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Somos todos brasileiros

Nada justifica o preconceito. Nada. Nem alegrias nem decepções. Nem celebrações de vitórias nem lamentos de derrotas. O preconceito é feio. É mesquinho. É a prova de que ainda temos muito a aprender na arte de conviver com as diferenças. Opiniões diferentes, olhares diferentes para temas diferentes, pessoas diferentes.

Vez ou outra, por alguma razão, surgem pessoas que disparatam os seguintes dizeres: “eu não sou preconceituoso, mas…”. A palavra que introduz a triste mensagem que será dita já é uma amostra de que o que vem não foi fruto de reflexão, mas de impulsos gerados por emoções estranhas. Ganhar ou perder uma eleição. Ganhar ou perder o campeonato de futebol. Ganhar ou perder na sugestão, na opinião, faz parte. Mas é preciso que o vencedor tenha humildade; e o perdedor, também. Até porque nada é definitivo. E o conceito de vencedor e perdedor é bastante relativo. Nessas eleições, vozes se pronunciaram mostrando o quão feio é o preconceito. Somos todos filhos de um mesmo país. De um gigante que tem mulheres e homens com sotaques diferentes, religiões diferentes e formas diferentes de ver o mundo. Mas somos únicos no sonho de termos direito a um futuro, de melhorarmos o que nos envergonha e de aprimorarmos o que já conquistamos. Juntos. Não há estado melhor ou pior. Não há região melhor ou pior. Não há mulher e homem melhores ou piores. Cada um exerce o sagrado direito de ser livre. Liberdade que requer responsabilidade. Porque o outro, também, é livre. Liberdade que significa usar a razão. Usa a razão quem controla os ímpetos, as incontinências que levam a agredir. Quantas palavras malditas em redes sociais, quanto descuido com o outro, cidadão como eu, brasileiro como nós. 

Sejamos, como diz o nosso hino, “um povo heroico”, que preza pela igualdade, pela liberdade. Afinal, “Brasil, de amor eterno seja símbolo”. Um amor que vence qualquer divisão, qualquer indisposição. 

Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 31/10/2014

Brasileiros na Feira do Livro de Frankfurt

Fui convidado para dar uma palestra na Feira de Frankfurt, a maior feira literária do mundo. Foram convidados pelos organizadores da Feira, apenas três brasileiros: Paulo Coelho, Walcyr Carrasco e eu.

Paulo Coelho ponderou sobre o futuro do livro e sobre a necessidade de o mercado editorial compreender melhor o mundo tecnológico e as novas possibilidades de leitura: os tabletes, os celulares, o livro em meio digital. Falou com a autoridade de um autor que já vendeu 165 milhões de exemplares em todo o mundo.

Walcyr Carrasco falou sobre a mente criativa do ficcionista. Discorreu sobre a gênese da personagem. Com muito humor, trouxe histórias do cotidiano que inspiram o escritor de ontem e de hoje. Trouxe Flaubert e Machado de Assis para explicar como os temas que agradam ao leitor se repetem e como a vida e a arte se misturam.

Eu palestrei sobre a semiótica na sala de aula e a formação dos novos leitores. Acredito, profundamente, que, apesar de todo o aparato tecnológico que nossos tempos oferecem, o livro sobreviva, assim como  a milenar arte da contação de histórias. Sobrevive o professor. Máquinas não têm alma. Professores têm. Alunos precisam de alma. De cumplicidade.

Falei de muitos autores brasileiros, mas aproveitei a oportunidade para usar Goethe, o gênio da literatura alemã, como exemplo. Goethe tinha uma mãe que lhe contava histórias antes de dormir. E que dele omitia os finais, deixando-o curioso para o dia seguinte. Como Sherazade fazia para amolecer o coração cheio de ódio de seu marido, o Sultão. Com um repertório incrível, durante mil e uma noites, ela emendava uma história na outra para prender a atenção de seu interlocutor e se manter viva.

Contadores de histórias alimentam almas e mentes. Os pais deveriam ser os primeiros contadores de histórias. De histórias nascidas da literatura universal e de histórias de suas próprias famílias. A voz da mãe, a voz do pai, enchem de futuro os seus filhos.

