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Dom Bosco, pai e mestre da juventude

Em agosto, celebra-se o aniversário de Dom Bosco, fundador dos salesianos e um dos maiores educadores de todos os tempos. 

Desde cedo, João Bosco alimentava o sonho de ser padre para cuidar daqueles que mais precisavam, daqueles que ninguém se dispunha a cuidar.

“Quando crescer, quero ser sacerdote para tomar conta dos meninos. Os meninos são bons; se há meninos maus, é porque não há quem cuide deles.”

Seu conceito de cuidar fez com que ele desenvolvesse um sistema preventivo que considerasse um tripé educacional, para que as crianças tivessem um desenvolvimento saudável. Esse tripé é formado por coração, razão e religião. 

O coração é a certeza de que os alunos precisam se sentir amados para que confiem nos educadores e desenvolvam seu potencial. A razão é a transformação do potencial em ato –  todo aluno tem inteligência para aprender; faltam, infelizmente, condições necessárias para tanto. E a religião é o que nos liga com a fonte da vida, com a razão e com o coração da nossa existência; é o que alimenta nosso compromisso com o outro. Afinal, somos todos irmãos. 

João Bosco enfrentou muitas críticas por sua opção pelos abandonados de afetos, pelos que não tinham condições de sonhar com o futuro.

Ele sonhou e fez. A obra está aí. Os salesianos andam pelo mundo ciosos da responsabilidade de manter viva a chama de seu fundador: educar com alegria e com competência.

Voltemos ao conceito extraordinário de Dom Bosco: “Os meninos são bons; se há meninos maus, é porque não há quem cuide deles”.

Muitas cenas de ódio, de violência, de criminalidade seriam evitadas se cuidássemos para que nenhuma criança fosse deixada de lado. Afinal, a educação é a mais importante política pública, porque, quando funciona, alicerça e melhora as demais. E prevenir é bem mais eficaz do que remediar.

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo)  | Data: 30/8/2013

A generosidade em cena

Miriam Mehler celebra seus 55 anos de carreira com um espetáculo que une emoção e aprendizado. É a história de Oscar e da senhora Rosa. Ele, um menino de dez anos que passa seus últimos dias de vida em um hospital. Ela, uma voluntária que convence o menino de que é possível, em 12 dias, viver a intensidade de uma vida inteira.

Depois dos conselhos da senhora Rosa, o menino começa a escrever cartas a Deus, que se torna seu amigo próximo. Miriam interpreta o menino, a senhora e outros personagens. O espetáculo é leve. A direção impecável de Tadeu Aguiar leva os espectadores a viverem essa trama que fala da vida, dos medos, das despedidas, da coragem. Tudo isso, sem exageros. Mesclando momentos de risos e de lágrimas. 

O espetáculo pode ser visto no Sesc Pinheiros, em São Paulo, às sextas e aos sábados.

Ir ao teatro já é um grande programa. Prestigiar o artista brasileiro. Ampliar o repertório. Ver e reviver histórias. Permitir que a sensibilidade cumpra seu papel. E ainda aprender. 

Essa peça nos leva a refletir sobre a importância do trabalho voluntário. Em um mundo onde, estranhamente, as pessoas só fazem o que traz alguma vantagem, é educativo lembrar que a felicidade se encontra no servir, no cuidar, no ser útil a alguém. Quando fazemos o bem sem querer nada em troca, nossa vida ganha outro significado. Nossos problemas ficam menores, e nossa convivência, mais rica.

A generosidade em cena, nos palcos ou na vida, é um ingrediente que traz mais sabor ao cotidiano. Há voluntários que se vestem de palhaços para fazer crianças sorrirem em hospitais. Há outros que, em asilos, exercem o delicioso ofício de ouvir as tantas histórias de quem ali vive. Há aqueles que saem de suas casas para cuidar dos que moram nas ruas.  É um exército do bem que não perde tempo com superficialidades. Ao contrário, são pessoas que fazem do tempo uma rica experiência de amor. 

Oscar e a senhora Rosa são um incentivo a mais para a emoção e para a boa ação. 

