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Seminário Bullying

Na manhã do dia 24/06, no auditório Prestes Maia, na Câmara Municipal de São Paulo, situada no Viaduto Jacareí, 100, no bairro da Bela Vista, o Vereador Gabriel Chalita, em parceria com a educadora Cléo Fante, realizou o seminário “Bullying”, tema de um projeto de lei do vereador.

O evento teve a participação de professores, dirigentes, coordenadores e representantes de vários segmentos da educação, além da presença de padres e líderes religiosos que coordenam movimentos de paz.

Gabriel Chalita abriu a sessão, comentando sobre a importância da auto-estima na vida dos jovens estudantes e na sua formação, e que muitas vezes é abalada ao se sentirem ameaçados, humilhados e excluídos do seu ambiente escolar por causa da prática do bullying. O vereador relatou casos de alunos, vítimas e autores de bullying, do ensino fundamental, médio e também universitário, que tiveram suas trajetórias escolares prejudicadas por essa prática nociva.

Cléo Fante, pesquisadora do tema, em sua exposição, relatou experiências em diversos estados e regiões do país, descrevendo algumas iniciativas realizadas pelas instituições de ensino, em parceria com a família, para a construção de uma cultura de paz. Enfatizou a conscientização e conhecimento do tema, por parte de todos os adultos envolvidos no universo educacional, como o passo inicial à ação de prevenção e combate do bullying escolar.

Destacou que essa prática repetitiva de atos de agressividade, violência, humilhação ou intimidação sobre um mesmo alvo muitas vezes é erroneamente interpretada como brincadeira de criança/adolescente, daí a necessidade de se estabelecer um grupo de estudos sobre o bullying na comunidade escolar a fim de identificar as diversas situações de risco a que os alunos estão expostos na escola.

O termo Bullying surgiu nos Estados Unidos para denotar atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir o outro.

Cléo Fante, autora do livro Fenômeno Bullying, é graduada em História e Pedagogia, Pós-Graduada em Didatica do Ensino Superior e Doutoranda em Ciências da Educação pela Universidade Ilha Baleares.

Ao final, Chalita abriu espaço às intervenções da platéia, dando oportunidade aos presentes de formularem questões, apresentarem dúvidas e sugerirem propostas, que possam respaldar futuramente a execução do projeto.

Jubileu de 200 anos

A Igreja de Santa Ifigênia, situada na rua com o mesmo nome, no centro da cidade de São Paulo, comemorou ontem seu aniversário de 200 anos. E para a celebração dessa festa, o Vereador Gabriel Chalita propôs Sessão Solene, entregando a Placa de Prata onde constam os seguintes dizeres: ‘Homenagem da Câmara Municipal de São Paulo ao Jubileu de 200 anos da Igreja Nossa Senhora da Conceição de Santa Ifigênia’.

A Sessão deu início por volta das 19h, sendo presidida pelo Vereador Chalita, que compôs a mesa ao lado da Vice Prefeita da cidade Alda Marco Antônio; do pároco da Igreja Santa Ifigênia, padre Anízio Ferreira dos Santos; do Bispo Dom Tarcísio Scaranussa, representante do Cardeal Arcebispo de São Paulo; do Padre Eugênio Martins de Belo Horizonte, representante da Província dos Padres Sacramentinos; e do presidente do Clube dos Lojistas da Rua Santa Ifigênia, Robinson Ares.

O evento começou com a execução do Hino Nacional, menção do registro de mensagens das autoridades, apresentação de vídeos relatando a história da capela, e apresentação do coral da Igreja. Cada personalidade da banca prestou uma homenagem à igreja, ao padre, e a todos os fieis que auxiliam nos trabalhos da obra.

Antes da cerimônia, o padre Anízio promoveu uma missa alusiva ao Jubileu, na qual participaram em média 150 pessoas.

O coral da Igreja, que completou 50 anos de atividade, entoou diversos cânticos regidos pelo Padre Antonio Fuzari, no decorrer da missa e durante breves momentos da Sessão Solene.

Gabriel Chalita toma posse na ABE

Gabriel Chalita tomou posse, às 16h00 do dia 15 de junho, como membro da Academia Brasileira de Educação (ABE), no Rio de Janeiro, passando a ocupar a cadeira de número 34, cujo patrono é Olavo Bilac, príncipe dos poetas brasileiros.

O auditório Machado de Assis, da Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, foi o palco da cerimônia que contou com a presença de inúmeras autoridades, políticos, educadores, escritores e pessoas próximas ao mais jovem imortal. Destacamos as presenças do Prefeito de São Paulo, Sr. Gilberto Kassab e da vice-prefeita, Dra. Alda Marco Antônio.