Preocupo-me com o excesso de tecnologia no processo educativo. Tudo o que é em excesso faz mal. O meio-termo aristotélico é sempre um bom aprendizado. Se os aprendizes têm novas possibilidades de pesquisa com a internet, têm, igualmente, necessidade de diálogos parecidos com o que o Sócrates tinha com seus discípulos, em épocas que nem lousas ou cadeiras faziam parte da relação de ensino-aprendizagem, quanto mais os computadores.

Sócrates contava histórias. Jesus Cristo contava histórias. Shakespeare contava histórias. Mandela, para convencer o seu povo a trocar a luta da segregação pela edificação do oráculo da paz, contava histórias.

Por que alguém compra um livro? “Para o entretenimento e para o conhecimento”, respondeu Paulo Coelho na Feira de Frankfurt. Entreter, conhecer, verbos que condizem com o nossa trajetória. Educar, também. Tudo educa. Até os exemplos ruins nos educam quando temos capacidade de discernir.

Há alguns que se preocupam muito com uma literatura que venha a agredir o que é considerado “politicamente correto”. É preciso ter prudência. O “politicamente correto” muda muito. A literatura, não. O que é descartável são os livros que têm por objetivo ajudar a resolver problemas pontuais. Os clássicos ficam. Quando Monteiro Lobato cria a sua “Negrinha”, não o faz para ajudar a propagar o preconceito, ao contrário, coloca-se como uma voz capaz de revelar o sofrimento dos negros, o horror do racismo que, muitas vezes, tenta se disfarçar de bondade, da mesma forma que Machado de Assis faz em “Pai contra mãe”.

Livros semeiam ideias, ampliam horizontes, fazem nascer desejos, acalentam solidões.

A Feira de Frankfurt é um mundo complexo e gigante. Países de todos os cantos do planeta mostram a face iluminada de sua literatura. Escritores, editores, ilustradores, livreiros, artistas de um fascinante universo conversam sobre o presente e o futuro do livro. Milhares de palestras e de eventos nos abrem a mente para o que cada um, em sua língua, em sua cultura, faz para que o livro tenha o destaque que merece.

Walcyr Carrasco, autor de dezenas de livros, mas também de novelas marcantes que quebraram tabus e abriram possibilidades de um mundo menos perverso com os diferentes (somos todos diferentes), insistiu na ficção que nasce da intenção amorosa de melhorar o mundo.

O Brasil foi o país homenageado na Feira de Frankfurt de 2013. Este ano, foi a Finlândia, país modelo em educação. Revelam eles, com orgulho, o quanto seus professores e alunos leem. O quanto a arte desenvolve a sensibilidade e a capacidade pessoal e profissional. Na educação, formamos o nosso futuro. Que seja menos violento, menos preconceituoso, menos injusto. Que os livros ajudem as pessoas a conviverem melhor. Essa é a verdade que tenho como escritor. Escrevo para revelar minha opção pela esperança. Escrevo porque acredito no ser humano. Quando um livro é lido, uma janela se abre. Vamos abrir as janelas da liberdade. Vamos abrir as janelas da generosidade.

Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 26/10/2014

Alguma delicadeza

Maria Bethânia disse poemas no belíssimo Theatro Net, recém-inaugurado em São Paulo. Aliás, sempre que nasce um novo teatro, é preciso celebrar. Palco em que as emoções da arte inspiram as ações da vida.

Bethânia disse poemas. E cantou. Seu canto é expressão de uma voz a serviço do talento. A menina que, nos anos 60, subiu ao palco do Rio de Janeiro para cantar “Carcará” continua o seu ofício de tocar almas e fazer pensar. Entre poemas de Pessoa, Drummond, Vinicius, Cabral e de Reynaldo Jardim, o autor de “Maria Bethânia Guerreira Guerrilha”, a baiana, a brasileira falou sobre educação. Com os pulmões plenos, bradou que estudou em escola pública e professou que a educação pública brasileira tem jeito. E, mais do que isso, homenageou dignamente os seus professores.

