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Bolsas para carentes

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o secretário da Educação, Gabriel Chalita, lançaram ontem o Escola da Juventude, programa para o supletivo do ensino médio, e anunciaram novidades. Entre elas está a concessão de uma bolsa mensal de R$ 60 durante um ano para auxiliar os alunos carentes, desde que comprovem a assiduidade na escola.

O programa, que pretende atingir 30 mil alunos, prevê aulas somente aos finais de semana, com uma carga mínima de quatro horas. O curso será dividido em três atividades: aulas presenciais ministradas por estudantes universitários, de inclusão digital (com computadores ligados à internet) e por videoconferência. O novo projeto começará em 5 de março, em 300 escolas da rede estadual. Para se inscrever, é preciso ter concluído o ensino fundamental, ter entre 18 e 29 anos (preferencialmente) e levar RG e histórico escolar a uma das escolas participantes entre 2 e 28 de fevereiro. Para saber quais são as escolas que participam do projeto, ligue 08007700012.

Supletivo no fim de semana

Um supletivo de ensino médio totalmente gratuito. Onde as aulas acontecem apenas aos fins de semana. E com vagas para todos os interessados. É o projeto Escola da Juventude.

Criado pelo governo do Estado para jovens e adultos entre 18 e 29 anos que tenham o ensino fundamental completo, ele é a oportunidade para quem trabalha durante o dia e não consegue freqüentar as aulas à noite. “Agora ninguém mais terá desculpa para não estudar”, afirma o secretário estadual da Educação, Gabriel Chalita. “Além dos cursos que ocorrem nos períodos diurno ou noturno, estamos lançando este de fim de semana. Tem opção para todos.”

O projeto foi idealizado porque a secretaria percebeu que muitos jovens abandonavam a escola por não conseguir cursar nem o período noturno. “Tem gente que trabalha até tarde e não consegue chegar na escola para o supletivo da noite. Daí a necessidade de se oferecer o curso aos sábados e domingos.”

O projeto Escola da Juventude vai começar com 30 mil vagas em 300 escolas de todo o Estado, mas Chalita garante que, se houver mais inscrições, todos serão atendidos. “Vamos ter vaga para todo mundo. Se precisar, abriremos novas turmas.” Não há dados precisos sobre o número de jovens e adultos do Estado que não fizeram o ensino médio.

De acordo com os últimos dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) – órgão do Ministério da Educação responsável pelas estatísticas -, em 2002 o número de formandos na 8.ª série do ensino fundamental foi de 673.820. No mesmo ano, 507.995 concluíram o ensino médio. Assim, 165.825 alunos abandonaram a escola no Estado de São Paulo.

O projeto, que será lançado oficialmente amanhã pelo governador Geraldo Alckmin e pelo secretário, pretende formar os estudantes em um ano e meio e ainda fazê-los participar da inclusão digital. Para isso, o curso será dividido em três tipos de atividades: as curriculares presenciais, que são aulas das disciplinas tradicionais aos sábados e domingos; as de inclusão digital, que também ocorrerão aos fins de semana durante uma hora e meia; e as individuais, para serem feitas durante a semana. “A Escola da Juventude vai usar as novas tecnologias da informação para acelerar o processo de aprendizagem”, conta Chalita. “E foi por isso que buscamos parceiros. Eles nos ajudaram com o desenvolvimento de softwares, por exemplo.” Laboratórios de informática, salas de vídeos e um portal na internet serão alguns dos ambientes utilizados nas aulas.

Professores serão universitários

Os parceiros também são responsáveis pela contratação dos professores e orientadores, mas ainda não estão definidas as datas para a seleção. Na sala de aula o aluno contará com um orientador de estudos e na sala ambiente de informática com um monitor para auxiliá-lo a tirar suas dúvidas. As disciplinas formais, como geografia, química, matemática, serão lecionadas por estudantes do último ano da graduação de cursos que tenham licenciatura. “Assim conseguiremos dar chance para os jovens professores. Eles terão contato com a prática e estarão mais bem preparados para a carreira no magistério”, acredita o secretário.

O curso acontecerá em três módulos (cada um com duração de seis meses) e o aluno terá flexibilidade para freqüentá-lo segundo sua disponibilidade de tempo. A avaliação será contínua, com provas bimestrais, e um exame para a conclusão do módulo no fim do semestre. O diploma do ensino médio será concedido após a aprovação em todos os módulos. Os interessados em estudar na Escola da Juventude devem procurar um dos colégios participantes entre 2 e 28 de fevereiro. Para saber onde fica a escola mais próxima ligue para o 0800-7700012. O início das aulas está previsto para 5 de março.