Recepcionado pelas acadêmicas e acadêmicos presentes, Gabriel Chalita foi saudado pelo Presidente da ABE, Prof. Carlos Alberto Serpa, que aclamou-o como novo imortal , enfatizando a sua trajetória de educador e as grandiosas realizações na área da educação. Dentre elas, ressaltou o exitoso Programa Escola da Família, que previa a abertura das escolas paulistas aos finais de semana.

Em seu belíssimo discurso, Chalita homenageou seus antecessores, que ocuparam a mesma cadeira, Ministro Pedro Calmon e a também Ministra Esther de Fiqueiredo Ferraz. Embalado pelos versos do poeta parnasiano, o professor tratou da liberdade como uma condição a ser alcançada por meio do conhecimento, citando algumas vezes os ensinamentos de Paulo Freire. Discursou sobre os valores da educação na formação do homem livre. “A educação é o estandarte da liberdade. Ela faz transmutar a perspectiva de vida. É por isso que os pais devem se preocupar em deixar esse legado aos seus filhos”, asseverou Chalita. Finalizou, reafirmando e renovando sua profissão de amor à educação. seu . A emocionante cerimônia foi encerrada com a participação do Padre Fábio de Melo, entoando a canção, de sua autoria, ” Contrários”.

Assessoria de Comunicação

Manhã de oração e pregações

Um forte momento de oração com a cofundadora da Canção Nova, Luzia Santiago, abriu o evento ‘São Paulo em Missão’ que a Canção Nova realiza, neste domingo, 16, na praça Campo de Bagatelli, no bairro Santana.

Com o tema ‘Deus habita esta cidade’, a missionária Salette Ferreira realizou um show logo pela manhã. O apresentador do programa ‘Papo Aberto’ da TV Canção Nova, Gabriel Chalita, e padre Fábio de Melo realizaram as primeiras pregações do dia.

“Você veio aqui hoje, pois Deus tem amor por você, Ele o trouxe aqui para rezar por essa cidade e para que você perceba que é templo do Espírito Santo”, disse Chalita durante sua pregação aos paulistanos.

O evento segue durante toda a tarde de hoje com shows de Ziza Fernandes, Eros Biondini, Eliana Ribeiro e Dunga. Às 16h30, uma Missa será celebrada pelo Cardeal da Arquidiocese de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer.

Um show com padre Fábio de Melo, às 18h, vai encerrar o evento católico após um dia inteiro de louvor, pregações e shows de evangelização.

‘São Paulo em missão’ é uma iniciativa conjunta da comunidade católica Canção Nova, a Arquidiocese de São Paulo e a prefeitura da capital paulista.

Fonte: Canção Nova

Centenário das Letras

A ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS comemora em 2009 o seu Centenário. Foi fundada em 27 de novembro de 1909, por um médico e ensaísta carioca, Joaquim José de Carvalho. Seu primeiro Presidente foi Brasílio Machado. No discurso inaugural, tentou definir o que significa uma Academia de Letras:

“Somos uma porção de vocações, e porção pequena para que seja a sua coesão mais intensa e laboriosa, mas vocações que se apagam no objetivo comum, não disputando honrarias e monopólios, umas nutridas de vaidades, outras cheias de ridículo. Somos obscuros; antes de nós outros muitos o foram. Na parcela de trabalho que tomamos por quinhão, bem sabemos que o sulco aberto agora será talvez mal alinhado, mas enche-nos a esperança de que pelo lavor de outras mãos se corrija o defeito do traçado, e dela cresça a abundância da colheita, nesta terra de São Paulo, sempre tão nutriente e pródiga de extraordinárias riquezas. À obscuridade, que somos, sucederá, talvez, a benemerência que nos escusa e perdoa o atrevimento da iniciativa”.

Sulco mal alinhado, mas sobrevivente. Toda instituição voltada ao culto gratuito da beleza enfrenta intempéries num Estado-Nação ainda emergente. Não é diversa a situação da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS. Ela já contou com apoio oficial, abrigou os intelectuais mais acatados e prestigiados de São Paulo. Presidiram-na pensadores do porte de Amadeu Amaral, Alcântara Machado, Altino Arantes, Aristeo Seixas, Pedro Antonio de Oliveira Ribeiro Neto, Rubens Teixeira Scavone e Ives Gandra da Silva Martins.

Foi na presidência Altino Arantes que ela conseguiu construir o edifício do Largo do Arouche, em terreno doado pelo Estado de São Paulo, ao tempo de Fernando Costa e por ordem de José Carlos de Macedo Soares. Ao lançamento de sua pedra fundamental, a 25 de janeiro de 1948, compareceu o Presidente da República Eurico Gaspar Dutra. O arquiteto Jacques Pilon, autor do projeto, dirigiu pessoalmente a construção e o prédio histórico foi inaugurado em 1953.

