Author page: Dev In Station Tecnologia LTDA

Chalita destina recursos financeiros a instituições

O deputado federal Gabriel Chalita (PMDB/SP) destinou, por meio de emendas parlamentares, recursos financeiros a instituições do Estado de São Paulo. O montante, aplicado em diferentes áreas – saúde, cultura, justiça (projetos antidrogas) e ciência e tecnologia –, refere-se ao biênio 2011/2012.

Clique aqui e confira a destinação detalhada dos recursos de 2011.

Clique aqui e confira a destinação detalhada dos recursos de 2012.

Fonte: assessoria de imprensa

 

Projeto de Chalita é aprovado na Comissão de Educação e Cultura

O Projeto de Lei 1.477/2011, de autoria do deputado Gabriel Chalita (PMDB/SP), foi aprovado na Comissão de Educação e Cultura. A propositura – que tramita juntamente com um projeto do Senado –, acrescenta parágrafo único à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, estabelecendo que as instituições de ensino devem atuar para disseminar o respeito, a solidariedade e a resolução pacífica de conflitos no ambiente escolar. Para isso, sugere a promoção de ações educativas transdisciplinares.

Na justificativa do projeto, Chalita aponta, entre outras questões, o fato de a Unesco  considerar a cultura de paz “uma construção que requer participação e reconhecimento da diversidade”. O parlamentar lembra que, para alcançá-la, é preciso valorizar integralmente o indivíduo e a solidariedade. Afirma, ainda, que a educação está intimamente ligada a esse conceito e cita o seguinte depoimento de Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU: “O combate à intolerância passa, em parte, por garantias jurídicas. (…) Mas o direito é apenas um ponto de partida. Toda e qualquer estratégia destinada a facilitar o entendimento deve assentar na educação”.

Outras atividades

No Congresso Nacional, Chalita também votou a favor da Proposta de Emenda à Constituição que institui imunidade tributária sobre os fonogramas e os videofonogramas musicais produzidos no Brasil, contanto que contenham obras musicais/lítero-musicais de autores brasileiros (ou interpretadas por artistas do País).

O deputado, em conjunto com outros parlamentares, aprovou, ainda, a Proposta de Emenda à Constituição que concede proventos integrais aos servidores públicos aposentados por invalidez permanente. De acordo com o texto, o servidor que entrou no setor público até 31 de dezembro de 2003 e que se aposentou – ou que venha a se aposentar – por invalidez permanente terá direito a recursos calculados com base na remuneração do cargo em que se deu – ou se dará – a aposentadoria (sem o uso da média das maiores contribuições).

Fonte: assessoria de imprensa

Obviedade das avaliações sobre educação

Por Gabriel Chalita

São diversos os instrumentos de avaliação que revelam o quanto nossos alunos estão deixando de aprender na escola. A divulgação recente dos resultados de um deles, o do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), por exemplo, detonou uma série de análises, de comparações estatísticas, de comentários. O quadro é de desolação. 

Estamos errando. É óbvio. E errando consecutiva e insistentemente. Sem banalizar o cenário educacional, seja de São Paulo, seja do Brasil, é necessário que consideremos questões básicas e preliminares. Para que serve a avaliação? O que se faz com os resultados? O que esses resultados querem nos revelar? Professores, alunos, gestores e a sociedade tornam-se reféns de números, de gráficos, de listas. É urgente considerar as obviedades que os diversos instrumentos de avaliação comprovam. Observar os dados, refletir sobre as verdades, reorganizar os conceitos, reconduzir a prática educativa, identificar novos caminhos, compreender seu caráter diagnóstico e não classificatório. Sem punições, sem culpados, sem reféns.

Tomando por empréstimo de Eça de Queiroz o personagem Acácio, homem simples e ingênuo que dizia apenas o óbvio, vejamos: houve uma queda considerável no desempenho dos alunos – em especial nas séries concluintes de cada etapa –, nas disciplinas básicas de Matemática e Língua Portuguesa. Se os alunos não vão bem, a culpa é de quem? Do professor? Não nos cabe indicar culpados. Se o professor ensina e o aluno não aprende, há uma evidência de que o caminho percorrido não é suficiente.