Vontade de aprender

“Nome: Vitor Ribeiro de Amorim. Idade: 22. Escolaridade: cursou até a 8ª série. Sonho: fazer uma faculdade. Vitor é exatamente quem a Secretaria Estadual da Educação procura. Para aprender. Auxiliar de escritório, ele parou de estudar há quatro anos. Precisava trabalhar e até tentou fazer um curso supletivo durante a noite, mas ficava longe do serviço e Vitor não conseguia chegar a tempo para as primeiras aulas. Teve de adiar o sonho de se formar administrador de empresas. Adiar, no entanto, não quer dizer desistir, e ele está disposto a abrir mão dos fins de semana durante dezoito meses para conseguir fazer o ensino médio. Sabe que só assim vai poder subir na vida. “Vou me inscrever nesse programa novo assim que as vagas abrirem. Só espero que ele aconteça em uma escola perto do meu trabalho ou da minha casa”, disse assim que soube do Escola da Juventude. “Essa era a oportunidade que a gente precisava e não vou deixar passar de jeito nenhum.”

Vitor não fala só por ele. Seu irmão de 25 anos é atendente em uma loja e também teve de abandonar a escola sem terminar o ensino fundamental. “Chega uma hora em que não temos escolha. Como não dá para deixar o emprego, deixamos a sala de aula”, afirma. “Mesmo querendo ficar.”

Com as aulas aos sábados e domingos, o morador da Cidade Tiradentes, na Zona Leste, agora vai poder conciliar trabalho e estudo sem problemas. “Tenho muita vontade de aprender. Meu objetivo é crescer na vida e sei que só vou conseguir quando tiver um diploma.”

Vontade de ensinar

Nome: Júlio Barbosa. Idade: 22. Escolaridade: cursa o último ano de geografia. Sonho: ser professor. Júlio é exatamente quem a Secretaria Estadual da Educação procura. Para ensinar. Formando da Universidade de São Paulo, ele tenta uma vaga na pós-graduação e se prepara para ser um mestre. Prefere os adultos aos adolescentes na hora de lecionar e já tem experiência como professor de fim de semana. Todos os sábados, Júlio dá aulas de inglês para uma turma que tem entre 15 e 21 anos no Instituto Intercultural.

Sua maior dificuldade, conta, é incentivar os alunos para que não desistam no meio do caminho. “Alguns começam a trabalhar; outros ficam sem dinheiro para a condução. Não adianta só oferecer uma boa aula, tem de dar condição para que o aluno chegue até ela.” E é isso que ele espera que o Escola da Juventude faça. Ao saber do projeto, ele elogiou a iniciativa. “É uma oportunidade para quem não pôde fazer o ensino médio e também para os estudantes que querem ser professores começar a trabalhar.”

Júlio não fala só por ele. Na sua turma de geografia, cerca de 40% dos alunos querem dar aula mas muitos ainda não conseguiram uma chance de trabalho. “Este programa é uma ótima opção para os universitários, principalmente para os que querem ensinar jovens e adultos. Além de ganhar experiência, sempre é bom estar ligado a um projeto social.” Envolvido com a pós-graduação, o morador de Santa Cruz, na Zona Sul, diz que gostaria de participar do programa, mas ainda não sabe se terá tempo livre. “De qualquer forma, muita gente vai ter a oportunidade de aprender a ensinar.

Maior carga horária

Os diretores das escolas estaduais de São Paulo estabeleceram em votação, na última semana, que a carga horária dos alunos do ensino médio diurno vai aumentar de 25 para 30 horas semanais. A decisão prevê ainda a inclusão de aulas de filosofia, sociologia ou psicologia na grade.

Os professores da rede e especialistas em educação defendem que a mudança deve atingir também o ensino fundamental e noturno, que continuam com cargas horárias reduzidas.

”Essa alteração é uma briga antiga da categoria. Desde que foi feita a redução, estamos alertando que a qualidade de ensino foi prejudicada”, disse Carlos Ramiro, presidente da Apeoesp (sindicato dos professores de São Paulo).

A redução à qual ele se refere foi feita em 1998, na administração Mário Covas, pela então secretária de Educação Rose Neubauer (PSDB). Na ocasião, tanto o ensino fundamental quanto o médio tiveram a carga horária reduzida de 30 para 25 horas por semana – no período noturno a redução foi de 25 para 20 horas.

