O deputado federal Gabriel Chalita (PMDB/SP) visitou nesta terça-feira, 15 de maio, o Arsenal da Esperança, organização não governamental que acolhe moradores de rua e os ajuda a superar obstáculos pessoais, a reorganizar sua vida e a se reinserir na sociedade.
“Em 16 anos, o Arsenal da Esperança já acolheu 40 mil pessoas, em meio à população mais vulnerável de São Paulo”, lembrou Chalita, que destinou R$ 100 mil de sua cota anual em emendas parlamentares para a ONG. “É obrigação do poder público apoiar entidades como esta, sem as quais a vida dessas pessoas seria muito mais difícil.”
A instituição, ligada à Igreja Católica, está situada no bairro da Mooca, na antiga Hospedaria dos Imigrantes – complexo de galpões e de prédios tombado pelo Patrimônio Histórico –, ao lado do Museu da Imigração.
Durante o período em que permanecem na instituição (de sete a oito meses, em média), os cerca de 1.200 moradores de rua recebem apoio psicológico, social e médico e fazem cursos de informática, de panificação, de confeitaria, de construção civil, de marcenaria e de serralheria, entre outras opções. A ONG também oferece um curso de alfabetização e mantém uma biblioteca e um bazar de roupas.
“O Arsenal nunca está parado. Cada uma das pessoas aqui sempre pode dar um passo para superar seus obstáculos e ajudar os outros”, disse o coordenador geral da ONG, o italiano Gianfrancesco Molina. De acordo com a entidade, cerca de 75% dos recursos necessários para manter o projeto vêm dos diversos níveis de governo, em especial da Prefeitura. Os 25% restantes originam-se de doações e de outras fontes. A sede, cedida à ONG, é de propriedade do Estado de São Paulo.
“Não existe uma condição para ser aceito aqui, mas, para permanecer, é preciso querer se desenvolver de alguma forma, pois todos somos capazes – e os que não se sentem assim podem conquistar sua própria capacidade”, afirmou Isabel Barbosa del Pozo, coordenadora do serviço social do Arsenal da Esperança.
A ONG recebe cerca de 20 novos moradores a cada dia. Muitos trabalham fora e voltam para a instituição para comer e dormir. Todos têm direito a um beliche num grande dormitório comum, além de um armário, e definem, com a direção, seus objetivos e os meios para alcançá-los.
Dos R$ 15 milhões anuais que pode destinar como parlamentar, Chalita tem dado preferência a “instituições sérias que atuem nas áreas de saúde e de assistência social”. Entre as indicadas para receber recursos, estão a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC).
Fonte: assessoria de imprensa