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Título de Cidadão Paulistano é conferido a Dom Edgard Madi

No último domingo, dia (08/11), a Catedral Nossa Senhora do Líbano, em São Paulo, recebeu a Sessão Solene de entrega do Título de Cidadão Paulistano ao Bispo Maronita, Dom Edgard Madi. Esse título é uma honraria concedida a pessoas que não nasceram na capital paulista, mas que tiveram uma carreira de destaque na cidade.

O evento contou com a participação do prefeito do Município de São Paulo, Gilberto Kassab e dos vereadores autores do projeto Gabriel Chalita (PSB) e Celso Jatene (PTB).

Nascido em Beit Mery, sul do Líbano, Dom Edgard foi indicado pelo Vaticano para ser o quarto Bispo da Igreja Maronita do Brasil e assumiu oficialmente os encargos do mais alto posto maronita no Brasil, no dia 10 de dezembro de 2006. A Igreja Maronita representa a chegada da Igreja Católica ao Oriente, quando o monge eremita São Marun converteu à fé cristão, no século V, os habitantes das montanhas do Líbano. “A melhor maneira de servir a cidade de São Paulo é seguir a palavra do apóstolo São Paulo: ‘imita-me, como eu imito Jesus Cristo’. Deus abençoe a cidade de São Paulo”, declarou o homenageado.

O Projeto de nº 42/2009, que foi elaborado pelo vereador Gabriel Chalita (PSB) em co-autoria com o vereador Celso Jatene (PTB), homenageia Dom Edgard pela sua dedicação à prática missionária de fraternidade e religiosidade em São Paulo, bem como à evangelização dos “filhos do Líbano” da Igreja Maronita.

Tradicional no Líbano, a Igreja Maronita possui ritual próprio, diferente do rito litúrgico latino adotado pela imensa maioria dos católicos ocidentais. O rito oriental maronita, que pertence à tradição litúrgica de Antioquia, prevê a celebração da missa em língua aramaica e em língua siríaca. Atualmente, existem cerca de 3 milhões de maronitas dispersos em todo o mundo (dos quais 1,4 milhões são ainda habitantes do Líbano, constituindo cerca de 35% da população deste país do Médio Oriente).

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Paz é tema da Comissão de Direitos Humanos

O vereador Gabriel Chalita presidiu nesta quinta-feira, dia (05/11), a sessão ordinária da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania, Segurança Pública e Relações Internacionais, que teve como pauta a “Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência”. O evento contou com a participação especial dos alunos do terceiro ano do ensino médio do Colégio Notre Dame Rainha dos Apóstolos.

A Marcha tem a intenção de denunciar a situação dos conflitos mundiais, que pode levar à guerra com armamentos nucleares.

No Brasil, o Movimento, que percorrerá sete cidades brasileiras, começará a partir do dia 20 de dezembro de 2009. “A Marcha pede a redução do uso de todo tipo de arma”, explicou o representante do movimento no Brasil, Alexandre Samogini. Os ativistas saíram da Nova Zelândia, no dia 2 de outubro, e percorrerão durante três meses 90 países e 100 cidades, nos cinco continentes. No Brasil, as cidades de Recife (PE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo, Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS) devem receber o movimento.

“A intenção da Marcha é ajudar os jovens a pensarem e refletirem sobre a paz. Hoje, ainda nas escolas, as crianças começam a se maltratar, e está errado; eles têm de aprender a conviver com as diferenças”, enfatizou Chalita.  Para o vereador, essa Marcha é muito importante, pois debate questões que estão diretamente ligadas ao respeito da dignidade humana. “Esta ação intenta fazer com que a paz não seja apenas uma ausência de guerras, mas que seja uma exposição do coração humano, para a construção de uma sociedade melhor”, declarou o também educador.

Samogini ainda propôs um debate para criar “A Semana da Não Violência”, em que escolas de todo o País realizariam ações de conscientização. “O objetivo é criar a consciência da paz e dos direitos humanos entre as pessoas”, explicou.

