do amor, mesmo enfrentando a dor.

“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; onde houver ofensa, que eu leve o perdão; onde houver discórdia, que eu leve a união…” Assim começa a oração de Francisco de Assis.

O mundo carece de esperança. “Onde houver desespero, que eu leve a esperança.” Nossos Franciscos, o santo, o papa, têm um olhar de esperança. Que Sua Santidade seja um instrumento de paz. Que ele seja um peregrino do amor.

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo)

Comissão de Educação tem sua primeira reunião deliberativa

O deputado federal Gabriel Chalita presidiu, nesta quarta-feira (13/3), a primeira reunião deliberativa da Comissão de Educação. Durante o encontro, o parlamentar sugeriu a realização de um observatório da educação no âmbito da comissão, de modo a reunir experiências inovadoras de todo o Brasil.

A ideia é que os deputados promovam seminários regionais identificando as melhores práticas pedagógicas de cada Estado e, posteriormente, propiciem uma troca de experiências, para fomentar a elaboração de políticas públicas. 

Chalita também propôs a realização de um seminário internacional, com o objetivo de analisar experiências de países que sejam referência no desenvolvimento da educação. Outro assunto debatido foi a constituição de três subcomissões permanentes: de valorização do magistério, de financiamento da educação e de indicadores de qualidade. Segundo o deputado, esses temas são fundamentais para a educação brasileira dar um salto de qualidade e garantir que crianças e jovens possam, de fato, apreender os conteúdos desejáveis para sua idade.

Outros destaques na Câmara dos Deputados

Na terça-feira, 12/3, Chalita participou da entrega do Prêmio Darcy Ribeiro, que homenageia três pessoas e/ou instituições que tenham contribuído para a promoção da educação brasileira – escolhidos, conjuntamente, pela Comissão de Educação e pela Mesa Diretora da Câmara. Neste ano, foram agraciados o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, representado por Daniel Iliescu, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE); o Todos pela Educação, na figura de Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento, e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que recebeu o prêmio por meio de seu diretor-geral, Rafael Lucchesi. 

Vale apontar, ainda, que, nesta semana, o Projeto de Lei 5.395-A foi aprovado pelos deputados federais. Ele estabelece, entre outros fatores, a licenciatura plena para todos os professores da educação básica. Chalita, um dos parlamentares a apoiar a propositura, afirmou que “investir na formação continuada dos educadores é uma política pública essencial”. E completou: “O professor é a alma da educação”.

Fonte: assessoria de imprensa

A complexidade da educação

A educação é a arte do coração. Essa frase não é nova. Não se sabe quem foi o primeiro a dizê-la. Mas ela está na essência de Sócrates e no fundamento de Dom Bosco. Sócrates instigava os jovens de seu tempo a colocarem para fora o potencial que tinham.

Era como um “parto de ideias”. Dom Bosco, o jovem padre italiano, queria mostrar quanto era importante para os jovens que não apenas fossem amados, mas que se sentissem amados.

O termo “educação” deriva do vocábulo latino educare, que significa criar, nutrir, amamentar, cuidar, ensinar. Porém, a palavra tem relação estreita com a forma verbal latina duco, que quer dizer conduzir. Além disso, “educar” também está ligado a educere, que significa, ao pé da letra, conduzir para fora, isto é, preparar a pessoa para viver no mundo, fora de seu universo individual.

Percebe-se, com isso, que a educação, já na origem da palavra, é algo mais complexo do que pode parecer à primeira vista. Está sempre ligada ao conceito de permitir ao ser humano que ele seja, que realize, que aconteça, que tenha atitude. Em outras palavras, instrumentalizá-lo ou, ainda mais, instigá-lo, para que ele consiga desenvolver suas habilidades. Assim, é preciso que o educador acredite que seu aprendiz tem potencial. Desconsiderar a bagagem que cada pessoa traz é um equívoco de quem não se predispõe a conhecer o universo alheio. Não é possível ajudar alguém a ser condutor sem antes conhecê-lo, sem antes perceber as limitações e as amarras que o impedem de caminhar com os próprios pés.

Se necessário, o aprendiz saberá levantar-se de uma queda, moral ou profissional, individual ou familiar, porque aprendeu a fazê-lo. Foi preparado para que, durante a travessia, não fuja ao sinal do primeiro obstáculo. O educador deve buscar o sonhado meio-termo aristotélico – prevenia o filósofo grego sobre o fato de que, tal como um arqueiro, na vida é possível errar de muitas maneiras, mas acertar o centro é para aqueles que foram educados. Na época, a educação era restrita aos poucos que frequentavam a Ágora ou o Liceu. Hoje, o desafio é atingir todos, sem distinção, como estabelece a Constituição Federal de 1988.

A tarefa afigura-se monumental, complexa. Todos não são alguns. O universo de pessoas é rico e, ao mesmo tempo, penoso de ser trabalhado. Existe, entretanto, uma forma de superar essa dificuldade – agir com a maior simplicidade possível. Nisto reside a sabedoria: tratar coisas complicadas de maneira simples.

E qual é o segredo? É a amizade. Porque a amizade simplifica as coisas, direcionando o relacionamento entre pais e filhos e entre professores e aprendizes para o afeto.

Separar processo educativo de afeto é mais ingênuo do que acreditar no poder do afeto para mudar comportamentos e gerar aprendizagem. É preciso dizer isso, porque há muitos que apregoam ser ingênuo querer acreditar que o professor, com tantos dissabores, haverá de ser afetuoso. Mas, se não o for, não será educador.

Paulo Freire, na obra Pedagogia da autonomia, afirma que “a afetividade não se acha excluída da cognoscibilidade”. Para ele, seriedade docente e alegria são perfeitamente conciliáveis, e o processo de ensinar e aprender não deve ignorar, além da alegria, a boniteza. Assim, cabe a nós, educadores, mesmo com os dissabores da vida, mesmo com os altos e baixos da profissão, construir diariamente uma relação de respeito e amizade no complexo ambiente da sala de aula.

Por Gabriel Chalita (fonte: Revista Profissão Mestre)