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O verdadeiro educador é muito mais do que um professor, este é o exemplo do Educador do Ano 2013

Não se trata de um nome pop, um celebrado da mídia, um glamourizado dos horários nobres da TV, mas é um grande brasileiro que merecia ter sobre ele todos os holofotes. É o Educador do Ano 2013, Geraldo Amintas, que acaba de receber, da Academia Brasileira de Educação, o Prêmio Fernando de Azevedo. A entrega foi na Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa.

São 34 anos no magistério. O professor de matemática Geraldo Amintas de Castro Moreira tornou a sua cidade natal, Dores do Turvo, na Zona da Mata mineira, conhecida nacionalmente no meio acadêmico, porque tomou a iniciativa de levar seus alunos às Olimpíadas Brasileiras de Matemática.

Ele convenceu a diretora da única escola da cidade, em que trabalha, incentivou os demais professores e animou os alunos a embarcarem no projeto. Seu entusiasmo contagiou a todos e, com isso, Dores do Turno, em nove anos, viu seus estudantes conquistaram 166 premiações nas Olimpíadas de Matemática. A saber: 10 medalhas de ouro, 10 de prata, 28 de bronze e 118 menções honrosas. Somam-se agora a elas esse prêmio de Educador do Ano.

A entrega foi em noite solene com todos os membros da Academia brasileira de Educação engalanados com seus fardões, entre eles, o ex-secretário de Educação de São Paulo, Gabriel Chalita, o presidente da Academia Mundial de Artes e Ciências, Heitor Gurgulino e o imortal da Academia de Letras, Arnaldo Niskier.

Compareceram o secretário executivo do Ministério de Educação, Luiz Claudio da Costa, o secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Risolia, entre outras autoridades do ensino nacional. Todos brindados com um show do cantor Dover Manifold e seu repertório de músicas americanas.

Mais uma grande noite à altura da categoria de um dos melhores anfitriões da cidade, o professor Carlos Alberto Serpa, presidente da Academia Brasileira de Educação, em sua Casa de Cultura Julieta de Serpa, onde Felipe Schmidt também brilhou com seu sax.

Fonte: Coluna da Hilde (por Hildegard Angel)

Desafios do ensino de matemática

O relatório divulgado pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes – PISA, em dezembro de 2013, apontou que o Brasil deu alguns passos adiante em relação ao ensino de matemática, ainda que tenha ocupado a 58ª posição entre 65 países. O problema, no entanto, está longe de ser a falta de talento para a matéria.

O matemático César Camacho, diretor do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada – IMPA, vê nos estudantes brasileiros enorme potencial, que passa despercebido por não haver métodos para a identificação de talentos. A observação é fruto de dez anos de realização da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – OBMEP, que permitiu, segundo Camacho, traçar um retrato bastante fiel da realidade do ensino de matemática no Brasil.

“Temos tido enorme satisfação em verificar que nos lugares mais afastados do país existem estudantes brilhantes, que respondem aos desafios que colocamos na olimpíada de uma maneira extremamente rica”, afirmou o diretor do IMPA ao explicar que a olimpíada mede não o conhecimento, mas a capacidade de raciocínio e a criatividade para a solução de problemas. “Apesar de todas as deficiências que a escola tem, é possível verificar que o talento está uniformemente espalhado pelo país”, acrescentou. A OBMEP seleciona, todos os anos, seis mil medalhistas provenientes de mais de 800 municípios brasileiros. Diversas iniciativas de sucesso vêm estimulando o desempenho dos alunos em matemática.

Projeto Brincando de Matemática (RO)

Na Escola Estadual de Ensino Fundamental Padre Alexandre de Gusmão, do município de Nova Brasilândia, em Rondônia, encontramos uma dessas boas práticas “que deveriam ser replicadas”, como observou Camacho. Trata-se do Projeto Brincando de Matemática, realizado pela professora Amanda Sousa com alunos do quinto ano.