A Marcha é uma iniciativa do Mundo sem Guerras, uma organização internacional impulsionada pelo Movimento Humanista, que trabalha há 15 anos no campo do pacifismo e da não-violência. Participaram do encontro os vereadores Alfredinho (PT), João Antonio (PT) e do vereador Roberto Tripoli (PV).

Afetividade é tema de palestra em projeto social

Nesta quarta-feira, dia (04/11), o vereador Gabriel Chalita ministrou a palestra “Afetividade ou Permissividade – Limites e Desafios”, aos integrantes do Projeto Gastronomia Solidária. O evento, que aconteceu na sede do Projeto, em Perdizes, trabalha com a promoção social e revalorização da vida dos moradores em situação de rua.

“Falar sobre a afetividade é perceber o que o ser humano pode fazer nas relações com as outras pessoas e como a educação pode ajudar nesse significado. É demonstrar a compaixão pelo próximo, respeitar a dignidade do outro. A afetividade está diretamente ligada a esse olhar para a dignidade humana e ao ato de enxergar o outro”, declarou Chalita.

Para o educador, o ato de cozinhar é belo e o Projeto das Padarias, coordenado pela Sra. Lu Alckmin, era o que fazia mais sucesso  dentro da (FEBEM) Fundação Estadual do Bem Estar do Menor, no governo Alckmin.  “Aquele adolescente completamente excluído da vida social, quando fazia uma torta ou um pão,  entregava e falava: eu que fiz! Isso tinha um significado tão grande para ele! É esta a dimensão do aprender a fazer: eu posso fazer isso, eu posso construir isso”, afirmou o vereador.

A ‘Gastronomia Solidária’ tem a missão de trabalhar com moradores de rua, visando mostrar a cada um deles que a mudança de rumo de suas vidas depende apenas da sua força de vontade. O Projeto auxilia cada participante a ter uma nova oportunidade, a de aprender uma profissão. Para tanto, um grupo de chefs de cozinha paulistanos, dentre eles Ana Luiza Trajano, Benê, Carlos Ribeiro, Dijanira Trindade, Ida Maria Frank, Lúcia Velloso Verginelli, Paulo Pereria e Rodrigo Oliveira, foram convidados para ministrar aulas a esses moradores.

Bispo Maronita recebe Título de Cidadão Paulistano

No próximo domingo, dia (08/11), às 11h30, a Catedral Nossa Senhora do Líbano, em São Paulo, receberá a Sessão Solene de entrega do Título de Cidadão Paulistano ao Bispo Maronita, Dom Edgard Madi. Esse Título é uma honraria concedida a pessoas que não nasceram na capital paulista, mas que tiveram uma carreira de destaque na cidade.

O Projeto de nº 42/2009, que foi elaborado pelo vereador Gabriel Chalita do (PSB) em co-autoria com o vereador Celso Jatene (PTB), homenageia Dom Edgard pela sua dedicação à prática missionária de fraternidade e religiosidade em São Paulo, bem como à evangelização dos “filhos do Líbano” da Igreja Maronita.

Nascido em Beit Mery, sul do Líbano, Dom Edgard foi indicado pelo Vaticano para ser o quarto Bispo da Igreja Maronita do Brasil e assumiu oficialmente os encargos do mais alto posto maronita no Brasil, no dia 10 de dezembro de 2006. A Igreja Maronita é uma igreja de rito oriental, que reconhece, desde 1182, a autoridade do Papa, o Sumo Pontífice.

Tradicional no Líbano, a Igreja Maronita possui ritual próprio, diferente do rito litúrgico latino adotado pela imensa maioria dos católicos ocidentais. O rito oriental maronita, que pertence à tradição litúrgica de Antioquia, prevê a celebração da missa em língua aramaica e em língua siríaca. Atualmente, existem cerca de 3 milhões de maronitas dispersos em todo o mundo (dos quais 1,4 milhões são ainda habitantes do Líbano, constituindo cerca de 35% da população deste país do Médio Oriente).

