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Gabriel Chalita em Rondônia com sucesso de público

(Portal de Rondônia)

Um novo conceito na gestão de pessoas e idéias: esse foi o tema abordado por Gabriel Chalita, Escritor, Comunicador, Professor e agora do terceiro Deputado Federal mais votado no Brasil, nesta ultima sexta-feira. Com um publico diversificado, que ia de Administradores a Religiosos, Chalita reinventa o modo de ver a Educação nos dias atuais.

Religiosidade, pedagogia, gestão, amor e afetividade se misturam na abordagem do tema. Ele enfatiza que o pré-conceito cega; traz definições limitadas e tira de muitos profissionais a característica crucial para qualquer carreira: a humildade.

Apesar do publico diversificado, Chalita tem sua palestra mais voltada à Educação. Educador por vocação, Gabriel preparou-se cuidadosamente para a função de professor desde a infância, estimulado por uma família entusiasmada com seu talento para o Ensino. Foi sempre um atento observador às atitudes de professores próximos e sempre questionava consigo mesmo as técnicas pedagógica, criando assim um jeito próprio de lidar com todos os tipos de aprendizes.

Destacando seu talento para Educar, o Grupo Objetivo promoveu ainda a Conferência anual dos nossos talentos, com uma palestra exclusiva de Gabriel aos nossos educadores, que puderam compartilhar experiências e agregar conhecimentos/valores pessoais e profissionais.

“Eu fiquei encantada coma as palavras, a inteligência e a forma como o Gabriel Chalita se expressa. Foram emocionantes também os discursos de Milton e Cristina acerca do aniversário de 30 anos. Relatos incríveis, bem como o Trilhando a História Especial. Enfim, um sábado que entrou para a história de quem faz parte desse Grupo”, declarou a colaboradora Bruna Vasconcelos.

Milton Pellucio destacou o evento como uma homenagem aos seus profissionais. “Essa é uma das maiores realizações do Grupo. São 30 anos de História e nada mais justo que homenagear os profissionais que permitem que tudo isso aconteça. Que venham mais 30 anos com a mesma garra e eficiência”, destacou o Diretor Geral.

Falando de amor: Gabriel Chalita empolga a platéia em apresentação na capital

(Notícias de Rondônia)

Cerca de 350 pessoas prestigiaram na noite desta sexta-feira (08), num colégio particular em Porto Velho a palestra do renomado escritor, educador e  agora Deputado Federal por São Paulo, Gabriel Chalita, o escritor abordou temas como o amor ao próximo, educação e humanismo, falou um pouco da sua vida fez o público interagir com suas ações e cantou algumas canções.

Chalita chegou a dizer no seu Twitter a seguinte frase: “ Estão me prometendo que se eu der uma boa palestra vão me levar para comer Tambaqui com farinha d´agua e banana frita”, faltou citar o suco de cupuaçu nossa marca registrada, disse ainda que nós do norte somos privilegiados pela natureza e pelo clima quente, teve gente que veio do interior do estado só para conferir os ensinamentos do “Pop Star” da literatura nacional.

Saiba mais sobre Gabriel Chalita:

Nascido em 30 de abril de 1969, em Cachoeira Paulista – SP, doutor em Direito e doutor em Comunicação e Semiótica. Foi secretário de Educação do Estado de São Paulo e presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Educação. É vereador da capital paulista.

Político

Eleito deputado federal com a segunda maior votação do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita (PSB), ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo foi eleito com 560.022 mil votos.

O educador pretende levar para a Câmara dos Deputados sua experiência, idéias e propostas para alcançar o salto de qualidade que a educação precisa em são Paulo e no Brasil.

Chalita é eleito deputado federal

Eleito deputado federal com a segunda maior votação do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita (PSB), ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo foi eleito com 560.022 mil votos.

O educador pretende levar para a Câmara dos Deputados sua experiência, idéias e propostas para alcançar o salto de qualidade que a educação precisa em são Paulo e no Brasil.

Agradecimentos de Gabriel Chalita

Nós acreditamos nos mesmos valores. Defendemos as mesmas idéias, e eu vou representá-lo na Câmara dos Deputados. Quero agradecer os 560.022 votos que me honraram e reiterar meu compromisso com a defesa da vida, a educação e uma política feita com ética, respeito e amor.

Chalita fala sobre Ética e Responsabilidade Social na UNISAL

A ideia da construção da ética e a necessidade de as escolas prepararem melhor seus alunos para que tomem decisões corretas no futuro: esse foi o eixo condutor da palestra que o professor, escritor e vereador Gabriel Chalita fez na quarta-feira, 25, para os alunos de Administração, Direito e Pedagogia do Centro Universitário Unisal, na Zona Norte da Capital.

