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Família e educação são temas de lançamentos de Gabriel Chalita na Bienal do Livro de São Paulo

Convivência, vínculo, aprendizagem e relações. Assuntos recorrentes tanto no ambiente familiar como em salas de aula, entre pais e filhos ou entre professores e seus alunos, dão o tom para a série de lançamentos de Gabriel Chalita na 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que chegam às livrarias pela Cortez Editora. 

Em “Famílias que educam”, o autor propõe uma reflexão acerca da importância da boa convivência em família, onde o diálogo, o respeito e a amabilidade possam dar lugar aos conflitos de gerações e à violência, seja ela verbal ou física. Um dos exemplos citados na obra é o caso de um dos maiores escritores do século XX, Franz Kafka (1883-1924). A falta de comunicação com seu pai, que não aprovava a vocação literária do filho, resultou em um medo escuso e infindável.

Incentivar as crianças a despertar a curiosidade e a imaginação é um dos caminhos que sempre devem ser considerados pelos mestres da educação. É o que defende Chalita em “Semeadores da esperança”. Dedicado aos eternos e universais educadores brasileiros, o livro aborda a construção da ética, os desafios do conhecimento e os medos e os sonhos contemporâneos de quem dedica a vida ao ensino.

Já em “A escola dos nossos sonhos”, Chalita faz um panorama sobre a transformação da prática pedagógica ao longo da história. O autor lança mão de sua experiência como Secretário da Educação do Estado de São Paulo (2002-2006) para traçar um comparativo entre os métodos educacionais dos tempos do teocentrismo medieval e do antropocentrismo renascentista e as configurações contemporâneas, com programas pedagógicos mais amplos e completos. 

A convivência é assunto que comumente causa discussão em diversas áreas da vida. E não é diferente nas relações entre docentes e alunos. Esta é a temática de “Aprendendo com aprendizes”, livro que completa a série de lançamentos de Gabriel Chalita. Compromisso, partilha, renúncia, diálogo, consenso e respeito mútuo são algumas das considerações apontadas pelo volume para que se estabeleça um ambiente escolar harmonioso. 

Lançamento dos livros: 

Dia: 30 de agosto

Horário: 14h30

Local: Estande da Cortez Editora, na Bienal do Livro de São Paulo 

 

Fonte: Assessoria de imprensa | Cortez Editora

Entre livros e sonhos

Escrever é um ofício que me realiza. Não consigo imaginar um mundo sem palavras. São elas que se lançam para dar significado ao que sentimos. Pontes encantadas. E, quando necessário, muros. Sem agressividade. Mas com palavras certas.

Poetizamos pela palavra. Criamos personagens, inventamos situações, tecemos argumentos pela palavra. Gosto de escrever. E escrevo como profissão de fé na pessoa humana. Reescrever dá um pouco mais de trabalho. As rasuras nos lembram de que vamos corrigindo. De que a palavra talvez possa ser outra. De que os tempos fugidios exigem novos olhares.

Revisei quatro livros que serão lançados na Bienal: “Famílias que educam”, “A escola dos nossos sonhos”, “Semeadores da esperança” e “Aprendendo com os aprendizes”. Já faz algum tempo que os escrevi. Tratam da minha outra paixão, além da escrita: o nobre exercício do educar. Os livros falam de família, de escola, de professores e de alunos. Dos espaços sagrados em que nos deparamos com o exercício diário da generosidade. A convivência ganha significado na troca. Aprendemos, ensinamos, tornamo-nos cúmplices da boa nova, que é a educação. Formamos para o hoje e para todos os outros dias. Com exemplos e com textos. Mas, acima de tudo, com a convicção de que o que fazemos tem uma razão de ser.

Na Bienal, muitas outras palavras estarão aguardando os visitantes. Conversas com autores, autógrafos. Aproveito para convidar todos os leitores deste jornal para o lançamento dos meus livros no sábado, dia 30 de agosto, às 14h30, no estande da Editora Cortez, e para se deixarem seduzir por este universo de letras, de palavras, de pessoas.

Ao terminar a revisão desses livros, fiquei refletindo sobre quantas revisões devemos fazer sobre nossas escolhas. Que bom que a vida nos dá outras oportunidades.

Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 22/08/2014