Na plateia, eu aplaudia a cantora que desafia o tempo e continua a surpreender. Falou Bethânia do silêncio e da delicadeza. A poesia pede, ao menos, alguma delicadeza. Em tempos de urgências, parece difícil parar, refletir, ler um poema e se permitir o milagre do entranhamento. É o poema nos preenchendo ou nos esvaziando de acordo com o tempo. E com a necessidade. Alguma delicadeza… será que a vida de tantas agressões e solidões – não a necessária, a que faz refletir, mas a brotada na ausência de terra amorosa – não carece dessa delicadeza? Gestos de cavalheirismo parecem pouco convidativos. Elegâncias com os mais velhos. Cuidado no dizer, consciente do poder perfurador de palavras malditas. Atenção ao outro, que também sou eu, espelho de minha alma, irmão de convivência. 

Não descuidemos dos encontros, os desinteressados, os que colaboram com as nossas emoções mais belas, os que nos elevam ao patamar do que somos. Pessoas, inspiração de Pessoa, o que falou sobre o sino da sua aldeia, sobre uma tarde calma, sobre sua alma, porque tinha delicadeza para ver as delicadezas que a vida nos proporciona. 

Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 24/10/2014

 

Dia do professor

Dia 15 de outubro comemora-se o dia do professor. Professor é quem professa a crença na pessoa humana e quem faz da arte de ensinar o seu ofício. Ensina quem, também, aprende. Ensina quem se permite surpreender com o que o aluno traz em sua história. Ensina quem alimenta de esperança a si mesmo e aos seus.

Há tantos outros adjetivos que poderiam ser utilizados para homenagear o professor. Mas a homenagem de que os professores precisam, realmente, é que a carreira que abraçaram seja valorizada. Não há como melhorar a educação – e é senso comum que ela não vai bem – sem cuidar de quem cuida, incansável e esperançosamente, no dia a dia, de nossos alunos. Valorizar o professor é dar formação inicial e continuada adequadas, é respeitar quem forma as gerações, é dar uma remuneração digna que faça com que essa carreira seja objeto de desejo de crianças e jovens. Hoje, isso não acontece. É triste vermos que nossas crianças e jovens sequer cogitam a profissão de professor. Por que não enxergam o prestígio que deveriam enxergar nessa escolha? Há quem diga que salário não é tudo. Geralmente, quem diz isso é quem tem muito dinheiro e nunca entrou em uma sala de aula. O salário é uma forma de reconhecimento, sim. Por que as carreiras de juiz, de promotor, de delegado federal, entre outras, são tão atrativas e a de professor não? No passado, um professor ganhava como um juiz. O que aconteceu? Chegamos à conclusão de que o professor não é tão importante assim para o país? Quem forma o engenheiro, o médico, o enfermeiro, o artista? Quem ensina o escritor a escrever? Quem abre as janelas das possibilidades e insiste que o futuro existe?

Professores, irmãos meus de ofício, não desanimemos. Nossa escolha é digna, nobre e apaixonante. Continuemos a cuidar de gente com competência e ternura. E com amor.

Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 17/10/2014

Chalita fala sobre educação e leitura na mais importante feira literária do mundo

A Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, é o maior evento literário do mundo. Todo ano, milhares de livreiros, editores, autores e leitores movimentam o universo da leitura e fomentam o diálogo cultural entre os países durante o encontro. Na edição deste ano, o professor Gabriel Chalita, membro da Academia Paulista de Letras, além de participar de apresentações culturais intermediadas pelos organizadores da Feira, ministrou uma palestra sobre “A semiótica na educação e o desafio da formação de novos leitores”. Inicialmente, Chalita destacou três elementos essenciais para que se alcance uma educação de excelência: a valorização do professor, o engajamento familiar na escola e a melhoria do currículo escolar.

