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Proposta de nova arquitetura escolar encerra ciclo UNINOVE

A palestra “A Escola Contemporânea – Integralidade na Diversidade”, encerrou o ciclo de encontros realizado pelo professor Gabriel Chalita na UNINOVE – Vila Maria. O educador defendeu uma escola voltada mais à cooperação e menos à competição e uma mudança na arquitetura física da sala de aula, de forma a propiciar uma maior interrelação entre alunos e professores.

Ao relatar experiências profissionais e pessoais, Chalita conquistou a atenção da platéia formada por professores e estudantes dos cursos de pedagogia e de psicologia da instituição, durante mais de duas horas de palestra.

O ex-secretário de Educação do Estado, lembrou que práticas como o Bullying não acontecem só “nas escolas dos outros” e ressaltou a importância de professores comprometidos na formação do aluno. Chalita enfatizou a necessidade de uma escola integral, que ensine por temas e não por matérias, apta a desenvolver habilidades e que permita o questionamentos dos professores. “O pensador melhora quando ele tem espaço para dúvidas”, destacou.

Durante o ciclo na UNINOVE, Chalita traçou um panorama sobre a educação na Idade Antiga e os seus reflexos no mundo contemporâneo.

Fonte: Assessoria de Comunicação

Vereador Gabriel Chalita presidirá Comissão

Eleito vereador mais votado de São Paulo, o educador Gabriel Chalita (PSDB) já tem outra grande responsabilidade: presidir a Comissão Extraordinária de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Segurança Pública e Relações Internacionais.

Com vasta experiência em trabalhos no setor da educação, o vereador vê na nomeação um desafio: estender seus conhecimentos em prol de outros setores.

O vereador Ítalo Cardoso (PT) foi eleito vice-presidente da Comissão que será composta por Juscelino Gadelha (PSDB), Juliana Cardoso (PT), Claudinho (PSDB), Quito Formiga (PR), José Olimpio (PP), Jamil Murad (PC do B) e Carlos Alberto Bezerra Jr. (PSDB).

Gabriel Chalita preside Comissão

Eleito vereador mais votado de São Paulo, o educador Gabriel Chalita (PSDB) já tem outra grande responsabilidade: presidir a Comissão Extraordinária de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Segurança Pública e Relações Internacionais, que visa contribuir para a consolidação da democracia e dos valores fundamentais em nossa cidade como forma de garantir a todos, uma sociedade mais igualitária e justa.

Com vasta experiência em trabalhos no setor da educação, Chalita vê na nomeação um desafio: estender seus conhecimentos em prol de outros setores

O vereador Ítalo Cardoso (PT) foi eleito vice-presidente da Comissão, composta por Juscelino Gadelha (PSDB), Juliana Cardoso (PT), Claudinho (PSDB), Quito Formiga (PR), José Olimpio (PP), Jamil Murad (PC do B) e Carlos Alberto Bezerra Jr. (PSDB).

Ciclo de palestras na UNINOVE

O ex-secretário da educação do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita, ministra um ciclo de palestras na Uninove (Universidade Nove de Julho). O evento, intitulado “Um olhar filosófico sobre os grandes desafios da Educação” é gratuito e direcionado a professores do Ensino Médio. 

A primeira palestra do ciclo “A heterogeneidade no processo educativo no Liceu de Aristóteles”, acontece na próxima terça-feira, dia 17 de fevereiro, às 19h30, no auditório do campus Vergueiro (Rua Vergueiro, 235).

Para mais informações ou realizar a inscrição no evento, acesse o site www.uninove.br ou http://www.uninove.br/Paginas/ShowEvento.aspx?ID=28

Maratona da palavra

Por Cássio Schubsky

Em boa hora a Academia Brasileira de Letras baixou, literariamente, decreto instituindo que 2009 passa a ser o Ano Euclides da Cunha, em razão do centenário da morte do escritor (engenheiro, pensador, historiador, geógrafo, sociólogo, ecologista, repórter, poeta…). Ao fazê-lo, a ABL estimula o debate sobre a importância do autor, ajudando a libertá-lo dos estereótipos que marcam sua vida e sua criação artística.

