Entrevista com Chalita

O mais jovem secretário de Educação da história do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita, autor de 37 livros (o 38º sai este mês), bate um papo sobre literatura, cinema, cidadania, religião, ética e, claro, fala sobre sua atuação no governo estadual. Nascido em Cachoeira Paulista, há 36 anos, Chalita mantém a incrível média de mais de um livro por ano de vida, nas áreas de Direito, Filosofia, Política, Pedagogia e Biografia.

Entre os títulos de suas obras estão: Educação, a solução está no afeto; O livro dos Amores, Os 10 Mandamentos da Ética, Carta Aberta para Minha Mãe e O livro dos Sonhos. A trajetória, que começou com o incentivo de uma professora aposentada que morava em um asilo, o levou a se envolver desde a adolescência com educação. Sua formação impressiona tanto quanto sua produção cultural: é doutor em Direito e em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, mestre em Ciências Sociais e Direito pela mesma instituição e, além de ser bacharel em Direito, cursou Filosofia. O secretário de Educação do Estado de São Paulo recebeu a AT Revista em seu gabinete, na Capital, para falar sobre seus temas preferidos.

Veja o início da entrevista:

Revista AT – Seu despertar para a educação se deu por meio dos livros e do incentivo de uma professora aposentada. Como foi isso?

Gabriel Chalita – Eu morava ao lado de um asilo, em Cachoeira Paulista, minha cidade natal. Ia muito ao lugar, gostava de contar e ouvir histórias. Lá conheci uma professora aposentada, dona Hermelinda, que me emprestava livros – eu tinha 8 anos, mais ou menos. Eles eram complexos para a minha idade e é claro que eu entendia muito pouco, quase nada, do que estava escrito. Li Entre Quatro Paredes, do Sartre, com 9 anos, e também Clarice Lispector, Thomas More. Mas ela me tranquilizava dizendo que as palavras são mágicas e, quando menos percebemos, elas tomam conta da gente.

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