”A questão da carga horária é um problema sério no sentido do conteúdo. Assuntos e temas que poderiam ser discutidos e abertos para questionamentos dos alunos acabam sendo dados à pressas para o cumprimento do currículo”, afirmou Leny Magalhães Mrech, especialista em metodologia da educação da USP.

A coordenadora de estudos e normas pedagógicas da secretaria Estadual de Educação, Sonia Maria Silva, afirmou que a mudança da carga horária envolve uma série de estudos técnicos e financeiros e, portanto, a secretaria irá fazer as mudanças em etapas. “Nosso próximo passo é fazer o estudo para o ensino médio noturno. Mas a questão é complexa, pois envolve a disponibilidade dos alunos”, disse. Segundo a secretaria, a mudança no ensino médio diurno terá investimento de aproximadamente R$ 90 milhões.

Currículo maior no Estado

A partir deste primeiro semestre, os alunos do ensino médio diurno da rede estadual de ensino terão a matriz curricular aumentada de 25 horas para 30 horas semanais. Além disso, terão filosofia como disciplina obrigatória no primeiro e segundo anos. No terceiro, a escola poderá optar por sociologia ou psicologia. A mudança foi escolhida por 90% dos diretores das escolas, em uma votação proposta pela Secretaria Estadual da Educação na semana passada.

Optaram pela ampliação, na votação de seis dias pela internet, diretores de 2.772 escolas da rede, que representam 77% do total. Eles escolheram pelo aumento da carga de aulas e pela maneira como ela será distribuída – 64% dos votos foram para a proposta já formulada pela secretaria. Dessa maneira, os alunos terão na semana mais uma aula de português, matemática, história e geografia. No primeiro e segundo anos do ensino médio, eles terão duas aulas de filosofia. Para os de terceiro ano, a escola poderá optar por duas aulas de sociologia ou de psicologia – e também por uma aula a mais de biologia, física e química, a critério de cada escola.

De acordo com o secretário da Educação, Gabriel Chalita, a mudança será implementada a partir de 14 de fevereiro, quando começam as aulas na rede. No início, os professores das novas disciplinas, que terão de ter formação específica, serão chamados pela secretaria com base no concurso realizado no ano passado. No decorrer do ano, existe a possibilidade de realização de um novo concurso. No entanto, todos passarão por um processo de capacitação. “Já temos professores na rede e na lista de espera para começar as aulas”, disse.

A mudança era uma reivindicação dos professores e diretores desde 1998, quando o governo Mário Covas, na gestão da secretária Rose Neubauer, diminuiu o período de aulas, passando de seis para cinco horas diárias. Para a implementação, o governo pretende investir R$ 90 milhões. Apesar de comemorada por professores e diretores, a mudança é criticada por não se estender ao período noturno, que tem apenas 20 aulas semanais e onde estão 49% dos alunos do ensino médio, e ao ensino fundamental – ambos também perderam aulas em 1998. “É um pedido antigo nosso que finalmente foi atendido. Mas também queremos o aumento para o ensino fundamental e o período noturno”, diz Roberto Leme, presidente do Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo.

A posição é a mesma do sindicato dos professores (Apeoesp). “Isso é muito bom, será uma melhoria na qualidade do ensino. Mas hoje mesmo protocolamos na secretaria uma proposta de ampliação da matriz para o ensino fundamental e o período noturno”, diz Carlos Ramiro de Castro, presidente da Apeoesp.

Escola da família contrata

Começou ontem e encerra hoje a inscrição de professores de educação artística e educação física para dar aulas no Programa Escola da Família, que desenvolve atividades de lazer e recreação nos finais de semana nas escolas estaduais.

Na Diretoria de Ensino de Bauru, serão contratados seis professores (três para cada disciplina) por 24 horas semanais.

Os interessados devem comparecer à Diretoria de Ensino de Bauru, que fica na rua Campos Sales, na Vila Falcão, das 9h às 12h e das 14h às 16h de hoje levando o currículo.

Acessa à inclusão social

Um centro de convivência que oferece atividades e atendimento especializado gratuito na zona Oeste da capital paulista. Este é o perfil da Estação Especial da Lapa – Centro de Convivência e Desenvolvimento Humano, que está intensificando a atuação junto aos portadores de todos os tipos de deficiências físicas, sensoriais e mentais.

