Notícias

Teatro

Entre 5 mil e 6 mil alunos de escolas estaduais de Campinas assistem, gratuitamente, até o próximo sábado, às apresentações da peça teatral Despertando para Sonhar. Campinas é a primeira cidade do Interior a receber o Projeto Teatro Jovem, que ficou uma temporada de 15 dias na Capital e foi apresentada a 20 mil alunos das redes estadual e municipal de São Paulo.

A primeira apresentação foi realizada às 20h de ontem. Elas irão ocorrer no Teatro da Escola Estadual Culto à Ciência, no bairro Botafogo. Serão 500 jovens por apresentação. O evento é patrocinado pela Secretaria Estadual de Educação e pelo Centro Cultural Banco do Brasil.

As escolas estão sendo selecionadas pelas diretorias de Ensino Leste e Oeste de Campinas, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação. Os estudantes selecionados são da 7ª e da 8ª série do Ensino Fundamental e, principalmente, das três séries do Ensino Médio. O transporte dos alunos é de responsabilidade das diretorias de Ensino. Serão dez apresentações em cada cidade. Os municípios que também receberão a peça são Santos (Teatro Municipal), Sorocaba (local a definir), Jundiaí (Teatro da Escola Estadual Dom Gabriel) e São José dos Campos (Cine Teatro Santana).

O estudante Ângelo Máximo Januário, de 16 anos, da 2ª série do Ensino Médio, da Escola Estadual Culto à Ciência, assistiu a uma peça de teatro, no final do ano passado, na própria escola, pela primeira vez. “Estou com muitas expectativas para assistir a peça Despertando para Sonhar porque acho que vai ser boa igual à primeira”, disse Junuário. “Tenho uma vontade imensa de assistir às apresentações de teatro e da Orquestra Sinfônica, mas não consigo porque, além de serem caras, são pouco difundidas entre os jovens.” A dirigente de Ensino da Diretoria Leste, Célia Ferreira, informou que, em alguns casos, as aulas serão substituídas pelo teatro.

Cada ingresso custaria R$ 9,00 por aluno caso não houvesse os dois patrocinadores. As próximas sessões ocorrem hoje, às 10h e às 14h; amanhã, às 14h e 20h; em 2 de junho, às 10h e às 20h; em 3 de junho, às 14h e às 20h, e em 4 de junho, às 10h. A peça, ambientada em um estúdio de cinema e com duração de uma hora, tem texto de Eduardo Bakr e direção de Fernando Tadeu Aguiar e Djalma Thürler.

O Projeto Teatro Jovem foi idealizado por Tadeu Aguiar há dez anos. “O espetáculo começa com a exibição de um filme e estamos com duas toneladas de equipamentos”, disse Bakr. “A peça leva esperança e mostra que os sonhos existem”, disse. Após, a apresentação é feita uma discussão sobre a vida escolar e social dos adolescentes.

Arte

O teatro vai à escola – Um projeto cultural que tem o mérito de levar teatro de qualidade para mais de um milhão de adolescentes da rede pública de ensino do Brasil chega hoje em Campinas. Teatro Jovem é o nome do projeto idealizado pelo diretor teatral Tadeu Aguiar, que traz o espetáculo Despertando para Sonhar, texto de Eduardo Bakr e direção de Tadeu Aguiar e Djalma Thürler.

O espetáculo estreará no teatro da Escola Estadual Culto à Ciência, com capacidade para 500 pessoas, onde ficará em cartaz até 4 de junho, em dez sessões. O objetivo é atingir cerca de 5 mil alunos.

Com uma hora de duração, a peça se passa em um cenário que lembra um estúdio de cinema, para tanto, a montagem tem som digital e projeção de imagens feitas em película.

O espetáculo começa com a exibição de um filme. Depois, a cena toma todo o palco, como se este fosse um grande set de filmagem. A ação gira em torno de Ícaro, um jovem sem perspectivas, que vive enfurnado no próprio quarto e, um dia, discute com os pais e foge de casa.

Ao tomar o metrô, acaba preso dentro do vagão, junto com Dédalo, um homem misterioso que cita frases de Shakespeare, Rilke, Eisntein, Fernando Pessoa entre outros grandes criadores. Após um intenso debate, Ícaro relembra a importância de se cultivar os sonhos e o vagão volta a andar.

O projeto Teatro Jovem, com patrocínio e realização do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), tem objetivo facilitar o acesso dos jovens à cultura e desenvolver neles o hábito de freqüentar o teatro. “Nossa idéia é contribuir para a formação de jovens cidadãos, críticos e atuantes, preenchendo uma lacuna na área do teatro para adolescentes”, diz o autor do projeto.