Além disso, afirmou a importância da liderança do professor no processo efetivo de aprendizagem e no desenvolvimento das habilidades cognitivas, sociais e emocionais dos alunos. O professor é a alma da educação. Sua missão é gerenciar sonhos, lapidar diamantes. Segundo Chalita: “Educar é abrir as janelas de possibilidade. Educar é garantir, a cada estudante, o passaporte para o futuro, com autonomia e liberdade.” E se a escola deve preparar crianças e jovens para a vida e para a cidadania, é fundamental instigá-los e envolvê-los no universo do conhecimento, além de proporcionar uma atmosfera favorável a emoções e vivências positivas. Nesse contexto, os professores e a literatura ocupam um espaço essencial, porque “é o professor que fará, com dignidade e respeito, com que a educação se transforme em puro prazer de viver.”. De acordo com Chalita, contar histórias é uma das melhores estratégias para desenvolver nos alunos o gosto pela literatura. E a literatura é uma das melhores maneiras de desenvolver nos estudantes os valores fundamentais para construir uma vida feliz. “Medo, coragem, paixão, amor, sofrimento, honestidade, desonestidade, justiça e injustiça, crueldade e generosidade. Tudo isso pode ser vivido nas páginas dos livros.”

Juntamente com mais seis escritores brasileiros, Walcyr Carrasco, Paulo Coelho, Bernardo Kucinski, Eduardo Spohr, Ana Martins Marques e Edney Silvestre, Chalita segue acompanhando a programação da Feira de Frankfurt.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Ives, mãos de obreiro e alma de poeta

Recebi a obra, “Poesia Completa”, de Ives Gandra da Silva Martins. Uma primorosa edição limitada da Editora Resistência Cultural. Fui lendo e bebendo da alma leve de um homem que não se cansa de declarar o seu amor à vida, aos seus filhos e, principalmente, à Ruth, sua eterna namorada.

Ives tem mãos de obreiro. E que obreiro! É um dos maiores juristas do país. Tem títulos acadêmicos conquistados nas numerosas universidades internacionais. Seus pareceres são aulas de direito constitucional, tributário e outras teorias que denotam seu saber. É advogado cioso do seu ofício. Décadas dedicadas a lutar pela justiça e a defender teses que vão ao encontro dos valores que iluminam sua vida. É o homem da ética. Na teoria e na prática. O direito dissociado da ética é nau sem norte. 

Mas Ives não é apenas obreiro. É poeta. E, na poesia, ele traz um frescor novo, sempre novo à vida. O poeta é assim. É capaz de olhar para sua amada todos os dias e surpreendê-la como no primeiro encontro, encanto. No livro, as cartas à Ruth, com quem é casado há mais de 60 anos. Nas cartas, as confissões. Um amor que se renova, porque iluminado pela consciência das escolhas corretas.

É possível ser competente, cientista, objetivo e, ao mesmo tempo, leve pelos amores que, em família, o fazem acreditar na providência divina: “Meu Deus, minha família, minha amada / Dão apoio, que sempre necessito. / Eu desço bem sereno a estreita escada, / Que tem no fim da vida o próprio rito.” Deus é a certeza maior que o faz olhar para trás e agradecer. No cristianismo de Ives, a certeza de que cumpriu e de que continuará a cumprir a parábola dos talentos. O que Deus lhe concedeu, ele multiplicou. Sua vida é uma inspiração. Mãos de obreiro, porque produzir nos alimenta; alma de poeta, porque amar nos nutre de encantamento.

Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 10/10/2014

 

 

Teresinha e Francisco, irmãos da bondade

Francisco de Assis nasceu na Itália em 1182. Teresinha do Menino Jesus nasceu na França em 1873. De séculos e lugares distintos, esses dois jovens continuam marcando a história da humanidade. Irmãos da bondade, Francisco e Teresinha são celebrados nesta semana. Dia 1o de outubro, Teresinha. Dia 4, Francisco. O que eles têm em comum? O que deles permanece desafiando o tempo? Nem por distração, esses dois jovens deixaram de amar o ser humano. Nem por descuido, abandonaram a missão de fazer o bem. E fizeram o bem sem concessões. 

Francisco fez uma opção clara por amar aqueles que outros, de sua época, não quiseram amar: os “derrotados”, os “invisíveis”, “os malcheirosos”, os abandonados. A todos, tratou como irmãos; inclusive, os animais, criaturas que também têm sentimentos. Teresinha, na sua “pequena via”, deixou um legado de simplicidade, de delicadeza, de confiança em Deus. Da clausura do convento, tornou-se padroeira das missões. De seus poemas, nascem lições de um amor que transcende o mundo do poder e da competição. Seu desejo era fazer cair uma chuva de rosas sobre aqueles que mais necessitavam,  para perfumá-los de vida.

