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Pela liberdade

“A liberdade (…) é um dos mais preciosos dons que aos homens deram os céus. (…) Pela liberdade, assim como pela honra, pode-se e deve-se aventurar a vida (…).” Esse pensamento, extraído de Dom Quixote – aclamada obra de Miguel de Cervantes –, é de uma força extraordinária. O direito à vida e à liberdade constitui-se em um dos mais importantes pilares da ética e da democracia. No entanto, infelizmente, em plena era da informação, a violação desse direito é latente.

Nesta semana, realizamos, na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, uma audiência pública a respeito da gravíssima questão do tráfico humano. Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, mais de 2 milhões de pessoas são aliciadas em todo o mundo anualmente; um mercado criminoso que movimenta cerca de 32 bilhões de dólares, o equivalente a mais de 65 bilhões de reais. 

O Brasil ocupa a sexta posição em número de casos, segundo levantamento da ONU realizado em 181 países. Entre 2005 e 2011, mais de 2 mil vítimas foram identificadas, em 514 inquéritos conduzidos pela Polícia Federal. Desses, 344 são relativos ao trabalho escravo, e 13, ao tráfico interno de pessoas. No mesmo período, realizaram-se 381 indiciamentos, com 158 prisões. A maioria das vítimas foi encontrada no Suriname, na Suíça, na Espanha e na Holanda.

É vergonhoso e bárbaro que a maldade de alguns subjugue o sonho de tantos. Aproveitam-se da inocência, da esperança, da busca por uma vida mais feliz, para coagir, raptar, enganar. Um abuso inadmissível. Uma situação que precisa ser enfrentada com afinco. Quanta falta de humanidade!

Abordado, recentemente, em uma novela de grande audiência, o assunto ganhou a atenção do País. Porém, esse tipo de crime ainda é classificado como invisível ou subterrâneo, pois, muitas vezes, acaba sendo mascarado. Cabe a todos nós continuar o debate, a fim de combatermos esse mal.

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo)

Comissão da Câmara aprova requerimentos relativos ao Observatório da Educação

Presidida pelo deputado Gabriel Chalita, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (5/6), cinco requerimentos. As proposituras têm como finalidade a realização de seminários regionais do Observatório da Educação nos Estados do Ceará, do Maranhão, da Paraíba, de Pernambuco (na cidade de Petrolina) e do Paraná (em Londrina).

O objetivo dos encontros é estudar experiências de sucesso na educação básica, a fim de fomentar a discussão de políticas públicas nessa área. Em Petrolina, por exemplo, será debatido o Programa Nova Semente, referência nacional em educação infantil. Comparecerão ao evento, entre outras autoridades, Ricardo Paes de Barros, representante da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República; o professor João Batista de Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto, e o deputado Osmar Terra, especialista em educação infantil.

Outro destaque da comissão foi a aprovação do projeto de lei que prevê o diagnóstico e o tratamento da dislexia e do transtorno de déficit de atenção com hiperatividade na educação básica.

Presidente da UNE

Ainda nesta quarta-feira, Chalita recebeu em Brasília a nova presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Virgínia Barros. Estudante de Letras na Universidade de São Paulo, a jovem de 27 anos é a quinta mulher a ocupar a presidência da entidade.

Fonte: assessoria de imprensa