Desde então, subsiste de maneira discreta, mas não deixa de preservar sua missão: a cultura da língua e da literatura nacional. Integram-na quarenta acadêmicos dos mais variados matizes culturais. Sempre conta com bi-acadêmicos, ou seja, aqueles que também pertencem à gloriosa ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Hoje eles são representados por Lygia Fagundes Telles, João Scantimburgo e José Mindlin. Prosseguir a caminhada por dez décadas, alcançar a era do efêmero e do consumismo, despertar o interesse de escritores que aspiram integrá-la, manter-se fiel à sua vocação, é digno de registro.

O que explica a permanência de uma Academia de Letras no século XXI? Sempre gosto de citar Claude Lévy Strauss que, ao capitular à insistência com que seus amigos o disputavam para a Academia Francesa, deu uma explicação em seu discurso de posse: – Passei a vida a estudar ritos longevos, de formas de convívio que não conheci e nunca mais irei conhecer, pois perdidas na noite dos tempos. Por que não me interessar por um ritual que, só na minha Pátria, tem 300 anos?

No Brasil, a ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS completa seus 100 primeiros anos. Fato auspicioso e que, não fora a indigência em que mergulhadas as instituições que só se devotam à cultura, sem impregnar-se no marketing, na exploração da vaidade e do consumismo, estaria a merecer repercussão nacional. Ante a inviabilidade de se contratar uma empresa especializada para promover eventos compatíveis com a relevância do aniversário, a ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS se abre à criatividade e aceita visitas e sugestões de congêneres, de outras entidades parceiras ou co-irmãs.

Também está aberta a atender aos convites que lhe forem feitos, para mostrar-se e fazer-se conhecer, ou conhecer melhor, com vistas a um roteiro de eventos preordenado a não deixar passar em branco a passagem do Centenário. Durante todo o ano de 2009, está aberta a esse contato saudável, na certeza de que toda manifestação e intento aproximativo, na reiteração microscópica dos pequenos encontros, será a comemoração possível para o Centenário da Casa de Letras voltada à tutela do vernáculo e ao estímulo à leitura e à escrita em solo bandeirante.

José Renato Nalini – cadeira 40

Fonte: site da APL

Fórum de Educação Existencial em Birigui

O Fórum pretende abordar as três bases para a educação das crianças: cognitiva, afetiva e social.  A soma desses fatores é a carga social das crianças durante o processo de aprendizagem. O objetivo do evento é ser um núcleo de discussões sobre temas relacionados à Educação, visando ao sucesso escolar e à capacitação dos professores para atuar em sala de aula.

Chalita, que foi secretário de Educação durante a gestão de Geraldo Alckmin como governador do Estado, afirma que por meio do aprimoramento da habilidade cognitiva, o aluno é desafiado a uma nova forma de lidar com o conhecimento. “Ao explorar a habilidade social, por outro lado, o educador estimula sua inserção na sociedade. E, ao desenvolver a habilidade emocional, forma-se a base para o aluno desenvolver o autoconhecimento que o capacitará a acreditar no seu próprio aprendizado”, defende. Gabriel Chalita  é autor de vários livros, entre eles ‘Pedagogia do Amor e Pedagogia da Amizade’.

Bullying – O tema bullying também será  discutido no evento . Segundo dados apresentados pela assessoria de imprensa de Chalita, cerca de 50% dos estudantes brasileiros se envolveram em práticas de bullying, seja como vítima, seja como agressor. Chalita apresentou, na Câmara Municipal de São Paulo, o projeto de lei 069/2009 de Combate ao Bullying.

Em Birigui, o Fórum acontecerá no dia 19 de junho, às 19h15

Local do Evento :Rotary Club – R. Angelo Vendrami, 958 – Jd. Novo Stabile.

Tel. 18.3642-3680

Centro de 1º Mundo depende de morador de rua

(Diário do Comércio)

Uma solução capaz de resolver o problema dos moradores de rua que vivem no Centro tornou-se  ponto decisivo para o sucesso do projeto que prevê uma São Paulo ideal no “Triângulo Histórico”. O projeto Aliança pelo Centro Histórico é uma iniciativa da Associação Viva o Centro e prevê uma ilha de excelência, um Centro de Primeiro Mundo, com vértices na Sé, no Largo São Bento e no Largo São Francisco.

A área do “Triângulo Histórico”  equivale à São Paulo de 1810. Ele é delimitado pela Praça da Sé, pelo Largo São Bento e pelo Largo São Francisco. No seu interior estão o Pátio do Colégio, a Praça do Patriarca e a Prefeitura.