Na avaliação do palestrante, a escola tem papel fundamental no desempenho ético da vida profissional de seus alunos, futuros profissionais. “É a sociedade em que o diálogo faz com que seus valores sejam instrumentos para proteger a vida humana e para o exercício básico da compaixão.” A base deve ser regida pela ética e moral, frisou Gabriel Chalita.

Participaram do evento o reitor da UNISAL, professor Edson Donizeti, o diretor de operações da unidade São Paulo, professor Silvio Guarde, o gerente financeiro, PE. Aramis Biaggi, e demais autoridades acadêmicas da universidade.

Discurso de posse – Raul Cutait

Excelentíssimo Desembargador Dr. José Renato Nalini

Presidente da Academia Paulista de Letras

Excelentíssimas autoridades

Confreiras e confrades

Amigas e amigos

Sejam bem-vindos à noite em que a Literatura e a Medicina convidam para alguma prosa e um pouco de poesia. Noite em que convivemos, celebramos a saudade e o presente que nos reinventa.

Convidemos Guimarães Rosa, médico e escritor, para a nossa introdução:

Dizia o mestre dos neologismos:

Chegamos novamente a um ponto em que o homem e sua biografia resultam em algo completamente novo. Sim, fui médico, rebelde, soldado. Foram etapas importantes da minha vida, e, a rigor, esta sucessão constitui um paradoxo. Como médico, conheci o valor do sofrimento;  como rebelde, o valor da consciência;  como soldado, o valor da proximidade da morte.

Na Medicina, Guimarães permaneceu  pouco. Duas coisas o impressionavam sobremaneira: o parto e a incapacidade de curar os leprosos.

Quando  decidiu trocar a Medicina pela Literatura, proclamou:

Eu ando meio febril, repleto, com um enxame de personagens a pedirem pouso em papel. É coisa dura e já me assusta, antes de por o pé no caminho penoso, que já conheço.

Continuou, no novo ofício, seu intento amoroso de curar. As palavras também têm esse poder.

O médico é cioso do valor da generosidade. Jura, desde Hipócrates, cumprir o digno mister de cuidar do doente, conservando imaculadas a vida e a arte. Jura a ética e o respeito. Jura o trabalho árduo em benefício de quem padece.

Os médicos têm um padroeiro. São Lucas.

Em seu Evangelho, o apóstolo narra a linda história do leproso agradecido.

Os leprosos estavam obrigados pela Antiga Lei a se conservarem a uma determinada distância de qualquer pessoa para evitar o contágio. Além disso, os leprosos causavam medo e nojo e eram, por isso, segregados.

Jesus vai além. Não há nenhum sentimento menor em sua decisão de Amar. No capítulo 17, Lucas fala de dez leprosos que se aproximaram de Jesus, pedindo compaixão. Jesus ordenou que caminhassem e se apresentassem ao sacerdote. Enquanto caminhavam,  ficavam curados. Apenas um voltou para agradecer. Um samaritano. Justamente um estrangeiro. O que era mais desprezado.

Em outra passagem de sua vida, Jesus , ao explicar o Amor ao próximo, conta uma parábola em que também havia um samaritano. O bom samaritano era aquele que não se limitou a sentir pena, mas que se aproximou do ferido e dele cuidou. Os outros dois tinham pressa e não tinham disposição em sujar as mãos. Iam para o Templo. O estrangeiro, discriminado, deixou tudo para cuidar de quem mais precisava.

A gratidão é um dos mais nobres sentimentos da alma.

Somos gratos por esta noite.

A Academia tem novamente um médico. Raul Cutait chega com uma riquíssima biografia. Cirurgião e gastroenterologista. Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo onde também se tornou mestre, doutor e livre docente. Autor de cento e dez artigos científicos em revistas nacionais e internacionais. É membro da reverenciada Academia Nacional de Medicina, além de outras importantes sociedades médicas e científicas no Brasil e em outros importantes países.

É também professor. E também marido. E filho. E pai. E amigo.

Amigo das letras. Amigo de seus pacientes.

Dr. Raul Cutait tem muitos pacientes. Em sua vida profissional, desfilaram mulheres e homens conhecidos e  desfilaram outros cujo maior conhecimento se dava no ambiente sagrado de um lar repleto de angústia pela doença que chegou sem ser convidada.

