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”Ética e Política: uma relação essencial”

O ex-secretário de Educação de São Paulo, Gabriel Chalita, eleito o vereador mais bem votado do País, com 102.044 votos, virá a Cuiabá na próxima sexta-feira para proferir uma palestra sobre o tema “Ética e Política: Uma relação essencial”. O evento será no Hotel Fazenda Mato Grosso, a partir das 19h30m.

Chalita é autor de vários livros sobre educação e temas relacionados à ética.

Chalita, quando esteve à frente da Secretaria de Educação de São Paulo, implantou o programa Escola em Tempo Integral, também desenvolvido em Cuiabá, pelo prefeito Wilson Santos. O palestrante, ligado à Renovação Carismática da Igreja Católica, vai falar para mais de 1.500 pessoas. Gabriel Chalita é bacharel em Direito e em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e em Filosofia pela Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena

fonte: http://www.paginaunica.com.br/noticia.php?id=8552&categoria=Cidades

I FLIC de Catanduva – SP

O Colegião inovando mais uma vez trouxe para Catanduva, de forma inédita, um evento literário grandioso, a I FLIC – Feira Literária do Colegião. Na programação da Feira intitulada ‘Machado de Assis e o Universo da Palavra’, conferências de ilustres especialistas do universo acadêmico, dentre as mais esperadas, a da escritora internacionalmente reconhecida Nélida Piñon (Academia Brasileira de Letras) e a do escritor e ex-secretário da Educação do Estado de São Paulo Gabriel Chalita (Academia Paulista de Letras).

São também atrações da FLIC a cinemateca com a exibição diária de filmes como forma de releituras das principais obras machadianas; peças teatrais, show de MPB, o Espaço-Machado, uma sala que retratará toda a atmosfera da época de nosso grande mestre; a Feira de livros promovida pela livraria Nobel; o Cantinho da criança com a ‘Árvore de Livros’ e o Café-Cultural.

A feira, que durou uma semana, com programação intensa, encerrou na última quinta-feira, 09/10, com a presença ilustre do escritor e educador Gabriel Chalita, que falou sobre suas obras ‘Pedagogia da Amizade’ e ‘Pedagogia do Amor’ ,além da apresentação do grupo ‘Cezinha e Banda’, de Rio Preto, e massagens realizadas por profissionais da área. O evento, de altíssimo nível, superou todas as expectativas das organizadoras, com mais de mil e cem inscritos. Este foi mais um dos projetos do Colegião: promover cultura para formar cidadãos mais críticos e conscientes.

Evento em Boa Vista

Às 19 horas do dia 13 de outubro, segunda-feira, Gabriel Chalita visita novamente a cidade de Boa Vista, em Roraima, para fazer uma palestra para 1.500 convidados, em celebração ao Dia do Professor.

Chalita falará sobre “Amor, Ética e outros Valores”, no Espaço Glamour, principalmente para professores da rede estadual.

Novo livro conta segredo

A habilidade de contador de histórias, somada à filosofia pedagógica baseada na amizade, levou Gabriel Chalita a escrever o livro O segredo das quatro letras, pela Ediouro. O lançamento ocorreu no dia 4 de outubro, na Livraria Siciliano do Shopping Pátio Higienópolis, e reuniu centenas de fãs e admiradores. A fila de leitores permaneceu longa, durante três horas.

O livro é uma reunião de seis histórias em que o autor analisa sentimentos como o egoísmo, a tristeza, a felicidade e o perdão. É uma verdadeira lição de vida para leitores de todas as idades.

Em um mundo que a cada dia exige mais rapidez e agilidade das pessoas, em que muitas crianças têm uma agenda tão concorrida quanto a de um executivo, Gabriel Chalita convida o leitor a parar e se entregar ao mundo da imaginação.

O segredo das quatro letras traz como fio condutor um personagem que fez parte da vida de muita gente, mas quase caiu no esquecimento: o contador de histórias. Quem não se lembra do pai, da mãe, do irmão mais velho ou mesmo de uma tia ou professora que, quando começava a contar uma história, fazia o mundo parar? As crianças – e muitas vezes os adultos também – deixavam o que estivessem fazendo para mergulhar em um mundo de magia, onde tudo podia acontecer.

Nesse livro Chalita apresenta seis fábulas com vários personagens, pessoas ou animais. Aventuras como a de Momo, um elefantinho chorão; de Eugênia, uma gata mimada e do bondoso contador de histórias, Bonifácio, trazem ensinamentos sobre o mundo em que vivemos.