Neste ano, ela continuará com a política de reservar 70% de suas vagas, de um total de mais de três mil, a pessoas nestas condições. Elas terão acesso às oficinas profissionalizantes e a encaminhamento ao mercado de trabalho.

O objetivo do centro é reforçar a estratégia de integrar esta parcela da população à sociedade e oferecer às suas famílias suporte técnico e psicológico. Além das oficinas profissionalizantes, diversas atividades culturais e esportivas também são oferecidas. A diretora da Estação, Vera Lúcia Rodrigues Alves, explica que os candidatos passam por uma triagem feita por psicólogos que identificam as necessidades de cada um e as suas possibilidades de participação nas atividades escolhidas.

Segundo Vera Lúcia, os mais procurados entre os 15 cursos profissionalizantes oferecidos são os de informática, telemarketing e os voltados para serviços administrativos. Mas há também os de tapeçaria, de móveis, tricô a máquina, arte em couro, panificação e confeiraria, costura, elétrica, hidráulica e pintura. Vera acrescenta que o número de cursos pode variar conforme a demanda, já que empresas de diversos ramos têm procurado o centro para oferecer vagas e parcerias.

Ela esclarece que o mesmo critério vale para as oficinas culturais e cursos educativos (informática para deficientes mentais, linguagem de sinais e ensino fundamental para deficientes físicos). Para o ensino fundamental, existe a parceria com a Escola Estadual Thomas Galhardo.

Parcerias e resultados – Para desenvolver todas as atividades oferecidas à população, a Estação Especial firma parcerias com diversas entidades. A maioria dos cursos de caráter profissionalizantes conta com o suporte do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Ela também está ligada ao Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo.

A Estação também auxilia seus alunos no momento de procurar uma colocação profissional e montou um registro de empresas que se comprometem a receber os participantes dos cursos. Por isso, a grande preocupação da Estação, atualmente, é manter a qualidade do conteúdo oferecido em todas as oficinas. “De 30% a 40% dos alunos de cada turma conseguem uma colocação no mercado de trabalho. Consideramos este resultado bastante positivo”, afirma Vera Lúcia.

No ano passado, oito freqüentadores das oficinas de informática foram contratados pela Anseti e 30 pessoas que foram capacitadas na Estação, através de uma parceria com a Siemens, já estão empregadas. Barreiras – Vera Lúcia acredita que uma das grandes barreiras que impedem o acesso dos portadores de deficiências ao mercado de trabalho é a falta de qualificação. Em razão do alto nível de exigências por parte das empresas, a Estação faz um trabalho de conscientização junto aos portadores de deficiências e suas famílias.

“A exigência de nível médio completo e até de uma língua estrangeira já se tornou realidade. Apesar de exigirem tudo isso, as empresas também estão tentando se adaptar para receber os portadores de deficiências devido à legislação de cotas e este momento precisa ser aproveitado por eles”, diz. Para os que pretendem montar um negócio próprio ou trabalhar como autônomo, a Estação oferece também oficinas de crochê, tricô, panificação, manutenção hidráulica e elétrica, entre outros. Estes cursos também são oferecidos durante o período de férias. Neste ano, as vagas para as atividades esportivas também foram ampliadas. Agora são mil vagas para modalidades como basquete, judô, condicionamento físico, atletismo e futsal.

Outro serviço oferecido é o laboratório de atividades diárias. Nele, há uma réplica de uma casa adaptada, para que portadores de diversos tipos de deficiências possam aprender a realizar as tarefas do dia-a-dia com maior independência. As orientações ficam por conta de uma equipe técnica e a supervisão da Divisão de Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Inscrições e outras informações podem ser obtidas pelo tel. 3873-6760, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30, ou no site www.fundosocial.sp.gov.br . A Estação Especial da Lapa fica na r. Guaicurus, 1.274

Vagas de bolsa mestrado

Interessado em qualificar cada vez mais seus professores, o governo do Estado de São Paulo já anunciou mais investimentos no programa Bolsa-Mestrado, que começou a ser desenvolvido em 2003 em toda a rede. Para 2005, serão mais de mil vagas em universidades no exterior e no próprio Estado. As inscrições ainda não foram abertas, mas devem começar em breve.

De todas as vagas oferecidas, a maioria é para as instituições que ficam no Estado de São Paulo: 1.780. As outras se dividem em 100 bolsas para o curso de mestrado da Universidade de Londres e 30 para cursos de extensão na Universidade de Salamanca, Espanha.

