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Cartas entre amigos – sobre ganhar e perder

As indagações do mundo real e os dilemas cotidianos são objeto das reflexões sobre ganhar e perder, compartilhadas entre o padre Fábio de Melo e o educador Gabriel Chalita.

As cartas nascem das afinidades intelectuais de duas mentes motivadas e envolvidas com seu tempo.

A leveza dos diálogos entre a ética e a estética, entre o bem e o belo, amplia a visão dos temas cotidianos e abre possibilidades. São experiências, opiniões e emoções que se desenvolvem e se condensam na tessitura permeada pela esperança, na amizade, no amor, na simplicidade e na fé.

Editora Globo, 2010.

O beijo do papagaio

Dentre todos os papagaios multicoloridos que faziam algazarra nas árvores e exibiam suas plumas, um era diferente. O Papagaio-uma-cor nem sequer tinha um nome de verdade.

No entanto, era um sonhador e queria conhecer outros mundos, se apaixonar.

Ficava um tanto aturdido com a arrogância das outras aves, que riam ao falar com desdém sobre o amor. Esse é o perfil do protagonista um tanto melancólico, mas com um enorme coração, que vive uma experiência transformadora neste livro infanto-juvenil, escrito por Gabriel Chalita e ilustrado por Mauricio de Sousa.

O personagem tem as feições do Cebolinha. Em sua jornada, ao lado de uma sapinha muito diferente (Dandara, representada pela Mônica), ele vai encontrar o verdadeiro sentido da existência. Os dois são espécies totalmente diferentes, mas isso não importa… O mundo está repleto de diferenças e é justamente nelas que se encontra o melhor que a vida tem a oferecer.

Editora Globo, 2010.

A história da flor

Ello é um garoto que vive em um jardim, cercado de plantas que preenchem tudo com frescor e harmonia. Seu pai é o dedicado jardineiro que cuida com muito carinho de todas elas.

O menino passa os dias com tranquilidade, em contemplação, observando, a cada momento, a perfeição da natureza e o milagre espantoso da vida. Tudo no jardim é serenidade, até que surge Júlia, “clara como um lírio, de pele delicada como a pétala de uma rosa”.

O livro tem como tema a descoberta do amor. Ao mesmo tempo em que quer agradar Júlia, presenteando-a com a mais bela flor de seu jardim, Ello desenvolve um sentimento de amizade pela planta com quem conversa. Em pouco tempo, ele se defronta com um terrível dilema: como preservar a amiga e, ao mesmo tempo, não decepcionar a quase namorada? Esse é um processo de amadurecimento, que desafia o menino e mostra que até mesmo a vida em um mundo encantado tem seus mistérios e suas dificuldades.

O exemplo do pai e a voz do coração são seus guias nos momentos difíceis. E vão ensinar que as respostas, muitas vezes, estão nos lugares mais simples.

Editora Globo, 2010.

O segredo das quatro letras

Bonifácio era um velhinho com um dom muito especial: contar histórias. Ele prendia a atenção de todos cada vez que começava uma narrativa. O nome dele significa – não por acaso – “aquele que faz o bem”.

Apesar de ser considerado um pouco lunático, logo atraiu a atenção de Joaquim, um garoto muito esperto e curioso, que deixa sua imaginação percorrer os caminhos mais fantásticos pelas palavras do sábio.

O livro traz os contos De onde vem a alma, Eles ainda cantam, Um elefante chorão e Só falta o amor, além de outras histórias: A volta do dia feliz, que conta a saga de Spiff, um potrinho com pais campeões de turfe, e O dia em que a história nasceu, sobre uma senhora que inventa nomes para todas as coisas do mundo. O segredo das quatro letras é uma obra para ser lida sem pressa. Assim, adultos e crianças desfrutam juntos o momento mágico que só a fantasia pode proporcionar.

Editora Globo, 2010.

Homem chora

Dia desses, ouvi uma mãe explicando ao filho que “homem não chora”. O menino de três ou quatro anos fazia de tudo para não chorar, mas não conseguia. Passava os bracinhos miúdos sobre os olhos, tentava limpar o nariz, que também participava da dor, e nada. E a mãe agia com mais vigor, alertando que “homem não chora”. Quem será que criou essa teoria? 

Quem separou o gênero humano entre aqueles que podem e aqueles que não podem chorar? Homem chora, sim. Homem é razão e emoção como a mulher. Homem chora de dor, de emoção, de saudade, de felicidade. Jesus chorou diante do sofrimento da família de Lázaro. Sabia que tinha o poder de ressuscitá-lo, mas a situação daquelas irmãs inconsoláveis diante da perda o emocionou, e ele chorou. Uniu-se à nossa humanidade e chorou.

Na educação dos filhos, não poucas vezes, as famílias cobram de uma criança a postura de um adulto. Criança é criança. Tem inseguranças próprias de criança. O adulto tem as suas. Os medos talvez sejam diferentes. Mas todos têm medo. Meninas e meninos também têm diferenças como os homens e as mulheres. Mas têm muito em comum: choram, emocionam-se, amam. É para isso que fomos criados.

