Por Gabriel Chalita
“Só existirá democracia no Brasil no dia em que se montar no País a máquina que prepara as democracias. Essa máquina é a da escola pública.” A frase contundente do mestre Anísio Teixeira nos tem servido de norte para uma rede estadual de ensino de excelência. Nesse sentido, a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo lança o Programa Escola da Juventude, para ensino de jovens e adultos.
É uma iniciativa fundamentada na educação de qualidade, na modernização de currículos e de metodologias. Esta é a síntese de mais um empreendimento educacional do governo do Estado de São Paulo. Um programa inovador e criativo, porque propõe caminho novo para que os jovens que estão fora da escola cursem o ensino médio. É um programa flexível o bastante para atrair quem necessita retomar os estudos e elevar a escolaridade, mas não vêem nas outras modalidades de ensino existentes o atendimento de suas expectativas. O Escola da Juventude prevê condução diferente para o processo ensino-aprendizagem, tendo em vista as mudanças das últimas décadas com relação às tecnologias disponíveis. A aprendizagem se dará em ambiente diferenciado, e algumas das tecnologias disponibilizadas são a informática e o uso de recursos audiovisuais como tevê, vídeo e DVD, acesso à internet, captação de sinais de satélite e sistemas de teleconferência e videoconferência. Os multimeios permitem novas abordagens dos conteúdos, atualizando enfoques e ampliando recursos pedagógicos. Materiais impressos, produzidos por especialistas, serão facilitadores da aprendizagem. E, para que os estudantes usem recursos de informática, serão desenvolvidas com eles atividades que ofereçam noções de sistema operacional, editor de texto e internet. Assim, o Escola da Juventude visará à inclusão digital e ao desenvolvimento de competências voltadas, também, para o trabalho. A escola será o espaço para receber, produzir, trocar e expressar informações científicas, culturais e artísticas. Inserido no Programa Escola da Família, o Escola da Juventude funcionará nos fins de semana, com essas características especiais, procurando resgatar, nos jovens, o que neles deveria ser natural: possibilidade de crescimento, de desenhar projetos de vida, de avançar na construção da autonomia. Essa é a grande meta do governo Geraldo Alckmin para uma educação de qualidade – fazer com que os alunos compreendam relações que se tecem entre as coisas e vejam que, pelo estudo, é possível não apenas entender a realidade em que estão inseridos, como também nela interferir. Além de ser gratuito, inclusive todo o material, os alunos que estiverem nos critérios estabelecidos pela Ação Jovem da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social receberão uma ajuda de R$ 60 por mês. O projeto-piloto do Escola da Juventude vai atender, inicialmente, cerca de 30 mil jovens na faixa etária entre 18 e 29 anos, preferencialmente, e se firmará na articulação da estrutura física, material e pedagógica das unidades escolares, na formação de profissionais que atuarão no projeto nos fins de semana, assim como no acompanhamento e avaliação permanentes do processo educativo na sala de aula, na sala de informática e nos espaços alternativos. Mais do que uma experiência curricular, o programa simboliza a escola cidadã, democrática, plural, alegre e moderna. Escola capaz de inserir o jovem no espaço em que ele deva ser protagonista. O Escola da Juventude – assim como os outros programas da Secretaria de Estado da Educação nesta gestão – contará com a liderança de seus gestores e com a participação da sociedade para ser bem-sucedido. Dessa forma, cumprirá seu maior objetivo: incluir os jovens no mundo da cultura, das artes, da ciência, das tecnologias do trabalho. Que tenhamos, nesse caminho, a medida exata de idealismo e de capacidade de realização. Que saibamos, enfim, contribuir para que o Brasil tenha a democracia tão sonhada por Anísio Teixeira e por todos os grandes sonhadores que viveram e lutaram por um país mais justo.
