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Gabriel Chalita fala sobre escolhas e aspirações no 66º Encoge

Gabriel Chalita participou do 66º Encoge (Encontro do Colégio Permanente de Corregedores dos Tribunais de Justiça do Brasil), em São Paulo, encerrando o segundo dia de reunião com a palestra “Desejos, escolhas e aspirações na justiça”. Sob perspectiva aristotélica, Chalita falou sobre a importância do julgador na sociedade e ressaltou que é preciso conhecer o ser humano para que esse julgamento possa ser realmente justo. E completou: “Dentro da dimensão aristotélica, não se pode aspirar ser um juiz, mas, sim, ser um juiz justo. Pode-se aspirar fazer justiça. Quando isso ocorre, a função de juiz, já alcançada, ganha sua dimensão plena.”

O Encoge ocorre anualmente e tem como objetivo promover o intercâmbio de experiências positivas entre as corregedorias do país, para que haja o aperfeiçoamento e a melhoria da prestação dos serviços judiciais e extrajudiciais dos estados e do Distrito Federal. 

Fonte: assessoria de imprensa

Uma visita inesperada

O calvário existe. Cada um sabe o peso da sua cruz. O sofrimento e a esperança nos moldam. O sofrimento chegou para a família de Eduardo Campos. Sim, porque além de um político respeitado em todo o país, além de um homem que governou seu estado com brilhantismo e que anunciava um futuro feliz, Eduardo era filho, era esposo, era pai. Cinco filhos. O país lamenta a prematura partida do estadista. A família chora seu amado. As famílias, das outras vítimas, igualmente choram.

A morte é uma visita inesperada. Alguns não compreendem. Minutos depois do anúncio da partida, já falavam em sucessão, em outra candidatura. Mesquinho poder. Passa uma impressão estranha do quanto somos descartáveis no jogo de interesses. O luto existe. O respeito também. Olhar a morte nos ajuda a enxergar a vida. A consciência da finitude nos aproxima do que de fato somos. Consciência de todos. Igualamo-nos ao saber que seremos visitados por ela. Alguns mais jovens; outros, mais idosos. Alguns ainda na infância como nas tristes cenas das guerras tantas. A morte sempre vem. Quem se alimenta de fé tem outra perspectiva. É como o inverno nos países frios que, aparentemente, destrói as folhagens. Parecem mortas as árvores. Apenas parecem. Elas renascem exuberantes na primavera. A eternidade é a primavera da alma. E, aí, surge a esperança. A esperança do reencontro e, ao mesmo tempo, a esperança de viver melhor o que nos resta. Deixar de lado as complicações. Brigando menos. Desperdiçando pouco os encontros que nos acalentam. No dia dos pais, Eduardo celebrou a vida com seus filhos. É essa a lembrança, no meio da dor, que há de alimentar a esperança.

Depois do calvário, vem a Páscoa. Para os judeus, é a passagem da escravidão para a libertação; para os cristãos, a passagem da morte para a vida. A fé não expulsa a dor, ela fica, ela nos frequenta, mas depois vai. E ficamos nós tentando manter acesa a chama do que de bom aprendemos.

Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 15/08/2014

Chalita ressalta a importância da relação professor e aluno em palestra

Gabriel Chalita ministra palestra de encerramento do “VI Fórum Anual de Docentes da Universidade Estácio”, no Rio de Janeiro, para cerca de mil professores, selecionados pela excelência no desenvolvimento de práticas pedagógicas nas salas de aula dessa universidade. Durante o encontro, o professor Chalita ressaltou a importância da criação de uma abordagem, permeada por respeito e pelo diálogo, na relação entre professor e aluno: “O conhecimento é libertador. Ele nasce da inquietação e do diálogo. E cresce com humildade e paciência.”

Além de apresentar iniciativas que ilustram o uso de metodologias para desenvolver consciência social, crítica e cultural nos alunos, Chalita instigou os participantes a refletir sobre a importância do seu papel: “Quem é o mestre? É aquele que professa a crença na pessoa humana e que se torna gerenciador de seus sonhos. É aquele que abre as janelas das possibilidades. É aquele que, ao problematizar, ao instigar, ajuda o aluno a colocar para fora o que tem de melhor”.

Com o objetivo de estimular os professores a pensar de forma mais criativa suas próprias estratégias de ensino, o “VI Fórum Anual de Docentes da Universidade Estácio” contou também com a exposição de projetos institucionais, com a apresentação das melhores práticas pedagógicas da Estácio. 

Fonte: Assessoria de imprensa | 7/8/2014

E a guerra continua

É inexplicável o que está acontecendo na faixa da Gaza. Inexplicável! Toda justificativa dada só mostra uma coisa: o fracasso das relações humanas. As cenas das crianças mortas são horrendas. Com elas, morre o futuro, a esperança, a possibilidade de um novo tempo. Tempo difícil este. As crianças que não morrem são ensinadas a odiar. Odeiam quem não conhecem. Odeiam por fazerem parte de outro povo, de outra religião, de uma gente que mata a sua gente.

A faixa de Gaza é uma estreita faixa de terra localizada no Oriente Médio, fronteira com Egito e Israel. Grande parte de sua população é formada por palestinos que ali se refugiaram após a guerra árabe-israelense de 1948. Quantas tentativas de paz, quantos tratados assinados, quanta oração – aliás, os que matam se dizem religiosos. E colocam Deus para justificar essas atrocidades. Religião é religação, o que fazem é um desligamento. Por trás do discurso religioso, há outros interesses. Interesses econômicos são legítimos, desde que obedeçam minimamente à ética das relações humanas. Quando lemos sobre atrocidades cometidas em tantos momentos da história, perguntamos: como tratavam a mulher dessa maneira? Como faziam isso com os negros? E com os índios? Quanta crueldade naquelas arenas de violência. O triste é que parece que não evoluímos. O que estamos assistindo é tão feio, tão perverso, tão medonho como naquele tempo em que se jogavam cristãos nas arenas para serem comidos por animais. Os animais estavam famintos, por isso atacavam.

Que fome têm os animais racionais de hoje? Que valor orienta suas ações? É de causar tristeza e indignação. Falo das crianças sem futuro, mas também da horrível cena de mulheres e homens com vidas findadas pelo ódio e pela ganância de alguns líderes. Líderes? Líderes verdadeiros não agem assim. O nosso poder é apenas o da indignação, o da tristeza, o da oração. Que Deus, tão usado por aqueles que odeiam, nos inspire a amar. É essa a nossa redenção.

Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 01/08/2014