Euclides não foi apenas o escritor de uma obra-prima de difícil leitura (“Os Sertões”), morto pelo amante (Dilermando) da esposa (Anna). É certo que apenas o grande livro seria suficiente para imortalizar o autor. Afinal, em que pesem o determinismo geográfico e o etnocentrismo reducionista, comuns na época em que a obra foi escrita, seu rico conteúdo continua gerando estudos, reflexões, abordagens múltiplas, a desvelar sua contribuição à compreensão do Brasil e a reiterar seu valor como obra de arte. Cite-se, como exemplo, a métrica poética de diversas passagens do texto, apontada por Guilherme de Almeida e Augusto de Campos, em notáveis estudos. Sem falar na exuberante, riquíssima, genial -escasseiam os adjetivos- montagem que o Grupo Oficina Uzyna Uzona faz de “Os Sertões”, em sucessivas apresentações nos últimos anos.

De outro lado, o grande livro é temperado por uma honestidade intelectual a toda prova: na introdução, o autor penitencia-se pelo erro histórico (“um crime”, escreve) que se cometeu contra a população sertaneja dizimada em Canudos, afirmando a necessidade de registrar, para a posteridade, os descalabros perpetrados no sertão baiano pela República nascente.

Justamente Euclides, que anos antes escrevera artigos reclamando que o movimento messiânico de Antonio Conselheiro fosse debelado com pulso forte… Mas que, ao testemunhar, pessoalmente, a chacina, horroriza-se e escreve seu libelo antológico, obra sem par na literatura universal.

Na celebração centenária, emergirão, por certo, facetas inumeráveis de Euclides, esmaecidas pelo tempo, como o escritor de artigos e o palestrante de conferências que versavam sobre os mais variados assuntos -do poeta Castro Alves à Revolta da Armada, passando pela ocupação da Amazônia e chegando a análises sublimes sobre política internacional.

É incrível ler Euclides dissertando, por exemplo, sobre as cidades mortas do interior paulista após o auge do café, antecipando reflexões que celebrizariam Monteiro Lobato anos mais tarde. Ou, então, as frequentes denúncias do ecologista indignado, vituperando contra queimadas e desmatamentos -há mais de cem anos! Inquietante é ler, também, estultices de um homem tão ilustrado -por exemplo, quando se refere ao Tibete, em determinado artigo: “Um terço de sua população é de lamas -monges miseráveis e repulsivos, vestidos de trapos de mortalhas, meio idiotas e errantes de mosteiro em mosteiro”.

Também virão à baila textos de biógrafos e comentadores de Euclides, em reedições de obras há muito esgotadas e em novas publicações, a traçar o vasto painel de sua contribuição intelectual. Sem falar em exposições, seminários, artigos em torno da vida e da obra (literária e de engenharia). Um aspecto, no que tange a Euclides, parece-me essencial. Seus textos ensejam uma reflexão sobre o estímulo ao ato de ler em um país de baixíssimos índices de leitura. Como animar, sobretudo as novas gerações, a encarar a árdua tarefa de se debruçar sobre os complexos textos euclidianos?

Porque ler Euclides não é bolinho… Parece até que ele engoliu um dicionário, de tal forma os vocábulos vão se encachoeirando, caudalosos, numa profusão de termos, refulgindo, aos borbotões, em tom ora árido e parcimonioso, ora torrencial e arrebatado.

Enfim, a leitura para o simples mortal torna-se tormentosa. No caso, prazer do texto, saber com sabor, não são facilidades imediatas, tão propaladas em nossa cultura do consumo.

Via de regra, ler Euclides da Cunha é um exercício árduo, uma maratona, em que o desgaste só é inteiramente recompensado, como em uma corrida, ao final, quando se sente o torpor causado pela endorfina. No começo, alguém pode até sentir azia com a leitura… Mas o bom é que o remédio se obtém com o próprio texto, que, depois de deglutido, provoca um bem-estar inaudito.