Paulo Freire, em uma de suas viagens pela zona rural de Pernambuco, deu-se conta de que seu discurso apenas faria sentido àqueles camponeses se partisse do “aqui” e do “agora” de seus interlocutores, do “saber de experiência feito” trazido pelos educandos. Essa é a grande reflexão. Não há culpados; há um enorme distanciamento, isso, sim, entre o “aqui” do educador e o “lá” dos educandos. Os meios estão equivocados. A aproximação necessária deve assumir um caráter dialógico, que permita o encontro entre a problemática conduzida pelo líder – o professor – e os dois saberes, de modo a proporcionar o aprendizado de fato. Formação, orientação, apoio e reflexão: é disso que nossos docentes necessitam. Não de punição.

Os resultados indicam que o número de bônus concedido este ano despencou. Que professor não gostaria de receber um prêmio pelo seu trabalho? Mais uma evidência de que o docente está carente de informações que lhe possibilitem conduzir seus alunos ao aprendizado efetivo. Seu fazer pedagógico clama por orientação. É deseducativo cobrar de alguém um resultado que ele não sabe como alcançar. É preciso acolher as fragilidades, indicar novas possibilidades, provocar o pensar do educador. Formação, com educação.

Na tentativa de justificar o que parece não enxergar, as autoridades apontam a ausência e a rotatividade de professores como as grandes vilãs do resultado de falência. Oras, se não há aderência do educador nem quadro à disposição, é óbvio que há insatisfação e desinteresse pelo ofício. Ser professor não é ter uma profissão atrativa. Não há mais como manter a falácia de que se nasce professor. O educador se forma dia a dia, na prática da sala de aula, com formação constante e adequada. Na esperança do acerto, a partir da consciência do erro. Na reavaliação conjunta de seu fazer pedagógico. Em equipe, com respaldo acadêmico e político, com reconhecimento e parceria.

O professor é um profissional como tantos outros. Ensinar não é ato de caridade. É preciso reconhecer o educador pelo seu ofício em três lugares: na cabeça, no coração e no bolso.

Formação constante. Acolhimento profissional e humano. Remuneração justa e digna. Mais uma avaliação evidencia o quanto isso é importante. No entanto, não se deve ter um olhar míope e, sim, simplicidade, discernimento e desejo real de mudança para reconhecer o que anunciam, de fato, os resultados obtidos. Os números são os meios, não os fins. “A mudança não é trabalho exclusivo de alguns homens, mas dos homens que a escolhem”, dizia Freire. Mudar é difícil? Sim. Mas óbvio e urgente.

Chalita lança ”Sócrates e Thomas More – correspondências imaginárias” na capital paulista

No dia 16 de dezembro, a partir das 19 horas, acontecerá o lançamento do livro “Sócrates e Thomas More – correspondências imaginárias”, de Gabriel Chalita, em São Paulo (SP). A noite de autógrafos começará às 19 horas, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2.073). O evento é aberto ao público.

O mais novo título de Chalita, publicado pela Editora Planeta, consiste na troca de cartas entre dois personagens fictícios, que levam o nome de importantes figuras históricas. Thomas More, um professor, mostra-se desiludido e cético das relações humanas, mas o camponês Sócrates, com simplicidade, tenta convencê-lo – e convencer o leitor – de que a travessia é longa, tortuosa, mas sempre vale a pena.

Por meio de um dialogismo lógico e de argumentos denotados por esses dois personagens, o autor traz à cena questões que provocam e que inquietam a alma humana. São correspondências despretensiosas de estabelecer verdades e respostas exatas, mas plenas de ideias valiosas, de palavras que semeiam esperança, levando cada um dos leitores às próprias conclusões. Uma fonte de reflexão sobre a condição do ser humano, sobre a ética nas relações inter e intrapessoais e sobre a grandiosidade do diálogo.

