(Site Brasil 247)
Pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, o deputado federal Gabriel Chalita, recém-filiado ao PMDB, concedeu entrevista exclusiva ao Brasil 247. Nela, defendeu a escola de tempo integral na rede pública e disse que irá buscar o apoio tanto do PT como do PSDB. Leia mais:
Brasil 247 – O senhor é candidato à Prefeitura de São Paulo?
Gabriel Chalita – Sou pré-candidato. As candidaturas serão homologadas no ano que vem, mas seria uma honra disputar as eleições e apresentar um projeto para a cidade. Acredito que o maior desafio de um prefeito seja o de melhorar a vida das pessoas, gerando oportunidades.
247 – Quais são suas principais bandeiras?
Chalita – Primeiramente, modernizar São Paulo. Esse processo se inicia com uma educação de qualidade, passando por serviços públicos que resolvam a imensa demanda da população e por projetos que solucionem os nossos maiores problemas – como o do trânsito, o da segurança (em parceria com o Estado), o dos empregos, o das áreas de lazer. A mobilidade urbana é um grande desafio. Em pouco tempo, não teremos mais condições de transitar nesta cidade. É necessário um olhar integrado para o transporte público e para as alternativas, já implantadas em outros países, de melhoria do fluxo de automóveis.
247 – Isso atrairia mais turistas?
Chalita – Claro. São Paulo tem uma vocação turística que precisa ser intensificada. Um dos projetos é o de criar uma Broadway paulistana. São Paulo carece de uma política cultural. A cultura, além de desenvolver a sensibilidade, gera emprego e renda. Revitalizar a região central é outro projeto que vai dar a São Paulo uma nova imagem. Uma cidade com o poder econômico da nossa não pode conviver com uma cracolândia. Precisamos investir no turismo e nos espaços de convivência da nossa população. As pessoas buscam São Paulo sonhando com oportunidades. Vêm para trabalhar, fazer tratamentos de saúde, participar de eventos de negócios, divertir-se, etc. E, aqui, devem ser acolhidas.
247 – É possível implantar escolas de tempo integral em toda a cidade?
Chalita – Essa será uma das principais bandeiras. Basta olhar para os outros países e ver o que a educação foi capaz de gerar, inclusive em termos financeiros. São Paulo, vergonhosamente, deixa mais de 100 mil crianças em filas de espera para as creches, além das que não têm espaço para a pré-escola. A educação de tempo integral vai mudar a história da nossa cidade. Seremos um modelo, para o Brasil, de cuidado e de respeito com as nossas crianças e com os nossos adolescentes.
247 – Acredita que conseguirá romper a polarização entre o PT e o PSDB?
Chalita – Todos os partidos têm direito a candidatura própria. Espero que, nas eleições do próximo ano, tenhamos a oportunidade de discutir projetos para São Paulo. Isso é fundamental. As pessoas querem saber quem possui os melhores projetos e as melhores condições para executá-los. Tenho amigos nos dois partidos e respeito-os, mas estou certo de que apresentaremos as melhores propostas para a nossa cidade.
247 – O deputado Cândido Vaccarezza, líder do governo na Câmara, estava presente à filiação. O PT pode vir a apoiá-lo?
Chalita – Acho difícil o PT não ter candidatura própria em São Paulo. De qualquer forma, há muito tempo até as eleições. Tempo para conversas, para o amadurecimento de ideias e de possibilidades.
247 – Como encara a oposição interna no PMDB, liderada por Paulo Skaf?
Chalita – Não há oposição interna no PMDB. Estamos unidos. O Michel Temer é um grande líder. Tivemos diversas reuniões com ele, com outras lideranças nacionais e com o deputado Baleia Rossi, jovem revelação da política que preside o PMDB no Estado. Vamos unir todos os movimentos internos do partido: os da juventude, das mulheres, dos sindicatos, dos empresários, etc. E buscar atrair pessoas que estejam distantes da política. Esse é o nosso desafio. Atrair novas lideranças. É preciso mostrar que, na política, o pior caminho é o da omissão. Participando, somos capazes de melhorar a política e, consequentemente, a gestão das cidades, dos Estados e do nosso país.