Entre os problemas a serem superados para o início do projeto – como o vandalismo que destrói as lixeiras – os sociais são os mais complexos. Estimativas indicam existir de 13 mil a 19 mil moradores de rua na cidade e boa parte deles ocupa áreas do Centro, como a Sé e o Pátio do Colégio. Eles dormem ao relento e utilizam as ruas como banheiro.

Celebração

Na última sexta-feira (29), missa celebrada na Catedral da Sé para moradores de rua revelou a disposição de líderes religiosos e políticos de chegar a um entendimento sobre o problema. A poucos metros do cardeal-arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, estavam a

vice-prefeita e secretária da Assistência e Desenvolvimento Social, Alda Marco Antonio, e o vereador Gabriel Chalita (PSDB), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania. “Cada um de vocês é uma pessoa humana que tem todo o direito de ser respeitada e acolhida. A cidade de São Paulo precisa crescer em solidariedade”, disse Dom Odilo, em sua homilia, quando anunciou a presença da secretária na catedral. Pouco depois, ele recebeu e agitou uma bandeira azul do Movimento da População de Rua.

Convivência

Uma proposta da secretária Alda Marco Antonio para resolver a questão do morador de rua já está sendo debatida por setores da Igreja. Ela sugere que as entidades que servem comida aos sem-teto nas ruas levem os alimentos para o Espaço de Convivência a ser inaugurado este mês no Parque Dom Pedro II, na altura da avenida Rangel Pestana. Lá haverá banheiros e educadores para conversar com os sem-teto. Além das entidades católicas, como a Toca de Assis, integram essa ação o Centro Espírita Irmão Augusto e a Academia da Polícia Militar do Barro Branco.

“Estamos procurando as entidades para conversar, mas sabemos que muitos moradores de rua não querem sair do espaço público”, disse o subprefeito da Sé, Amauri Luiz Pastorello, encarregado de alguns pontos do projeto de revitalização do “Triângulo Histórico”. Na falta de um acordo sobre a distribuição da comida, ele não descarta a possibilidade de ser baixada uma norma para evitar a ação irrestrita das entidades assistencialistas.

Otimista

O comerciante Adriano Diniz dos Santos, de 70 anos, um dos sócios do tradicional restaurante Itamarati, na rua José Bonifácio, é um dos que esperam que o projeto dê certo. “Se o Centro recuperar o seu movimento e atrair de volta as empresas, o faturamento do comércio deverá aumentar em mais de 10%, o que vai gerar novos empregos”, disse Santos, que já recebeu no estabelecimento gente famosa como Ulysses Guimarães e Jânio Quadros.

Moradores de Rua

A Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo vereador Gabriel Chalita, recebeu nesta quinta-feira, dia 28/05, a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), Alda Marco Antonio, moradores de rua e o padre Júlio Lancellotti, da Pastoral da Rua da Arquidiocese de São Paulo, para debater os problemas das pessoas em situação de rua de São Paulo.

A secretária informou que contratou um Censo dos Moradores de Rua à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que deverá ser realizado no segundo semestre e apresentará os resultados ainda este ano.

Alda Marco Antonio apresentou dados que mostram que os albergados têm idade média de 44,7 anos e a principal razão de estarem na rua é não encontrarem emprego (cerca de 49%) e por problemas de saúde (28,2%), de acordo com pesquisa da FIPE, realizada em 2006, por amostragem, em 24 albergues conveniados da prefeitura.

De acordo com o levantamento encomendada pela secretaria de Assistência Social, 49% dos albergados nasceram na região Sudeste, dos quais 36%, no Estado de São Paulo; 41% são egressos do Nordeste; e 1%, estrangeiros, principalmente da América Latina. Entre os jovens, entre 18 e 30 anos, em situação de rua, o percentual de nascidos no Estado de São Paulo chega a 46%, dos quais 30%, na capital.

Em relação à escolaridade, 61% possuem ensino fundamental incompleto; 25%, ensino médio incompleto; 5%, ensino superior incompleto; 2%, ensino superior completo e 5% são analfabetos. Do total dos pesquisados, 74% trabalham, dos quais 69% realizam trabalho informais, 3% têm carteira assinada e 36% são catadores informais de papelão e materiais recicláveis. O estudo mostra que 40% dos jovens de 18 a 29 anos usam drogas, 52% dos adultos de 30 a 54 anos e 59% das pessoas com mais de 55 anos fazem uso contínuo de álcool.