Ficha técnica

Evento: lançamento do livro “Sócrates e Thomas More – correspondências imaginárias”, de Gabriel Chalita.

Data: 16/12/2011.

Horário: a partir das 19h.

Local: Livraria Cultura do Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2.073, São Paulo, SP.

Fonte: assessoria de imprensa

Jovens sem segredo

As novas gerações tratam a questão da privacidade de forma mais descomplicada do que as gerações antigas. Outro dia, minha filha de 15 anos me disse que havia encontrado um “superamigo”. Eu, feliz, logo perguntei quem era o “superamigo”, qual o nome dos pais, onde ele estudava, onde haviam se conhecido. Para minha surpresa, ela só soube me dizer o nome dele. Aliás, o apelido.

Gelei. Minha reação foi de medo. A dela foi de tranquilidade. “Ah, pai, sei lá, acho que o conheci no Face. Acho que ele é amigo de outra ‘superamiga’.”

É incrível como as novas gerações tratam a questão da privacidade de uma maneira tão mais descomplicada e, infelizmente, às vezes, mais inconsequente do que as gerações mais antigas.

Lembro que quando era garoto, falar com estranhos ou aceitar algo na rua era perigosíssimo. Ganhar uma bala então, nem pensar.

Os pobres vendedores de doces da porta da escola eram demonizados. Segundo o dito popular, havia grande chance de que tivessem colocado alguma droga nas balas. E elas certamente me levariam a um vício irremediável. Verdadeira ameaça para a família.

As novas tecnologias estão redefinindo conceitos sociais básicos, como exposição (ou exibição), amizade e confidencialidade. Muitos desses jovens da nova geração usam a tecnologia como impulsionadora de comportamento aberto.

Com um celular na mão e uma conta num blog ou numa rede social, transformam-se em paparazzi globais. Falam de tudo, para todos. Não há restrição do que pode ou não ser publicado. Muitas dessas publicações juvenis, porém, fazem sentido quando se tem 15 anos de idade. No entanto, são embaraçosas quando o jovem se depara com momentos pertinentes à maturidade.

Acredito que o conceito de privacidade está mudando com o passar dos tempos.

A tecnologia, por incrível que possa parecer, também tem influência direta na maneira como lidamos com as informações confidenciais. E não estou falando somente da internet e do que colocamos lá. Os meios de pagamento, as lojas virtuais, os buscadores, as redes sociais. Todos têm uma capacidade única de oferecer serviços cada vez mais personalizados, utilizando-se de informações permitidas e disponibilizadas pelos usuários.

Mas a condescendência com informações confidenciais mais abertas não é novidade. Costumo dizer que, desde a época em que tínhamos de colocar o telefone, o número do CPF e outros tantos dados anotados no verso de uma folha de cheque, a privacidade nunca seria como antes.

Hoje é absolutamente normal que adolescentes criem seus próprios blogs ou usem as redes sociais para registrar a sua história na internet. Neles, compartilham suas experiências abertamente. Divulgam fotos dos amigos, relatam as viagens com a escola, as primeiras baladas, os primeiros namoros.

À medida que esses jovens amadurecem, percebem que essas informações deixam de ter o sentido que tinham há cinco, dez anos. No entanto, a tecnologia é perene. E essas informações estarão disponíveis para sempre.

Imaginem aquele blog criado para compartilhar as aventuras colegiais, as bebedeiras, as baladas e outras tantas peripécias na mão de quem está avaliando o currículo de um jovem postulante a seu primeiro emprego…

Recentemente, uma pesquisa da Universidade da Califórnia, em Berkeley, mostrou que, com o passar dos anos e o avanço da maturidade e do interesse pelo mercado de trabalho, mais da metade dos jovens adultos se dizem mais preocupados com a privacidade na internet do que há cinco anos.

A boa notícia é que esses jovens estão também muito mais espertos tecnologicamente. Sabem que as redes sociais e outros sites da internet têm uma preocupação central em permitir o controle da privacidade através de ferramentas bastante simples.