Gabriel Chalita lança coletânea de contos

(Revista Caras)

Nos próximos dias 10 e 11, Gabriel Chalita, ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo, lança, simultaneamente, os livros Homens de Cinza e Mulheres de Água, obras em formato de conto que desvendam o ser humano e seus sentimentos.

Com a presença do ator Ary Fontoura, que fará a leitura de trechos dos livros, Chalita estará em São Paulo e no Rio de Janeiro para autografar as obras que, com narrativas curtas e emocionantes, mergulham nos universos feminino e masculino.

Em Mulheres de Água, as mulheres são as estrelas. Os relatos singelos e verdadeiros revelam os sentimentos femininos e os desvendam com sutileza e perspicácia. A inveja, o ciúme, a paixão, a esperança, a descrença, o desamor estão todos nos contos de Chalita, cuja intenção era falar sobre as mulheres em pleno diálogo com a vida.

Já em Homens de Cinza, o autor mostra as emoções e sentimentos do homem, a partir de observações de seu comportamento. Em todas as situações, sob os mais diversos aspectos, Gabriel Chalita faz um mergulho de maneira ora intimista, ora fugaz, ora contundente. A presença do cinza é permanente na vida de cada um dos personagens: o cinza que embrutece os sentimentos, que desmancha teias, que desfaz a paixão, que carrega para além das emoções rasteiras.

Gabriel Chalita, que é formado em Filosofia e Direito, tem mestrado em Sociologia Política e Direito e doutorado em Comunicação e Semiótica e também em Direito, recentemente tomou posse como membro da Academia Brasileira de Educação, ocupando a cadeira de nº 34, que tem como patrono Olavo Bilac.

Eleito em 2004 Educador do Ano, é membro da União Brasileira dos Escritores e autor de mais de 45 livros. Nas eleições de 2008, foi eleito pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) como vereador de São Paulo, com o maior número de votos da Casa: 102.048.

Serviço:

Lançamentos dos livros Homens de Cinza e Mulheres de Água, de Gabriel Chalita

10/11 – Colégio Visconde de Porto Seguro – Unidade Panamby

Rua Itapaiuna, 1355 – Panamby

São Paulo – SP

11/11 – Livraria da Travessa

Av. das Américas, 4666 – Barra Shopping

Nível Américas – Lj 220

Rio de Janeiro – RJ

Chalita ministra palestra no Projeto ‘Gastronomia Solidária’

Na próxima quarta-feira, dia (04/11), às 20h, o vereador Gabriel Chalita ministrará a palestra “Afetividade ou Permissividade – Limites e Desafios”, aos integrantes do Projeto Gastronomia Solidária. O Projeto que trabalha com a promoção social e revalorização da vida dos moradores em situação de rua é desenvolvido na Paróquia São Domingos, em Perdizes, zona oeste da capital paulista.

“Tornar sonhos em realidade”, foi com esse pensamento que um grupo de voluntários, sob a inspiração e o comando de Frei Betto, se reuniu para tocar o projeto. A ‘Gastronomia solidária’ tem a missão de trabalhar com moradores de rua, visando mostrar a cada um deles que a mudança de rumo de suas vidas depende apenas da sua força de vontade. O Projeto auxilia cada participante a ter uma nova oportunidade de aprender uma profissão.

Para tanto, um grupo de chefs de cozinha paulistanos, dentre eles Ana Luiza Trajano, Benê, Carlos Ribeiro, Dijanira Trindade, Ida Maria Frank, Lúcia Velloso Verginelli, Paulo Pereria e Rodrigo Oliveira, foi convidado para ministrar aulas a esses moradores. As oficinas e todo o trabalho desses profissionais, receitas ensinadas em cada aula e o relato desses personagens, podem ser conferidos no livro ‘Gastronomia Solidária’.