“O projeto foi pensado para os alunos com muita dificuldade em matemática. Para facilitar o aprendizado, trabalhamos a matéria de uma forma mais lúdica”, explica a professora. Os jogos, criados pelos alunos ou propostos pela professora, são confeccionados em sala, sempre em grupos, utilizando material de sucata.

Programa de Educação Matemática (BA)

Na Bahia, a capacitação continuada do professor se dá por meio do Programa de Educação Matemática, iniciativa da Secretaria de Educação do estado realizada pelo Instituto Anísio Teixeira – IAT. No programa, os professores são reunidos no IAT para planejar o período letivo e os formadores vão às escolas para visitas de acompanhamento pedagógico. “Falamos com os professores e fazemos o planejamento das aulas de matemática do sexto ao nono ano. Trabalhamos como os professores podem transmitir os conteúdos de matemática em sala de aula de forma mais contextualizada”, explicou Jorilene da Silva, formadora do programa. A partir desses encontros, o professor é estimulado a produzir um objeto ou conhecimento novo para levar à Feira Baiana de Matemática.

O objetivo, segundo Silva, é gerar um conhecimento que ultrapasse as paredes da escola. “Não basta fazer o cálculo, é preciso interpretar, desenvolver o raciocínio lógico, a criatividade; realizar atividades que levem não apenas a resolver contas, mas também a entender o significado dessas contas. O aluno deve entender como a matemática pode melhorar o dia a dia e de que forma ele pode aplicar esse conhecimento para que não seja dominado pelos números”, disse.

Silva conta, ainda, que muitos professores resistem às mudanças no método de ensino da matemática que ainda parte da memorização de regras. “A educação matemática trabalha não só com algoritmos, mas também com a construção de conceitos. Por isso, é importante discutir o currículo da educação matemática como ponto de partida para a formação da cidadania”.

Centro Educacional Municipal de Apoio e Atendimento Especializado – CEMAEE (SP)

O Centro Educacional Municipal de Apoio e Atendimento Especializado – CEMAEE, de Mogi Mirim, no interior de São Paulo, atende em contraturno alunos com necessidades educativas especiais. A unidade, que deu início a suas atividades em 2012, integra a rede de ensino público do município.

“Nossa proposta é promover atividades que desenvolvam o raciocínio lógico matemático. As professoras exploram o conhecimento já construído e desafiam o ‘pensar’ das crianças, por meio de jogos, de exploração corporal e de atividades de arte visual e tecnológica. As intervenções facilitam o processo de aprendizagem, com o benefício de ser possível identificar a forma de pensar do aluno, facilitando o planejamento das próximas atividades, respeitando o estágio de desenvolvimento e o nível intelectual de cada um”, explicou a diretora do CEMAEE, Mara Ortiz.

Para Ortiz, que é também pesquisadora no Laboratório de Psicologia Genética da Unicamp, é necessário que o Estado fomente políticas públicas que delineiem o fazer pedagógico e promovam a formação continuada dos professores a partir de experiências colaborativas entre a universidade e a escola. Da mesma forma, que garantam condições que possam contribuir para a organização dos espaços de aprendizagem de matemática, possibilitando aos professores a fundamentação de suas práticas.

Matemática Rio (RJ)

No Rio de Janeiro, o professor Rafael Procópio, da Escola Municipal Rosa da Fonseca, encontrou nas novas mídias uma forma de atrair a atenção de seus alunos. A princípio, o objetivo era guardar uma cópia online dos vídeos usados em sala de aula. Conforme o canal Matemática Rio foi ganhando público e visualizações, Procópio passou a se dedicar mais à produção das videoaulas e a preocupar-se com a qualidade estética das filmagens.

“No geral, percebo que o rendimento dos meus alunos aumentou sensivelmente. Ainda há muito o que aperfeiçoar nas aulas presenciais que dou na rede pública municipal, mas o potencial é enorme”, afirmou o professor, que considera importante o apoio que recebeu de colegas e da coordenação pedagógica da escola em que leciona. “Os professores, quando valorizados e capacitados, podem, sim, transformar a atual situação precária do ensino da disciplina em nosso país, por meio da inovação. Aliás, já temos várias frentes que estimulam isso”, disse.