Minha mensagem para os jovens: a tecnologia não vai apagar o que você tornou público. E, sim, não importa quanto e nem onde você se conecta. É importante saber diferenciar o que é público e o que é privado. Fica a dica.

Fonte: Folha de S. Paulo ( por Alexandre Hohagen)

Gabriel Chalita é entrevistado por Kennedy Alencar

O deputado federal Gabriel Chalita (PMDB/SP) participou do programa É Notícia, apresentado por Kennedy Alencar, na RedeTV!. A atração será reprisada hoje, à meia-noite e meia.

Entre os temas abordados, estão a educação e o transporte público na cidade de São Paulo.

Confira a entrevista completa, dividida em três vídeos: http://migre.me/77qXF

Fonte: assessoria de imprensa

‘A religião está sendo usada de maneira desonesta’

Ávido por concorrer à Prefeitura de São Paulo pelo PMDB, o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) descarta ceder às pressões para se retirar da disputa. “Eu não aceitaria ser ministro da Educação ou de qualquer outra área, ou candidato a vice-prefeito de São Paulo.

Eu só aceito ser candidato a prefeito de São Paulo”, garante o deputado, que minimiza a afirmação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha para demovê-lo da ideia de concorrer. Recém-filiado ao PMDB, ele afirma em entrevista ao iG que entra na campanha com a consciência de que ainda paga o preço pelo apoio à então candidata à Presidência Dilma Rousseff, no auge da polêmica sobre a descriminalização do aborto em 2010.

“Quando eu resolvi apoiar Dilma, começou uma rede de boatos na internet de que eu havia virado abortista”, lembra o deputado. Ele insiste em exaltar sua afinidade com a presidenta e deixa claro que não se arrepende de apoiá-la. Chalita também critica o uso da religião como ferramenta de campanha eleitoral, reforça sua posição contrária à descriminalização do aborto e faz críticas ao fundamentalismo religioso. “A religião está sendo usada de maneira desonesta”, diz o parlamentar. Segundo ele, um “grupo restrito” comandou “um bombardeio na internet”, que culminou, por exemplo, no cancelamento de seu programa na emissora de televisão Canção Nova, na semana passada.

Para a disputa na capital paulista, o deputado cobra uma postura ética dos demais candidatos, que terão por trás de suas campanhas três máquinas governamentais – o governo federal, que trabalha pela pré-candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad (PT); o governo estadual, que dará sustentação ao candidato do PSDB do governador Geraldo Alckmin; e o governo municipal, que poderá ser representado na corrida pelo PSD do prefeito Gilberto Kassab. “Espero que as máquinas não sejam usadas”, afirma.

Na entrevista ao iG, o deputado fala, ainda, sobre sua relação com o ex-governador tucano José Serra. “Ficou uma relação difícil. Em alguns momentos eu tentei cumprimentá-lo e ele não me cumprimentou”, conta. E completa: “Mas eu era muito pequeno para ele (Serra) ter tanta raiva de mim”. Já com relação a Alckmin, ele nega enxergar qualquer possibilidade de o governador, seu padrinho político, trabalhar nos bastidores a favor de sua candidatura: “Alckmin não é dissimulado”.

Sobre seus 63 livros publicados, Chalita analisa, sem falsa modéstia, que “todos são bons”. Admite ter ficado chateado com críticas, mas propõe um desafio: “Seria interessante se as pessoas, antes de não gostarem, lessem primeiro”. Solteiro aos 42 anos, ele desconversa sobre sua vida amorosa, mas não descarta a possibilidade de se casar em um futuro próximo. Ele conta que seu pai se casou aos 44 anos, apenas três meses depois de conhecer sua mãe. “Ainda tenho dois anos”, brinca.