Tadeu Aguiar é ator, tradutor, adaptador e diretor. Cursou a Escola Dramática de Arte Dramática (EAD), da Universidade de São Paulo (USP). Participou de diversas montagens teatrais, como A Passagem da Rainha, de Antônio Bivar; A Morte do Caixeiro Viajante, de Arthur Miller, entre outras; e das novelas O Dono do Mundo, Olho no Olho etc.

Despertando para Sonhar – Hoje, às 20h, amanhã (10h e 14h), quarta (14h e 20h), quinta (10h e 14h), sexta (14h e 20h) e sábado (única apresentação às 10h), no teatro do Culto à Ciência (Rua Delfino Cintra, s/nº, Botafogo). Entrada franca para alunos da escola.

Ética na Academia

Mais do que uma palestra, a apresentação de “Os Dez Mandamentos da Ética”, por Gabriel Chalita, na Academia Paulista de Letras foi um encontro emocionante. A iniciativa, que teve início a partir de um convite a Chalita para participar do tradicional “chá das cinco”, reuniu na platéia grandes nomes como Lygia Fagundes Telles, Paulo Bomfim e o bibliófilo José Mindlin.

Na mesa, Chalita estava acompanhado de sua mãe, Anisse Chalita e do presidente da instituição, o jurista Ives Gandra Martins.

A palestra, que começou com um passeio pelos primórdios do conceito ‘Ética’, com textos de Sócrates, Aristóteles e Platão, teve como destaque a importância do tema nos tempos atuais. Utilizando exemplos cotidianos junto com pensamentos filosóficos, Chalita falou da necessidade do ser humano procurar ser melhor pela bondade e pela justiça. “Ética é a arte da convivência que regula o comportamento humano e visa o bem maior de todos”. Para resumir a impressão dos presentes, Ives Gandra declarou “Chalita traz para nós os paradigmas mais difíceis da filosofia de forma clara e envolvente”.

Informática

Escolas da região terão salas de informática para inclusão digital – O governo do Estado de São Paulo tenta avançar com a rede de inclusão digital adequando oito escolas públicas da região.

A Secretaria Estadual de Educação autorizou a reforma e a adequação nos prédios de escolas públicas onde serão instalados laboratórios de informática.

A solicitação foi feita pelo deputado Pedro Tobias (PSDB) que vê vantagens não apenas para os alunos. Tobias destaca que o processo de inclusão digital desenvolvido nas escolas beneficia também a comunidade vinculada ao Programa Escola da Família. “Milhares de pais de alunos estão tendo acesso gratuito e inédito ao computador e participando ativamente do curso de informática básico”, destaca.

A montagem da sala de informática começa com a definição de lugar adequado para abrigar os computadores. Em algumas escolas é necessário construir o compartimento para depois colocar o mobiliário e fazer a instalação elétrica e das máquinas.

No passo seguinte, a sala é equipada com micros munidos de softwares e conexão para Internet. Os critérios para definir a quantidade de máquinas são de acordo com o número de estudantes. As instituições com até 400 alunos recebem cinco computadores e um servidor e as demais, 10 micros e dois servidores.

Tobias explica que os processos licitatórios já foram homologados pela equipe técnica da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) e publicados no Diário Oficial do Estado.

Serão beneficiadas em Jaú a EE Prof. José Nicolau Piragine, EE Dr. Lopes Rodrigues, E.E. Profa. Lucia Sampaio Galvão (distrito de Potunduva). Em Igaraçu do Tietê a EE João Tuschi e EE Prof. Ângelo Domezi. Em Dois Córregos, EE Francisco Simões. Em Bariri, a EE Profa. Rosa Benatti. Em Pederneiras, a EE Esmeralda Leonor Furlani Calaf – CAIC. O investimento total é de R$ 53,8 mil.

Incentivo

Programa estimula jovem a voltar a estudar – Bruno da Silva tem 16 anos e está na oitava série do ensino fundamental. Ele ficou dois anos fora da escola e este ano voltou a freqüentar o supletivo da Escola da Juventude, aos finais de semana. Ele vem de uma família de baixa renda, sua mãe é empregada doméstica e ganha um salário mínimo para sustentar ele e mais dois irmãos de 11 e dois anos.

O padrasto recolhe e vende material reciclável. Bruno é um dos jovens de Piracicaba contemplados com o Programa Ação Jovem e vai receber durante um ano uma bolsa mensal de R$ 60 para continuar na escola.

A Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social liberou R$ 288 mil para o município aplicar no Programa Ação Jovem. A meta é beneficiar 400 jovens de 15 a 24 anos com bolsa mensal de R$ 60, durante um ano, com o objetivo de incentivar a volta à escola e manter tendo aulas os alunos que estavam na iminência de deixar os estudos por falta de recursos financeiros.

Os jovens de Piracicaba foram selecionados pela Semdes (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social) a partir da renda familiar, que não pode ultrapassar dois salários mínimos. “Os jovens são dos bairros mais carentes da cidade, com alta concentração de pobreza”, disse a secretária Maria Angélica Guércio. A faixa etária e a situação de risco também foram levadas em conta, segundo a secretária. Foram escolhidos alunos do Jardim Oriente, Monte Líbano, Bosques do Lenheiro e Tatuapé 1 e 2.

Silva disse que o dinheiro vai ajudar a mantê-lo na escola e que vai usar parte para comprar material escolar. “Vou guardar a maior parte do dinheiro para fazer um curso profissionalizante ou uma faculdade”, disse.

Maria Angélica disse que o número de bolsas foi definido pelo governo do Estado com base na população da cidade, mas que pode crescer no ano que vem conforme o gerenciamento da prefeitura. Os jovens vão começar a receber a bolsa em junho.

Os alunos das Escolas da Juventude também fazem parte do Ação Jovem. O Escolas da Juventude é um programa do Estado integrado ao programa Escola da Família em parceria com a Unesco, lançado no início do ano. Trata-se de uma nova modalidade de ensino para atender jovens a partir dos 18 anos que não conseguiram ingressar ou até mesmo concluir o ensino médio por causa do trabalho. Piracicaba é uma das dez regionais do interior que contam com o curso em nove escolas.

Pesquisa

Um bom diretor influi, e muito, no aprendizado, dizem pesquisas – Diretor bom, escola boa. Pesquisas têm mostrado que quanto mais bem formado o diretor, mais eficaz é a aprendizagem das crianças, principalmente na rede pública. E se tornam mais comuns as capacitações organizadas pelos governos para moldar o gestor moderno.

Não é mais suficiente dominar as tarefas administrativas, é preciso interferir no processo pedagógico e promover a abertura das escolas para a comunidade.

Números do projeto Gestão para o Sucesso Escolar, da Fundação Lemann, mostram um acréscimo de 18% nas médias de português dos alunos da 4.ª série depois que seus diretores receberam aulas específicas para melhorar o desempenho no cargo. Os resultados são de escolas públicas de São Paulo e Santa Catarina, as primeiras a participar do projeto em 2003 e em 2004. Este ano, serão formados diretores no Ceará e Tocantins.

Outro projeto semelhante, a Escola de Gestores, terá seu piloto lançado no mês que vem pelo Ministério da Educação (MEC). A primeira turma do curso será de 400 diretores de escolas da educação básica de dez Estados. A capacitação será feita por meio de educação a distância e presencial, essa última em parceria com instituições de ensino superior locais.

O currículo do curso inclui legislação, conhecimento de políticas públicas de transporte, merenda, livros didáticos, gestão democrática, relações humanas, entre outros. Segundo a coordenadora do projeto no ministério, Lia Scholze, a Escola de Gestores nasceu principalmente da preocupação com o baixo desempenho dos alunos no Sistema de Avaliação do Ensino Básico (Saeb), feito pelo MEC. “Não adianta só capacitar professor, o diretor tem de entender de educação também”, diz.

INDICADORES

No programa da Fundação Lemann, antes de começar o curso para gestores, são os estudantes os avaliados. A segunda rodada de provas acontece no fim da capacitação e serve para medir a eficácia do trabalho do diretor. “Mobilizamos a equipe escolar para trabalhar com os indicadores dessa avaliação”, diz a diretora-executiva da Fundação Lemann, Ilona Becskeházy.

A diretora Dircilene Segura Santos, que trabalha em uma escola municipal de São Roque, interior do Estado, identificou em seus alunos problemas em leitura. “Aprendi que o professor não sabe tudo e que ele não tem coragem de dizer isso”, conta. Ela então passou a ler com os professores e mobilizou alunos e funcionários para organizar espaços de leitura. Além disso, ela chamou a comunidade para participar de atividades e pediu a alunos da 8.ª série que fizessem um vídeo do bairro. Dircilene foi uma das 19 diretoras premiadas pelo projeto da fundação – entre as 200 que participaram – por causa da significativa melhora de seus alunos na avaliação.