No caso das bolsas para os cursos das universidades paulistas, os professores têm que acompanhar o calendário divulgado pelas próprias instituições. Mas só podem pleitear a ajuda as instituições cujos cursos são reconhecidos pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Em Franca, a Unesp e a Unifran têm cursos reconhecidos pela Capes.

Depois que forem aprovados para ingressar no curso, precisam fazer uma inscrição na diretoria de ensino demonstrando o interesse pela bolsa (as datas ainda serão divulgadas). Essas inscrições serão enviadas para a Secretaria de Educação, que selecionará aqueles que vão ser beneficiados. A ajuda do governo do Estado para os professores/estudantes poderá vir de duas maneiras: repasse de R$ 720 para o professor beneficiado ou afastamento do profissional durante o curso (nesse caso, ele continua recebendo seus vencimentos normalmente). Os critérios que serão usados na seleção ainda não foram divulgados.

EXTERIOR

Para os bolsistas que irão para a Universidade de Londres, o governo pagará apenas a hospedagem dos professores em solo inglês (por dois meses), ficando as despesas de transporte, alimentação e taxas acadêmicas a cargo da universidade anfitriã. Os beneficiados ficarão dois anos estudando e terão o compromisso de continuar na rede por, pelo menos, o mesmo tempo.

Os critérios de seleção ainda não foram todos publicados, mas os principais são a proficiência em inglês e o grau universitário em pedagogia. Para o secretário de Educação, Gabriel Chalita, essa será uma oportunidade única. “É muito difícil conseguir fazer um mestrado em Londres, pela complexidade, pelo custo, pelo conhecimento da língua. Então, estamos dando essa oportunidade para os nossos professores e esperando um grande interesse; maior do que o obtido no ano passado”, disse. 30 professores vão estudar na Espanha

Embora não seja um mestrado, o curso de extensão universitária na Universidade de Salamanca, na Espanha, é uma boa oportunidade para os professores aperfeiçoarem seus conhecimentos.

O governo do Estado deve abrir em breve as inscrições, que costumam ser feitas pela internet, e divulgar os critérios de seleção. Um deles deve ser a proficiência no idioma espanhol. No ano passado, entre os 30 professores beneficiados em todo o Estado estavam três de Franca: Ana Maria Garcia de Oliveira, professora de Ciências e Química; Marley de Fátima Moraes Borges, de História; e Lucimar Rodrigues Moreira, de Geografia.

Elas viajaram em outubro e, quando voltaram, disseram que todo o programa foi muito enriquecedor. Tiveram aulas de gramática, conversação, cultura e história espanhola. Ao todo, foram cinco horas de aulas por dia, de segunda a sexta-feira. Nos finais de semana e nos tempos livres, aproveitaram para conhecer outras localidades do país como Toledo, Segóvia, Ávila e Madri. Um dos pontos interessantes citados pelas professoras foi a oportunidade de conhecer o sistema de ensino espanhol, que, segundo elas, assemelha-se ao brasileiro em alguns aspectos.

O programa de bolsas de estudos na Espanha é custeado pelo banco Santander, que paga todas as despesas de viagem.

As informações sobre inscrições devem ser divulgadas pelo site www.educacao.sp.gov.br

Bolsa mestrado em Londres

Até o dia 27 de maio, os professores da rede estadual de São Paulo podem concorrer a uma bolsa de estudos na Universidade de Londres. O manual de inscrição está disponível no site da secretaria (www.educacao.sp.gov.br), no link da CENP.

Ao todo, 130 professores serão selecionados pela Secretaria de Estado da Educação. A Universidade de Londres vai definir os 100 professores que efetivamente participarão da Bolsa Mestrado no país. O Projeto Bolsa Mestrado integra o Programa de Formação Continuada de educadores da Secretaria da Educação com a finalidade de propiciar aos profissionais da educação a continuidade de estudos em cursos de pós-graduação ‘stricto sensu’ (mestrado).

O programa já beneficiou 808 professores e a perspectiva é de que 890 novos profissionais passem a integrar o programa no primeiro semestre de 2005. Para cursar o mestrado o professor pode escolher entre dois tipos de incentivo: afastamento de 16 horas semanais sem desconto no pagamento ou ajuda financeira de R$ 720 mensais.

Além das bolsas concedidas para que os docentes cursem o mestrado em cursos reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), na área inerente à disciplina do cargo exercido ou na área da educação, o programa levou, no ano passado, 30 professores para Salamanca, na Espanha, para participar de um curso de um mês.