Chalita se reúne com vereadores do PSB

Na tarde desta quarta-feira, dia (28/10), o vereador Gabriel Chalita se reuniu com vereadores do Partido Socialista Brasileiro (PSB) da região do Vale do Paraíba, com o objetivo de fortalecer o partido para as próximas eleições. Também estiveram presentes na reunião o vice-prefeito de São José dos Campos, Luiz Antonio Silas, do (PSB) e os vereadores Eliseu Gabriel e Noemi Nonato do (PSB).

“A gente sente que o partido está criando consistência e a vinda do Chalita para o (PSB) representa isso. O talento que ele tem, sua importância,  competente, uma pessoa boa, preocupada com a pessoa humana e protetor dessa causa. Nós esperamos que o partido cresça não só no Vale do Paraíba, mas no Brasil”, declarou o líder da bancada do (PSB) na Câmara Municipal de São Paulo Eliseu Gabriel.

Participaram da reunião os vereadores Valdia de Alvarenga e Walter Hayahi, de São José Campos (SP), o vereador de Aparecida (SP), Alderlei Diniz de Carvalho, o coordenador do (PSB), no Vale do Paraíba, Gilberto Lira e o padre Celio Antonio Almeida.

Ética é tema de palestra para alunos de Direito

Nesta terça-feira, dia (27/10), o vereador Gabriel Chalita ministrou palestra sobre “Os 10 mandamentos da ética”, para os alunos do curso de Direito, da Faculdade de Direito Professor Damásio de Jesus, em São Paulo. O evento também contou com a presença do fundador da Faculdade, prof. Damásio de Jesus.

Em palestra, Chalita iniciou a apresentação, citando o sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, e sua obra Amor Líquido. Segundo Bauman, a rapidez da troca de informações e as respostas imediatas trazem a incerteza em todos os campos da interação humana, em que o amor também passa a ser vivenciado de uma maneira mais insegura. “As relações são pobres. Na busca pelo poder, nós usamos a outra pessoa e depois a jogamos fora. Perdemos a identidade  e não construimos condições de construir uma relação duradoura”, declarou o vereador.

O ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo também citou outros dois ícones da sociologia alemã, Jürgen Habermas, que trata a concepção da razão comunicativa e a também teoria política; e Hannah Arendt, que acreditava que o grande problema da humanidade consistia na ausência de compaixão.  “A base da ética é a compaixão, é o ato de se colocar no lugar da outra pessoa. A minha essência faz parte da outra ess ência”, declarou o professor ao citar Arendt.

Para o doutor em Direito pela Universidade Pontifícia Católica de São Paulo, as escolas jurídicas deveriam preparar mais seus alunos para que eles sejam capazes de tomar atitudes corretas diante da vida para que, no momento que eles forem analisar os processos, a base seja regida pela ética e moral. “O diálogo entre o passado e o medo do futuro, formam a moral, e essa moral me prepara para condenar e absolver. Essa formação humana é mais importante, que faz com que eu tenha bom senso, reta razão e busca do equilíbrio nas decisões”, afirmou o professor e autor da obra A Sedução no Discurso – O poder da linguagem nos tribunais do júri.

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Ações articuladas

(Revista Educação)

Membro do Conselho Nacional de Educação finlandês credita o sucesso do país no setor à percepção de que o ensino é um fenômeno complexo, que depende de muitas variáveis.

Beatriz Rey

Em 1968, o parlamento da Finlândia, então governada pelo Partido Social Democrático,  aprovou o School System Act, resultado de negociações que envolveram toda a sociedade, com vistas a universalizar o acesso e elevar a qualidade da educação local. Quase 40 anos depois, em 2007, o governo finlandês viu novamente suas ações serem premiadas pelos resultados obtidos no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês). Seus alunos conquistaram o primeiro lugar entre as nações participantes da prova da Organização para a Cooperação e para o Desenvolvimento Econômico (OCDE), um exame internacional que testa as capacidades de estudantes do ensino secundário com quinze anos de idade. O foco naquele ano foram as capacidades em ciências. A pontuação finlandesa foi de 563, numa escala que varia de 334,9 a 707,9.