Um de seus pacientes, o vice-presidente da República, José Alencar, homem que se tornou  referência  pela aparente paradoxal convivência entre a serenidade e a garra, assim orou:

Meu sentimento é de gratidão a Deus e às pessoas que têm feito uma verdadeira corrente por mim. Nem sei se eu mereço. Se eu fizer alguma coisa na minha vida que possa ao menos dar uma demonstração de reconhecimento disso, já ficarei satisfeito.

Merece sim. Todos nós, viventes, merecemos.

Raul teve uma inspiração  muito especial para atingir os ideais de competência e de decência na vida profissional. Seu pai foi um dos maiores médicos da história de nosso país, Dr. Daher Elias Cutait.

É dele este ensinamento:

A mão do sucesso profissional tem cinco dedos: caráter, vocação, talento, esforço e disciplina.

Repetia que a medicina era, sim, um sacerdócio. Não raro, quando um médico entra no quarto de um paciente, ele melhora. O médico  possui a magia de, com uma simples aparição,  pedir à dor que se despeça.

Seu pai, querido Raul, certamente está em festa conosco hoje. A saudade é uma compreensiva companheira.

Falemos de saudade.

Perdemos o convívio de um apaixonado pelas letras. A cadeira de número 30, cujo patrono é Diogo Feijó, foi ocupada durante 11 anos por José Mindlin. Homem bom. Gestor competente. Leitor ávido que, assim, declarou: Em um mundo sem livros, eu não gostaria de viver,

ou ainda,

A gente passa, os livros ficam.

Mindlin não passou. Sua prosa gostosa não tem mais o poder de aquecer o nosso chá, mas o legado de sua vida continua aqui, neste espaço sagrado da Academia dos Imortais Paulistas.

Em seu lugar, um cientista. Um médico como dissemos. Um cultor da humanização da saúde.

Disse Raul Cutait :

A medicina bem exercida depende do conhecimento, das pessoas envolvidas, do sistema e dos recursos econômicos. Contudo, o grande diferencial é a motivação do médico e dos demais profissionais de saúde de se envolverem com seus pacientes numa atitude de cumplicidade, dando o melhor de si em prol de um atendimento que os beneficie, no limite da competência humana e do conhecimento científico.

É importante reforçar estes dois últimos conceitos: competência humana e conhecimento científico. Sem ciência, não há Medicina. Não se improvisa um médico. É preciso conhecer a complexidade da saúde e da doença. Dos alívios possíveis. Mas é preciso mais. A competência humana é que faz a ponte entre a doença e a esperança. Da cura ou da passagem mais serena para o encontro com a transcendência.

A Medicina faz poesia e, da poesia, recebe gratidão. O poeta Thiago de Mello assim agradeceu ao Dr. Adib Jatene que cuidou de seu coração e de seu coração:

A vida sempre foi boa comigo.

Quando soube que o meu coração

estava carregado de sombras,

e que ele só se alimentava de luz,

abriu uma janela no meu peito

para que por ela possam entrar

o resplendor do orvalho,

o fulgor das estrelas

e o invisível arco-íris do amor.

É dessa janela encantada, título do poema, que ousamos falar nesta noite. Somos cultores das palavras, apreciamos a língua como uma excelência que nos entranha e nos preenche, emprestando razão à nossa existência. Amamos as personagens e os ensaios. Preocupamo-nos com o não-dito, percorremos as dúvidas. E o que seríamos sem as dúvidas?!

Uma ciência se faz de dúvidas. Ratificamos e retificamos o que conquistamos. Damos passos para novos horizontes. Movemos o mundo e a nós mesmos para que os sentimentos pululem em folhas e em teclas.

Teclas.

Entramos em uma nova fase. Alguns chamam de pós-modernidade, outros de hiper-modernidade. Não importa. O fato é que não sabemos até onde essas relações virtuais serão capazes de nos conduzir. Seja bem-vinda a tecnologia que revolucionou a Medicina. Sejam bem-vindos os computadores de todas as espécies e soluções. Sejam bem-vindas a robótica e a sua precisão.

As máquinas foram criadas pelo homem e estão à disposição do homem. Mas precisamos mais. Precisamos voltar ao que foi ontem e que deverá ser sempre. O enlaçar das mãos, o pulsar das conversas, o olhar que devolve o futuro.

A Medicina carece de médicas e médicos humanos. Parece desnecessária essa afirmação. Não é! Há tantos por aí que negligenciam o ofício magnífico de cuidar do mais vulnerável.

As estatísticas servem para a compreensão dos problemas e para a busca das soluções,  mas não servem para o cotidiano da dor. Não são os números que precisam de cuidado, mas as pessoas.

Queridos amigos,

Agradeço o privilégio desta saudação. Agradeço o privilégio de conviver nesta casa onde sou um modesto aprendiz. Agradeço ao nosso presidente.