Para lê-lo, é preciso treino, para apreender o rico conteúdo escondido nas brenhas de seu linguajar erudito.

Antes de mais nada, aproveitemos que temos todos de recorrer ao dicionário e às gramáticas em tempos de reforma ortográfica. Somem-se mapas geográficos e geológicos. Ademais, o próprio autor, em passagem de seu livro “Contrastes e Confrontos”, sugere uma fórmula que bem serve para uma leitura frutuosa: “No remanso das culturas, na disciplina da atividade, adstrita a longos esforços consistentes”.


Fonte: Folha de São Paulo – 09/02/2009

Natal é destaque em programa nacional

O programa Quarta Viva, transmitido ao vivo de Natal, nessa quarta-feira (14), contou com a presença da prefeita Micarla de Sousa. No programa, realizado pela emissora Canção Nova, o apresentador Gabriel Chalita homenageou a prefeita e conversou sobre assuntos relativos à cidade. O Quarta Viva foi exibido para todo o país, com a capital potiguar em destaque, das 21h às 23h.

Gabriel Chalita iniciou o programa fazendo uma citação especial às mulheres, destacando a presença de Micarla de Sousa, a mais jovem prefeita a assumir a gestão da capital potiguar na história. “As mulheres se espelham muito umas nas outras. Com uma gestão bem feita daremos bons exemplos para toda sociedade. Durante a campanha ouvi diversas vezes os apelos das mães e das mulheres. Elas me diziam: Micarla faça muito por nossos filhos, que estarás fazendo por nossa cidade. Isso para mim é uma grande responsabilidade”, contou a prefeita.

Micarla de Sousa falou ainda sobre a importância da mulher no contexto potiguar, ressaltando a história política da Governadora Wilma de Faria. “A governadora Wilma me inspirou muito na minha jornada, pois ela ousou como primeira prefeita mulher de Natal e também como governadora”, lembrou a chefe do executivo municipal.

Durante os intervalos do Quarta Viva as imagens de Natal foram transmitidas através da Internet, destacando pontos turísticos da capital potiguar para todo o país. “Esta programa foi uma excelente oportunidade de divulgar o povo e a cultura natalense”, comemorou Micarla de Sousa.

Além da prefeita de Natal, também participaram do programa a governadora do Estado, Wilma Maria de Faria, o advogado e presidente da Academia Norte-rio-grandense de Letras, Diógenes da Cunha Lima e o Monsenhor Francisco de Assis Pereira, postulador da causa dos mártires de Cunhaú e Uruaçu. A noite também foi marcada pela apresentação de grupos musicais locais, como a banda Meirinhos do Forró, os integrantes do projeto Conexão Felipe Camarão, os cantores Sandro Menezes e Arleno Farias.

Saúde

O apresentador Gabriel Chalita questionou a prefeita durante o programa sobre a situação da saúde no município. “O Sistema Único de Saúde (SUS) é um modelo que preconiza a universalização dos serviços para todos. O problema é que falta um maior financiamento para esta área. Este é um dos motivos do caos na saúde, também aliado à falta de emprego e saneamento básico. Quem mais sofre com tudo isso são os mais pobres”, explicou Micarla de Sousa. “Infelizmente este é um retrato de todo o país. Saúde se previne com todo um conjunto de políticas integradas na educação, na cultura, no esporte, no saneamento”, completou a prefeita.

Fonte: http://www.natal.rn.gov.br/internet_new/noticianaintegra/index.php?numero=10195

Gabriel Chalita ministra palestra para educadores em Natal

O educador e palestrante Gabriel Chalita faz palestra com o tema ”A reinvenção do processo ensino e aprendizagem” para os gestores, docentes e funcionários que compõem a rede municipal de ensino da capital, no auditório do Centro Municipal de Referência em Educação Aluízio Alves – CEMURE.

Educador por vocação, Gabriel Chalita preparou-se cuidadosamente para o oficio de professor, desde a infância, estimulado por uma família entusiasmada com o seu talento para o ensino. Foi sempre um observador atento das atitudes de professores e, ao questionar consigo mesmo as técnicas pedagógicas foi consolidando um jeito próprio de lidar com todos os tipos de aprendizes.