ESCOLHA

A maneira como o diretor é escolhido para o cargo é diferente em cada Estado. Em São Paulo, há concurso público e um sistema de pontuações que permite ao melhor classificado optar pela escola de sua preferência. Segundo o secretário da educação, Gabriel Chalita, desde o ano passado os diretores são obrigados a permanecer pelo menos dois anos na escola escolhida para que os projetos não sejam interrompidos. “A cara da escola é a cara do diretor. Às vezes você encontra duas escolas numa mesma rua, que receberam o mesmo dinheiro, e são completamente diferentes”, diz.

Estados como o Ceará fazem eleições na comunidade para escolha do diretor, como ocorre também em alguns países da Europa. No Tocantins há análise de currículo, entrevistas, provas e, no fim, uma lista tríplice para cada escola, e secretária de educação indica o novo diretor.

“O que ainda é lamentável é ver cidades e Estados escolhendo diretores apenas por indicação política, sem qualquer critério de competência”, afirma Ilona. O Brasil tem 174.896 gestores de escolas do País – em cargos de diretores ou não. A maioria é mulher.

Comunidade

Escola da Família é exemplo de integração – Se, por um lado, as praças de esporte de Campinas permanecem desocupadas e com instalações precárias, nos sábados e domingos 80 escolas estaduais da cidade abrem suas portas à comunidade por meio do projeto Escola da Família, uma iniciativa da Secretaria do Estado de Educação implantada desde o início de 2001 nos principais municípios paulistas.

As dependências dessas unidades de ensino se transformam em palco para aulas de capoeira, de fanfarra e de apresentações de corais, além de outras oficinas culturais ministradas por estagiários (estudantes de Educação Física e Pedagogia) contratados pelo governo.

De acordo com dados da Diretoria de Ensino da Região Oeste de Campinas, as 80 escolas da cidade que fazem parte do Escola da Família receberam cerca de 429 mil pessoas entre o início de janeiro deste ano e o final de abril, o equivalente a uma freqüência média de 30 mil pessoas por final de semana.

O programa visa atender todos os meses 7 milhões de jovens em todo o Estado. No total, 6 mil escolas se transformam em centros de convivência com atividades voltadas às áreas esportiva e cultural nos sábados e nos domingos, com programações que se estendem das 9h às 17h.

Em Campinas, as escolas estaduais que fazem parte do programa promovem desde campeonatos de futebol de salão a discussões sobre o movimento hip hop e aulas de teatro. O programa também oferece emprego para 7 mil estagiários que recebem R$ 400,00 mensais para dar aulas no Escola Viva.

“Nosso desafio é trazer mais pais de alunos para as atividades promovidas pelo projeto e conseguir voluntários para darem aulas de capoeira e de bordado, por exemplo”, destacou Admir Schiavo, diretor da Diretoria de Ensino da Região Oeste.

Resultados

Programa beneficia 100 milhões – Redução dos índices de violência e de atos de vandalismo em bairros onde estão localizados estabelecimentos estaduais de ensino do Estado. Este foi um dos aspectos destacados ontem pelas autoridades durante as atividades que comemoraram a marca de 100 milhões de participações no Escola da Família, implantado em 5.306 unidades.

Na Baixada, foram contabilizados mais de 3,5 milhões de participantes desde agosto de 2003, quando foi lançado. Foram aplicadas mais de 188 mil atividades.

A dirigente Regional de Ensino de Santos, Maria Lúcia Ferreira dos Santos, destacou a importância do envolvimento de toda a sociedade. ‘‘As famílias se envolveram muito no projeto e isso contribuiu para o crescimento’’.

Ela destacou que a meta é trabalhar ainda mais para que o programa se consolide. ‘‘Essa é uma vitória profissional e uma satisfação pessoal. Temos que comemorar’’.

Entre os profissionais homenageados, estavam policiais militares com atuação em programas de prevenção a drogas e violência (Proerd).

Rede municipal

A intenção do Governo do Estado é envolver também as escolas municipais ainda este ano. Por isso, a Secretaria de Estado da Educação está cadastrando os municípios que no segundo semestre irão integrar o programa. Na Baixada Santista, seis cidades já se inscreveram: Santos, São Vicente, Guarujá, Bertioga, Itanhaém e Peruíbe.

O convênio deve ser assinado em junho e a idéia é que o trabalho prático tenha início em agosto, quando o programa completará dois anos de existência, segundo revelou o secretário-adjunto de Estado da Educação, Paulo Alexandre Barbosa.

