Os professores e gestores da rede estadual de ensino terão bônus máximo de R$ 9.850,00 este ano. O valor foi divulgado pelo Palácio dos Bandeirantes e significa R$ 2.850 a mais que o teto pago no ano passado. O depósito será feito no próximo dia 10 e beneficiará 193.239 servidores. Para marcar o pagamento, o governador paulista, Geraldo Alckmin, participará de cerimônia na manhã do mesmo dia em uma escola da Zona Leste de São Paulo.
O piso deve continuar o mesmo: R$ 1,2 mil para professores e R$ 1,5 mil para diretores, super-visores e coordenadores de ensino. Os valores ainda não foram confirmados oficialmente, mas seguem o mínimo estipulado para 2004. Todos os valores valem para jornada semanal de 40 horas. Nos demais casos, o cálculo é feito proporcionalmente à carga horária de trabalho semanal.
Orçamento
O Governo do estado anunciou orçamento de R$ 780 milhões para pagamento dos bônus neste ano – apesar de o depósito ser feito em 2005, sua referência é o exercício de 2004. O valor é R$ 280 milhões superior ao de 2004, quando o orçamento foi de R$ 526 milhões.
O bônus funciona como um 14º salário para os servidores e é calculado com base em critérios de desempenho e assiduidade na sala de aula. Só têm direito ao benefício aqueles que preencheram um mímino de 200 dias de exercício em 2004, ou seja, trabalharam entre 1º de fevereiro e 30 de novembro no ano passado. Isso significa que os 14 mil recém-contratados por meio de concurso público não receberão o benefício neste ano.
São dois bônus: o de gestão, pago a diretores, supervisores e coordenadores de ensino; e o de mérito, direcionado aos professores. Ambos foram criados em 2000 e têm na assiduidade um dos maiores pesos. Por isso, a Secretaria Estadual de Educação comemora a queda no nível de absenteísmo em toda a rede. Passoud e 18,4%, em 2002, para 10,3% no ano passado.