Fonte: portal iG (por Nara Alves e Ricardo Galhardo)

Chalita assume compromisso com o Programa Cidade Sustentáveis

Fonte: assessoria de imprensa

Pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita comprometeu-se a adotar o Programa Cidades Sustentáveis caso seja eleito no ano que vem. Isso significa que sua gestão desenvolverá políticas públicas sustentáveis e prestará contas com base em indicadores de resultado, como ampliação das áreas verdes; erradicação da miséria e da pobreza; despoluição dos rios; garantia de creches e de escolas para todas as crianças e todos os jovens; evolução da coleta seletiva de lixo; redução da poluição do ar; implantação de ciclovias e priorização do transporte público.

O objetivo da iniciativa é sensibilizar, mobilizar e oferecer ferramentas para que as cidades brasileiras se desenvolvam de forma econômica, social e ambientalmente sustentável. A proposta é uma parceria entre a Rede Nossa São Paulo, a Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e o Instituto Ethos.

Disciplina é um conteúdo como qualquer outro

Ao longo da carreira, Lino de Macedo, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, se especializou no construtivismo do suíço Jean Piaget (1896-1980), na psicologia aplicada à educação e nos jogos infantis ele coordena um laboratório de pesquisas e elaboração de atividades relacionadas às brincadeiras e voltadas para a escola. Um assunto que ocupa particularmente sua atenção são os estágios de desenvolvimento da criança e a importância de o professor conhecer o que acontece em cada fase do crescimento.

 

Com essa vivência, ele encara um dos temas que mais preocupam os educadores: a disciplina. Segundo o psicólogo, disciplina na escola não é questão de boa conduta nem de formação trazida de casa. “Disciplina se aprende e é do interesse de todo mundo, porque facilita a relação da gente com as coisas.” O que o professor pode fazer para que a turma se comporte como deve? O exemplo é um dos caminhos. “Fala-se muito que as crianças de hoje não têm limites. Mas nós, adultos, também não temos.” Macedo acaba de lançar uma nova coletânea de textos, Ensaios Pedagógicos, que tem como subtítulo a pergunta: “Como Construir uma Escola para Todos?” .

É possível ensinar disciplina?

Lino de Macedo: Sim. Disciplina é uma competência escolar que as crianças aprendem como qualquer conteúdo. Condição para realizar um trabalho com êxito, é uma matéria interdisciplinar, porque dela dependem todas as outras.

A disciplina vem de casa?

Lino de Macedo: Para alguns educadores, sim. Quem considera a disciplina uma coisa que se tem ou não se tem possui uma visão moralizante que transforma uma competência numa questão de valor. Para eles, a disciplina depende da força de vontade do aluno ou da determinação dos pais. Essa visão atribui culpa em caso de indisciplina. De fato, na escola exclusiva, anterior à atual, selecionavam-se os alunos e ficavam de fora aqueles que não se ajustavam ao comportamento desejado. Nesse caso, disciplina era mesmo um pré-requisito para a escola. Hoje, comportadas ou não, todas as crianças têm direito a estudar.

Qual o principal erro da escola em relação à disciplina?

Lino de Macedo: É pensar que existe um único tipo de disciplina e que ela só pode ser imposta. Minha idéia é que disciplina é um trabalho de todos em sala de aula. Constrói-se a melhor forma de acordo com a necessidade. Numa aula tradicional, expositiva, enquanto o professor fala ou escreve no quadro-negro, os alunos devem ficar quietos, prestar atenção e copiar. Acontece que hoje temos muitas propostas pedagógicas. Cada cultura escolar e cada atividade em sala de aula têm uma disciplina adequada a seu desenvolvimento. Dependendo da situação, a melhor pode ser o silêncio, as crianças perguntando ou conversando entre si.

É possível ensinar disciplina pelo exemplo?

Lino de Macedo: Sim. Um erro comum é achar que a falta de disciplina é sempre do outro. Fala-se muito que as crianças de hoje não têm limites. É verdade. Mas nós, adultos, também não temos. Em uma sociedade como a nossa, um dia se almoça de manhã, outro dia de tarde, outro dia enquanto se fala ao celular. Nós é que não temos rotinas para organizar a vida das crianças. […]

A disciplina que se aprende na escola serve para a vida toda?

