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A melhor profissão

Ontem, foi dia do trabalho. Dia em que se comemoram as conquistas dos trabalhadores.


Trabalhar é transformar. A nós mesmos e aos universos com os quais convivemos. Trabalhar é participar da responsável tarefa de construir o mundo.
 Há muitas profissões. Algumas mais conhecidas; outras, menos. Há aquelas que exigem graduação, mestrado, doutorado. Há outras que não. Há algumas em que se percebe, de imediato, o benefício para a sociedade. Outras, somente se refletirmos muito.


E qual a melhor profissão? Qual a mais importante? Qual a que mais contribui para um mundo melhor?


Lembro-me que minha mãe queria que eu fosse médico. “Um médico”, dizia ela, “melhora a vida das pessoas”. Eu decidi ser professor. Um professor também melhora a vida das pessoas. Um policial. Um engenheiro. Um taxista. Um juiz. Um comerciante. Um enfermeiro. Um artista. Um escritor. Em cada uma dessas e de outras tantas ocupações, temos o poder de melhorar o mundo. Às vezes, os pais se preocupam, demasiadamente, e resolvem decidir qual a melhor profissão para os filhos. Têm os pais o poder e o dever da conversa, dos esclarecimentos, das orientações. Mas o poder da decisão compete a quem há de executar a tarefa. E deve fazê-la com amor e com respeito.


Em todas as profissões, encontramos profissionais que prezam pelas escolhas e escolhem fazer o que é correto. E, em todas elas, deparamo-nos com os que fazem da profissão um tormento para si mesmo e para a sociedade. Imaginem o poder de destruição que tem um jornalista corrupto, um administrador insensível, um promotor de justiça injusto, um motorista irresponsável!


Na arte do trabalho, os artistas precisam estar afinados com suas escolhas e com sua vivência cotidiana. Não existe profissão mais digna ou menos digna. Quem dá dignidade a uma profissão é quem a exerce. Com zelo, com responsabilidade, com consciência de que seu papel no espetáculo da vida é tão importante quanto qualquer outro. Nem mais. Nem menos.


Viva o trabalhador. Viva as mulheres e os homens comprometidos com um mundo melhor.

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 2/5/2014

O verdadeiro educador é muito mais do que um professor, este é o exemplo do Educador do Ano 2013

Não se trata de um nome pop, um celebrado da mídia, um glamourizado dos horários nobres da TV, mas é um grande brasileiro que merecia ter sobre ele todos os holofotes. É o Educador do Ano 2013, Geraldo Amintas, que acaba de receber, da Academia Brasileira de Educação, o Prêmio Fernando de Azevedo. A entrega foi na Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa.

São 34 anos no magistério. O professor de matemática Geraldo Amintas de Castro Moreira tornou a sua cidade natal, Dores do Turvo, na Zona da Mata mineira, conhecida nacionalmente no meio acadêmico, porque tomou a iniciativa de levar seus alunos às Olimpíadas Brasileiras de Matemática.

Ele convenceu a diretora da única escola da cidade, em que trabalha, incentivou os demais professores e animou os alunos a embarcarem no projeto. Seu entusiasmo contagiou a todos e, com isso, Dores do Turno, em nove anos, viu seus estudantes conquistaram 166 premiações nas Olimpíadas de Matemática. A saber: 10 medalhas de ouro, 10 de prata, 28 de bronze e 118 menções honrosas. Somam-se agora a elas esse prêmio de Educador do Ano.

A entrega foi em noite solene com todos os membros da Academia brasileira de Educação engalanados com seus fardões, entre eles, o ex-secretário de Educação de São Paulo, Gabriel Chalita, o presidente da Academia Mundial de Artes e Ciências, Heitor Gurgulino e o imortal da Academia de Letras, Arnaldo Niskier.

Compareceram o secretário executivo do Ministério de Educação, Luiz Claudio da Costa, o secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Risolia, entre outras autoridades do ensino nacional. Todos brindados com um show do cantor Dover Manifold e seu repertório de músicas americanas.

Mais uma grande noite à altura da categoria de um dos melhores anfitriões da cidade, o professor Carlos Alberto Serpa, presidente da Academia Brasileira de Educação, em sua Casa de Cultura Julieta de Serpa, onde Felipe Schmidt também brilhou com seu sax.

Fonte: Coluna da Hilde (por Hildegard Angel)