Em boa companhia

Na próxima sexta-feira, dia 17 de outubro, Gabriel Chalita é o convidado da Faculdade Dehoniana, para um debate no evento denominado Semana Teológica.

Ao lado de ele, estarão dois importantes representantes do pensamento nacional: o padre Fábio de Melo, que também é escritor de grandes méritos, e a poeta Adélia Prado, autora de belas páginas da poesia brasileira. Confira a programação completa do evento no site da faculdade: http://www.dehoniana.org.br/posicao1.asp

Nélida Educadora Piñon

Por Gabriel Chalita (Jornal do Brasil)

Nélida entregou-me seu livro mais recente, no dia de seu aniversário. E quem ganhou o presente fui eu. Devorei cada linha de Aprendiz de Homero, identificando-me com o pensamento de Nélida, mas devo dizer que discordo dela em uma questão fundamental: ela se proclama aprendiz, já no título do livro, e afirma não ser uma pedagoga, e eu garanto que ela é mestra.

Basta ler um dos 24 ensaios (“Descoberta do mundo”) que compõem o seu livro. Ali, num tom memorialista mas de clara intimidade com o ofício de ensinar, Nélida apresenta um dos mais profundos e ao mesmo tempo concisos depoimentos que já li, de alguém que se dispõe a falar de educação. Modestamente, como é de seu talhe, ponderou que não tem teorias a defender, que lhe “falta o instrumental com que abordar a nmatéria educacional com isenção crítica”, e que, portanto, seus apontamentos teriam a superficialidade da amadora. Nada disso. Eu sou educador, por vocação, formação e ocupação, e posso falar de cátedra: Nélida é uma educadora perspicaz e consciente.

Uma análise do ensaio que se inicia à página 217 do livro Aprendiz de Homero permite essa afirmação. A frase inicial é uma verdadeira profissão de fé: “A experiência humana, onde quer que se manifeste, começa no coração.” A frase tem mais profundidade do que aparenta, à primeira leitura. Saber de cor, (cor, cordis, coração em latim), uma das atitudes que tradicionalmente ilustram o aprendizado, é conhecer com o coração. Diz ela: “Estou convencida de que o filtro do amor e do prazer encontra-se também nas páginas do livro.” Os que me deram a ventura de serem meus leitores conhecem o que defendo em meu livro Pedagogia do amor, síntese do meu pensamento educacional. Ali, comento o valor das histórias, contadas em casa ou na escola, a partir de livros, como apoio fundamental da educação. Costumo dizer que não há lembrança melhor, de uma infância bem vivida, do que o acalanto de uma voz querida, contando histórias, ilustrando a vida. E Nélida reconfirma, com esta assertiva: “Os livros e as palavras, inseparáveis, são os melhores inventos da raça humana.” E diz mais ainda: “Sendo ambos, por excelência, produtos rebeldes, perambulam ao lado de quem sonha, de quem se senta nos bancos escolares, de quem ensina, de quem se aflige, de quem frui a invenção, de quem se encanta com as manifestações da inteligência humana.”

Costumo dizer que o professor é a alma da escola, que sem ele a educação não ocorre. Nélida dá testemunho dessa idéia: “Enquanto leciono, sei-me destinada a queimar meu coração, a repartir minhas fibras entre anônimos, entre filhos de outros, que não são do meu sangue. A sofrer as emoções advindas de um convívio difícil, mas comovente. (…) E se em tantos momentos aparenta ser um intercâmbio ingrato, onde se abandona no outro o que a nossa natureza produz de sombrio e altaneiro, é a mais generosa das profissões.”

“A escola foi sempre benfazeja. Longe de ser um cárcere, estimulou-me a privar com o desconhecido, a lançar-me às aventuras marítimas, começando pelo litoral brasileiro e terminando do outro lado do Atlântico.”

“Os professores, por sua vez, conviviam com o temor de errar e com a ânsia de acertar.”

Complementam-se, essas duas frases, como se complementam duas mãos direitas, de amigos, a se cumprimentar. Nélida é de uma felicidade incomparável, ao dar vida, por meio das palavras, a sentimentos que afloram nos alunos e nos professores. Sentenças de quem sabe o que é aprender e sabe o que é ensinar.

E vejam mais esta: “Talvez a escola dos sonhos seja simultaneamente o território da crise e o lugar da solução.” É isto mesmo: a escola deve estimular a criatividade pelo incentivo ao raciocínio, ao enfrentamento de problemas, em suma, pela problematização. O professor não pode ser apenas um mero facilitador, um repassador de informações prontas. Nélida sabe disso, como boa educadora que é.