Os santos são mais do que intercessores, são exemplos de passos corretos num mundo tão ausente de referenciais. A busca pelo poder a qualquer custo macula as relações humanas. A agressividade com que nos tratamos rouba de nós a capacidade de nos vermos como irmãos. As guerras, infelizmente, persistem. Mas persistem,  também, a arrogância, a intolerância e a perversidade. Guerras internas. Qual o remédio, então? Na inspiração de Francisco e Teresinha, a perseverança na bondade. Não permitir que o que vemos nos impeça de ver o que deveríamos ver. Mesmo nos fétidos terrenos do egoísmo, moram sementes de generosidade. Façamos nossa parte.

Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 03/10/2014

 

O amor que desafia o tempo

Encontrei, no prédio em que moro, uma senhora sorridente que me disse: “Faça o favor de me dar os parabéns! Completo, hoje, 70 anos”. Eu, imediatamente, cumprimentei-a, dizendo que a vida é um dom de Deus. Ela completou: “A vida e o amor, pois faço, hoje, 70 anos de casada!”. Quando saímos do elevador, seu marido a esperava. Conversamos um pouco. Falaram de tristes momentos da família. De entes queridos que partiram. Das dores da separação. De algum estranhamento. E, de “mãos dadas”, eles se foram. De “mãos dadas”, esse é o segredo para o amor que desafia o tempo.

O amor não exige perfeição, exige apenas o caminhar de “mãos dadas”. No início, no acender da paixão, há o medo do novo, da mudança necessária. Com o tempo, a surpresa se vai,  mas um e outro, inspirados pelo romantismo, aquecem o tempo, surpreendendo. Dizeres de amor nunca fazem mal e mantêm as chamas acesas. Estavam indo à missa, agradecer a Deus por terem se conhecido. E por terem permanecido assim: de “mãos dadas”. Depois, as outras celebrações com tantos que frequentam a sagrada convivência. Filhos crescidos acompanhados de seus filhos que, também, já têm os seus. Inspiradores de outras famílias que descendem dessa escolha de vida. Todos no mesmo vagão. Alguns há mais tempo, e outros que vêm chegando. Com o respeito de quem tem um modelo com que aprender. “Que Deus abençoe minha família, tão grande, tão bonita!”, despediu-se de mim o marido apaixonado há 70 anos.

Permanecer é desafiador. Quantos casais desistem diante da primeira dificuldade! Quantos optam por destruir os enlaces em busca de aventura! Justificam-se pelo prazer. O melhor prazer está no surpreender o amor. O amor que dá significado à vida. O que vale a vitória quando, ao vencedor, falta a cumplicidade do abraço amado? Quando o prêmio carece de alguém para dividir? Há muitas formas de amor. O desperdício é viver sem amar.

 

Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 26/09/2014

 

Gabriel Chalita ministra palestra para professores e universitários da Bahia

Mais de 600 educadores e estudantes baianos participaram de palestras, de Gabriel Chalita, na Universidade Estácio de Sá, em Salvador. No primeiro encontro, com professores universitários, foi ressaltada a importância do desenvolvimento de uma nova linguagem entre professor e aluno, em que exista espaço para a manifestação da essência e da boa convivência. Durante a apresentação, Chalita falou, também, sobre o papel do professor como intermediador do conhecimento: “O professor não é apenas um facilitador do processo da aprendizagem. O professor é um instigador. Faz com que o aluno revele o seu melhor.”

Em seguida, diante dos estudantes, o futuro passou a ser a temática do encontro. Pautado em conceitos filosóficos e em experiências reais, como a vida de Nelson Mandela, Gabriel Chalita mostrou como a aspiração é parte importante do projeto de vida e de desenvolvimento do ser humano. Seu conceito de “Inteligência Alpha” ou inteligência aspiracional incentivou os alunos a descobrir o que verdadeiramente almejam em suas vidas.

Fonte: assessoria de imprensa