Gabriel Chalita tem 45 publicações, desde livros didáticos até tratados sobre a ética e a filosofia. Destacam-se os seguintes títulos: “Os dez mandamentos da ética”, “Ética do Rei Menino”, “Pedagogia do amor”, “Vivendo a filosofia”, “O Poder”, “As seduções no discurso” e “Mulheres que mudaram o mundo”.

Fonte: www.agenda.digi.com.br

Gabriel Chalita toma posse na Câmara Municipal

Entre os 13 vereadores que pela primeira vez foram eleitos à Câmara Municipal de São Paulo destaca-se o ex-secretário de Educação do governo Geraldo Alckmin, Gabriel Chalita (PSDB). Ele foi o vereador mais votado na capital paulista, com 102.044 votos.

Bacharel em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e filosofia pela Faculdade Salesiana de Filosofia Ciências e Letras de Lorena, o ex-secretário é mestre em ciências sociais e em direito pela PUC-SP e doutor em comunicação e semiótica e em direito pela mesma universidade.

Chalita iniciou aos 19 anos a carreira política como vereador e presidente da Câmara Municipal de Cachoeira Paulista. É professor titular da PUC-SP e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Com vários livros publicados, é membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Paulista de Letras.

O vereador atribui a significativa votação ao seu trabalho como secretário da Educação. Para ele, sua atuação abrangeu professores, alunos e a sociedade como um todo. “A educação é a grande alternativa de melhoria para o Brasil; a dimensão da cidadania vem do processo educativo. Por isso, a bandeira da educação foi muito importante”, declarou.

Chalita citou outros itens importantes aos quais dirigirá atenção especial, como a revisão do Plano Diretor da cidade de São Paulo, o trânsito e a ocupação do espaço urbano. “Serei uma pessoa absolutamente presente na Câmara Municipal, discutindo todos os planos e projetos que sentir que possam melhorar a vida do cidadão de São Paulo”, completou.

Fonte: http://www.camara.sp.gov.br

Quarta Viva Itinerante!

O PROGRAMA DESTA QUARTA-FEIRA, DIA 07/01, ESTARÁ IMPERDÍVEL. SERÁ APRESENTADO DIRETAMENTE DE SÃO JOÃO DA BOA VISTA, MUNICÍPIO BRASILEIRO LOCALIZADO À 220 KM DE SÃO PAULO E A 45 KM DE MINAS GERAIS. CONHECIDA COMO A CIDADE DOS CREPÚSCULOS MARAVILHOSOS TEM APROXIMADAMENTE 83.369 HABITANTES.

O QUARTA VIVA SERÁ TRANSMITIDO DO TEATRO MUNICIPAL DE SÃO JOÃO, NO CENTRO DA CIDADE, QUE FOI CONSTRUÍDO EM 1913 E INAUGURADO EM 8 DE NOVEMBRO DE 1914. O CANTOR DUNGA VAI APRESENTAR O SEU NOVO LIVRO “SE ABRA A RESTAURAÇÃO!”.

TEREMOS AS PARTICIPAÇÕES DO PREFEITO DA CIDADE, NELSON MANCINI NICOLAU, DO DEPUTADO ESTADUDAL, SIDNEY BERALDO. LUIZ CARLOS PISTELLI, PROFESSOR E MÚSICO ESTARÁ PARTILHANDO UM POUCO DE SUA EXPERIÊNCIA CONOSCO. TAMBÉM ESTARÃO PRESENTES O MÚSICO JOÃO BAPTISTA SCANAPIECCO E A CANTORA, VIOLINISTA E COMPOSITORA, BADI ASSAD.

PADRE CLAUDEMIR DA CATEDRAL DE SÃO JOÃO BATISTA, ADMINISTRADOR DO MUSEU DE ARTE SACRA DA CIDADE TAMBÉM ESTARÁ PRESENTE.

