O mundo das crianças é, evidentemente, diferente do mundo dos adultos. Uma criança não é um pequeno adulto. É uma criança. E a criança tem voz. E essa voz precisa ser ouvida. Uma criança tem sentimentos. E esses sentimentos precisam ser compreendidos. Uma criança tem o direito de ser alimentada de futuro.
Na família e na escola, é preciso que se compreenda esse universo e que se respeite cada fase de seu desenvolvimento.
Os primeiros estímulos vêm da família. A linguagem dos afetos. O exemplo. O cuidado. A criança precisa ter nos pais o porto seguro de uma embarcação que se prepara para singrar os mares, muitas vezes, pouco serenos da vida. Na escola, cada gesto deve ser cuidadoso para não ferir quem ainda não tem condições de se defender. Falo dos ferimentos físicos, mas – mais ainda – dos morais. A dor moral é terrível. O bullying é um sério risco para o desenvolvimento saudável das nossas crianças. As comparações equivocadas. Os pareceres apressados e outras inadequações.
O professor tem muito poder. Tem o poder de construir, de conduzir, de instigar, de alimentar de vida os seus alunos, mas também tem o poder de traumatizar, de escravizar em uma gaiola os talentos que poderiam alçar voos. É preciso ter cuidado. É preciso ter respeito.
Pais e professores precisam estar juntos nessa tarefa de formar pessoas críticas para discernir o certo do errado, o que liberta do que escraviza, o que mata do que dá vida. A mídia também é uma fonte importante de influência. É preciso selecionar o que instrui, edifica e descartar o que destrói e deteriora os bons valores.
Criança tem voz. E uma voz que, se ouvida, é capaz de ensinar. Uma inocência que contagia. Pobres crianças alijadas de sua alegria pela violência de adultos: pedofilia, trabalho infantil, violência, ausência… viremos a página e voltemos ao porto seguro. Nossas crianças merecem.
Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 25/10/2013

O presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, Gabriel Chalita (PMDB/SP), recebeu nesta quarta-feira (22/5), em Brasília, alunos da Escola Nossa Senhora das Graças (Gracinha), de São Paulo. Os estudantes, todos do ensino médio, fizeram uma entrevista com o deputado, tratando de temas como política, educação e orientação vocacional.