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo)  | Data: 23/8/2013

Comissão presidida por Chalita aprova projetos de lei

Esta semana, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, presidida por Gabriel Chalita, aprovou os seguintes projetos de lei: 

PL 4.306/2012: de autoria da Comissão de Legislação Participativa, o Projeto de Lei 4.306/2012 visa adequar a Lei 8.069, de 13 de julho de 1990 – que trata do Estatuto da Criança e do Adolescente –, às disposições da Emenda Constitucional 59, de 11 de novembro de 2009, que determina como obrigatória a educação básica dos 4 aos 17 anos, entre outros dispositivos.

PL 6.514/2009: este projeto estabelece que os profissionais do magistério tenham direito de acesso a cursos superiores de pedagogia e licenciatura por meio de processo seletivo diferenciado. A propositura destina-se aos professores concursados da rede pública municipal, estadual e federal que tenham pelo menos três anos de exercício da profissão e que não sejam portadores de diploma de graduação. Terão prioridade de ingresso os professores que optarem por cursos de licenciatura em matemática, física, química, biologia e língua portuguesa.

PL 232/11: o Projeto de Lei 232/11 altera o Estatuto da Criança e do Adolescente para tornar obrigatório o teste vocacional na escolarização e na profissionalização do menor em regime de semiliberdade.

PL 1.169/11: os programas de Residência Multiprofissional em Saúde e de Residência em Área Profissional da Saúde, ofertados na pós-graduação lato sensu por instituições credenciadas, emitirão certificados de especialista aos profissionais residentes dessas categorias. Os certificados terão fins legais no sistema oficial de ensino e nos respectivos conselhos profissionais, bem como nas provas de títulos dos concursos públicos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

PL 3.866/2012: este projeto de lei proíbe que as instituições educacionais cobrem taxas de emissão e de registro de diplomas, bem como de outros documentos acadêmicos e escolares comprobatórios. Com a propositura, o custo da emissão de documentação acadêmica ou escolar, além do primeiro registro legalmente necessário, deverá estar incluso no valor das anuidades ou das semestralidades. São considerados documentos dessa natureza diplomas, certificados, históricos escolares, certidões e declarações acadêmicas escolares em geral.

PL 2.993/11: este projeto de lei altera a Lei 9.615, de 24 de março de 1998, que “institui normas gerais sobre desportos”. Ele assegura abono remunerado de faltas a empregados de empresas estatais durante o período em que estiverem convocados para integrar alguma delegação desportiva. 

PL 4.601/12: também foi aprovado o Projeto de Lei 4.601/12, que torna obrigatória a disponibilização de exemplares da Constituição Federal nas bibliotecas escolares.

Observatório da Educação

Além das votações durante a reunião deliberativa, a Comissão de Educação realiza, nesta semana, Seminários Regionais do Observatório da Educação em Brasília (DF) e em Belém (PA).

Plenário

Os deputados federais aprovaram medida provisória que dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreiras e Cargos de Magistério Federal. O documento também autoriza que as fundações de apoio à pesquisa celebrem contratos e convênios com entidades privadas para, assim, auxiliar instituições federais de ensino superior – e outras instituições científicas e tecnológicas – em projetos de ensino, de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico.

Fonte: assessoria de imprensa | Data: 22/8/2013 Foto: Carlos Terrana

 

A arte de trabalhar com alegria

Trabalhar é sentir-se útil. É ajudar alguém. É melhorar o mundo. E isso é possível em qualquer profissão.

Certa vez, observei, no Mercado Municipal de São Paulo, a alegria de uma mulher que fazia pastéis. Ela tinha consciência de que muitos que ali iam saciavam seu desejo com os quitutes que ela preparava. Ouvi de um motorista de táxi que ele nunca escolheria outra profissão e que, dirigindo, conhecia pessoas e, vez ou outra, conseguia roubar o sorriso de alguém que entrava chateado. Um vendedor de automóveis me contou algumas histórias de realização de sonhos na concessionária em que ele trabalhava. Era bonito demais ver um casal realizando o sonho de ter um carro, o pai comprando um automóvel para o filho, escolhendo, em conjunto, o modelo.