José Renato Nalini é um cultor da justiça, das letras e, sobretudo, da ternura. Nalini cuida de nós, de cada um de nós. E quem não precisa de cuidado? Vulneráveis somos todos, carentes de atendimento e de palavras.

Voltemos a Guimarães Rosa:

Chegamos novamente a um ponto em que o homem e sua biografia resultam em algo completamente novo.

(…) Como médico, conheci o valor do sofrimento…

No sofrimento, meus amigos, a poesia nasce mais pura. Na solidão das nossas doenças, inclusive as da paixão,  fragilizamo-nos e brincamos mais delicadamente com a seriedade das palavras.

Nossa solidão não é a desistência. Somos fortes.

Dizia Vinicius de Moraes que:

A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.

A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.

Em nossa Academia Paulista de Letras, não somos solitários. Temos nossa memória, nossa história e temos esperança. Somos fortes, sim. Vivemos para revisitar o passado com respeito e antecipar o amanhã com coragem. Que o amanhã seja menos solitário. Não nos amedrontemos com as máquinas que criamos. Mostremos a elas e a nós mesmos que somos humanos. A vida se reveste de significado quando amamos as pessoas. É o que nos identifica e nos plenifica.

A Medicina e a Literatura são artes de amor e de conhecimento.

Pode entrar, Raul Cutait. A casa é sua!

 

O papel do líder

Por Gabriel Chalita (Jornal Bom Dia ABC)

Tema para viver Há quem pense que os líderes surgem ao acaso. Engano. Os líderes se formam naturalmente. Um líder se revela pelo tema que escolhe, por Amor, para a sua vida. Não de forma obsessiva e fanática, mas determinada e apaixonada. São aqueles que assumem para si a responsabilidade da transformação da sociedade, abraçados às suas causas, às suas lutas na promoção do bem. Um líder gerencia sonhos comuns a toda a humanidade.

O professor é um líder e igualmente necessita de um tema para ressignificar a sua vida, o seu ofício de fazer caminhar os aprendizes. Educadores são líderes que conduzem e não impõem. São líderes que apontam novos caminhos e não apenas persuadem a seguir o caminho que lhes parece o certo. São líderes que abdicam de suas escolhas pessoais em nome das vontades coletivas, para amainar os conflitos. São aqueles que criam possibilidades, a partir de um valor ou sentimento comum ao grupo, para a descoberta de novos caminhos, em comunhão com seus alunos, como queria Paulo Freire. Enfim, o educador líder torna as suas ações significativas, conduzindo seus aprendizes ao conhecimento de fato, pois é natural o interesse humano por aquilo que lhe faz sentido. Um educador deve, acima de tudo, ser exemplo. É o exemplo que determina a liderança e não o poder.

Que poderes especiais teriam líderes como Mandela, Gandhi, João Paulo II, Martin Luther King, Madre Teresa de Calcutá e outros tantos para mover multidões em busca do Amor e da paz? Não seria qualquer ser humano capaz de se transformar em um líder? Basta ter respeito, Amor, paixão por uma causa, crença na humanidade, generosidade, humildade. São todos esses valores que possuem aqueles que se decidem pela Educação. Responsabilidade e compromisso com a mudança.

Educar para humanizar

Na manhã desta quinta-feira (30/09), Gabriel Chalita ministrou a palestra “Educação: um novo conceito na gestão de pessoas e de ideias”, no 5º Simpósio de Educação Paulus, na Faculdade Paulus de Comunicação. O evento reuniu cerca de 500 educadores.

Chalita iniciou a apresentação comentando: “Nós, educadores, devemos ser educados. Precisamos olhar nossa atividade como forma de sensibilizar e humanizar a pessoa no seu processo de construção. Precisamos cuidar da pessoa toda e não apenas de uma parte dela”.

Segundo o vereador paulistano, a melhor maneira de ensinar os alunos é por meio da valorização das individualidades e do exercício de se doar para promover aprendizagem. Para ele, educar a pessoa toda também é tocar no ponto certo e acreditar nesse aluno. “Não existem dois alunos iguais, não existem duas salas iguais, não existem dois professores iguais. Então, nós temos que ter a compreensão de que as pessoas têm tempos diferentes no seu processo de aprendizagem”, afirmou Chalita.

Para Chalita, falar sobre os novos caminhos da educação é também perceber o que o ser humano pode fazer nas relações com as outras pessoas e como a educação pode ajudar nesse significado. “É demonstrar a compaixão pelo próximo, respeitar a dignidade do outro. A afetividade está diretamente ligada a esse olhar para a dignidade humana e ao ato de enxergar o outro”, declarou.

