A Universidade Federal Fluminense (UFF) abriu sindicância nesta segunda-feira (24/8) para apurar denúncia de trote na Faculdade de Direito por parte de uma caloura que informou ter sofrido um trote violento na semana passada.
Segundo ela, estudantes veteranos teriam tentado abuso sexual de colegas novatas em troca da isenção de pagar R$ 250 para a festa de confraternização de alunos novos e antigos. A aluna que fez a denúncia contou que conseguiu se livrar do trote, mas escandalizada com a situação, resolveu denunciar o caso à reitoria.
Pensando em propostas para mudar o atual quadro de recepção aos novos alunos nas universidades, o vereador Gabriel Chalita propôs no Projeto de Resolução 023/2009 a criação do selo “Trote Legal”.
O selo é conferido a instituições de ensino superior que apresentem ações organizadas para recepção de calouros, que estimulem o exercício da ética, da cidadania e a cultura de paz.
O projeto entrará, em breve, na pauta da Comissão de Constituição e Justiça, na Câmara Municipal de São Paulo.
Alguns fatos lamentáveis na recepção aos calouros:
1999: O estudante Edison Tsung Chi Hsueh morreu afogado na piscina da Associação Atlética Oswaldo Cruz, durante trote na Faculdade de Medicina da USP.
2000: Um calouro da Faculdade de Educação Física da UniTau sofreu queimaduras no rosto, orelhas e pescoço após ser pintado com tinta a óleo por um grupo de veteranos.
2002: Um calouro da UniSantos recebeu uma tesourada no abdômen por não permitir que seu cabelo fosse raspado.
2005: Uma aluna de Medicina da Unicamp foi jogada de roupa na piscina, recebeu cuspidas no rosto e foi presa em um galinheiro junto com colegas.
2006: A Universidade Federal de Uberlândia expulsou e suspendeu alunos que obrigaram um calouro a deitar sobre um formigueiro. Apesar de levar mais de 250 picadas, ele só não morreu por não ser alérgico.
