Qualificação a professores

A coordenadora de Estudos e Normas Pedagógicas (Cenp), Sonia Maria Silva, da Secretaria Estadual de Educação, afirma que o professor precisa aceitar a inclusão e buscar formas de trabalhar as aulas com os alunos deficientes. “Não sentimos qualquer rejeição da rede, mas uma certa dificuldade de lidar com estes alunos”, diz. “A educação inclusiva é uma obrigação do Poder Público previsto no artigo 258 da Constituição Federal e no capítulo 5 da Lei de Diretrizes e Bases (LDB).”

Mas, segundo Sonia, a Secretaria Estadual tem o cuidado de fazer a inclusão de forma gradativa para não atrapalhar a aprendizagem do aluno deficiente. “As diretorias de ensino fazem um levantamento antes de fazer a inclusão.” Ela informou que o Estado tem oferecido capacitação para professores de classe especial e, em todas as capacitações da rede, o tema também é colocado em pauta. “O aluno com deficiência não atrapalha os outros porque o nosso princípio é o da sala com diversidade e heterogênea.”

A inclusão, na avaliação de Sonia, mostra que as crianças não têm preconceito e aceitam muito bem os colegas diferentes. “Também estamos colocando em execução o Plano de Acessibilidade ao Portador de Necessidades Especiais em nossas escolas e distribuindo material pedagógico.”

A técnica de laboratório Miriam Aparecida Bonatto, de 50 anos, disse que a filha Talita, de 16 anos, que tem Síndrome de Down, aprendeu a escrever em escola estadual. “Esta inclusão deu mais segurança a ela”, conta Miriam. “Gosto de pintar, desenhar e estudar”, revela Talita.

A consultora de vendas Sandra Maria Lara, de 48 anos, diz que o filho Felipe José Lara Pinto, de 15 anos, sempre freqüentou o ensino regular. Ele tem Síndrome de Down. “É o primeiro ano que está na classe comum e está adorando porque para ele tudo é normal.”

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