A dimensão da leitura deve ser avaliada em todas as suas capacidades, da pedagogia ao entretenimento. Ler é uma ocupação sedutora, atraente, útil e pragmática. Estas e outras qualidades da leitura como instrumento da educação foram abordadas, num evento em que os educadores baianos se mostraram, como sempre, acolhedores em relação ao tema e em relação ao palestrante, Gabriel Chalita.
O poeta Antonio Olinto, membro da Academia Brasileira de Letras, compôs a mesa ao lado de Gabriel Chalita e das autoridades locais. Olinto é poeta reconhecido pela qualidade de sua obra, já traduzida em vários idiomas, e também pela sua produção como ensaísta. No livro “Literatura e Jornalismo”, aborda a importância da leitura para o exercício da profissão de divulgar fatos e acontecimentos da forma mais adequada. O evento foi voltado para 1.000 educadores da rede estadual e municipal de ensino de Salvador. Foi organizado pela Secretaria de Estado da Educação da Bahia, e reuniu, além dos professores, convidados dos Conselhos Estaduais de Educação e de Cultura da Bahia, de universidades e de instituições que desenvolvem projetos de leitura no Estado. Um dos principais projetos abordados foi o “Tecendo Leituras” da Diretoria de Educação Básica da Bahia, que existe desde 2003 em 800 escolas públicas estaduais. Cada escola constrói o seu projeto de leitura, e a Secretaria de Educação presta apoio e mobiliza recursos, adquirindo material bibliográfico e capacitando professores, sistematizando as atividades e avaliando resultados. Todas as disciplinas do currículo estão envolvidas com o projeto “Tecendo Leituras”. Outro palestrante a se apresentar no IV Fórum Estadual de Leitura é o professor Ezequiel Theodoro, professor da Unicamp e autor de livros como “Leitura: perspectivas interdisciplinares” e “A produção da leitura na escola”. A palestra de Gabriel Chalita teve como tema a leitura na dimensão do poder e do afeto. São dois temas recorrentes nas suas obras, especialmente em dois livros: “O poder” e “Pedagogia do amor”.