Fiquei imaginando por que aquele menino estava chorando. E fiquei imaginando os erros que as mães e os pais cometem quando querem transformar os seus filhos em heróis. Os pais não são heróis. Por que os filhos haveriam de ser?

Vez ou outra, sente-se com o seu filho e chore com ele. Pai ou mãe. Conte alguma história das tantas pedras que surgiram no seu caminho. Mostre os fracassos e as possibilidades de superação. Porque os seus filhos passarão por histórias de fracassos, também. Todos passam. E o problema não será a queda, será a ausência de aprendizagem de que quem está caído pode se levantar. E pode chorar quando da queda. E pode chorar quando da superação da queda.

Meu pai chorava muito de emoção. Minha mãe também. Em casa, nunca tivemos constrangimento em chorar. Nas partidas ou nas chegadas. Como é bom viver sem máscaras. Como é bom ter uma família que nos ajude a viver sem ter medo das nossas emoções. 

Como diria Pe. Zezinho:
“Das muitas coisas
Do meu tempo de criança
Guardo vivo na lembrança
O aconchego de meu lar
No fim da tarde
Quando tudo se aquietava
A família se ajuntava
Lá no alpendre a conversar
Meus pais não tinham
Nem escola e nem dinheiro
Todo dia, o ano inteiro
Trabalhavam sem parar
Faltava tudo
Mas a gente nem ligava
O importante não faltava
Seu sorriso, seu olhar”.

Fonte: revista Canção Nova por Gabriel Chalita

Frente pró-adoção une Aécio (PSDB) e Lindbergh (PT)

Fonte: blog do Josias de Souza

Os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ) inauguraram no Congresso uma frente parlamentar a favor da adoção de crianças. Deve-se a união do tucano com o petista a um convite do deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP), autor da ideia de constituição da frente.

Numa primeira reunião, os três esboçaram um plano de ação para tentar apressar os processos de adoção.Segundo dados colecionados pelo Conselho Nacional de Justiça, há no Brasil 29 mil crianças em abrigos. Apenas 4 mil encontram-se em condições de ser adotadas. Aécio, Lindbergh e Chalita planejam: aperfeiçoar a legislação, propagandear o tema e organizar debates com promotores e juízes envolvidos com as adoções.

“Estamos convencidos de que há uma série de ações que Congresso, Judiciário e Ministério Público podem adotar para desburocratizar as adoções”, diz Lindbergh.

De saída, decidiu-se realizar três seminários. O primeiro, informa Aécio, ocorrerá em Belo Horizonte, em data a ser marcada. Os outros dois em São Paulo e no Rio. Segundo o CNJ, 49% das crianças aptas à adoção encontram-se em abrigos situados no Sudeste. Daí a decisão de fazer os seminários nas três maiores capitais da região. A ideia, segundo Aécio, é iniciar a pretendida mobilização da sociedade atraindo para a causa pessoas já envolvidas com os processos de adoção.

“Temos que somar forças, partilhar ideias e experiências, para lutar contra o preconceito que ainda ronda essa questão”.

“Quem se dispõe a adotar deixa para trás as crianças com mais de três anos, as negras, as que têm deficiência e as soropositivo”, ecoa Lindbergh.

“As pessoas têm a tendência de exigir crianças de até dois anos, brancas e do sexo feminino”, acrescenta o petista.

Chalita obteve de um amigo publicitário, Sérgio Amado, o compromisso de desenvolver, gratuitamente, uma campanha de esclarecimento sobre adoção. Entre os pontos que o grupo deseja difundir está o chamado “apadrinhamento afetivo”.

“Ninguém sabe que existe isso. Nem eu sabia”, diz Lindbergh. “O padrinho afetivo é a pessoa que, embora não tope adotar, se dispõe a dar asssitência à criança”.

Não se trata, segundo Lindbergh, de apoio material. “A pessoa vai ao abrigo, pega a criança no final de semana, sai para passear com a família, oferece afeição”.

No dizer de Aécio, é preciso buscar “alternativas” para prover assistência às crianças mais velhas e portadoras de deficiência.

“Se não é possível a adoção, que se dê a essas crianças ao menos um convívio familiar que lhes garanta atenção e carinho”.

Aécio, Lindbergh e Chalita mobilizaram suas assessorias para recuperar nos arquivos do Congresso projetos de lei que tratem de adoção. Deseja-se estimular a tramitação das propostas consideradas úteis. Se houver necessidade, serão apresentados projetos novos. Uma das preocupações é a demora dos juízes em decretar a perda do pátrio poder dos pais biológicos de crianças mantidas em abrigos, pré-condição para o início da adoção. Em parte, atribui-se a essa demora o fato de haver apenas 4 mil crianças prontas para adoção no universo de 29 mil alojadas em abrigos. 

“A questão é polêmica, mas precisa ser discutida”, afirma Lindbergh. “É lógico que o juiz não tem que destituir o poder familiar de todas as crianças…”

“…Algumas delas vêm de famílias em situação de miséria. Os pais podem se recuperar. Mas todo mundo que lida com o assunto acha que é preciso agilizar…”

“…Com a demora, as crianças envelhecem. E acabam caindo no grupo das que têm maior dificuldade de ser adotadas”.