Fonte: (adaptado) Blog Educação | Escrito por Bernardo Vianna

 

A universidade do século 21

A universidade é uma instituição de ensino, de formação de profissionais de nível superior, de pesquisa como produtora de novos conhecimentos, de extensão e de cultivo do saber, tendo um papel fundamental no equilíbrio e no desenvolvimento social. Os indicadores de excelência de uma Universidade baseiam-se fundamentalmente no impacto e relevância da pesquisa produzida, na qualidade de ensino, na titulação do corpo docente, na formação de recursos humanos competitivos para enfrentar os desafios com foco nos grandes problemas nacionais, inovação e transferência de conhecimento com abordagens multi, inter e transdisciplinares de forma a responder aos anseios da sociedade e promover o desenvolvimento com sustentabilidade.

Para responder a estes desafios, a Universidade no mundo contemporâneo precisa de forte engajamento internacional, alta mobilidade de recursos, formação de recursos humanos qualificados, novas ideias, desenvolvimento e transferência de tecnologias, inovação, infraestrutura de pesquisa, planejamento de desenvolvimento institucional sólido e articulado.

Aproveitando as palavras de Paulo Freire: “A Universidade tem de girar em torno de duas preocupações fundamentais, de que se derivam outras e que têm relação com o ciclo do conhecimento. Este, por sua vez, tem apenas dois momentos que se relacionam permanentemente: um é o momento em que conhecemos o conhecimento existente, produzido; o outro, em que produzimos o novo conhecimento. Ainda que se insista na impossibilidade de separarmos mecanicamente um momento do outro, ainda que se enfatize que são momentos do mesmo ciclo, me parece importante salientar que o momento em que conhecemos o conhecimento existente é preponderantemente o da docência, o de ensinar e aprender conteúdos e o outro, o da produção do novo conhecimento, é preponderantemente o da pesquisa. Na verdade, porém, toda docência implica pesquisa e toda pesquisa implica docência. Não há docência verdadeira em cujo processo não se encontre a pesquisa como pergunta, como indagação, como curiosidade, criatividade, assim como não há pesquisa em cujo andamento necessariamente não se aprenda porque se conhece e não se ensina porque se aprende”.

O desafio de quem educa é instigar o pensamento crítico, com base em métodos, dando ao estudante autonomia de pensamento, ensinando-o a aprender de uma maneira mais correta, mostrando-lhe a necessidade da pesquisa, do saber metodológico, despertando sua curiosidade e aguçando o pensamento crítico.

Fonte: jornal O Estado de S. Paulo (por Maria José Soares Mendes Giannini)

Brasil e Itália: educação em foco

Em missão oficial na Itália, o deputado Gabriel Chalita esteve em Florença para dar início a discussões e tratativas sobre um possível acordo internacional entre o Brasil e o Instituto Universitário Europeu (EUI), uma das principais instituições de educação da Comunidade Europeia. No encontro, representantes do EUI propuseram a elaboração de um programa de formação de professores, o que vem ao encontro de uma das principais bandeiras defendidas pelo deputado e educador Gabriel Chalita.

Esse instituto é internacionalmente reconhecido pela qualidade de seus estudos acadêmicos, desenvolvidos inclusive por brasileiros. Na visita, Chalita encontrou-se com pesquisadores do Brasil que atuam nas áreas de direito comparado, regulação de serviços públicos e constitucionalismo, assuntos que contribuem fortemente para o desenvolvimento do nosso país e do Mercosul.

Ainda no EUI, o deputado Chalita conheceu a sede dos Arquivos Históricos da União Europeia (HAEU), responsável pela gestão de todo o acervo de documentos oficiais, desde os acordos iniciais da UE até os registros de negociações com outros países, inclusive com o Brasil.

O interesse em expandir o diálogo entre a educação brasileira e italiana foi ressaltado, também, por Simone Tani, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Relações Internacionais de Florença. Em encontro com o professor Chalita, o secretário expressou a intenção da prefeitura de Florença de estabelecer parceria com instituições educacionais brasileiras. Recentemente, foi inaugurada uma universidade chinesa na região, que oferece cursos de arquitetura e moda.