Entre as principais políticas estabelecidas a partir de 1968 des­tacam-se a autonomia do professorado, escolas e municípios e a formação do maior nível de exigência para formação docente. Para Reijo Laukkanen, membro do Conselho Nacional de Educação Finlandês, a integração efetiva de uma série de políticas educacionais garante o sucesso finlandês no desempenho acadêmico de seus alunos. “Se não tivéssemos apoio para as crianças que têm problema de aprendizagem, não daria certo. Se não tivéssemos professores qualificados, também não”, coloca. Há aproximadamente 40 anos na área educacional, Reijo relembra a época em que o professor era visto como herói na sociedade finlandesa. “Ele era a única pessoa nas vilas que tinha um histórico educacional mais qualificado”, aponta. Esse fator histórico é um dos que concorrem para que haja uma percepção positiva da sociedade sobre educação: ela é vista com respeito. É um consenso entre professores, diretores, gestores e políticos – independentemente do partido ao qual sejam filiados. Na entrevista abaixo, concedida à subeditora Beatriz Rey, Reijo compartilha suas visões sobre o processo de melhoria da qualidade da educação em seu país.

O senhor disse recentemente que, em função de uma relação de confiança, não há necessidade de avaliar os professores finlandeses: eles sabem o que fazer em sala de aula.

Como essa confiança foi construída?

Ao longo dos anos. No começo da década de 70, trabalhávamos com inspeção porque o objetivo era que os professores se comportassem do mesmo jeito para que todos recebessem o mesmo nível de educação. Mas então aumentamos o nível da formação dos professores. Sabíamos que eles eram professores qualificados. Todos os docentes passaram a ter diploma de mestrado. Também aumentamos a quantidade de estudos pedagógicos para aqueles que dão aulas no ensino médio. Sabemos que eles vão bem. Temos os mesmos problemas que outros países. Mas se para eles é necessário inspeção e controle, aqui na Finlândia não.

A partir de qual momento investiu-se na autonomia dos professores?

Começamos a trabalhar com autonomia e descentralização em 1984. Demos mais autonomia para que a qualidade do ensino fosse melhorada. Queríamos dar aos professores mais margem para que pudessem inovar. Porque não queríamos estabelecer regras muito fechadas, que não dão espaço de criação aos docentes. Queríamos usar toda a capacidade que tínhamos no país. Eles precisam estar livres para poder inovar.

Apesar de os professores terem autonomia, há um currículo nacional mínimo a ser seguido. Como isso funciona na prática?

O segredo é que temos professores altamente qualificados. Quando você pensa na nação finlandesa, e tenta descobrir como melhorar o nível educacional, a coisa mais importante é estabelecer objetivos para todo o país. Esses objetivos têm de ser altos, não baixos. Isso é muito importante. Se você quer que o desempenho melhore em todas as faixas etárias, você tem de dar mais suporte para aqueles que têm mais dificuldade de aprendizagem. Se você tem objetivos altos, sempre haverá estudantes fracos, que não alcançam os objetivos e que precisam de mais apoio.

O professor era visto como herói na Finlândia há algum tempo. O senhor pode nos contar um pouco sobre isso?

Posso dizer pela minha própria experiência. Meu primeiro emprego em educação foi o de professor primário. Trabalhei por quatro meses num município rural, no meio de grandes florestas com casas ao redor. Naquela época, eu era jovem e queria andar pela estrada à noite. Muitas vezes os carros paravam na estrada e insistiam para me dar carona. Eu era tratado como um rei. Quando realizávamos festas na escola, havia uma recepção com café e comida. Não conseguia entender por que ninguém se levantava para tomar café. Alguém me disse: “se você, professor, for primeiro, daí os outros se levantarão também”. Ninguém se levantava antes de mim. O primeiro a ser respeitado na sociedade era o padre. Depois, vinha o professor. Agora é diferente, é claro. Naquela época, o professor era a única pessoa nas vilas que tinha um histórico educacional mais qualificado. Mas ainda hoje, na Finlândia, a educação é respeitada. E os professores também. Por exemplo: antigamente, o casamento só era possível se os noivos soubessem ler livros básicos. Todos queriam aprender a ler. E todos respeitavam o professor.