Na próxima semana, os três parlamentares discutirão o tema em reunião com o ministro Cezar Peluso, presidente do STF e do CNJ.Num instante em que prevalecem no noticiário as picuinhas e a disputa por cargos e verbas, é alvissareira a tentativa de empinar o debate sobre um tema que interessa de fato à sociedade.

Cartas entre amigos – sobre medos contemporâneos

Este best-seller traz reflexões sobre temas contemporâneos de grande interesse: a solidão, a inveja, o envelhecimento, as paixões, a morte, a falta de sentido na vida.

No formato de cartas entre dois grandes amigos, tais temas são tratados com sensibilidade pelos jovens autores: Gabriel Chalita e padre Fábio de Melo. O livro resgata os valores do humanismo e, ao mesmo tempo, celebra a amizade entre duas personalidades apaixonadas por filosofia, literatura e poesia.

Editora Ediouro, 2009.

Homens de cinza

Teodolino, Jorge, Tadeu, Germano, Lourival… Desconfiança e amor caminham juntos. Segredos e descasos se encontram. Paixão e remorso são quase sinônimos. Raiva e esperança sobrevivem no mundo cinza em que vivem os personagens deste livro.

Poucas vezes se viu uma cor, como elemento de ligação entre os mais diversos tipos de sentimento, ser utilizada de maneira assertiva. Não há tantos sinônimos para cinza nem tantas gamas dessa cor, mas os homens aqui retratados percorrem todas as tonalidades, com suas lamúrias e seu destino. Homens que podem ter passado pela vida de cada um de nós – aqueles que, na mesmice da desilusão, nos fazem acreditar que nada muda. Nesta coletânea de 20 contos, os personagens, de tristeza agridoce e de ternura contida, numa cordialidade seca e desapontada, são revelados ora com beleza poética, ora com crueza dolorida.

Editora Ediouro, 2009.

A revolta dos pequenos

Uma briga entre dois reinos: o dos pequenos e o dos grandes. Nessa guerra, vence o grupo mais unido. Diariamente, a agitação se repete; os grandes vão e vêm sem a menor preocupação. Têm tudo o que querem.

E mais: têm os pequenos, para os servirem. Numa ocasião, entretanto, o príncipe Gala, Tilim e outros pequeninos planejam uma revolta. Com ela, tudo pode mudar.

IBEP–Nacional, 2008.

Deputado defende apadrinhamento afetivo como alternativa à adoção

Fonte: Agência Câmara de Notícias (por Idhelene Macedo e Marcelo Oliveira)

A sociedade deve se mobilizar para estimular o apadrinhamento afetivo como alternativa à adoção de crianças e de adolescentes que vivem em abrigos, disse nesta segunda-feira o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP). A declaração foi feita na solenidade de lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa das Políticas de Adoção e da Convivência Familiar e Comunitária.

O apadrinhamento afetivo é um programa das Varas da Infância e da Juventude por meio do qual meninos e meninas com dificuldade de serem adotados recebem padrinhos e/ou madrinhas, com os quais passam fins de semana, feriados e parte das férias. Dessa forma, constroem uma relação afetiva e uma referência de vida fora do abrigo. “Essa é uma grande alternativa, por exemplo, para crianças que tenham irmãos. Pela legislação atual, você não pode adotar um irmão sem adotar os outros. Então, essas crianças têm uma dificuldade maior de serem adotadas. Você pode ter o acompanhamento dessas pessoas na entidade, no abrigo em que elas estão. Tudo isso para que passem a ter referências”, destacou Chalita, um dos idealizadores do colegiado.

De acordo com os integrantes da frente, existem, hoje, de 27 mil a 80 mil crianças em abrigos do País, mas apenas 4 mil delas constam no Cadastro Nacional de Adoção e estão, por isso, em condições legais de serem adotadas.

Informação

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que os parlamentares também pretendem visitar as diferentes regiões do País, levando informações sobre o processo de adoção, em especial para as mães que não têm condições de criar seus filhos. “Há uma ignorância muito grande no Brasil. É preciso que as mães mais humildes saibam que, se não tiverem condições para criar os filhos, elas podem oferecê-los a uma entidade, não os colocando em risco como acontece quase diariamente hoje. Cada vez mais, vemos crianças abandonadas nas lixeiras, nas portas de casas”, sustentou.

Dificuldades

Fundadora do grupo De Volta pra Casa, que presta apoio a famílias candidatas à adoção, a empresária Sandra Amaral relatou o longo caminho pelo qual passou, em Divinópolis (MG), para conseguir adotar, dez anos atrás, a menina Stephanie. “Cheguei a ser tratada no fórum da cidade como se estivesse fazendo algo errado”, lembrou Sandra, que já era mãe de dois filhos biológicos.

Na opinião da empresária, o processo de adoção no País é muito lento e a falta de informações ainda é um grande problema, apesar dos avanços obtidos com a Lei da Adoção.