Na capital italiana, em visita à Sapienza Università di Roma, Gabriel Chalita acompanhou o progresso conquistado pelos 200 estudantes brasileiros que fazem parte do programa Ciência sem fronteiras, que busca promover a consolidação, a expansão e a internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. O vice-reitor dessa instituição, Antonello Biagini, e o brasilianista prof. Finazzi-Agrò, apresentaram a ótima avaliação que o programa brasileiro tem recebido da instituição e dos alunos. Por isso, a Sapienza, uma das mais tradicionais universidades europeias, espera para o segundo semestre de 2014 cerca de 400 estudantes brasileiros em seus cursos universitários.

Fonte: assessoria de imprensa | 1/4/2014

 

Ilustrador brasileiro conquista o prêmio Hans Christian Andersen

 

O ilustrador brasileiro Roger Mello venceu o prêmio Hans Christian Andersen, atribuído pelo Conselho Internacional sobre Literatura para os Jovens (IBBY). Esse prêmio, considerado o “Nobel” da literatura infantil e juvenil, foi anunciado na Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, na Itália.

Roger Mello, que já tinha estado entre os finalistas em 2010, atua há 25 anos de carreira literária como autor e ilustrador de cerca de uma centena de livros para os mais novos. Segundo o júri, a ilustração de Roger Mello possui algumas características peculiares: explora a história e a cultura do Brasil, demonstra a admiração pelos nossos costumes, é inovadora, inclusiva e dá às crianças a oportunidade de entrar nas histórias pela sua própria imaginação.

Considerado um prêmio de carreira para autores e ilustradores, o Hans Christian Andersen já foi atribuído às brasileiras Lygia Bojunga, em 1982, e Ana Maria Machado, em 2000. Em sua última edição, em 2012, os vencedores foram a escritora argentina Maria Teresa Andruetto e o ilustrador checo Peter Sís.

Fonte: adaptado do Jornal Público, de Portugal | ilustração: Roger Mello | Data: 25/3/2014

 

Qual o sentido das interações?

Tudo se constrói na interação.
 
Não acreditamos em aprendizagem que não passa pela interação. Não apenas de ideias, mas do corpo, da percepção, da experiência, das relações. Eu só consigo perceber a minha própria identidade a partir da identidade do outro. O outro na minha vida é constituição de mim também. Por isso, “a vida não pode ficar fora da escola”, dizia Freinet.

As crianças têm de perceber que as coisas não estão separadas e quando “eu conheço” é, inclusive, para poder viver mais. Wallon mostra que é preciso valorizar não apenas o intelecto das crianças, mas também o meio social e a afetividade (emoção): “Só podemos entender as atitudes da criança se entendermos a trama do ambiente no qual está inserida”.
 
O valor que atribuímos a tudo na vida é constituído na relação. “Ahhh, as crianças destruíram tudo”. Tal indagação mostra que não foi realizada uma reflexão com os pequenos sobre o significado que possuía o que estava em volta deles. Caso contrário, teriam criado vínculos, teriam uma história de pertencimento.
 
Por que hoje temos tantos espaços públicos completamente sujos e desorganizados? As pessoas não se sentem pertencentes a esse universo. “O que é público não me pertence”. Será? A rua, a cidade, o bairro, tudo é nosso.
 
Essa postura precisa estar muito presente na escola. Quando trabalhamos com um grupo e decidimos, por exemplo, trocar objetos de lugar sem pedir anuência ao próprio grupo, estamos contribuindo para que as pessoas não se sintam pertencentes ao mesmo, uma vez que não foram respeitadas na ocupação do seu espaço.
 
Um dos momentos significativos em relação à interação é o ato de cuidar. Quando cuido de alguém, cuido também de mim. É quando percebo a importância que tem o outro na minha vida e eu na vida dele. Quem cuida do outro também cuida do planeta. É uma dimensão muito maior de formação humana e de pertencimento.
 