Já ouvi lindas histórias de médicos, de enfermeiros. De pessoas que trabalham para amenizar a dor e o sofrimento alheios.

Convivo com padres e pastores que, ciosos da missão de anunciar o Amor, agradecem a Deus a vocação que professam. 

Professores que trabalham com alegria fazem toda a diferença na vida de seus alunos. Agentes de viagem, cabeleireiros, poetas, músicos, artistas. Mulheres e homens que trabalham em casas de família e que respeitam e são respeitados. 

Como é bom saber que a profissão abraçada pode ser exercida com alegria.

Há, infelizmente, aqueles que optam pela perversidade e aproveitam o poder que têm para fazer mal a alguém. São trabalhadores amargurados, incapazes de conviver com a alegria e com o sucesso alheios. Tristes derrotados da vida. 

Ninguém é feliz destruindo o outro. Quem dá dignidade a uma profissão é quem a exerce com dignidade. O jogador é tão importante quanto o gandula ou o juiz. O diretor da empresa é tão necessário quanto o funcionário da faxina. Arquitetos, engenheiros e pedreiros fazem a obra acontecer.

Que obra boa é poder trabalhar e trabalhar sem prejudicar ninguém. Com alegria.

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo)  | Data: 16/8/2013

Chalita participa de evento da Frente Parlamentar da Educação

O presidente da Comissão de Educação, deputado federal Gabriel Chalita, participou nesta quarta-feira (15/8) de um café da manhã da Frente Parlamentar da Educação, com a presença do ministro Aloizio Mercadante. O objetivo do encontro foi apresentar o material que traz um resumo das iniciativas e das audiências públicas realizadas pelo grupo até o momento. Na ocasião, Chalita ressaltou a importância da educação para que o País consiga se desenvolver ainda mais. “O Brasil vem avançando sob o ponto de vista econômico, da inclusão, da diminuição da pobreza, e o grande salto que todos nós queremos é o salto do conhecimento, é o salto da educação”, afirmou. “Isso não é simples, porque depende de vários fatores, mas é a consciência da complexidade do tema, da união da sociedade em torno da educação.”

Comissão de Educação

Nesta semana, os deputados da comissão aprovaram o envio, ao Ministério da Educação, de uma indicação para criar a Universidade Federal do Sul Maranhense e a Universidade Federal do Noroeste da Bahia, com sede no município de Irecê, além de instituir o Campus Universitário de São Miguel do Oeste da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Os parlamentares aprovaram, também, o relatório de Chalita acerca de um projeto de educação ambiental. A propositura defende a segregação dos resíduos sólidos recicláveis produzidos nas escolas de ensino fundamental e médio, para que seja possível a coleta seletiva e a reciclagem desse material, bem como a sensibilização da comunidade escolar sobre a importância da não geração, da redução, da reutilização e da reciclagem de resíduos sólidos. Aprovou-se, ainda, um requerimento para a realização do Seminário Regional do Observatório da Educação no Tocantins.

Outro destaque foi a aprovação do envio de emendas referentes à Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2014. Dentre as prioridades, estão a reestruturação e a expansão das universidades federais e da rede federal de educação profissional e tecnológica; o fomento à infraestrutura da educação básica, com a construção, a ampliação, a reforma e a adequação de espaços escolares, além da aquisição de equipamentos e de mobiliário; a capacitação de recursos humanos na educação profissional e o apoio à alfabetização e à educação de jovens e adultos. 

Plenário

Ainda nesta semana, a Câmara dos Deputados concluiu a votação do projeto que direciona recursos dos royalties do petróleo a duas áreas de extrema importância para o País: educação (o equivalente a 75% da exploração fora da camada do pré-sal) e saúde (os 25% restantes). Os recursos serão utilizados para que se cumpram as metas propostas no Plano Nacional de Educação – que tramita no Senado Federal –, em especial a que direciona 10% do PIB brasileiro ao setor. O projeto segue para sanção presidencial.

