Todos têm o direito de aprender

A educação é uma prática libertadora. E o conhecimento, o passaporte para a autonomia. Um país mais justo só é possível com a formação, desde cedo, de indivíduos preparados para a vida e para o exercício da cidadania. E, nesse cenário, o poder público tem papel fundamental.

Participei, nesta semana, como presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, da iniciativa “Liderando Reformas Educacionais: Fortalecendo o Brasil para o Século 21”, na Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Trata-se de uma oportunidade para educadores e autoridades políticas discutirem estratégias que elevem a qualidade da educação no Brasil. O evento é organizado pela Fundação Lemann.

Durante quatro dias, abordaram-se questões como currículo, escola de tempo integral, valorização dos professores, participação da família no processo educacional e relação da escola com a comunidade. Um dos pontos mais debatidos foi o acesso de todas as crianças à educação, a partir de metas e diretrizes viáveis.

Conseguimos, nos últimos anos, abrir as escolas públicas para mais e mais crianças e jovens. Oferecer um ensino de qualidade, no entanto, é um desafio que ainda temos de enfrentar. E a política educacional norte-americana pode nos auxiliar na busca desse objetivo.

Não devemos desistir de nenhuma criança e de nenhum jovem. O problema não é a falta de vontade ou de competência desses cidadãos, mas sim a ausência de oportunidades. Com a escola de tempo integral, métodos pedagógicos apropriados, professores preparados e a participação dos pais no dia a dia dos alunos, revolucionaremos a educação no Brasil. Como disse Paulo Freire, “quando o homem compreende a sua realidade, pode levantar hipóteses sobre o desafio dessa realidade e procurar soluções”. É esse o caminho que nos levará a uma política educacional capaz de formar mulheres e homens conscientes, livres e felizes.

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo)

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