Para Leonardo Boff, cada ser humano compõe a totalidade que é o planeta. Assim, não é apenas atentar-se ao cuidado específico de uma área, é ao ser humano. O ato educativo é um dos mais bonitos do mundo. Pois, na relação com outras pessoas, faz-se um círculo de interações, de teia e conectividade, promovendo a qualidade de vida.
 
Portanto, quais são as suas verdades?
 
No processo de construção de significados não há como não enfrentar contradições e conflitos. Quem trabalha com a educação da infância enfrenta conflitos porque não existem fórmulas prontas. Retomamos, reconstituímos e ressignificamos, continuamente, descobertas, costumes e ações.
 
Daí a importância de formar grupos de discussão intra e extramuros escolares. Para que possamos nos retroalimentar. Nós mesmos adotávamos práticas como educadores da infância as quais percebemos que, além de descontextualizadas hoje, tinham valor e significado com “aquele grupo e aquelas crianças”. Redimensionamos nossa ação, permitindonos fazer essas descobertas. Só que isso gera contradição, conflito e muitas ambiguidades.
 
Não possuímos todas as verdades. Não temos as respostas definitivas. Entretanto, quando o educador assume suas verdades, com a consciência de que não são absolutas, seu fazer assume outro sentido. Olhe para suas crenças. Em que, de verdade, você acredita? Quando não existe essa internalização, estamos apenas discursando. Se é tão importante a história de vida da criança, a do educador também tem de ser.
 
O educador da infância é uma referência fortíssima para as crianças. O tempo todo as crianças estão lendo o seu jeito, seu tom de voz, expressão, afetividade… Uma marca que chama muito a atenção na Educação Infantil é que os educadores são seres humanos que trazem consigo uma alegria muito grande. Tememos que um dia a percamos. Quem trabalha com infância só envelhece mentalmente se desejar. O educador, no contato com as crianças, pode ser eternamente jovem e alegre.
 
Não defendemos aqui simplesmente alguns princípios educacionais. Defendemos um modo de constituir uma vida que é minha identidade, minha crença.
 
As crianças nunca ficam desinteressadas. Muitas vezes, nós é que não sabemos despertar seu interesse.
 
Ampliamos o acesso à informação, mas, nem sempre conseguimos fazer a leitura de certas situações. Ler a subjetividade, com profundidade, é relacionar todos os momentos à realidade vivida.
 
Nossa visão de educação é humanizadora. Não acreditamos em educação que não humaniza. É um princípio. Podemos ser extremamente competentes, mas se nosso projeto não considerar a dimensão de humanização, excluímos a possibilidade de transformação que estamos vivenciando, nós e as crianças.
 
Temos nos permitidos interagir e identificar nossas verdades na relação com as crianças?

Fonte: Revista Educacional Escolas ( Por Emília Cipriano)

Jardim de infância é fácil demais, aponta estudo

Qual será a medida certa de cobrança na educação infantil? Um estudo recente da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos, provocou um intenso debate entre especialistas ao apontar que os professores vêm transformando o jardim de infância na nova 1ª série, uma vez que eles têm adiantado os conteúdos tradicionalmente ensinados no ano seguinte. Para engrossar o coro de que as crianças têm sido pouco estimuladas na educação infantil, pesquisadores das universidades de Chicago e Vanderbilt afirmam também em estudo recente que o jardim de infância é normalmente muito fácil para os pequenos.

O estudo Academic Content, Student Learning and the Persistence of Preschool Effects (Conteúdo acadêmico, aprendizado do aluno e persistência dos efeitos pré-escolares, em tradução livre), publicado no American Education Research Journal, mostra que crianças aprendem mais quando são apresentadas a conteúdos mais avançados, tais como a adição de números e letras aos sons correspondentes. Apesar disso, os professores gastam grande parte das aulas em princípios básicos, como o reconhecimento do alfabeto e fazendo os alunos contarem em voz alta.