Para obter o benefício, o professor tem também que firmar compromisso de que permanecerá no magistério público estadual, após a conclusão do curso, pelo prazo mínimo de 2 anos.

Concurso de professores

Uma boa oportunidade de ingressar na carreira pública estadual é o concurso que preencherá 4.930 vagas de professor de educação básica 2, na disciplina educação física. Ontem foram publicadas no “Diário Oficial” do Estado as instruções preliminares do concurso público.

As vagas são para quem tem formação superior em educação física já concluída. O salário inicial fica em R$ 800,53. A jornada de trabalho semanal será de 24 horas.

As inscrições serão realizadas pessoalmente ou por procuração, nas agências bancárias a serem determinadas no edital de abertura. A taxa a ser paga ainda não foi definida. Todas as etapas do concurso deverão ser realizadas na mesma cidade onde foi efetuada a inscrição.

O concurso contará com duas etapas. Na primeira fase, os candidatos deverão fazer um prova com 80 questões objetivas e quatro questões dissertativas. Essa fase é eliminatória. Os candidatos aprovados na etapa preliminar serão convocados para a avaliação de títulos. Cursos de mestrado e doutorado contam pontos e servem como critério de desempate.

Os professores terão como função desenvolver atividades práticas de ensino e aprendizagem esportiva, além de atividades teóricas em sala de aula, abordando temas relacionados à disciplina. Os aprovados no concurso estarão aptos a ministrar aulas tanto para alunos do ensino fundamental quanto do ensino médio.

Os candidatos interessados em participar da seleção já podem iniciar os estudos. A bibliografia básica do concurso, com livros e assuntos a serem abordados nas provas, está disponível no site www.educacao.sp.gov.br

Previsão

A previsão da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo é que o edital seja publicado ainda no primeiro semestre deste ano. Segundo a assessoria do órgão, não é realizado concurso para professor de educação física desde 1998, portanto, a procura pelas vagas será grande.

Livros chegam às escolas

Até o dia 14 de fevereiro próximo as escolas de todo o Estado receberão 17,9 milhões de livros didáticos, de ficção e não-ficção. A Secretaria de Estado da Educação gerencia todo o sistema do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) em São Paulo, e isto inclui a parte logística da distribuição também para escolas municipais, federais e particulares.

O programa começa desde a escolha dos títulos pelos professores, passando pela produção das encomendas feita pelas editoras, distribuição via Correios, até a chegada do livro na mão de cada aluno. É importante destacar que qualquer atraso na entrega poderia resultar em prejuízo para os alunos e os professores, por isso todas as etapas devem funcionar em perfeita sintonia. Além disso, a Secretaria capacita constantemente seus professores (por videoconferências e cursos presenciais) para a escolha e uso do livro.

O PNLD é um programa de grande extensão e complexidade. Para se ter uma visão geral, mais de 5,2 milhões de alunos do ensino fundamental (ciclos I e II) de todas as redes de ensino irão receber livros. No ciclo II (5ª a 8ª série), os alunos receberão livros didáticos de Português, Matemática, História, Geografia e Ciência.

Os alunos do ciclo I (1ª a 4ª série) também serão beneficiados, mas com o complemento dos títulos já existentes na escola. O benefício vai para novas unidades, classes e demandas de alunos. Em 2004, esses alunos receberam livros didáticos novos das cinco matérias acima.

Os livros foram escolhidos pelos professores com base no Guia Nacional do Livro Didático, elaborado pelo FNDE/MEC – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, do Ministério da Educação. Os alunos utilizarão os livros por um ano e juntamente com a escola e os pais são responsáveis pela preservação do material. Ao receber os livros, a comunidade escolar será conscientizada sobre a necessidade de mantê-los e devolvê-los em bom estado, já que o material didático tem validade de três anos e será reutilizado nos próximos anos, por outros alunos.

Mais de 1,8 mil títulos de livros serão entregues este ano. Eles serão distribuídos para 12 mil escolas de ensino fundamental de todo o Estado de São Paulo. Deste total, 3,1 milhões de alunos das 5,5 mil escolas estaduais serão beneficiados.

Manual de orientações gerais

Ainda esta semana, as Diretorias de Ensino e escolas receberão um manual com os procedimentos para o recebimento das encomendas de livros e entrega dos mesmos aos alunos. O manual também já disponível no site da Secretaria www.educacao.sp.gov.br através do link ‘Diretorias’ e ‘Escolas’, opção ‘Manual de Orientações Gerais sobre a logística do PNLD’.