Fonte: assessoria de imprensa | Data: 15/8/2013

Comissão de Educação da Câmara aprova PLs e requerimentos

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, presidida por Gabriel Chalita, aprovou, nesta semana, três projetos de lei e alguns requerimentos.

Durante sua reunião deliberativa, autorizou-se a transferência de pessoal, de cursos, de bens móveis e de acervos das instituições federais de ensino de Petrolina para a Fundação Universidade Federal do São Francisco. Também foi aprovado o envio de indicação para que o Ministério da Educação crie a Escola Técnica Federal de Igarapava, no Estado de São Paulo, e a Escola Técnica Federal do Petróleo e do Gás Natural, no município de Cabo Frio (RJ).

Os membros da comissão decidiram pela realização de uma audiência pública para debater o Projeto de Lei Complementar 15/2011, que estabelece normas de responsabilidade na gestão pública da educação brasileira, envolvendo a cooperação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios. Serão convidados, para o encontro, representantes da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase); do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed); da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Também vão ser ouvidos os professores Alejandro Morduchowicz, Fernando Luiz Abrúcio e Carlos Roberto Jamil Cury. Por se tratar de matéria de natureza constitucional, participarão, como palestrantes da audiência, ministros do Supremo Tribunal Federal.

Outro destaque foi a aprovação de um requerimento de audiência pública em homenagem a Paulo Freire – patrono da educação brasileira –, pelos 50 anos de seu trabalho pioneiro de alfabetização de jovens e adultos.

Fonte: assessoria de imprensa | Data: 9/8/2013

Simpósio em Brusque tem palestra de Gabriel Chalita

Nesta sexta-feira, 2/8, Gabriel Chalita conduziu uma palestra no III Simpósio da Educação da Comunidade Bethânia, em Brusque (SC). Com o tema “Educação: construindo relações de essência e convivência”, o professor e escritor falou para uma plateia de cerca de 1.100 profissionais das redes pública e privada de ensino.

Chalita abordou a importância de uma educação que prepare para a vida e para a convivência, destacando o papel dos educadores no processo de formação de crianças e jovens. “Nossa convivência gera uma essência afetiva”, afirmou.

O objetivo do simpósio é criar um espaço de diálogo que tenha, como foco, a educação para o desenvolvimento dos indivíduos. O evento reuniu especialistas educacionais de diversas regiões do país e teve sua renda revertida para a manutenção dos projetos da Comunidade Bethânia – que recebe jovens dependentes de drogas, de modo a oferecer-lhes acolhimento e oportunidades.

Fonte: assessoria de imprensa | Data: 2/8/2013

 

Bibi Ferreira, a dama do encantamento

No último domingo, fui ao Teatro Frei Caneca assistir ao espetáculo em que Bibi revive uma das mais extraordinárias cantoras de todos os tempos, Edith Piaf. Bibi faz Piaf há 30 anos. Já vi o mesmo espetáculo dezenas de vezes. E confesso: quero ver outras mais.

Ela entra em cena e é aplaudida de pé. E começa a cantar. E canta puxando para si a atenção total da plateia, que lota o teatro. Ela conta uma ou outra passagem da vida de Piaf. E o faz com um gracejo especial. É aplaudida de pé mais duas vezes durante a peça. Fato raríssimo na história do teatro.

Ao final, é ovacionada por uma plateia que, de pé, grita e aplaude. 

Bibi é a dama do encantamento. Em sua trajetória, deu vida a muitas personagens. Começou cedo. Foi conquistando seu lugar no palco e na história. Emociona sabendo controlar as próprias emoções. Tem medo de avião e de dentista, conta sem cerimônia, quase dramatizando. Em compensação, de gente, não tem medo nenhum. Ao contrário. Entrega-se no palco. Com a voz, com os gestos, com a interpretação perfeita de uma mulher que, aos 91 anos de idade, mostra-se jovem, vigorosa, porque ama a vida e ama o ofício de fazer da arte sua razão de viver.

Ao final, Bibi presenteia o público cantando algumas músicas do próximo espetáculo, em que viverá Frank Sinatra.