Para os autores do estudo, Amy Claessens, Mimi Engel e Chris Curran, a pesquisa revelou que grande parte das crianças que iniciam o jardim de infância já reconhecem algumas letras, têm noções de soma e estão prontas para avançar. Os que, por algum motivo, ainda não dominam esses conceitos, conseguem aprendê-los enquanto avançam com o resto da turma. “Se ensinarmos as crianças o que eles já sabem, elas não vão aprender tudo que podem”, afirmou Amy Claessens à Edweek, revista norte-americana especializada em educação.

Com o tempo, a pesquisadora acredita que os professores da educação infantil vão poder sentir uma diferença significativa no avanço da aprendizagem das crianças. E, para isso, bastam mudanças relativamente pequenas e sem grandes custos, que não afetarão o tempo destinado a outras atividades, como aprendizagem de habilidades socioemocionais e educação física.

Também foi ressaltado no estudo que os professores do jardim de infância passam mais tempo alfabetizando os alunos do que ensinando matemática. Em média, os professores ensinam habilidades básicas de leitura 18 dias por mês, ou quase todos os dias letivos, e alfabetização avançada durante 11 dias por mês. Por outro lado, eles passaram 10 dias por mês em matemática básica e seis dias em matemática mais avançada.

“Professores da primeira infância e do jardim de infância não são tão confiantes sobre o ensino de matemática no início da vida escolar”, disse Claessens. “Estamos há muito tempo estimulando e fazendo um bom trabalho de concentrar o ensino na leitura e em habilidades básicas de leitura. Mas acho que nós não sabemos tanto assim sobre a matemática na primeira infância”, completa.

O estudo foi realizado com base em uma amostragem grande, representando mais de 15 mil alunos de diversos estados norte-americanos que iniciaram o jardim de infância entre 1998 e 1999.

Fonte: Revista Profissão Mestre  e portal Porvir

Criança e tecnologia: é preciso ter cautela

Tecnologia e criançaCrianças nascidas a partir de 2010, recentemente, passaram a ser denominadas “geração Alfa”, por se distinguirem das gerações anteriores, pois já nasceram em mundo conectado.

Às vezes, temos a sensação que os “Alfas” são superdotados por conta da rapidez e naturalidade que têm ao utilizar smartphones, tablets e afins. Esta nova geração é formada por crianças que já nasceram imersas nas novas tecnologias e demonstram ser mais inteligentes do que aquelas das gerações anteriores.

Uma geração que chegou causando transformações sociais intensas. Reformularam as famílias, diminuindo as hierarquias e a autoridade dos pais, ditam questões relativas à moda, linguagem, mercado de trabalho e, inclusive, o ensino nas escolas. Geração que, indubitavelmente, preza pela diversidade e espontaneidade.

Cada vez mais fascinados por uma avalanche de aplicativos repletos de estímulos sonoros e visuais, com personagens coloridos e atraentes, adultos e crianças ficam encantados com as múltiplas possibilidades oferecidas. Alguns acreditam que tais estímulos possam contribuir de modo positivo na formação não só das crianças, como de toda a família, desenvolvendo filhos mais inteligentes.

O anseio de consumir tecnologia, desenfreadamente, mesmo para o público infantil, é tão grande que, recentemente, foi lançada nos Estados Unidos a IBounce, uma cadeirinha para bebês que já vem com apoio para o iPad e possibilita que crianças muito pequenas interajam com jogos, filmes e vídeos. Para muitos pode parecer um grande avanço tecnológico, ou até mesmo um conforto e alívio para aqueles pais mais atarefados, uma vez que com a tal cadeirinha as crianças aprendem e se distraem sozinhas.

Acreditamos que a tecnologia pode realmente ser bastante benéfica para o crescimento e desenvolvimento infantil de maneira saudável, mas, por outro lado, é importante que os pais façam a inserção da criança de forma gradativa nesse universo e ponderem o tempo que os filhos ficarão conectados. Nada substitui o contato físico, o afeto e o vínculo que só o relacionamento humano proporciona ao desenvolvimento e inteligência. Abraços, aconchegos, carinhos, proximidade física, atenção jamais poderão ser compensados pelo último modelo de smartphone e/ou o joguinho do momento.

