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MEC vê cursos fantasmas

O Ministério da Educação (MEC) identificou uma estratégia que vem sendo usada por centros de ensino universitário para abrir cursos fora das cidades onde estão sediados. As instituições usam um decreto revogado há três anos para ampliar o número de alunos.

De acordo com o diretor do Departamento de Supervisão da Educação Superior da Secretaria de Ensino Superior do MEC, Mário Pederneiras, o parecer jurídico não deixa dúvidas quanto à ilegalidade deste tipo de prática. ‘‘Quem usa o decreto 2.175 está agindo erroneamente’’, argumenta. Quando ficar comprovada a irregularidade, o curso será descredenciado. O dispositivo legal, de 27 de novembro de 1997, permitia que as instituições abrissem cursos fora da sede, desde que as disciplinas fossem regulamentadas pelo MEC. O problema é que, em 2001, uma nova norma foi publicada. O artigo 11 do decreto 3.860, de 9 de julho de 2001, proíbe a expansão de centros universitários fora de seu campus. ‘‘A legislação é clara. É vetada a criação de cursos e vagas longe da sede’’, afirma Pederneiras. ‘‘E para garantir a validade do decreto, o último artigo anula todos os anteriores.’’

O Centro Universitário Anhangüera, de Pirassununga (SP), vem travando uma batalha judicial para tentar manter um curso em outro município paulista, Santa Bárbara d’Oeste. O pedido de registro da Faculdade Comunitária Santa Bárbara d’Oeste, a segunda instalação do centro, foi apresentado ao MEC em janeiro pelo reitor Antônio Carbonari Netto. ‘‘Estou embasado na legislação do próprio MEC’’, argumenta Carbonari Netto, referindo-se ao decreto de 1997. ‘‘Várias instituições usaram isso, por um erro de um funcionário do ministério o meu processo foi bloqueado.’’

O funcionamento irregular da faculdade foi denunciado ao Procon de Americana (SP) e ao Ministério Público de São Paulo. ‘‘Recorremos de duas liminares e agora vamos esperar a decisão do MEC sobre o assunto’’, explica Carbonari. Mas ele adianta que não desistirá. ‘‘Vamos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), os alunos podem ficar tranqüilos.’’

No primeiro ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva foram abertos cerca de 2.500 cursos de ensino superior em todo país. A maioria deles de formação de professores. São 323 de licenciatura em disciplinas como geografia, história, letras e matemática. Além de 349 de escola normal superior. O levantamento foi feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas educacionais (Inep) a pedido do Correio. Os dados de 2004 ainda não foram tabulados. ‘‘A posição do atual governo não é frear a expansão, mas é garantir que ela seja feita com qualidade e com inserção social’’, explica Pederneiras.

Ranking

No primeiro ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva, foram abertos 2.452 cursos superiores em todo o país. Lideram o ranking das cadeiras que começaram a funcionar em 2003 os cursos de formação de professores, de administração e de direito.

Os 10 campeões de novas turmas
Administração 272
Ciências Contábeis 57
Comunicação 46
Direito 89
Enfermagem 50
Engenharia 61
Fisioterapia 44
Licenciatura 323
Normal superior 349
Pedagogia 91

Integração de faculdades

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin PSDB, assinou ontem a lei aprovada na Assembléia Legislativa que transfere a Faculdade de Engenharia Química de Lorena (Faenquil) para a Universidade de São Paulo USP. 

A assinatura é das primeiras feitas pelo sistema eletrônico de certificação digital. Alckmin disse que também pretende integrar outras duas faculdades estaduais isoladas do Estado, a Faculdade de Medicina de Marília (Famema), e a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), também às universidades estaduais.

Integração das faculdades isoladas

“A lei é o primeiro passo para deixarmos de ter uma faculdade isolada para integrá-la à USP. Na prática, teremos um campus da USP em Lorena, tendo toda estrutura de uma universidade respeitada no mundo inteiro”, disse o governador. “O próximo passo é, agora, discutir com a universidade recursos, concursos públicos e demais regras.” Ele lembrou que a Faenquil, fundada em 1969, permaneceu privada até 1991, quando passou a ser uma autarquia estadual de regime especial, subordinada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado de São Paulo.

Cidadão perdoense

Com auditório repleto de professores, estudantes e autoridades da região, o secretário de Estado da Educação, prof. Gabriel Chalita, recebeu no último dia 18, o título de Cidadão Perdoense, conferido pela Câmara Municipal de Bom Jesus dos Perdões pelos importantes trabalhos relacionados à Educação.

A gestão de Chalita trouxe avanços importantes para o município. “Perdões nunca recebeu tantos recursos como neste mandato. Não tínhamos uma escola nova há 45 anos. No último ano, o Estado inaugurou a Escola Estadual Country Félix e ainda liberou recursos para as reformas realizadas nas escolas Professor Francisco Damante e Professor José Manoel Alvarez Rosende”, elogiou o prefeito de Perdões, Paulo Afonso Ferreira Bueno.

“É sempre uma honra receber um título de cidadania, mas eu quero dividir esta homenagem com todos os professores da região, pois é através deles que a Educação se faz, com sentimento”, agradeceu o secretário. Estavam presentes ao evento o secretário adjunto, Paulo Barbosa, o presidente da Câmara, Paulo Sebastião Bueno, a chefe de Gabinete da Secretaria de Estado da Educação, Mariléa Vianna, o coordenador de Ensino do Interior, Élcio Selmi, o diretor da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, Tirone Lanix, e os dirigentes de ensino de Bragança Paulista, Sumaré e Caieiras, Valter Dias Lopes, Nemesis Vieira e Vera Lucia Souza.