 

Escritos do passado… Cecília Meireles, 1948

Por Cecília Meireles

Os senhores todos conhecem a pergunta famosa universalmente repetida: “Que livro escolheria para levar consigo, se tivesse de partir para uma ilha deserta…?”

Vêm os que acreditam em exemplos célebres e dizem naturalmente: “Uma história de Napoleão.” Mas uma ilha deserta nem sempre é um exílio… Pode ser um passatempo…

Os que nunca tiveram tempo para fazer leituras grandes, pensam em obras de muitos volumes. É certo que numa ilha deserta é preciso encher o tempo… E lembram-se das Vidas de Plutarco, dos Ensaios de Montaigne, ou, se são mais cientistas que filósofos, da obra completa de Pasteur. Se são uma boa mescla de vida e sonho, pensam em toda a produção de Goethe, de Dostoievski, de Ibsen. Ou na Bíblia. Ou nas Mil e uma noites.

Pois eu creio que todos esses livros, embora esplêndidos, acabariam fatigando; e, se Deus me concedesse a mercê de morar numa ilha deserta (deserta, mas com relativo conforto, está claro – poltronas, chá, luz elétrica, ar condicionado) o que levava comigo era um Dicionário. Dicionário de qualquer língua, até com algumas folhas soltas; mas um Dicionário.

Não sei se muita gente haverá reparado nisso – mas o Dicionário é um dos livros mais poéticos, se não mesmo o mais poético dos livros. O Dicionário tem dentro de si o Universo completo.

Logo que uma noção humana toma forma de palavra – que é o que dá existência ás noções – vai habitar o Dicionário. As noções velhas vão ficando, com seus sestros de gente antiga, suas rugas, seus vestidos fora de moda; as noções novas vão chegando, com suas petulâncias, seus arrebiques, às vezes, sua rusticidade, sua grosseria. E tudo se vai arrumando direitinho, não pela ordem de chegada, como os candidatos a lugares nos ônibus, mas pela ordem alfabética, como nas listas de pessoas importantes, quando não se quer magoar ninguém…

O Dicionário é o mais democrático dos livros. Muito recomendável, portanto, na atualidade. Ali, o que governa é a disciplina das letras. Barão vem antes de conde, conde antes de duque, duque antes de rei. Sem falar que antes do rei também está o presidente.

O Dicionário responde a todas as curiosidades, e tem caminhos para todas as filosofias. Vemos as famílias de palavras, longas, acomodadas na sua semelhança, – e de repente os vizinhos tão diversos! Nem sempre elegantes, nem sempre decentes, – mas obedecendo á lei das letras, cabalística como a dos números…

O Dicionário explica a alma dos vocábulos: a sua hereditariedade e as suas mutações.

E as surpresas de palavras que nunca se tinham visto nem ouvido! Raridades, horrores, maravilhas…

Tudo isto num dicionário barato – porque os outros têm exemplos, frases que se podem decorar, para empregar nos artigos ou nas conversas eruditas, e assombrar os ouvintes e os leitores…

A minha pena é que não ensinem as crianças a amar o Dicionário. Ele contém todos os gêneros literários, pois cada palavra tem seu halo e seu destino – umas vão para aventuras, outras para viagens, outras para novelas, outras para poesia, umas para a história, outras para o teatro.

E como o bom uso das palavras e o bom uso do pensamento são uma coisa só e a mesma coisa, conhecer o sentido de cada uma é conduzir-se entre claridades, é construir mundos tendo como laboratório o Dicionário, onde jazem, catalogados, todos os necessários elementos.

Eu levaria o Dicionário para a ilha deserta. O tempo passaria docemente, enquanto eu passeasse por entre nomes conhecidos e desconhecidos, nomes, sementes e pensamentos e sementes das flores de retórica.

Poderia louvar melhor os amigos, e melhor perdoar os inimigos, porque o mecanismo da minha linguagem estaria mais ajustado nas suas molas complicadíssimas. E sobretudo, sabendo que germes pode conter uma palavra, cultivaria o silêncio, privilégio dos deuses, e ventura suprema dos homens.