A tecnologia é útil, importante e necessária nos dias de hoje, mas deve ser usada com cautela e sempre com a supervisão de um adulto orientando a criança. Nada de deixar os pequenos conectados sozinhos acreditando que o uso da tecnologia poderá estimulá-los enquanto realizam outras atividades ou até mesmo “descansam” um pouquinho.

Não existe receita pronta que nos ensine quanto tempo que as crianças devem ficar conectadas por dia, portanto o que vale mesmo é o bom senso. Lembrem-se, equipamentos eletrônicos, se utilizados em excesso, prejudicam a interação social, podendo interferir na formação da identidade da criança, além de desestimular o desenvolvimento motor.

Vamos usar a tecnologia sim, mas com parcimônia. Abracem, toquem, cantem, dancem, brinquem com suas crianças. Isso sim pode estimular o desenvolvimento sadio, fortalecer o vínculo familiar e, certamente, ficará eternizado na memória da criança.

A participação responsável dos pais é crucial para o desenvolvimento das capacidades no filho, do mesmo modo que o exagero, excessos e omissões influenciarão igualmente este desenvolvimento. É sabido que não existe fórmula mágica para ser pai ou mãe, mas coerência e bom senso devem ser a tônica para a educação dos filhos. Os pais devem falar a mesma linguagem que seus filhos para que ambos sintam-se integrados à família e assim construir um ambiente saudável e satisfatório para o crescimento dos pequenos.

Fonte: Revista Profissão Mestre (por Aline Maciel Richetto e Breno Rosostolato)

Os méritos de ser professor

Dentro de quatro a seis anos, cerca de um milhão de educadores vão se aposentar nos Estados Unidos, segundo projeções. O governo americano lançou, em parceria com o sindicato dos professores e outras entidades, a campanha “Make more – Teach” (Faça mais – Ensine). O  objetivo não é apenas preencher as vagas que serão criadas, mas atrair talentos da nova geração. Nos vídeos, a figura do professor é comparada à de presidentes de empresas privadas e à de técnicos de futebol, que assim como ele, precisam de forte capacidade de liderança para conquistar resultados em grupo. Também é enfatizada a forte influência que os mestres exercem sobre os alunos, o que pode fazer deles inesquecíveis, algo mais importante que a fama, segundo a campanha.

No Brasil, o programa “Quero ser professor, quero ser cientista”, lançado em setembro de 2013 pelo governo, também busca atrair estudantes do ensino médio para a carreira. O projeto consiste em envolver alunos em atividades de pesquisa científica e tecnológica, participação que lhes conferirá R$ 150,00 por mês. As bolsas serão oferecidas a partir de fevereiro a estudantes das séries finais do ensino fundamental que tenham premiação em olimpíadas científicas ou participação em programas da Capes.

Fonte: Revista Educação (janeiro/ 2014)

 

Nova edição do livro “Mulheres de água”

Ao contrário de muitos homens, sem paciência para refletir sobre as angústias e os anseios mais íntimos das mulheres, Gabriel Chalita é um desbravador do universo feminino. Prova disso é seu livro “Mulheres de água”, reeditado pela Editora Planeta com novas histórias acerca da alma feminina. 

Com influência de ícones femininos da literatura, como Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles, o autor de “Mulheres de água” joga luz a todas as angústias, anseios e devaneios daquelas que um dia cruzaram a sua vida. Aquelas que, assim como a água e seus mais diferentes formatos e dimensões, moldam-se a cada instante: intensas e compassivas, assediadas e rejeitadas, amorosas e espinhentas.

Dentre as complexas situações vividas pelas personagens, há a tímida jovem que floresceu e encontrou seu grande amor; a rejeitada à procura por atenção; a velhota ansiosa para ser cortejada e desencalhar; a traída e a quase virgem; a mãe e seus instintos compulsivos em proteger a cria; a intolerante que implicava com tudo. É um penetrar sútil e sensível na complexa e fascinante alma das mulheres. 

Fonte: Assessoria de imprensa | 10/2/2014