Muitos jovens ainda querem se tornar professores na Finlândia. Esse respeito de antes tem ligação com essa opção atual?

Isso está relacionado com três aspectos. O primeiro é o respeito histórico pelo docente. O outro é que ser professor é realmente ter uma profissão, ou seja, há autonomia. Eles não são orientados pelo Conselho Nacional de Educação sobre como devem ensinar. A terceira questão é que os professores têm um histórico acadêmico. Eles devem ter um mestrado para ensinar. As famílias têm orgulho quando os filhos têm um mestrado. Em outros países, o problema pode ser que os alunos não são tentados a ser professores. Quando você aumenta a exigência acadêmica, isso muda. As três coisas juntas fazem com que a profissão seja disputada.

O que o senhor pensa da bonificação de professores e diretores de acordo com o seu desempenho?

Gosto de dizer que não há um sistema educacional perfeito. Do mesmo jeito que não há uma única maneira correta de organizá-lo. Em alguns países, esse mecanismo pode funcionar. É o que chamamos aqui de “um porrete, se você não foi bem, ou uma cenoura, se você foi bem”. É difícil dizer se é bom ou ruim. Na Finlândia, isso não funciona. Não precisamos desse tipo de política. Estamos indo bem. É claro que temos problemas. Na verdade, temos praticamente as mesmas dificuldades que o Brasil: alunos com problemas de comportamento e de aprendizagem, alcoolismo, drogas etc. A diferença está na dimensão. Não temos tanto como nos outros países, então é mais fácil de lidar.

Há alguma discussão a respeito da quantidade de alunos por sala?

Não há regras a respeito disso. Depende do município e da própria escola. Eles podem decidir isso. Os diretores podem usar a flexibilidade. Eles podem mudar os grupos de alunos todos os dias, se quiserem.

Esse tipo de autonomia na relação dos municípios com suas escolas funciona? Não há registro de problemas?

No começo, os diretores nos procuravam para perguntar: como devemos usar essa liberdade? Eles queriam conselhos, mas não queríamos dar conselhos. Vocês têm o poder, façam o que quiserem. Posso dizer que não foi fácil. Não é fácil entender que agora você pode fazer, pode decidir. Em 1984, retiramos de toda a legislação as regras para o tamanho das salas de aula. Foi uma coisa muito grande. Mas já estávamos trabalhando com escolas experimentais que estavam com esse tipo de liberdade. Fizemos relatórios sobre como as escolas estavam lidando com isso. E chegamos à conclusão de que elas deveriam tomar conta das necessidades de aprendizagem das crianças. Para isso, tinham de decidir entre grupos grandes ou pequenos. Agora, não precisamos mais de escolas experimentais. Eles entendem como usar a liberdade. No mesmo ano, demos liberdade aos municípios para que fizessem seu próprio currículo. Foi uma mudança grande. Também não foi fácil para eles. Como devemos fazer? Tivemos de oferecer treinamento para que soubessem o que exatamente deveriam fazer. E então deixamos nas mãos deles.

Há uma articulação muito forte entre todas as políticas educacionais…

É muito importante entender isso para entender o sistema educacional finlandês. Você não pode dizer que a formação de professores é a chave para que ele funcione. Há diversas políticas pequenas que construíram esse sistema. Você pode dizer que é como uma casa construída de cartas de baralho. Se você tirar uma carta, todas caem. Precisamos de muitas políticas ao mesmo tempo. Se não tivéssemos apoio para as crianças que têm problema de aprendizagem, não daria certo. Se não tivéssemos professores qualificados, também não.

