Há uma canção de Beto Guedes que fala da chegada do mês de setembro que traz, consigo, a primavera. Fala de perdão. Fala das canções, das vozes que as entoavam e dos seus sonhos. Há aqueles que se perderam no caminho. E choraram. Mas o “sol de primavera” anuncia novos tempos. É que, às vezes, permanecemos com os mesmos erros. “A lição sabemos de cor/Só nos resta aprender”.
Com as estações, mudam algumas características de tempo e temperatura. Mas não é disso que trata a canção. É nela que nos inspiramos para sugerir que os comportamentos evoluam. Quanto desperdício em permanecer nos erros que sufocam. Há colecionadores de malfeitos. Os próprios e os alheios. E não há estação que resolva os problemas dos que estacionam. Dos que não progridem. Dos que não aproveitam “o sol de primavera” para derreter as friezas que os adoeceram. Ódios acumulados, ausência de perdão, estranhamentos por acidentes corriqueiros. Uma vida com esses dissabores perde o sabor.
Essas lições nós sabemos, porque observamos quanto de dor a história registra de histórias que poderiam ter tido outros enlaces. Lamentamos o próximo que não se aproxima de quem ama. Entristecemo-nos por aqueles que, envoltos em agressividade, entristecem. Marcas que ficam se delas não cuidarmos.
Mas passam as estações. Passa a vida. E talvez mais rapidamente do que gostaríamos. O tempo dos desperdícios cobra seu preço. Na primavera, que chega na próxima semana, ou em qualquer estação, afeiçoemo-nos ao melhor da vida. Não percamos tempo. Abramos, como quer o compositor, “as janelas do nosso peito” e vivamos. Com o sol que nos aquece ou com a chuva que aguardamos tanto para nos alimentar do necessário e para limpar o que chegou a hora de esquecer.
Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 19/09/2014

Gabriel Chalita participou da XIV Semana Jurídica da Unip, de Santos, com a palestra “A ética na construção do conhecimento”, dirigida a alunos e docentes do curso de Direito da universidade. Para fundamentar essa temática, recorrente na filosofia e relevante no cotidiano, Chalita, desde o início da palestra, explicou o conceito de ética a partir da semântica de três palavras: verdade, dignidade e generosidade.
A Associação Catarinense do Ministério Público (ACMP), com apoio da Procuradoria-Geral de Justiça do Estado, realiza bianualmente o Encontro do Ministério Público de Santa Catarina, evento que, este ano, contou com a participação de Gabriel Chalita. Com a temática “A educação como efetivação do super princípio da dignidade da pessoa humana”, a palestra do professor Chalita contribuiu para promover o diálogo entre os promotores de justiça de Santa Catarina e a realidade vivenciada pelo setor educacional.
Com a presença do presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, do governador Geraldo Alckmin, do deputado federal Gabriel Chalita, que representou a Câmara dos Deputados, de diversas autoridades, renomados juristas e integrantes da sociedade civil, o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador José Renato Nalini, deu posse aos integrantes do Conselho Consultivo Interinstitucional (CCI) da Corte, em solenidade que aconteceu no Palácio da Justiça.
Gabriel Chalita participou do 66º Encoge (Encontro do Colégio Permanente de Corregedores dos Tribunais de Justiça do Brasil), em São Paulo, encerrando o segundo dia de reunião com a palestra “Desejos, escolhas e aspirações na justiça”. Sob perspectiva aristotélica, Chalita falou sobre a importância do julgador na sociedade e ressaltou que é preciso conhecer o ser humano para que esse julgamento possa ser realmente justo. E completou: “Dentro da dimensão aristotélica, não se pode aspirar ser um juiz, mas, sim, ser um juiz justo. Pode-se aspirar fazer justiça. Quando isso ocorre, a função de juiz, já alcançada, ganha sua dimensão plena.”