‘‘O governador já liberou o dinheiro e, da parte do Estado, podemos garantir que o recurso virá. Resta agora o papel dos municípios (que responderão pela metade dos gastos), mas há uma disposição em aderir ao programa’’, afirmou.

Na região, as comemorações de ontem foram centralizadas na EE Neves Prado Monteiro, na Vila São Jorge, com homenagens às escolas mais atuantes. A EE Dona Coralina Ribeiro dos Santos Caldeira, de Guarujá, foi considerada a escola com maior número de participações na área sob a responsabilidade da Regional de Santos: 24.356.

O que é

Programa Escola da Família

É uma iniciativa que une 6 mil profissionais da Educação, 25 mil estudantes universitários e milhares de voluntários para criar uma cultura de paz, despertar potencialidades e hábitos saudáveis junto aos mais de 7 milhões de jovens que vivem no Estado. É desenvolvido nos finais de semana em 6 mil escolas da rede estadual, que permanecem abertas para a realização de atividades voltadas para as áreas esportiva, cultural, de saúde e de qualificação para o trabalho.

Estímulo

Projeto trabalha auto-estima de adolescentes com Hip-Hop – O Projeto Jota (Jovens Trabalhando a Auto-Estima), de Lorena, chega à escola estadual Gabriel Prestes no domingo. O programa, que completa um ano de existência em 2005, tem como objetivo concentrar adolescentes de diversos bairros do município nas escolas, com a abertura de espaços para aprendizagem e entretenimento.

Os locais para realização dos encontros vêm do apoio que o Jota recebe do governo do Estado, que cede escolas nos fins-de-semana para as atividades. O restante do suporte necessário é proporcionado pelo Programa Escola da Família, que ajuda com fornecimento de lanches, preparação de salas de aula e outros. O programa tem também como objetivo promover a divulgação da cultura Hip-Hop e a compreensão de sua história por meio de oficinas, nas quais os adolescentes aprendem a prática do grafite, a discotecagem, a dançar o break e se tornarem MC’s. A temática Hip-Hop é abordada em confrontação com elementos da cultura popular (música, peças de teatro, quadros, personalidades e outros). O trabalho realizado pelo grupo nesse primeiro ano de existência teve como resultado um CD, com a participação de 15 bandas de Lorena. No dia 29 deste mês o programa estará na escola Ernesto Quissaque. Em junho, o projeto visita a escola Haroldo Azevedo, no dia 5, e a Francisco Marquez, no dia 19. Em 24 de julho é a vez da escola Ferreira Pedro. O Jota visita a escola Regina Bartelega, no dia 7 de agosto. Em setembro, as escolas visitadas são Luiz Carlos Pinto e Padre Leôncio, nos dias 4 e 18, respectivamente. A escola Arnolfo Azevedo encerra o calendário, no dia 2 de outubro. As atividades são realizadas das 13h às 17h

Gestão compartilhada

A gestão compartilhada da Escola Estadual Andradas, entre a Prefeitura e o Governo do Estado, vai garantir, a partir do próximo ano, a criação de 510 novas vagas na unidade escolar da Aparecida, além das 700 já existentes.

O ato de assinatura do protocolo de intenções será celebrado amanhã, às 10 horas, no Paço Municipal, com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do prefeito João Paulo Tavares Papa (PMDB).

Das 510 vagas, 120 serão de creche e atenderão a crianças de 0 a 3 anos e 11 meses. Para Educação Infantil (de 4 a 6 anos), o projeto contempla 120 vagas. As outras 270 ficarão reservadas para estudantes da 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental.

Pioneira no Estado de São Paulo, a parceria prevê a implantação de um conjunto educacional que, no futuro, poderá incluir cursos de Ensino Profissionalizante.

Após a oficialização do convênio, a Prefeitura dará início a reforma da escola, também realizando adequações necessárias para atender um número maior de alunos.

A Seduc informou que o início efetivo da gestão compartilhada será em fevereiro de 2006, data em que começará o novo ano letivo.

Outra escola

Além do compartilhamento da Escola Estadual Andradas, a Prefeitura espera entregar, ainda este ano, a Escola Aparecida, nas instalações do Brasil Futebol Clube.

As obras da futura unidade escolar estão paralisadas há mais de uma semana em decorrência de uma decisão judicial.

Quando todos os problemas jurídicos estiverem resolvidos e a obra concluída, a Escola Aparecida atenderá a 380 alunos, sendo 280 do Ensino Fundamental e 100 da Educação Infantil.