Sabe mais: “Educar não é empobrecer quem é pobre; não é humilhar o aluno privando-o de um saber que o pode elevar a um patamar superior; não lhe é dar a metade de uma língua que consagra os erros trazidos de casa. Educar é desconsiderar os obstáculos da miséria e do obscurantismo, e fazer a criança sonhar, o adolescente derrubar os entraves culturais, para que pleiteiem um mundo à altura da sua imaginação.”

E não posso me furtar a registrar o que talvez seja o mais feliz parágrafo do ensaio “A descoberta do mundo”: “Educar é fazer o aluno fruir dos bens do planeta em todas as suas manifestações. Para que sua fantasia, seu verbo, sua linguagem, sejam libertárias, destemidas, sem freios. É fazer do ato de pensar um feito tão natural quanto respirar. Um dom ao alcance de todos, independente de sua condição.”

E, à guisa de corolário, Nélida a pedagoga, a educadora que modestamente alega não ser, apresenta essa conclusão belíssima: “Reverenciar, hoje e sempre, a figura do professor que nos tomando pela mão, enlaçados pelo mesmo ideal, leva-nos a freqüentar o próprio mistério, o coração alheio, a visitar a memória, as civilizações pretéritas que residem em nós.”

Por essa leitura, que tive o desmesurado prazer de fazer, tomo-lhe a bênção, mestra Nélida Piñon.

Falando de educação em Paulínia

Gabriel Chalita faz, neste dia 30, segunda-feira, às 19 horas, a palestra de abertura do 18º Encontro Nacional de Educadores em Paulínia, região metropolitana de Campinas. O evento, que será realizado de 01 a 04 de julho, está programado para o Pavilhão de Eventos do Parque Brasil 500, situado à Rua Prefeito José Lozano de Araújo, 2.255.

Ao longo da semana, os educadores municipais participarão de palestras e atividades com Jamar Monteiro, Jairo de Paula, Wanderley Pires, Leila Navarro e Doutores da Alegria.

O tema da palestra de Gabriel Chalita será “Pedagogia da Amizade – a ética construindo relações harmoniosas na escola e na família”. Na oportunidade, ele estará divulgando as idéias que compõem o seu livro recém-lançado, “Pedagogia da Amizade”.

SINOPSE – O livro Pedagogia da Amizade, de Gabriel Chalita, é uma extensão do pensamento pedagógico iniciado em “Pedagogia do Amor”. Com base em teorias da didática moderna e no pensamento filosófico de vários momentos da história da humanidade, o autor analisa os efeitos positivos da amizade nas relações sociais, a partir da premissa de que amizade é uma atitude que protege. O contraponto abordado, especialmente no ambiente escolar – mas sem desprezar o ambiente familiar – é o mal do bullying, fenômeno social que afeta crianças e jovens no Brasil e no mundo inteiro. Preocupado com a questão, Gabriel Chalita pesquisou, observou e entrevistou pessoas que sofreram agressões físicas e morais típicas de bullying, e traz um balanço lúcido e útil sobre a questão. Sua tese, no livro, é de que a amizade é uma atitude positiva que pode e deve ser desenvolvida, e que funciona como o melhor antídoto para a violência. Gabriel Chalita analisa, também, experiências de fracasso e de sucesso, e indica as atitudes que governo, família e sociedade deveriam tomar.

Ética e estética em Araxá

Gabriel Chalita discorre, neste sábado, dia 28 de junho, sobre “O bom, o belo e o verdadeiro”, encerrando o II Congresso Internacional de Decoração e Design, em Araxá, Minas Gerais. Cerca de 400 profissionais da decoração e do design vão ouvir Gabriel Chalita, no Ouro Minas Grande Hotel Termas de Araxá, às 11 horas.

O teor da palestra, sobre o pensamento de Aristóteles, contempla as qualidades que de maneira milenar constituem as bases da civilização ocidental. A semelhança entre ética e estética não é apenas vocabular, mas há um conceito comum entre ambas.

Nélida Educadora Piñon

Por Gabriel Chalita (Jornal do Brasil)

Nélida entregou-me seu livro mais recente, no dia de seu aniversário. E quem ganhou o presente fui eu. Devorei cada linha de Aprendiz de Homero, identificando-me com o pensamento de Nélida, mas devo dizer que discordo dela em uma questão fundamental: ela se proclama aprendiz, já no título do livro, e afirma não ser uma pedagoga, e eu garanto que ela é mestra.

