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Professores que permanecem

Ontem, foi dia dos professores. Ontem, tivemos professores que nos ensinaram com seus conteúdos e suas atitudes. Todos nós tivemos professores. Desde as primeiras experiências nas primeiras escolas até os graus que conseguimos alcançar entrando nas salas de aula, pesquisando, criando, construindo o que somos.

 Todos nós temos como revisitar o ontem e encontrar o que conseguiu permanecer. De alguns professores, não lembramos sequer os nomes. Tentamos nos recordar de quem nos deu aula de tal disciplina no ano tal. E não vem. Não permaneceram. De outros professores, lembramos com detalhes das aulas que despertavam sabor em saberes que nos surpreendiam. Mesmo se já faz muito tempo, se éramos muito pequenos. Eles permanecem. Talvez não nos lembremos dos conteúdos que nos ofereciam. Já as atitudes, os gestos, o andar, o olhar, o apresentar ao mundo dos nossos universos um novo universo de mundos desconhecidos, isso fica.

 Lembro-me de professoras contadoras de histórias. Os seus nomes. Os seus gestos de acolhimento. Suas palavras de incentivo. A autoridade com que regiam o nosso grupo. Grupos são sempre heterogêneos. Pessoas não se repetem. Por isso, é preciso, aos professores, a arte da reinvenção. Do ressignificar o próprio ofício.

Sou professor orgulhoso de minha escolha. E sei que esse sonho nasceu em uma sala de aula, em uma escola pública, em uma cidade pequena, regida por uma senhora professora. Lembro-me de seu prazer em ensinar, em estar conosco, em nos alimentar de futuro. Sou capaz de, ainda hoje, imitá-la. Com respeito. Com reverência. Marcas do tempo que marcam o nosso percurso. É essa a responsabilidade que temos, nós que educamos, de sermos lembrados, dignamente lembrados. Minha homenagem a todas as professoras e professores que permanecem…

Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 16/10/2015

Professor Chalita homenageia professores da Estácio de Sá

No mês em que se comemora o dia dos professores, a Universidade Estácio de Sá preparou uma maneira diferente de homenagear e agradecer o empenho de seu corpo docente. Cerca de 8 mil professores da Estácio assistiram, remota ou presencialmente, à palestra de Gabriel Chalita sobre o desenvolvimento de uma nova linguagem na relação professor e aluno.

Após teorizar, com mestres da filosofia e da semiótica, os conceitos que nortearam sua argumentação, Chalita demonstrou como esses fundamentos podem ser aplicados e instigou os professores a repensar suas relações de convívio, dentro e fora da sala de aula: “Quem é o mestre? É aquele que professa a crença na pessoa humana. É aquele que abre as janelas das possibilidades.” Durante todo o encontro, Gabriel Chalita ressaltou a importância do papel do professor que, ao contrário do que muitos pensam, não é apenas um intermediador do conhecimento. É, também, aquele que ajuda a conduzir os sonhos dos alunos, é quem faz com que o outro perceba o que tem de melhor em si mesmo.

Fonte: assessoria de imprensa