Do total dos entrevistados, 25,9% responderam que nunca moraram na rua; 20 tiveram por pouca passagem pela rua; 23%, passagem significativa; 16% muito significativo.

Durante a reunião da Comissão de Direitos Humanos no Plenário da Câmara, os moradores de rua tiveram a oportunidade de fazer reivindicações à secretária, entre as quais políticas públicas integradas entre SMADS, Secretaria de Habitação, Secretaria do Trabalho e Secretaria das Subprefeituras.

Alda anunciou acordo com a Secretaria de Habitação para concessão de 200 bolsas-aluguel para albergados. “O desligamento tem de ser uma rotina. Nosso objetivo maior é que cada pessoa possa encontrar a dignidade dentro de uma casa. O Estado não pode falhar com essas pessoas”, destacou a vice-prefeita.

Alda Marco Antonio comentou sobre a construção do “Espaço de Convivência à População de Rua”, local que estará aberto 24 horas por dia com assistência educacional e psicológica, chuveiros, banheiros e amplo espaço para descanso e convívio entre as pessoas em situação de rua. O primeiro espaço será no Parque Dom Pedro II. A vice-prefeita também falou do primeiro imóvel que será inaugurado e servirá de moradia para idosos, localizado na Rua Helvetia 274, região central e que deverá ser inaugurado entre 20 e 30 dias.

Gabriel Chalita (PSDB) disse que “o debate e as reivindicações foram importantes para se buscar alternativas, pois muitas pessoas sairiam dessa vida de rua se tivessem trabalho.” Participaram do encontro os vereadores Juscelino Gadelha (PSDB), Quito Formiga (PR), Ítalo Cardoso (PT), José Américo (PT), Carlos Bezerra Jr. (PSDB), Floriano Pesaro (PSDB), Claudio Fonseca (PPS) e Antonio Goulart (PMDB).

Discurso a Dom Fernando

Discurso de recepção a  Dom Fernando Figueiredo na Academia Paulista de Letras

Excelentíssimo Presidente da Academia Paulista de Letras, Desembargador José Renato Nalini. Senhoras Acadêmicas. Senhores Acadêmicos.

Tarde Vos amei,

ó Beleza tão antiga e tão nova,

tarde Vos amei!

Eis que habitáveis dentro de mim,

e eu, lá fora, a procurar-Vos!

Santo Agostinho assim proclamou, em oração, depois de muito duvidar da Fé. O filósofo do amor impregnou a filosofia com sua decisão de contemplar o Belo transcendente e o Belo imanente. Sua simplicidade o fez temer o bispado. Aceitou-o como incumbência do ardente desejo de servir.  Cristianizou Platão que dualizava o mundo: o eterno e o efêmero. O inteligível e o visível. A luz e as sombras. Agostinho proclamava as belezas naturais e a Beleza Primeira. Platão já havia explicado, no Banquete, as várias formas do amor. E já havia falado da coragem em buscar o belo na ação que vencesse o medo e enfrentasse o inusitado. Assombrado pela obscuridade daqueles que não compreenderam Sócrates, queria ver os freqüentadores de sua Academia livres das amarras escravizantes do julgamento injusto e do preconceito.

Francisco de Assis, “o arauto do grande Rei”, inspirou-se na cortesia do meio aristocrático cavaleiroso do final do século XII, acrescentando essência à existência. A alacridade, como expressão do prazer de servir ao outro, que dá a dimensão da beleza. Francisco antecipa os valores renascentistas pelo mesmo fascínio com que Agostinho via, na beleza da natureza, a beleza divina. Em um trecho do Cântico do irmão Sol ou das criaturas, o santo assim diz:

Louvado sejas, meu Senhor,

com todas as tuas criaturas,

especialmente o senhor irmão Sol,

que clareia o dia

e com sua luz nos alumia.

E ele é belo e radiante

com grande esplendor:

de ti, Altíssimo, é a imagem.

Louvado sejas, meu Senhor,

pela irmã Lua e as Estrelas,

que no céu formaste claras

e preciosas e belas.

O luar nesta cidade continente. É preciso ter olhos leves para vê-lo!

Esta é uma bela noite. No seu centenário, a Academia Paulista de Letras recebe um intelectual de refinado saber filosófico e teológico. Um bispo, estudioso dos primeiros séculos da Igreja, cultor do Belo Místico e do Belo relacional. Faz um diálogo, em seus escritos e em sua vida, entre Agostinho de Hipona e Francisco de Assis. Como Agostinho, não planejou o bispado, acolheu-o com obediência. Como Francisco de Assis, decidiu pela gentileza, princípio de vida sacerdotal e episcopal.