Basta ler um dos 24 ensaios (“Descoberta do mundo”) que compõem o seu livro. Ali, num tom memorialista mas de clara intimidade com o ofício de ensinar, Nélida apresenta um dos mais profundos e ao mesmo tempo concisos depoimentos que já li, de alguém que se dispõe a falar de educação. Modestamente, como é de seu talhe, ponderou que não tem teorias a defender, que lhe “falta o instrumental com que abordar a nmatéria educacional com isenção crítica”, e que, portanto, seus apontamentos teriam a superficialidade da amadora. Nada disso. Eu sou educador, por vocação, formação e ocupação, e posso falar de cátedra: Nélida é uma educadora perspicaz e consciente.

Uma análise do ensaio que se inicia à página 217 do livro Aprendiz de Homero permite essa afirmação. A frase inicial é uma verdadeira profissão de fé: “A experiência humana, onde quer que se manifeste, começa no coração.” A frase tem mais profundidade do que aparenta, à primeira leitura. Saber de cor, (cor, cordis, coração em latim), uma das atitudes que tradicionalmente ilustram o aprendizado, é conhecer com o coração. Diz ela: “Estou convencida de que o filtro do amor e do prazer encontra-se também nas páginas do livro.” Os que me deram a ventura de serem meus leitores conhecem o que defendo em meu livro Pedagogia do amor, síntese do meu pensamento educacional. Ali, comento o valor das histórias, contadas em casa ou na escola, a partir de livros, como apoio fundamental da educação. Costumo dizer que não há lembrança melhor, de uma infância bem vivida, do que o acalanto de uma voz querida, contando histórias, ilustrando a vida. E Nélida reconfirma, com esta assertiva: “Os livros e as palavras, inseparáveis, são os melhores inventos da raça humana.” E diz mais ainda: “Sendo ambos, por excelência, produtos rebeldes, perambulam ao lado de quem sonha, de quem se senta nos bancos escolares, de quem ensina, de quem se aflige, de quem frui a invenção, de quem se encanta com as manifestações da inteligência humana.”

Costumo dizer que o professor é a alma da escola, que sem ele a educação não ocorre. Nélida dá testemunho dessa idéia: “Enquanto leciono, sei-me destinada a queimar meu coração, a repartir minhas fibras entre anônimos, entre filhos de outros, que não são do meu sangue. A sofrer as emoções advindas de um convívio difícil, mas comovente. (…) E se em tantos momentos aparenta ser um intercâmbio ingrato, onde se abandona no outro o que a nossa natureza produz de sombrio e altaneiro, é a mais generosa das profissões.”

“A escola foi sempre benfazeja. Longe de ser um cárcere, estimulou-me a privar com o desconhecido, a lançar-me às aventuras marítimas, começando pelo litoral brasileiro e terminando do outro lado do Atlântico.”

“Os professores, por sua vez, conviviam com o temor de errar e com a ânsia de acertar.”

Complementam-se, essas duas frases, como se complementam duas mãos direitas, de amigos, a se cumprimentar. Nélida é de uma felicidade incomparável, ao dar vida, por meio das palavras, a sentimentos que afloram nos alunos e nos professores. Sentenças de quem sabe o que é aprender e sabe o que é ensinar.

E vejam mais esta: “Talvez a escola dos sonhos seja simultaneamente o território da crise e o lugar da solução.” É isto mesmo: a escola deve estimular a criatividade pelo incentivo ao raciocínio, ao enfrentamento de problemas, em suma, pela problematização. O professor não pode ser apenas um mero facilitador, um repassador de informações prontas. Nélida sabe disso, como boa educadora que é.

Sabe mais: “Educar não é empobrecer quem é pobre; não é humilhar o aluno privando-o de um saber que o pode elevar a um patamar superior; não lhe é dar a metade de uma língua que consagra os erros trazidos de casa. Educar é desconsiderar os obstáculos da miséria e do obscurantismo, e fazer a criança sonhar, o adolescente derrubar os entraves culturais, para que pleiteiem um mundo à altura da sua imaginação.”

E não posso me furtar a registrar o que talvez seja o mais feliz parágrafo do ensaio “A descoberta do mundo”: “Educar é fazer o aluno fruir dos bens do planeta em todas as suas manifestações. Para que sua fantasia, seu verbo, sua linguagem, sejam libertárias, destemidas, sem freios. É fazer do ato de pensar um feito tão natural quanto respirar. Um dom ao alcance de todos, independente de sua condição.”