Lino de Macedo: A gente tem de pensar a disciplina ao mesmo tempo como fim e como meio. É um fim porque podemos desenvolver atitudes como concentração, responsabilidade, interesse. Essas coisas viram ferramentas pessoais e de trabalho. Disciplina é também um meio, um instrumento sem o qual as coisas não acontecem ou acontecem fora do prazo ou dos padrões.

A disciplina ajuda a desenvolver a autonomia?

Lino de Macedo: Disciplina é, cada vez mais, autodisciplina. Um exemplo é a lição de casa. Hoje em dia a maioria das famílias não tem um adulto com tempo disponível para fiscalizar o dever. A própria criança aprende a administrar essa tarefa e, se necessário, ela pede socorro. A autonomia é uma conquista, um aprendizado complexo e longo pelo qual as crianças desenvolvem a disciplina para dar conta de suas tarefas.

O que é ser uma pessoa disciplinada?

Lino de Macedo: Ser disciplinado significa ter um comportamento subordinado a regras. Mas o que é regra? Algo que se constrói por consentimento. É como em um jogo. As regras são arbitrárias, mas a criança aceita porque gosta de jogar. Sem regra, não há jogo. Para definir regras, usamos o recurso da democracia. A classe toda discute, sob a condição de que todos aceitem o que a maioria decidir. O problema é que a minoria pode se recusar a cumprir. Deve-se combinar previamente que a não observação das regras implicará punições ou perdas. Um dos motivos que nos levam a aderir à disciplina são as conseqüências de não nos entregarmos a ela. Convencer é diferente de impor.

Todas as obrigações devem ser submetidas a discussão?

Lino de Macedo: Não. Por exemplo: muitos pais perguntam aos filhos se eles querem comer. Eu não acho que seja uma boa pergunta. Porque, se o filho disser que não quer comer, como fica? A melhor pergunta é o que ele quer comer, dando opções. Dar autonomia não significa abrir mão do seu papel de líder e de responsável por certas coisas. Se você submeter tudo à opinião da maioria das crianças, a curto prazo elas vão decidir pelo pior. Primeiro, tenta-se convencer. O último recurso é impor. É errado tentar tratar como homogêneo algo desigual como a relação adulto e criança ou a relação professor e aluno.

[…]

A disciplina e a ordem podem prejudicar a criatividade?

Lino de Macedo: Rigidez é uma coisa, rigor é outra. Os artistas, que trabalham com criação, costumam ser super-rigorosos. Já rigidez é acreditar que uma coisa só pode ser feita de um jeito, definido arbitrariamente. A disciplina está do lado da criação, mas não é uma só. Alguns trabalham de dia, outros à noite; alguns de um modo, outros de outro. A maior parte dos artistas tem de cumprir prazos, se impõe tarefas. Se não houver disciplina, você pára no meio, esquece. Acontece que muitas vezes nós, adultos, usamos o discurso do rigor para defender nossa rigidez ou nossa incapacidade de lidar com as situações.

 

Fonte: Revista Nova Escola (por Márcio Ferrari)

Abertura de exposição história tem presença de Gabriel Chalita

O deputado federal Gabriel Chalita participou ontem, 24 de novembro, da cerimônia de abertura da exposição D. Pedro II no Líbano – 135 Anos da Visita do Imperador, no SESC Vila Mariana, em São Paulo. O evento, em comemoração à data, ficará em cartaz até o dia 15 de janeiro de 2012.

A viagem histórica de D. Pedro II, de sua esposa e de uma comitiva composta por cerca de 200 membros permitiu o estreitamento das relações entre Brasil e Líbano. Hoje, a maior parte dos imigrantes árabes no País tem origem libanesa.

Na página http://www.flickr.com/photos/imprensa_chalita/sets/72157628136961005/, é possível conferir as fotos da solenidade de abertura da exposição.

Fonte: assessoria de imprensa