Peço permissão para, em homenagem ao neo confrade, discorrer sobre a beleza. A beleza arquitetônica deste teatro centenário, em que atores representam as agruras da tragédia e as idiossincrasias da comédia. Vidas humanas desfilaram e desfilam neste palco. A beleza da música sublime que encerrará o nosso encontro na batuta firme deste vencedor que é João Carlos Martins e nas pausas entremeadas de notas certeiras de seus músicos.

A beleza está na vida gigantesca do Patrono da cadeira 36, Euclides da Cunha. “Os Sertões” foi a obra culminante desse fecundo pesquisador. Sua literatura penetrou Brasil adentro para mostrar a nudez do homem do interior. Sem enfeites, a não ser os próprios de sua semântica rebuscada e precisa. A saudosa Esther, em seu discurso de posse nesta academia, lembrou-se de um trecho da obra ao falar da morte do cavalo e do cavaleiro:

Ao resvalar, porém, estrebuchando malferido, pela rampa íngreme, quedou, adiante, à meia encosta, entalado entre fraguedos. Ficou quase em pé, com as patas dianteiras firmes num ressalto de pedra…

E ali estancou feito um animal fantástico, aprumado sobre a ladeira, num quase curvetear, ao último arremesso da carga paralisada, com todas as aparências de vida, sobretudo quando, ao passarem as rajadas ríspidas do nordeste, se lhe agitavam as longas crinas ondulantes.

Esther de Figueiredo Ferraz, mulher forte, corajosa, pioneira em tantas áreas, confessou que, ao terminar a leitura de alguns trechos de Os sertões, verteu em lágrimas desconsoladas. Sentia-se pasma diante da dor da morte  e da beleza da  escritura.

A morte era tratada como irmã por São Francisco. Tão irmã quanto as doenças. Nenhuma doença enfeou-lhe a vida.

Querido Dom Fernando, Esther, sua antecessora, viveu a beleza da arte na sua plenitude. Entregou-se à educação, à justiça, à dignidade humana sem economias nem concessões. Privilégio meu ouvir Lygia Fagundes Telles, nossa dama maior da literatura, confabulando com Esther sobre as evidências da traição de Capitu, em Dom Casmurro. Lygia conta que Esther tinha três postulações jurídicas para imputar a  traição. Lygia, em uma primeira leitura, ainda adolescente, irritou-se com Bentinho imaginando ser ele um ciumento alucinado. Em uma segunda leitura, tornou-se solidária ao traído. Mudou de opinião. E, depois de debruçar com mais afinco sobre a trama para um roteiro de filme, concluiu com a dúvida. A beleza da dúvida!  É melhor, diz ela, do que Bovary de Flaubert. Lá todos sabem da trama voluptuosa. Aqui, mora a dúvida.

Seu legado, Dom Fernando, não é pequeno. Sua causa é a causa do Amor que só é belo quando experimenta o êxodo do comodismo, das emoções precárias em busca do êxtase de fazer o outro feliz. Triste sociedade acomodada que não se lança para ajudar o outro, fraternalmente. É essa a revolução de Cristo. Do Cristo que ousou a lei dos antigos,  a que não permitia contato com os leprosos, e com eles fez comunhão; do Cristo que lançou um desafio aos homens sedentos de sangue diante da pecadora: “quem não tiver pecado que atire a primeira pedra”; do Cristo das parábolas e dos milagres, do Cristo da paixão e da Vida. A beleza de Cristo está em fazer do amor a ponte que destrói os muros. A realidade adâmica é transmutada na paixão de Cristo. Deixamos de lado o que nos enfeia para nos revestirmos da beleza de Deus que troca mil reinos por amor a cada um de seus filhos, como está no belo livro do profeta Isaías.

Desde menino, sua decisão foi a de ser ponte, Dom Fernando. Das alterosas, das montanhas abraçantes das Minas Gerais,  mais precisamente de Muzambinho para o mundo da palavra e da ação. O árcade Cláudio Manuel da Costa, seu conterrâneo, falou dele mesmo, sem imaginar o teor profético de outro homem, de alma terna, que hoje temos a glória de saudar.

Destes penhascos fez a natureza

O berço, em que nasci! oh quem cuidara,

Que entre penhas tão duras se criara

Uma alma terna, um peito sem dureza!

Ingressou na ordem dos franciscanos.  Preparou-se com afinco para a hermenêutica e a pragmática. A interpretação das teorias mais sublimes e a sensibilidade diante dos calvários da vida, do povo caminhante. A especialização na França, no Instituto Católico de Lyon e o doutoramento em Roma, na Teologia dos primeiros séculos da Igreja. Patrística. Santo Agostinho.