Em sua opinião, quais são os maiores desafios da educação finlandesa?

A imigração certamente é um deles. Ainda não temos tantas nacionalidades diferentes dentro da Finlândia, mas a tendência é de que em 50 anos esse número aumente. Precisamos olhar para os outros países e ver como eles lidaram com a imigração. E como eles educaram esses imigrantes? Outro desafio tem relação com os municípios. Eles estão chegando ao limite da sua capacidade de financiar a educação. Temos um problema porque, como disse, temos de ter objetivos muito altos. Temos de ter recursos extras para os alunos com dificuldade de aprendizagem, por exemplo. Alguns municípios do interior não têm capacidade para fazer isso. É por isso que está acontecendo um movimento na Finlândia para que alguns municípios se juntem a outros.

Mas os municípios desejam isso?

O governo tem pedido aos municípios que encontrem uma maneira de fundir-se. Isso já está acontecendo com o ensino superior. Um exemplo é a Universidade Aalto, que está sendo criada a partir da junção da Escola de Economia de Helsinque, da Universidade de Arte e Design de Helsinki e da Universidade de Tecnologia de Helsinki. Outras universidades também tentam agregar os recursos. No ano passado, tínhamos mais de 400 municípios. No começo deste ano, o número já caiu para 380. Você pode ver o quão rápido isso já aconteceu. Os que fizeram isso já estão em condição econômica melhor. O governo ainda não precisou intervir diretamente. Algumas discussões aconteceram e eles entenderam que era necessário.

A jornalista Beatriz Rey viajou a Helsinque a convite da Embaixada da Finlândia no Brasil e do Ministério das Relações Exteriores da Finlândia

Bauru debate educação contemporânea

A cidade de Bauru (SP) recebeu nesta segunda-feira, dia (26/10), o Fórum “Educação Existencial: Reflexões sobre Ética”. O evento, que contou com a participação do professor e ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita, e da profa. Emília Cipriano, reuniu educadores e gestores de ensino com o objetivo de debater os grandes problemas enfrentados no dia a dia das salas de aula, de escolas públicas e privadas.

Em palestra, Chalita abordou o existencialismo do filósofo francês, Sartre, e as implicações de uma escola que prepara para a liberdade e a autonomia. “A educação existencial tem como base a filosofia existencialista, que estuda as angústias contemporâneas. A sociedade se resume em questões muito líquidas, em que o amor e o ser humano são descartáveis. Relações líquidas são aquelas que se vão, sem nenhum tipo de compromisso mais sério com o outro, em que eu, ser humano, acabo não criando valores para ter uma responsabilidade em relação a essa outra pessoa. O ser humano, quando só pensa nele, fica muito utilitarista no sentido ruim dessa palavra”, declarou Chalita.

Segundo o professor, não existe algo mais bonito, que move e transforma as pessoas, do que o exercício da generosidade, quando ele é capaz de deixar um pouco dos seus próprios sonhos, para fazer alguém feliz. “As relações ficam muito líquidas porque, na verdade, eu não abro mão de nada, por causa do outro, e quero que o outro abra mão de tudo, por minha causa, mas eu sou incapaz de ter a percepção de quem é o outro, nessa discussão de uma história bonita de vida”, acrescentou o vereador.

O vereador do (PSB) também falou sobre a autonomia, do direito de deixar a criança errar, para permitir que ela tenha espontaneidade. “O existencialismo diz que a vida é um processo  contínuo de aprendizagem, em que aprendemos a caminhar com os próprios pés. Com isso, eu vou aprendendo a fazer escolhas. Cabe ao educador o papel de ajudar seus alunos a perceberem que eles são responsáveis pela suas próprias histórias. Ou seja, suas ações de hoje são resultado das de ontem”, declarou o educador.

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