Na saída do teatro, conversei com um casal. A mulher me confidenciou, ao lado do marido, que a primeira vez que ele disse “Eu te amo” foi há 20 anos, durante a interpretação de La Vie en Rose.  Depois disso, casaram-se e tiveram três filhos. “Tudo por causa da Bibi”, completou o marido, sorrindo.

A arte tem esse poder, o poder de despertar sensibilidade e de gerar vida. Para quem ainda não viu e mesmo para quem já viu o espetáculo, Bibi fica em cartaz, no Teatro Frei Caneca, até 1º de setembro. Imperdível.

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo)  | Data: 2/8/2013

Chalita conduz palestra em encontro de educadores

Gabriel Chalita apresentou, nesta quinta-feira (1º/8), a palestra “Educação: construindo relações de essência e convivência”, em Bragança Paulista (SP). O evento faz parte do XX Encontro Intermunicipal de Educadores. 

Durante a apresentação, Chalita falou sobre a importância da educação na formação integral do indivíduo e teceu reflexões acerca de questões abordadas, recentemente, pelo papa Francisco, como da chamada “globalização da indiferença” (leia, aqui, um artigo do professor e escritor sobre o tema). “A escola é o espaço em que se constrói a relação entre essência e convivência”, ressaltou Chalita, ao afirmar que o processo educacional deve preparar para diferentes momentos da vida. “Um professor pode ser inesquecível na convivência com os alunos.”

Sobre o XX Encontro Intermunicipal de Educadores

Promovido pela Secretaria de Educação de Bragança Paulista, o encontro teve início na segunda-feira (29/7) e se encerra amanhã (2/8). Com um público estimado em 1.200 pessoas – entre profissionais das redes pública (municipal e estadual) e particular de ensino, estudantes e outros interessados –, ele envolve 23 cidades. Segundo a secretária de Educação, professora Huguette, eventos como esse “são uma oportunidade de respirar educação e absorver conhecimento”.

Fonte: assessoria de imprensa | Data: 1º/8/2013

 

A janela pela qual o futuro entra no mundo

Jovens de todo o mundo circulam pelo Rio de Janeiro. Trazem na bagagem sonhos e angústias. Falam línguas distintas. Pertencem a grupos diversos. São motivados por diferentes formações e informações. E representam um pouco do muito que o Papa Francisco tem proclamado ao povo, por todo canto: “A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo”.

Essa frase, dita no primeiro pronunciamento de Francisco em solo brasileiro, reflete sua certeza de que a Igreja pode ser um importante canal para a união das forças vivas dos governos e da sociedade em prol do jovem. Do jovem que precisa de formação, de emprego, de chances para que seja protagonista de sua história. Do jovem que precisa de um tema para viver, lembrando o príncipe dos poetas, Paulo Bomfim.

Ainda no avião, o Papa falou de sua preocupação com uma geração de jovens desempregados que têm os talentos desperdiçados por falta de oportunidades para manifestá-los.

Andar nestes dias da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), pelas ruas do Rio de Janeiro, é sentir a beleza e o entusiasmo vivo desses jovens. Há, por todo canto, rodas de moças e moços cantando, rezando, sorrindo, namorando. Uma juventude que tem a consciência de que a violência, as drogas, os exageros acabam por fechar essa janela de futuro a que são vocacionados. Quantas vidas desperdiçadas em acidentes que interrompem o caminho! Uma arma de fogo, um racha, um acidente provocado por embriaguez, uma seringa com substâncias tóxicas. Tudo que vai contra a vida e contra a liberdade é rechaçado por essa geração que “bota fé” no futuro.

Que a JMJ persista, despertando responsabilidade para que cuidemos da janela de garantia do futuro. E para que cuidemos desses jovens plenos de possibilidades, mas carentes de formação.

É a atualidade do que escreveu São Paulo a Timóteo, jovem cheio de coragem que anunciava o amor de Deus: “Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te modelo para os fiéis”. Esse é o sonho do Papa. É o nosso sonho.

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo)  | Data: 26/7/2013