Como Esther, professou em salas de aula o amor à educação até ser escolhido pelo memorável Papa João Paulo II para ser bispo da Igreja. Primeiro em Teófilo Otoni, depois em São Paulo, na Arquidiocese de Santo Amaro. Vem ocupando cargos de destaque como Presidente da Comissão Episcopal de Doutrina da CNBB; Presidente do Secretariado de Cultura do CELAM (Conferência Episcopal Latino-Americana); Delegado à Assembléia Especial do Sínodo dos Bispos para a América; Presidente do Regional Sul 1; Membro da Congregação para o Clero em Roma e do Conselho Especial do Sínodo dos Bispos, também em Roma.

Em seu ofício, empresta o sorriso como expressão da beleza do servir a Deus e do servir ao povo.

A beleza ideal está na simplicidade calma e serena, ensinava Goethe.

Em nossa Academia Paulista de Letras, Dom Fernando, sua eleição foi celebrada como o anunciador da boa nova. Aquela que está nas páginas sagradas da Bíblia e nas sagradas páginas de tantos escritos que nasceram de sonhos, na esperança de que a alma humana atinja patamares mais elevados.

A literatura traz às memórias do subsolo, como queria Dostoiévski, os medos e as vitórias da humanidade, da bondade e de sua ausência. Traz a dúvida. Permite ao leitor um percurso ora sombrio ora iluminado, no dizer de Jorge Luiz Borges em O Aleph. Busca a centelha que dá a outra margem de Guimarães Rosa e que empresta os óculos a Miguilim. Que maravilha o doutor que me ajuda a ver!, exclama a criança. Estanca o sangue dolorido de Negrinha, de Lobato, ou de Arminda, do Bruxo do Cosme Velho. Negrinha era a menina que apanhava e que morreu em delírios sonhando com bonecas. E Arminda, a mulata fugitiva cujo único desejo era o de ser mãe. A literatura traz a injustiça porque é justa! Brinca seriamente com os contrários. Faz da vida um oráculo em que a dignidade seja depositada no espaço sagrado. Não há letras belas sem entranhamento, empunhava Aristóteles, decidido a fazer conviver o Belo e o Bom. A beleza tem de ser irmã da bondade sob pena de hipocrisia ou leviandade. O ardor pelo efêmero é névoa que esconde nossa parte mais bela.

Mario de Andrade, em 1920, falava da beleza de São Paulo nos detalhes que era capaz de observar e que levavam ao querer apaixonado pela cidade:

Dizem-na tristonha, escura … Mas no momento em que escrevo, Novembro anda lá fora, desvairado em odores e colorações. Eu sei de parques esquecidos em que a rabeca dos ventos executa a sarabanda por que pesadamente bailam os rosais … Eu sei de coisas lindas, singulares, que Paulicéa mostra só a mim, que dela sou o amoroso incorrigível e lhe admiro o temperamento hermafrodita…

Procurarei desvendar-lhe aspectos, gestos, para que a observem e entendam. Talvez não consiga. Ponho-me a pensar que minha terra é como as estrelas de Olavo … difícil de entender …

Kant afirma que o Belo é uma finalidade sem fim. Em outras palavras, um prazer desinteressado produzido pela contemplação e pela admiração de um objeto ou de um ser. Como, por exemplo, o amor pela mulher amada.

O príncipe dos poetas brasileiros, decano de nossa academia, Paulo Bomfim  homenageando sua amada Emy, em o Cancioneiro, escreveu:

Éramos jovens e o tempo

Se prendia em nossos dedos.

Lembra-me Tomás Antônio Gonzaga em homenagem à sua musa:

Enquanto pasta alegre o manso gado,

minha bela Marília, nos sentemos

à sombra deste cedro levantado.

Um pouco meditemos

na regular beleza,

Que em tudo quanto vive nos descobre

A sábia natureza.

Schopenhauer  fala do belo como o reconhecimento da idéia geral no particular por um ser que conhece, não enquanto indivíduo, mas enquanto sujeito puro isento de vontade. Uma bela ação. Uma ação moral.

Como a ação política. Hanah Arendt, a judia que sofreu os reveses do ódio e do desamor de uma das maiores chagas da história contemporânea, o holocausto, nos presenteou, por obra derradeira,  A Condição Humana ou O Amor Mundi.  A beleza está na compaixão. Não na vingança ou no ódio horribilíssimo. É a compaixão, o respeito pelo outro que alimenta o bom político. A ação ganha beleza quando se reveste de competência e generosidade. A política é a alta caridade no dizer do já citado Bispo de Hipona, porque o político experimenta o êxodo e o êxtase: o sair de si, do seu recanto para cantar a canção da boa ação. E quão belo é o poder quando a sua semântica é a do servir.