E, à guisa de corolário, Nélida a pedagoga, a educadora que modestamente alega não ser, apresenta essa conclusão belíssima: “Reverenciar, hoje e sempre, a figura do professor que nos tomando pela mão, enlaçados pelo mesmo ideal, leva-nos a freqüentar o próprio mistério, o coração alheio, a visitar a memória, as civilizações pretéritas que residem em nós.”

Por essa leitura, que tive o desmesurado prazer de fazer, tomo-lhe a bênção, mestra Nélida Piñon.

Quarta Viva: o valor da amizade

Tendo como base de discussão o mais novo livro de Gabriel Chalita, “Pedagogia da Amizade”, o programa Quarta Viva do dia 18 de junho vai falar de como o sentimento da amizade pode funcionar como fórmula libertadora para pessoas que sofrem ou praticam o bullying, a agressão física ou moral repetida e cruel, que ocorre principalmente no ambiente escolar.

Neste livro, segundo Gabriel Chalita, o objetivo é falar sobre a amizade como um caminho para educar com excelência, tanto em casa quanto na escola.

Os pais são os primeiros amigos. São aqueles que se oferecem para dar continuidade ao milagre da vida. São os que conduzem os primeiros sonhos do novo amigo. E que missão magnífica essa de estar presente para aliviar a dor – que sempre há de vir – e para semear amor – que dá graça à existência. Os professores continuam a tarefa de apresentar o conhecimento e o mundo aos aprendizes. E com que dedicação e elegância o fazem! O mestre fala do amanhecer, fazendo crer que ele traz um novo sabor que se soma ao saber que de fato virá. Não há como negar que o amanhecer há de vir, mesmo para aqueles que, desanimados, preferem não ver o óbvio e fechar as janelas a fim de atestar para si mesmos que as noites não têm fim. Vivem em uma escuridão involuntária. Na verdade, não foram eles que fecharam as cortinas e, quando o fizeram, eram ainda muito frágeis para se defender. Violaram o direito sagrado de conhecer o sabor do amanhecer. Isso é o bullying. Uma agressão à alma. Uma intrusão dolorosa nos sentimentos do ser humano. Sofre o agredido. Sofre o agressor. Sofre a humanidade.

O bullying é a negação da amizade, do cuidado, do respeito. O agente agressor impiedosamente expõe o agredido às piores humilhações. Dos apelidos perversos às atitudes covardes de quem tem mais força física ou mais poder. O agredido dificilmente encontra coragem para se defender e permite que se fechem as cortinas. E quantos há que, com as cortinas fechadas, dão cabo à própria história. Não são poucos os relatos recentes de alunos que desistem de viver e que, antes disso, decidem se vingar da instituição que permitiu que as cortinas lhes fossem fechadas.

Pobres jovens, adolescentes, crianças indefesas. Pobres pais ausentes que choram tardiamente. Pobre escola que deveria acolher, proteger, preparar, ser amiga, enfim.

Dos mais leves desrespeitos aos mais graves crimes contra a humanidade, todos nascem da ausência da amizade. A amizade se dá em relação a uma pessoa ou a todas de um grupo, de um gênero, de uma classe etc. O amigo cuida. O amigo não humilha. O amigo tem compaixão. Ah, que sentimento nobre é a compaixão! A capacidade de se colocar no lugar do outro e sofrer a mesma dor que o acomete. Uma alma em dois corpos. É assim que deveria ser. O professor se colocar no lugar do aluno e vice-versa. Entre pais e filhos também. Entre amigos. Por que destruir o sentimento alheio? Por que submeter o outro a uma chacota que visa à diversão mesquinha? Por que impor o medo, a vergonha, a dor? Será o bullying uma opção consciente ou a ausência da consciência? O que pais e educadores podem fazer para evitar esse mal que assola escolas de todo o mundo? Qual é o antídoto para essa violência? E o governo? Que políticas públicas são eficazes para uma educação de excelência que privilegie o ser humano em todas as suas habilidades, a emocional, a cognitiva, a social, a espiritual e a ecológica?

Somos filhos da Terra. Somos membros de um mesmo corpo. Perder a compaixão é perder a capacidade de se incomodar com o sofrimento alheio – e os incomodados são capazes de mudar o mundo. Perder a compaixão é fazer o outro sofrer ou se omitir. E, de omissão em omissão, o mundo assiste a massacres terríveis. Milhões de pessoas foram exterminadas por ditadores que movimentaram um séquito de ignorantes dos valores da humanidade. Ninguém tem o direito de se sentir superior ao outro. Não há cidadãos de primeira e de segunda categoria. E o preconceito que fere e mata nasce desse sentimento menor de arrogância, de prepotência, de incompaixão.