O presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) e secretário de Educação do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita, disse que ficou impressionado com o conhecimento que o governador Simão Jatene demonstra ter sobre o quadro educacional em todo o Brasil.
Após conversar com Jatene, no Palácio dos Despachos, na manhã desta terça-feira (8), Chalita comentou: “O governador do Pará tem uma imensa sensibilidade com a educação. Fiquei impressionado como ele tem os dados da Educação no Brasil, como acompanha o assunto, como é sensível a essa questão e com o seu desejo de melhoria da Educação no estado do Pará e no Brasil”, afirmou o presidente do Consed.
Gabriel Chalita, 35, um dos mais renomados conferencistas em Educação no País, doutor em Comunicação e Semiótica, está em Belém para participar da abertura da I Feira Pará Educar, evento promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria Executiva de Educação (Seduc), no período de 8 a 11 deste mês, na Estação das Docas. O evento será aberto pelo governador Simão Jatene, às 19 horas desta terça-feira (8), em cerimônia no auditório Maria Sylvia Nunes.
Em seguida, Gabriel Chalita fará a conferência tendo como tema `Educação – Um ato de amor` e também vai autografar o seu 36º livro, a edição atualizada de `As mulheres que mudaram o mundo`. Para Gabriel Chalita, a conferência será uma oportunidade para ele conversar com os educadores e os parceiros da Educação no Pará.
“Precisamos fazer com que os professores percebam a necessidade de tocar a alma do aluno, de ter uma aula mais envolvente, de ter uma parceira maior de universidades e empresas, junto com a escola”, destacou Chalita. Ele defende também que a educação formal “não pode ficar fechada nela mesma, tem de ser aberta”.
A conseqüência da integração, de acordo com o secretário de Educação de São Paulo, é que “o aluno sai ganhando, o professor será mais competente e o diretor terá uma gestão melhor. Essa Feira vai ser muito importante para isso, pois vai mostrar experiências positivas para que possam ser replicadas”.
O governador e Gabriel Chalita também conversaram sobre as “limitações de todos os governadores, devido à falta de recursos federais na Educação”, ressaltou o secretário. Para ele, esta dificuldade terá de ser uma bandeira de luta do Consed. “Que o governo federal ajude mais os estados e municípios a realizar sua proposta educacional. Hoje, quem executa a educação no Brasil são os Estados e municípios, o governo federal não tem aluno em educação básica, então precisa ajudar mais os governos a exercerem com competência a missão de educar os seus alunos”, defende Gabriel Chalita.
Ainda no âmbito do Consed, Chalita disse que a entidade também se empenha na criação de um fundo de recursos específico para dar condições aos estados de cuidarem do Ensino Médio e aos municípios de cuidarem da Educação Infantil. “Enquanto não tivermos um financiamento competente no Brasil, teremos sempre estas dificuldades de professores que ganham o que não deveriam ganhar e de escolas que não têm o aparelhamento que deveriam ter”, avaliou.
O LIVRO – Com relação ao livro `As mulheres que mudaram o mundo`, Chalita declarou: “É uma honra para mim, no Dia Internacional da Mulher, estar > aqui no Pará e aproveitar para lançar a nova edição do livro”. Novos personagens foram acrescentados, mas o mote é o mesmo: o autor faz uma reflexão sobre o legado de algumas mulheres consideradas vitoriosas no mundo, em diversas áreas de atuação. “Falo de mulheres que conseguiram dar uma marca de sensibilidade, como Madame Currier, que recebeu duas vezes o Prêmio Nobel da Medicina, e não perdeu a sensibilidade”.
Para Chalita, quando as pessoas desenvolvem a competência, chegam a patamares fantásticos. “Na dança temos a Isadora Duncan, na literatura a Gabriela Mestral (Prêmio Nobel de Literatura). Com toda essa garbosidade,
elas não perdem a sensibilidade, o mundo precisa de pessoas competentes e sensíveis”. Ele anunciou que o próximo livro será lançado em maio e vai ser chamado de `A História do Rei Menino`, seu primeiro romance infantil.
A secretária Rosa Cunha disse que a feira tem o sentido de ser um encontro entre a comunidade escolar e os parceiros, que são as instituições públicas e privadas, e as ongs. “Vamos conversar sobre os projetos oferecidos nas redes públicas e privadas, e que são desenvolvidos nas escolas. Vamos disseminar as boas idéias também nas escolas do interior do Estado”, afirmou.
Pela primeira vez, as escolas estaduais terão a oportunidade de conhecer de perto as instituições públicas e privadas que podem mudar o cenário de suas escolas e celebrar de modo direto parcerias, de acordo com a realidade de cada uma em particular. A Pará Educar tem o objetivo de apresentar à comunidade paraense e, em especial, à comunidade escolar, programas, projetos e ações desenvolvidas no âmbito da escola. Anualmente será desenvolvido um tema previamente estabelecido. Nesta primeira edição da Pará Educar o tema será `Grandes Parceiros, Melhor Educação`.
Além de palestras, haverá estandes com informações e indicadores referentes a cada nível de ensino, de cada parceiro da Seduc, a exemplo do Hemopa, da Fundação Cultural Tancredo Neves, do Programa de Articulação pela Cidadania (PAC), Secretaria Executiva de Fazenda(Sefa) e Sebrae.
MULHERES – A secretária de Educação do Pará deixou uma mensagem especial para as mulheres neste Dia Internacional da Mulher. Além dos parabéns,Rosa Cunha fez questão de externar seu agradecimento às mulheres que trabalham na Educação no Pará. “A mulher é intrinsecamente educadora, pelo instinto maternal, pela obra da maternidade que se realiza a partir da oportunidade biológica oferecida pelo seu organismo. As mulheres podem ser mães de sangue ou de coração”, observou a secretária.
Ela acrescentou que a maternidade é a grande contribuição do sexo feminino, do poder feminino e da reflexão feminina ao progresso da humanidade. “Se o mundo entender que estas características femininas podem contribuir muito para o desenvolvimento da humanidade, teremos um equilíbrio entre os sexos, cada um dentro da sua visão, da sua vertente”.
Rosa Cunha afirmou, ainda, que comemora o 8 de Março ciente de que “avançamos bastante, do feminismo para o feminino, e daí é um progresso que não tem retorno”, e que ainda “temos ainda lutas, dificuldades, algumas discriminações, mas prefiro comemorar o que já ganhamos”. Por fim,a secretária de Educação desejou que as vitórias constituam a certeza de que teremos cada vez mais o reconhecimento, a aceitação e o desenvolvimento da humanidade calcado naquilo que a mulher pode oferecerpara a sociedade.
Ao final da audiência, Simão Jatene recebeu de Chalita os três volumes da`Trilogia da Vida`, publicados pelo secretário de Educação em 2003, sob os títulos `O Livro dos Amores`, `O Livro do Sol` e `O Livro dos Sonhos`.
Trata-se de um conjunto de histórias com poetas, guerreiros, músicos emusas às voltas com desejos, esperanças, realizações, alegrias, decepções e tristezas.