Schiller, em A Variedade, poetiza:

Numerosos são os bons e os inteligentes, mas todos contam por um

pois todos são dominados pelo conceito mas não, infelizmente, pelo coração amante.

Triste é o império do conceito: tem mil formas mutáveis.

Só fabrica, pobre e vazio, uma única.

Mas a vida e a alegria erguem-se plenamente onde a Beleza

Reina: o Uno eterno reaparece em mil formas.

Querido presidente José Renato Nalini, Presidente do Centenário. Presidente das obras de restauro e da grande obra de nos conduzir, como queria Drummond, de mãos dadas. Porque o mundo é grande demais e a vida é curta demais e, de mãos dadas, a viagem fica mais bonita.

Amigas e amigos, que a beleza de vida de Fernando Antonio Figueiredo, nos sirva de inspiração. Que o seu acolhimento nos leve a perseguir incansavelmente um mundo sem preconceitos. Nada de hierarquia dos viventes. A cidadania é para todos. E a beleza está na diferença. Quem é o maior? Ou o melhor? Quem é o mais belo? Longe de mim pontificar verdades, mas um palpite modesto emprestado dos utópicos, de Morus, Bacon, La Boètie ou Galileu Galilei. O mais belo é o que é capaz de experienciar a beleza alheia. Ou ainda no racionalismo cartesiano: o mais belo é o que se permite inspirar o pensamento puro e duvidar de tudo o que seja a negação da bela existência.

Existimos, senhoras e senhores, para que o mundo seja mais bonito. Sem egocentrismos nem falsa modéstia. Conferimos dignidade à humanidade por aplaudirmos a existência que é melhor com as letras, a literatura, a filosofia, a teologia ou a simplicidade poética da também mineira  Adélia Prado:

Minha mãe achava estudo

a coisa mais fina do mundo.

Não é.

A coisa mais fina do mundo é sentimento.

Com os meus mais belos sentimentos de amizade, em nossa centenária Academia Paulista de Letras ,  saúdo-o,  caro confrade. Entre.

Traga consigo Agostinho de Hipona e Francisco de Assis. Traga também as suas inquietações. Mas não se esqueça de trazer a esperança. A esperança, convidada freqüente de sua prosa, vai dar mais acalento ao nosso recanto das letras. À beleza de Academia que temos a honra de freqüentar.

Seja bem-vindo.

Gabriel Chalita

Mais vagas para os cursos técnicos

Gabriel Chalita participou, nesta terça-feira, dia 26 de maio, da assinatura do convênio entre o Centro Paula Souza, a Secretaria Estadual da Educação e a Prefeitura de São Paulo, para abrir 9.265 novas vagas de cursos técnicos em salas de escolas estaduais de todo o Estado e nos CEUs (Centros Educacionais Unificados) da capital paulista.

O evento contou com a presença do Governador José Serra, do prefeito Gilberto Kassab, do secretário estadual de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e do secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza.

Com a iniciativa, o governo do Estado garante aos jovens novas oportunidades de acesso ao mercado de trabalho por meio de cursos gratuitos, de qualidade comprovada.?

“Ensino técnico é o ensino que gera emprego. A ênfase neste tipo de ensino é a coisa mais certa que nós poderíamos estar fazendo. Em primeiro lugar por dar oportunidade de emprego para os jovens. Em segundo, porque melhora o aproveitamento dos alunos das Etecs que também cursam o ensino médio e vice-versa. Em terceiro, porque contribui com o desenvolvimento do Estado de São Paulo e do Brasil. Por isso é que temos o maior plano de expansão do ensino técnico do país”, afirmou o governador José Serra.

Os cursos funcionarão no regime de classes descentralizadas, ou seja, em vez de construir uma nova escola técnica, criam-se turmas aproveitando a infra-estrutura já existente. Cada escola estadual ou CEU trabalhará em conjunto com a Etec (Escola Técnica) mais próxima, que será responsável pelos cursos. Ao todo, serão investidos R$ 20 milhões no projeto.

Serão inicialmente 12 cursos: Administração, Logística, Contabilidade, Secretariado, Marketing, Comércio, Jurídico, Seguros, Serviços Imobiliários, Informática, Informática para Internet e Redes de Computadores. Outros cursos serão incluídos no próximo ano, quando também devem ser oferecidas vagas em mais 8 CEUs.

Desde 2007, as Etecs abriram cerca de 40 mil novas vagas. O objetivo é ampliar as chances de quem ingressa no mercado de trabalho. Pesquisa anual do Centro Paula Souza indica que 85% dos egressos de cursos técnicos têm vínculo empregatício, após um ano de formados.