Chalita discorre sobre educação na FATEP

Em visita à cidade de Piracicaba, interior de São Paulo, neste sábado (25/09), o educador Gabriel Chalita ministrou a palestra “A educação como base para a formação da pessoa toda e todas as pessoas” aos alunos e educadores da Faculdade de Tecnologia de Piracicaba (FATEP).

“Nós, educadores, devemos ser educados. Precisamos olhar nossa atividade como forma de sensibilizar e humanizar a pessoa no seu processo de construção. Precisamos cuidar da pessoa toda e não apenas de uma parte dela”, declarou Chalita, que acredita que a valorização das individualidades e o exercício de se doar para promover a aprendizagem são as melhores maneiras de ensinar.

Para encerrar a palestra, Chalita recitou poemas, respondeu perguntas do público e concedeu autógrafos. Logo após, seguiu para os municípios de Limeira e Itapevi, onde participou de cerimônias religiosas e se encontrou com lideranças locais.

Uma senda na inclusão do deficiente visual

Por Gabriel Chalita (Revista Profissão Mestre)

O ser humano tem cinco sentidos. E uma alma. Dorina Nowill não tinha um dos sentidos, mas era uma mulher de alma especial, o que amplificou o seu espírito e a sua noção de solidariedade. Sem a visão desde os 17 anos, foi a primeira aluna cega a matricular-se em São Paulo, numa escola comum. Abria, assim, a senda da inclusão do deficiente visual no país. Em 1945, ainda estudante, conseguiu que a Escola Caetano de Campos implantasse o primeiro curso de especialização de professores para o ensino de cegos.

Em 1946, com um grupo de amigas, criou a Fundação para o Livro do Cego no Brasil – organização que, em 1951, receberia seu nome: Fundação Dorina Nowill para Cegos. Uma entidade que dirigiu, pessoalmente, até o momento de sua morte, neste ano de 2010.

Toda sua história é composta de uma pedagogia essencial, baseada no amor incondicional pelas pessoas. Foi uma amorável realizadora, desde os tempos de colégio. Depois de uma temporada nos EUA, voltou ao Brasil e iniciou uma luta incansável pelas pessoas com deficiência visual. Implantou a primeira imprensa braille de grande porte no país. Foi responsável pela criação do Departamento de Educação Especial para Cegos, em SP. Trabalhou para que a educação para cegos fosse regulamentada em nível federal. Entre 1961 e 1973, dirigiu o primeiro instituto nacional de educação de cegos no Brasil, criado pelo MEC.

Seu trabalho foi intenso, inclusive em organizações internacionais, numa saga que é impossível dissociar da história de Hellen Keller, a norte-americana cega e surda que se tornou exemplo mundial de superação de limitações físicas. Hellen Keller dizia que “nunca se deve engatinhar quando o impulso é voar.” Pois Dorina Nowill voou. Mas ela era um pássaro solitário, uma só alma. Sabia que, sem iniciativas oficiais consistentes, o atendimento necessário seria insuficiente. O país tem 8 milhões de deficientes visuais, entre cegos e pessoas com baixa visão, que devem ser sujeitos de inclusão no processo educacional, e as iniciativas de governo ainda são tímidas para esse contingente de pessoas. Apesar de a educação inclusiva constar do Artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, e de a declaração de Salamanca, da UNESCO, comandar, em 1994: “As escolas devem ajustar-se a todas as crianças, independentemente das suas condições físicas, sociais, linguísticas ou outras.”.

A Lei nº 10.753, de 2003, conhecida como “Lei do Livro”, que obriga a edição de livros em braille, foi um avanço. Mas há algo que a lei não supre: a falta de informação com relação à deficiência, que acaba sendo fator inibidor da inclusão social. A compreensão das deficiências como diferença, e não como limitação insuperável, é algo que apenas a educação logrará obter.

Uma repórter perguntou uma vez a Dorina Nowill o que ela desejaria poder enxergar em sua vida. Ela enumerou duas: o sorriso de uma criança e o pôr do sol na praia. E completou: “Mas não tem nada para suprir a falta de não ver. Só com o que tenho dentro de mim.”

Em toda a sua trajetória, essa mulher, entusiasmada pela vida, lutou pelas mãos do acaso e pela grandeza de seu caráter em defesa dos direitos dos deficientes visuais. O Brasil também teve a sua Hellen Keller, a doce visionária chamada Dorina Nowill que sempre dizia: “Se um dia eu me sentir cansada, acredito que vou parar. Mas eu não me canso.” Permaneceu incansável até os 91 anos.